Resumo Este artigo propõe uma análise articulada do filme Minha Querida Senhorita a partir de dois eixos teóricos: a psicanálise e a psicologia social. Busca-se compreender como a trajetória da personagem Adela/A.D. evidencia a constituição do sujeito pelo Outro, o papel do recalque e da angústia, bem como os mecanismos de controle social, estigma e normatização do corpo. Além disso, o texto amplia a leitura para o cotidiano, tomando como metáfora o “fiscal psicólogo” no supermercado, enquanto operador de observação e controle, evidenciando como o sofrimento psíquico se manifesta em cenas banais. Conclui-se que o filme explicita a inseparabilidade entre sujeito e laço social, demonstrando que o conflito psíquico é produzido e sustentado por estruturas simbólicas e institucionais. 1. Introdução O filme Minha Querida Senhorita (1972), dirigido por Jaime de Armiñán, narra a história de Adela, uma mulher que, ao longo da vida, descobre ser inter...
Introdução No ambiente da academia, o foco costuma recair sobre variáveis físicas — carga, volume, técnica e estética. No entanto, a Psicologia do Esporte demonstra que o comportamento de se exercitar é sustentado por processos psicológicos como motivação, autorregulação e gestão emocional. Nesse cenário, dois profissionais aparecem com funções distintas e complementares: o personal trainer e o psicólogo do esporte. O papel do personal trainer: prescrição e desempenho físico O personal trainer atua na dimensão fisiológica e biomecânica do treino. Sua intervenção envolve: Prescrição individualizada (objetivos, nível de condicionamento, histórico) Periodização (organização de volume e intensidade ao longo do tempo) Correção técnica e prevenção de lesões Monitoramento de desempenho e progressão de carga A literatura em treinamento físico sustenta que programas estruturados e supervisionados aumentam a eficiência dos ganhos e reduzem risco...