Pular para o conteúdo principal

Suportando O Sofrimento Do Agressor

 Ano 2023. Escrito por Ayrton Junior Psicólogo CRP 06/147208

O presente artigo chama a atenção do leitor a fim de observar o sofrimento humano. Na abordagem da psicanálise, o sofrimento prolongado causado por outra pessoa pode ser analisado em termos de motivações conscientes e inconscientes. Vou explicar esses conceitos para o leitor.

Consciente: Os motivos conscientes são aqueles que estão acessíveis à nossa consciência. São pensamentos, sentimentos e desejos que temos clareza de que existem e podemos identificar facilmente. Quando uma pessoa suporta muito sofrimento causado por outra pessoa, ela pode ter algumas motivações conscientes para isso:

Medo de consequências: A pessoa pode temer que, se confrontar ou se opuser ao agressor, isso poderá resultar em retaliações, violência física ou emocional, perda de relacionamentos importantes, entre outros. Assim, ela pode optar por suportar o sofrimento para evitar essas possíveis consequências negativas.

Dependência emocional: A pessoa pode depender emocionalmente do agressor, sentindo-se ligada ou apegada a ele de alguma forma. Ela pode temer ficar sozinha, perder o amor ou a aprovação do agressor, ou pode acreditar que não pode viver sem essa pessoa. Essa dependência pode levá-la a tolerar o sofrimento, esperando que a situação melhore ou por acreditar que não merece algo melhor.

Inconsciente: Os motivos inconscientes são aqueles que estão ocultos de nossa consciência. São conteúdos psicológicos que estão fora de nosso alcance imediato, mas podem influenciar nossos pensamentos, emoções e comportamentos. Quando alguém suporta muito sofrimento causado por outra pessoa ao longo do tempo, podem existir motivações inconscientes em jogo:

Repetição de padrões: A pessoa pode estar repetindo um padrão inconsciente de relacionamentos que já ocorreu em sua infância. Por exemplo, se ela teve experiências de abuso ou negligência na infância, pode encontrar-se em relacionamentos abusivos ou tóxicos sem perceber, como forma de repetir e tentar resolver essas experiências passadas.

Complexo de culpa: A pessoa pode carregar um sentimento inconsciente de culpa, acreditando, de forma distorcida, que merece ser punida ou maltratada. Esse complexo de culpa pode estar relacionado a eventos passados ou a questões inconscientes mais profundas. Como resultado, ela pode atrair relacionamentos abusivos e continuar a tolerar o sofrimento, buscando inconscientemente se punir.

Consciente (continuação):

Esperança de mudança: A pessoa pode ter a esperança de que o agressor vai mudar seu comportamento no futuro. Ela pode acreditar que, com paciência e tempo, poderá ajudar o agressor a se transformar em uma pessoa melhor. Essa esperança pode mantê-la presa à situação, mesmo diante do sofrimento contínuo.

Baixa autoestima e desvalorização pessoal: A pessoa pode ter uma autoimagem negativa e sentir-se inadequada, indigna ou incapaz de encontrar uma situação melhor. Isso pode levá-la a aceitar o sofrimento como algo que merece ou como o máximo que pode obter na vida. A falta de confiança em si mesma pode dificultar a busca de uma saída da situação abusiva.

Inconsciente (continuação):

Identificação com o agressor: A pessoa pode desenvolver uma identificação inconsciente com o agressor. Isso pode ocorrer quando ela internaliza características ou comportamentos negativos do agressor, como uma forma de se proteger ou de manter algum tipo de ligação com ele. Essa identificação pode dificultar a capacidade de reconhecer a situação como abusiva e buscar ajuda.

Mecanismos de defesa: A pessoa pode estar usando mecanismos de defesa inconscientes, como a negação, a repressão ou a racionalização, para evitar lidar com o sofrimento causado pelo agressor. Esses mecanismos de defesa ajudam a pessoa a afastar sentimentos dolorosos e angustiantes, mas também podem mantê-la presa em um ciclo de sofrimento repetitivo.

Consciente (continuação):

Necessidade de segurança financeira: Em algumas situações, a pessoa pode depender financeiramente do agressor, o que pode dificultar sua capacidade de se libertar do relacionamento abusivo. A preocupação com a estabilidade financeira e o medo de enfrentar dificuldades econômicas podem levar a pessoa a tolerar o sofrimento em prol de sua segurança material.

