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Existe salvação ou não para o fiscal psicólogo?

  Introdução A pergunta que orienta este ensaio — existe salvação para o fiscal psicólogo? — não é apenas retórica ou dramática. Ela condensa uma tensão estrutural entre consciência crítica e inserção institucional . Trata-se de um sujeito que, ao mesmo tempo em que ocupa uma função operacional em um supermercado, também sustenta um olhar analítico sobre os mecanismos sociais que o atravessam. A série Sem Salvação ( Unchosen ) funciona aqui como metáfora ampliada: um microcosmo onde normas, poder e subjetividade se entrelaçam de forma intensificada. No entanto, a hipótese central deste artigo é direta: a possibilidade de “salvação” não está no sistema, mas na posição subjetiva que o indivíduo constrói frente a ele . 1. O sistema não se reforma: ele se reproduz A psicologia social demonstra consistentemente que sistemas organizacionais tendem à homeostase , ou seja, à manutenção de seu próprio funcionamento, mesmo quando disfuncional. Segundo Émile Durkheim, os fat...
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Portador Necessidade Especial ambiente Organizacional

  Ano 2023. Escrito por Ayrton Junior Psicólogo CRP 06/147208 O presente artigo chama a atenção do para um excelente tópico. Como lidar com o portador de necessidade especial autista, portador de déficit de atenção, portador parestesia muscular inserido no ambiente organizacional na cultura da diversidade. Lidar com um indivíduo que possui necessidades especiais, como autismo, déficit de atenção e parestesia muscular, inserido em um ambiente organizacional que promove a cultura da diversidade, requer sensibilidade, empatia e compreensão. A abordagem da psicologia social e psicologia da saúde pode fornecer algumas orientações para facilitar a inclusão e a adaptação do indivíduo ao ambiente de trabalho. Vamos explorar algumas estratégias fundamentais para ajudar você a lidar com essa situação como um iniciante: Informação e Conscientização: Busque entender as condições específicas do indivíduo, como o autismo, o déficit de atenção e a parestesia muscular. Familiarize-se com as ...

A Raiva Bloqueada Gera Inibição: uma leitura psicanalítica do impasse entre desejo e ato (com vinhetas clínicas)

  Resumo Este artigo examina, a partir da psicanálise, como o bloqueio da agressividade — particularmente da raiva — pode produzir estados de inibição, paralisia decisória e fadiga psíquica. Tomando como referência um sujeito que deseja abandonar uma posição profissional insatisfatória para atuar como psicólogo, mas não consegue realizar esse movimento, discute-se o papel da agressividade como motor do ato, a função defensiva do pensamento excessivo e a emergência de formas deslocadas de repetição. A seção ampliada apresenta vinhetas clínicas que ilustram diferentes destinos da agressividade recalcada e suas vias de reinscrição simbólica. 1. Introdução Na clínica, é frequente encontrar sujeitos que sabem o que querem, mas não conseguem sustentar o ato correspondente. A ausência de raiva ou indignação frente a condições objetivamente insatisfatórias aparece, nesses casos, não como sinal de maturidade, mas como indício de bloqueio da agressividade. Propõe-se aqui que tal blo...