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Cliente Não Diz Obrigado Psicanalise

  Ano 2023. Escrito por Ayrton Junior Psicólogo CRP 06/147208 O presente artigo chama a atenção do leitor para um excelente tópico. Um cliente se encaminha ao caixa onde está o operador de caixa e deposita seus itens de consumo na esteira. O operador de caixa pergunta ao cliente se o ele é cliente estilo. O cliente responde que sim sem ao menos olhar para o rosto do operador e muito menos sorrir. O operador registra as mercadorias para o cliente efetuar o pagamento. Enquanto o operador de caixa está de costa para o cliente aguardando ser impresso o cupom fiscal o operador percebe que o cliente pega várias sacolinhas e guarda. Então o operador entrega o cupom fiscal e o cliente não lhe diz nem obrigado. Parece que o humor do cliente está alterado neste dia. Pela perspectiva da psicanálise, o comportamento do cliente pode ser interpretado levando em consideração alguns conceitos-chave, como o inconsciente, os processos de defesa e a dinâmica dos desejos e das emoções. Vou explica...
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O fiscal que trabalha com a lei

  Fiscal de caixa em conflito com operadora de caixa Ano 2025. Escrito por Ayrton Junior Psicólogo CRP 06/147208   Resumo O presente artigo analisa, à luz da psicanálise freudiana e lacaniana, um episódio institucional ocorrido entre um fiscal de caixa e uma operadora de caixa em um contexto organizacional normatizado. O conflito, inicialmente operacional, escalou para instâncias superiores (liderança, gerência e RH), revelando dinâmicas inconscientes de repetição, projeção e deslocamento da culpa. A partir desse caso, discute-se a distinção fundamental entre encarnar a lei e trabalhar com a lei , bem como os efeitos subjetivos dessa diferença tanto para o sujeito que ocupa a função quanto para a instituição. O artigo propõe ainda o episódio como marcador de encerramento simbólico de ciclo e como indicador de prontidão para atuação em outros campos institucionais da lei. Palavras-chave: Psicanálise e instituições; Lei simbólica; Compulsão à repetição; Autoridade; T...

O fiscal como força de trabalho: o apagamento da subjetividade

  Ano 2025. Escrito por Ayrton Junior Psicólogo CRP 06/147208   Resumo Este artigo analisa, a partir da psicanálise freudiana e lacaniana, a posição do sujeito que ocupa a função de fiscal de caixa em um supermercado, destacando como essa função o inscreve no laço social prioritariamente como força de trabalho, produzindo apagamento da subjetividade. A partir de um percurso biográfico-profissional marcado por sucessivas tentativas de articular subjetividade e remuneração, evidencia-se uma compulsão à repetição que alterna posições de remuneração sem subjetividade e subjetividade sem remuneração. O adoecimento psicossomático surge como índice clínico do esgotamento dessa lógica. O texto propõe a noção de intervalo de separação simbólica como operador clínico para interromper a repetição e sustentar a travessia ética em direção a laços onde o sujeito possa existir em posição subjetiva, especialmente no campo da psicologia na interface com a lei. Palavras-chave: subjetiv...

Por que eu ainda preciso estar aqui para existir?

  Uma reflexão sobre trabalho, existência e alienação no contexto organizacional contemporâneo Ano 2025. Escrito por Ayrton Junior Psicólogo CRP 06/147208   Introdução "Por que eu ainda preciso estar aqui no supermercado trabalhando como fiscal de caixa para existir?" Esta pergunta, aparentemente simples, encapsula décadas de debate filosófico, sociológico e econômico sobre a relação entre trabalho, identidade e existência humana. A questão não se refere apenas à sobrevivência material, mas toca em dimensões mais profundas: o que significa existir em um sistema onde nossa presença física em determinado espaço organizacional parece ser a condição para nossa própria validação social e econômica? A Existência Condicionada ao Trabalho Assalariado Marx (1844/2010) já identificava no século XIX que, no sistema capitalista, o trabalhador "só se sente livremente ativo em suas funções animais - comer, beber e procriar (...) - enquanto em suas funções humanas se vê red...