Idealização do agressor: A pessoa pode idealizar o agressor, atribuindo-lhe qualidades positivas ou vendo-o como alguém indispensável em sua vida. Essa idealização pode ser resultado de projeções inconscientes de aspectos desejáveis ou de carências emocionais não atendidas. A pessoa pode se agarrar a essa imagem idealizada, mesmo diante do sofrimento causado pelo agressor.

Inconsciente (continuação):

Fantasias de resgate ou redenção: A pessoa pode ter fantasias inconscientes de que seu sofrimento será recompensado ou que poderá salvar o agressor de seus próprios problemas ou comportamentos abusivos. Essas fantasias podem ser uma forma de lidar com sentimento de impotência ou de buscar um senso de propósito e significado na relação, ainda que isso envolva sofrimento.

Experiências traumáticas não resolvidas: Traumas passados não resolvidos, como abusos na infância ou outras situações traumáticas, podem influenciar a capacidade da pessoa de reconhecer e lidar com o abuso atual. Essas experiências traumáticas podem estar enraizadas no inconsciente e podem levar a uma repetição de padrões disfuncionais, mantendo a pessoa presa em situações de sofrimento.

É fundamental destacar que cada caso é único, e essas explicações são apenas exemplos gerais de motivações conscientes e inconscientes. A psicanálise busca, por meio do processo terapêutico, trazer à tona esses aspectos ocultos, ajudando a pessoa a compreender melhor suas dinâmicas internas e a desenvolver estratégias para se libertar do sofrimento e promover seu bem-estar psicológico.

Consciente (continuação):

Culpa e responsabilidade excessiva: A pessoa pode sentir uma culpa desproporcional em relação ao abuso sofrido, colocando a responsabilidade pelo comportamento abusivo do agressor sobre si mesma. Ela pode acreditar que merece o sofrimento ou que é responsável por mudar o comportamento do agressor, levando-a a suportar a situação por um longo período de tempo.

Falta de recursos emocionais: A pessoa pode ter uma falta de recursos emocionais, como habilidades de enfrentamento, autoestima ou suporte social, que dificultam a saída da situação abusiva. A ausência desses recursos pode levá-la a acreditar que não possui alternativas ou que não é capaz de lidar com as consequências de romper o relacionamento.

Inconsciente (continuação):

Repressão de memórias traumáticas: A pessoa pode reprimir memórias traumáticas relacionadas ao abuso, impedindo sua conscientização plena do sofrimento que está vivenciando. A repressão é um mecanismo de defesa inconsciente que visa proteger o indivíduo de sentimentos e lembranças dolorosas, mas também pode perpetuar a tolerância ao abuso.

Complexo de inferioridade: A pessoa pode ter um complexo de inferioridade inconsciente, sentindo-se inadequada ou de menor valor em relação ao agressor. Esse sentimento de inferioridade pode ser decorrente de experiências passadas, dinâmicas familiares disfuncionais ou questões de autoestima não resolvidas, o que a mantém presa no ciclo de sofrimento.

Consciente (continuação):

Negação da gravidade do abuso: A pessoa pode negar ou minimizar a gravidade do abuso que está enfrentando. Ela pode tentar encontrar explicações racionais para o comportamento do agressor ou atribuir a culpa a si mesma, evitando confrontar a realidade do abuso. Essa negação pode ser uma estratégia consciente para lidar com o sofrimento emocional intenso.

Baixa autoestima e autorrespeito: A pessoa pode ter uma baixa autoestima e falta de autorrespeito, o que a leva a tolerar o sofrimento causado pelo agressor. Ela pode acreditar que não merece um tratamento melhor ou que não é digna de amor e respeito. Essas crenças limitantes podem mantê-la presa em relacionamentos abusivos.

Inconsciente (continuação):

Complexo de Édipo ou Édipo invertido: Em certos casos, dinâmicas inconscientes relacionadas ao complexo de Édipo podem influenciar a tolerância ao sofrimento causado por outra pessoa. Essas dinâmicas podem envolver desejos inconscientes de obter a aprovação ou o amor do agressor, assim como sentimentos conflitantes em relação a figuras parentais.

