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Fiscal-Psicólogo “Direto pro Inferno”: vigilância, poder e subjetividade no cotidiano do supermercado

  Resumo Este artigo articula a série Direto pro Inferno com conceitos centrais da psicologia social para analisar o papel do fiscal e do psicólogo em ambientes cotidianos, como o supermercado. Argumenta-se que ambos operam em uma zona limítrofe entre cuidado, controle e julgamento, mobilizando processos de leitura comportamental, influência social e regulação normativa. A série funciona como metáfora ampliada dessas dinâmicas, evidenciando como o poder é construído simbolicamente e legitimado pelo olhar coletivo. 1. Introdução A vida social contemporânea é atravessada por dispositivos de vigilância, explícitos ou difusos, que organizam comportamentos e produzem subjetividades. A série Direto pro Inferno dramatiza esse fenômeno ao apresentar uma personagem que constrói poder por meio da leitura do outro e da manipulação simbólica do medo. Transpondo essa lógica para o cotidiano, especialmente no contexto de supermercados, observa-se que figuras como o fiscal e o psicó...
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Reprovado Psicólogo: Entre o Significante do Fracasso e a Persistência do Desejo

  Resumo Este artigo propõe uma leitura psicanalítica da série  A Reprovado  como um espelho simbólico da posição subjetiva de um psicólogo que atua como fiscal em um supermercado. A análise articula conceitos fundamentais da psicanálise — como identificação, ideal do eu, supereu, repetição e desejo — para compreender como o significante “reprovado” organiza a experiência psíquica e sustenta uma dinâmica de sofrimento, estagnação e, paradoxalmente, manutenção do desejo. 1. Introdução A experiência de “fracasso” raramente se limita ao campo objetivo (uma reprovação, uma não inserção profissional). Na psicanálise, ela pode adquirir estatuto estrutural, passando a organizar a identidade do sujeito. A série  A Reprovado  opera, nesse contexto, como um dispositivo de identificação: não apenas representa o fracasso, mas o reinscreve simbolicamente para quem a assiste. No caso do psicólogo que trabalha como fiscal de supermercado, a narrativa não é externa...

A Cor Estimula A Fome Supermercado

  Ano 2023. Escrito por Ayrton Junior Psicólogo CRP 06/147208 O presente artigo chama a atenção do leitor para um excelente tópico. Qual é a cor que atua no cérebro e na percepção estimulando o desejo de comer. O que acontece ao cliente que entra no supermercado e começa a comer, mesmo sendo alertado para não abrir o produto. Fazer o consumo de algum produto no caso que você vai pagar não é totalmente permitido, mas também tem que ser utilizado o bom senso né, enfim. o supermercado ele não pode te proibir de consumir um produto dentro. Por isso, a cor que pode estimular o desejo de comer é o vermelho. Na psicologia das cores, o vermelho é frequentemente associado a sentimentos de fome, energia e urgência. Quando estamos expostos a essa cor, ela pode influenciar nosso cérebro e percepção, aumentando a sensação de fome e até mesmo estimulando o apetite. Isso ocorre porque o vermelho pode aumentar o fluxo sanguíneo e a frequência cardíaca, o que pode ter um efeito estimulante em...

Reprovado Psicólogo: Entre o Significante do Fracasso e a Persistência do Desejo

  Resumo Este artigo propõe uma leitura psicanalítica da série  A Reprovado  como um espelho simbólico da posição subjetiva de um psicólogo que atua como fiscal em um supermercado. A análise articula conceitos fundamentais da psicanálise — como identificação, ideal do eu, supereu, repetição e desejo — para compreender como o significante “reprovado” organiza a experiência psíquica e sustenta uma dinâmica de sofrimento, estagnação e, paradoxalmente, manutenção do desejo. 1. Introdução A experiência de “fracasso” raramente se limita ao campo objetivo (uma reprovação, uma não inserção profissional). Na psicanálise, ela pode adquirir estatuto estrutural, passando a organizar a identidade do sujeito. A série  A Reprovado  opera, nesse contexto, como um dispositivo de identificação: não apenas representa o fracasso, mas o reinscreve simbolicamente para quem a assiste. No caso do psicólogo que trabalha como fiscal de supermercado, a narrativa não é externa...

Existe salvação ou não para o fiscal psicólogo?

  Introdução A pergunta que orienta este ensaio — existe salvação para o fiscal psicólogo? — não é apenas retórica ou dramática. Ela condensa uma tensão estrutural entre consciência crítica e inserção institucional . Trata-se de um sujeito que, ao mesmo tempo em que ocupa uma função operacional em um supermercado, também sustenta um olhar analítico sobre os mecanismos sociais que o atravessam. A série Sem Salvação ( Unchosen ) funciona aqui como metáfora ampliada: um microcosmo onde normas, poder e subjetividade se entrelaçam de forma intensificada. No entanto, a hipótese central deste artigo é direta: a possibilidade de “salvação” não está no sistema, mas na posição subjetiva que o indivíduo constrói frente a ele . 1. O sistema não se reforma: ele se reproduz A psicologia social demonstra consistentemente que sistemas organizacionais tendem à homeostase , ou seja, à manutenção de seu próprio funcionamento, mesmo quando disfuncional. Segundo Émile Durkheim, os fat...