Padrões de identificação e repetição: A pessoa pode repetir padrões de identificação com figuras de autoridade abusivas presentes em sua história de vida. Essa repetição pode ser uma tentativa inconsciente de dominar a situação de abuso ou de buscar uma resolução inconsciente de conflitos não resolvidos com figuras parentais, mesmo que isso resulte em sofrimento contínuo.

Compreendo sua solicitação, continuarei com a explanação sobre as motivações conscientes e inconscientes que podem levar uma pessoa a suportar muito sofrimento causado por outra pessoa, segundo a perspectiva da psicanálise.

Consciente (continuação):

Idealização do relacionamento: A pessoa pode idealizar o relacionamento com o agressor, focando nos momentos de harmonia ou nos traços positivos do agressor. Essa idealização pode fazer com que ela suporte o sofrimento, na esperança de que as coisas melhorem ou de que o relacionamento atinja o potencial desejado.

Medo do desconhecido: O medo do desconhecido pode ser uma motivação consciente para suportar o sofrimento causado por outra pessoa. Mesmo que a pessoa reconheça que está sofrendo, ela pode temer enfrentar a incerteza de deixar a situação atual e se aventurar em um novo caminho. Essa falta de familiaridade pode ser assustadora e desencorajadora.

Inconsciente (continuação):

Repressão de desejos agressivos: A pessoa pode reprimir seus próprios desejos agressivos em relação ao agressor. Esses desejos podem ser redirecionados para si mesma como forma de evitar confrontações ou conflitos. A repressão desses desejos agressivos pode levar à tolerância prolongada ao sofrimento infligido pelo agressor.

Identificação com a vítima: A pessoa pode desenvolver uma identificação inconsciente com o papel de vítima, o que pode ser influenciado por experiências passadas de vitimização ou dinâmicas familiares disfuncionais. Essa identificação pode levar a uma crença subjacente de que ela não merece um tratamento melhor ou de que é incapaz de romper o ciclo de abuso.

Consciente (continuação):

Medo das consequências: A pessoa pode temer as possíveis consequências negativas de sair do relacionamento abusivo, como retaliação, ameaças ou consequências legais. Esse medo pode levá-la a suportar o sofrimento para evitar possíveis repercussões negativas.

Dependência emocional: A pessoa pode desenvolver uma dependência emocional em relação ao agressor. Ela pode sentir-se emocionalmente ligada e incapaz de se afastar, mesmo diante do sofrimento contínuo. Essa dependência emocional pode estar relacionada a carências afetivas, medo do abandono ou dificuldade em estabelecer relações saudáveis.

Inconsciente (continuação):

Mecanismos de defesa intrapsíquicos: A pessoa pode recorrer a mecanismos de defesa intrapsíquicos inconscientes para lidar com o sofrimento causado pelo agressor. Esses mecanismos, como a negação, a projeção ou a formação reativa, podem distorcer a percepção da realidade e impedir o reconhecimento da situação abusiva.

Padrões repetitivos: A pessoa pode repetir padrões inconscientes de relacionamentos abusivos que remontam a experiências passadas. Isso pode estar relacionado a dinâmicas familiares disfuncionais, traumas não resolvidos ou representações internalizadas de relacionamentos abusivos. A repetição desses padrões pode perpetuar o sofrimento e dificultar a busca por relações saudáveis.

Consciente (continuação):

Sentimento de responsabilidade pelo bem-estar do agressor [filho, namorado, esposo(a) e outras figuras] : A pessoa pode sentir-se responsável pelo bem-estar do agressor, acreditando que é sua obrigação cuidar dele ou ajudá-lo a lidar com seus próprios problemas. Esse sentimento de responsabilidade pode fazer com que ela suporte o sofrimento, sacrificando sua própria saúde e bem-estar.

Expectativas sociais e normas culturais: A pessoa pode estar sujeita a expectativas sociais e normas culturais que valorizam a manutenção de relacionamentos, mesmo que sejam abusivos. Ela pode sentir pressão para manter a aparência de um relacionamento saudável ou temer o estigma social associado ao término de um relacionamento.

Inconsciente (continuação):

Fantasias de mudança ou redenção do agressor [filho, esposa(o), namorado e outras figuras] : A pessoa pode ter fantasias inconscientes de que poderá mudar o agressor ou redimi-lo de seu comportamento abusivo. Essas fantasias podem estar ligadas a desejos profundos de ser amada e aceita, mesmo que isso envolva suportar o sofrimento causado pelo agressor.

Necessidade de repetição de padrões familiares: A pessoa pode inconscientemente buscar a repetição de padrões disfuncionais presentes em sua família de origem. Isso pode ocorrer como uma tentativa de resolver traumas não resolvidos ou de obter uma sensação de familiaridade, mesmo que essa familiaridade esteja associada ao sofrimento.

Consciente (continuação):

Medo da solidão: O medo da solidão pode ser uma motivação consciente para suportar o sofrimento. A pessoa pode temer ficar sozinha, perder o vínculo com o agressor ou enfrentar a sensação de isolamento. Esse medo pode levar ao comprometimento da própria saúde emocional em prol da preservação de um relacionamento, mesmo que tóxico.

Esperança de mudança: A pessoa pode manter a esperança de que o agressor [filho, esposo(a), namorado e outras figuras] mudará seu comportamento no futuro. Essa esperança pode ser alimentada por promessas, momentos de arrependimento ou mudanças temporárias no comportamento do agressor. A crença de que a situação melhorará pode levar a pessoa a suportar o sofrimento por um longo período de tempo.

Inconsciente (continuação):

Repetição de dinâmicas de poder e controle: A pessoa pode estar inconscientemente repetindo dinâmicas de poder e controle presentes em seu ambiente familiar ou experiências passadas. Ela pode estar replicando essas dinâmicas de forma inconsciente, mesmo que isso signifique suportar o sofrimento causado pelo agressor.

Identificação com o agressor: A pessoa pode desenvolver uma identificação inconsciente com o agressor [filho, namorado, esposo(a) e outras figuras], assumindo características ou comportamentos semelhantes. Essa identificação pode ser uma tentativa de ganhar controle ou poder na relação, mesmo que isso resulte em suportar o sofrimento causado pelo agressor.

É importante ressaltar que a psicanálise busca explorar essas motivações conscientes e inconscientes para ajudar a pessoa a compreender os padrões repetitivos, enfrentar seus medos e promover mudanças positivas em sua vida. O objetivo do trabalho terapêutico é auxiliar a pessoa a desenvolver recursos internos, fortalecer sua autonomia emocional e estabelecer relacionamentos saudáveis, baseados no respeito, no cuidado e na proteção de si mesma.

 

Comentários

Postagens mais visitadas

Psicologia Aplicada

  Ano 2025. Escrito por Ayrton Junior Psicólogo CRP 06/147208 Psicologia aplicada é o ramo da psicologia que utiliza os conhecimentos teóricos da psicologia para resolver problemas práticos em diferentes contextos da vida real, como no trabalho, na educação, na saúde, na justiça, no esporte, entre outros. Enquanto a psicologia básica busca entender o comportamento e os processos mentais em geral, a psicologia aplicada foca em intervenções práticas para promover bem-estar, desempenho, adaptação e qualidade de vida. Exemplos de psicologia aplicada: Psicologia organizacional: melhorar o clima no ambiente de trabalho e a produtividade. Psicologia clínica: tratar transtornos mentais ou emocionais. Psicologia educacional: ajudar na aprendizagem e no desenvolvimento de estudantes. Psicologia do esporte: otimizar o desempenho de atletas. Psicologia jurídica: auxiliar no entendimento do comportamento criminal e decisões judiciais. Psicolo...

O Fiscal Desempregado Internamente (Mesmo Estando Empregado no Supermercado)

  Subtítulo: A trajetória de quem trabalha sem encontrar sentido em si mesmo Ano 2025. Autor [ Ayrton Junior Psicólogo] 🧭 Sinopse: Este livro é uma jornada psicanalítica e existencial sobre o conflito entre o “ter” e o “ser”. Através da figura simbólica do fiscal de caixa, o autor reflete sobre o trabalhador moderno que, embora tenha um emprego, sente-se mendigando internamente por sentido, reconhecimento e liberdade . O livro explora como a alienação, o superego moralista e a repressão dos desejos autênticos geram um estado de “desemprego interno”, onde o sujeito perde o contato com seus recursos psíquicos e espirituais. 🪞 Introdução — O Mendigo Interno “Há quem tenha um salário, mas não tenha um sentido.” Nesta introdução, o autor apresenta o conceito do mendigo interno — uma metáfora para a alma empobrecida, carente de significado, ainda que o corpo esteja ocupado por uma função social. O fiscal de caixa, personagem central, representa o trabalhador que e...

O Fiscal Cai na Armadilha da Fiscal Passivo-Agressiva

  Ano 2025. Escrito por Ayrton Junior Psicólogo CRP 06/147208 Introdução Este livro nasce da necessidade de compreender, à luz da psicanálise e da clínica do trabalho, uma cena aparentemente banal do cotidiano institucional: um conflito entre dois fiscais de caixa. Longe de se tratar apenas de um desentendimento interpessoal, a situação revela uma trama complexa de acting out, identificação projetiva, sofrimento ético e adoecimento psíquico produzido por organizações que não simbolizam seus conflitos. A expressão “cair na armadilha”, utilizada pela encarregada, funciona aqui como operador clínico. Ela nomeia, ainda que de forma intuitiva, um processo inconsciente no qual um sujeito é capturado pela dinâmica passivo-agressiva de outro e, ao reagir, perde sua posição simbólica. O objetivo deste livro é desdobrar essa cena, mostrando como ela se articula com Burnout, dinâmica institucional tóxica e com o desejo de deslocamento da função operacional para um lugar de escuta....

Desamparo ou abandono, qual a diferença?

Junho/2020.Escrito por Ayrton Junior - Psicólogo CRP 06/147208 O presente artigo convida o leitor(a) a repensar sobre a sensação de desamparo e a sensação de abandono, pois as veze confundimos o momento de desamparo com a sensação de abandono. Sendo assim, o sinal de angústia desvela a situação de desamparo na qual a perda do lugar de amado mergulha o sujeito. Em alguns casos, são homens, que exibem com lágrimas o desespero ante ao desemprego, a separação. A dor, quando intensa e duradoura, tem como efeito uma extrema desorganização da economia psíquica. [...] Em O Futuro de uma Ilusão, por exemplo, Freud (1927/1976) trabalha a concepção do desamparo em relação à perspectiva da falta de garantias do ser humano e da criação de deuses para compensá-la, refletindo sobre a origem e a função da religião e da cultura: “o desamparo do homem permanece e, junto com ele, seu anseio pelo pai e pelos deuses”, dos quais se espera a missão de “exorcizar os terrores da natureza, reconciliar os...

Entre - Lugar

  Ano 2025. Escrito por Ayrton Junior Psicólogo CRP 06/147208 O presente artigo chama a atenção do leitor para um excelente tópico. O que é o entre - lugar que as vezes nos encontramos em algumas situações. Construa um texto citando como exemplo um indivíduo que está no entre lugar através da psicologia social para ser gravado no Ainda sou podcast pelo host psicólogo Ayrton Júnior adaptado na linguagem assertiva informativa e que movimentos o sujeito realizar para demover se do entre lugar para ocupar na realidade o lugar que lhe pertence por direito Abaixo está um texto adaptado para ser lido no seu podcast "Ainda Sou" , com linguagem assertiva e informativa, fundamentado na psicologia social , explicando o conceito de entre-lugar e como o sujeito pode sair dessa posição ambígua e retomar o seu lugar legítimo na realidade: 🎙️ AINDA SOU — por Ayrton Júnior Hoje, vamos falar sobre um conceito muito presente nas experiências humanas, mas pouco nomeado: o entre-...

O Fiscal de Caixa, a Marca Olympikus e o Reconhecimento Simbólico no Cotidiano Institucional

Ano 2025. Escrito por Ayrton Junior Psicólogo CRP 06/147208 Introdução A psicanálise, desde Freud, interessa-se pelos acontecimentos aparentemente banais do cotidiano, entendendo-os como formações do inconsciente. Gestos, esquecimentos, escolhas de objetos e pequenos episódios sociais podem funcionar como vias de expressão do desejo e do conflito psíquico. No contexto do trabalho, especialmente em instituições marcadas pela repetição e pela rigidez funcional, tais manifestações ganham relevância clínica. Este artigo analisa a cena em que um fiscal de caixa passa a trabalhar utilizando um tênis novo da marca Olympikus e recebe olhares de aprovação e comentários de colegas no supermercado. Busca-se interpretar esse episódio como uma cena de espelhamento narcísico e de reconhecimento simbólico, articulando os conceitos de narcisismo, olhar do Outro, identificação e desejo, conforme a tradição freudo-lacaniana. 1. O trabalho institucional e a redução do sujeito à função...

Quando o Corpo Fala o que o Trabalho Cala

  Ano 2025. Escrito por Ayrton Junior Psicólogo CRP 06/147208 Doença Psicossomática, Estresse Laboral e Adoecimento no Varejo no Final de Ano** Resumo O presente artigo analisa um quadro clínico caracterizado por sintomas respiratórios, sistêmicos e sensoriais — febre, catarro abundante, sudorese noturna, fadiga, dispneia, náusea, dor cervical e perda do paladar — manifestados por um sujeito que exerce a função de fiscal de supermercado, com formação em Psicologia. Partindo de uma leitura integrada entre a medicina e a psicossomática, fundamentada na Psicologia da Saúde, propõe-se compreender o adoecimento como expressão de um corpo que não sustenta mais o nível de estresse imposto pelo trabalho, intensificado no período do Natal e na passagem para o ano de 2026. O corpo surge, assim, como via privilegiada de expressão do sofrimento psíquico diante da impossibilidade de simbolização e de mudança concreta das condições laborais. Palavras-chave: psicossomática; estresse ocup...

Eu Não Preciso De Um Relacionamento Para Me Sentir Inteiro

  Ano 2025. Escrito por Ayrton Junior Psicólogo CRP 06/147208 O presente artigo chama a atenção do para um excelente tópico. Um sujeito se graduou em teologia e buscou mulheres para namorar na mesma igreja, porém não obteve resultados satisfatório, sempre sendo excluído por algum aspecto que para às mulheres ele não se encaixava. O sujeito depois se graduou em psicologia e passou a acessar apps de relacionamento onde conheceu três mulheres em épocas diferentes, onde chegou a namorar, porém não obteve sucesso nos relacionamentos. O sujeito escolheu afastar se doa app de relacionamento por um tempo longo. Então o sujeito escolhe voltar novamente para os app de relacionamento más não tem sucesso com as mulheres. Sofreu um golpe econômico com uma mulher que conversava pelo whatsapp. Outras mulheres o descartam logo que vê sua aparência pelas fotos, outras excluem porque seus horários são inflexíveis no supermercado. O indivíduo está pensando em sair desta compulsão a repetição de fra...

O Fiscal de Caixa como Função Estrutural e a Mediação como Modo de Exercício da Autoridade

  Ano 2025. Escrito por Ayrton Junior Psicólogo CRP 06/147208 Contribuições da Psicologia Organizacional para a Compreensão do Clima Organizacional em Supermercados Resumo O ambiente supermercadista caracteriza-se por elevada complexidade operacional e relacional, marcada por pressões por produtividade, cumprimento rigoroso de normas e intenso contato com o público. O fiscal de caixa ocupa uma posição estratégica nesse contexto, atuando como liderança intermediária e representante direto da organização junto aos operadores de caixa. Este artigo sustenta que a função de fiscal de caixa, por ser estrutural, não encontra possibilidade de ser alterada ou ressignificada simbolicamente como uma função de mediação por meio da palavra ou do discurso. Contudo, argumenta-se que a mediação pode operar como um modo de exercício da função fiscalizatória, nos limites institucionais que a constituem. Fundamentado na Psicologia Organizacional e do Trabalho, o texto analisa como habilid...

Psicossomatização Crise De Asma Psicologia Saúde

  Ano 2023. Escrito por Ayrton Junior Psicólogo CRP 06/147208 O presente artigo chama a atenção do para um excelente tópico. Um psicólogo está indeciso sobre qual abordagem escolher para trabalhar em instituições. Mas se recorda do fato de que na sua infância quando teve uma crise de asma e foi medicado num hospital. Fez uma promessa de que um dia iria curar pessoas que estivessem crise de asma. Agora o psicólogo se encontra dentro de um hospital com crise de asma e foi medicado pelo médico. Será possível o psicólogo associar a disciplina psicossomática integrada na abordagem psicologia da saúde a escolha certa. Claro! Vou explicar para você como o psicólogo pode associar a disciplina psicossomática integrada na abordagem da psicologia da saúde e como isso se relaciona com a psicanálise, considerando que você é um iniciante nessa abordagem. A abordagem psicossomática integrada na psicologia da saúde tem como objetivo compreender a interação entre aspectos psicológicos e fís...