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Estímulos Cigarro Álcool Drogas

  Ano 2023. Escrito por Ayrton Junior Psicólogo CRP 06/147208 O presente artigo chama a atenção do leitor para observar alguns estímulos que contribuem no uso de substâncias psicoativas, álcool e cigarro. Quais estímulos contribuem para um indivíduo beber álcool fumar cigarro e substâncias psicoativas. De acordo com a psicanálise, os estímulos que contribuem para um indivíduo beber álcool, fumar cigarro e usar substâncias psicoativas podem estar relacionados a uma variedade de fatores inconscientes e processos psicológicos. Vou explicar esses estímulos como se você fosse um iniciante na abordagem psicanalítica. A psicanálise enfoca a compreensão do comportamento humano a partir do inconsciente, que é a parte da mente que contém desejos, impulsos e memórias reprimidas. Ela postula que os comportamentos problemáticos, como o consumo excessivo de álcool, o tabagismo e o uso de substâncias psicoativas, são influenciados por conflitos inconscientes e mecanismos de defesa. Desejo...
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O saber antecipado reforça o corpo: uma leitura fenomenológica da antecipação corporificada

  Resumo Este artigo propõe uma análise fenomenológica de um conjunto de experiências nas quais sensações corporais localizadas — como pulsações na testa e nos ouvidos — são investidas de sentido como sinais antecipatórios do futuro. Argumenta-se que tais vivências não constituem acesso privilegiado a eventos futuros, mas expressam uma modulação da temporalidade da consciência sob ansiedade antecipatória. Nessa configuração, o corpo vivido (Leib) é capturado como operador de saber, produzindo uma circularidade na qual o “saber antecipado” reforça a percepção corporal, consolidando um circuito de autoevidência subjetiva. A análise articula conceitos centrais da fenomenologia, especialmente em Husserl, Heidegger e Merleau-Ponty, para demonstrar como a protensão hipertrofiada reduz o campo de possibilidades e interfere na ação do sujeito no mundo. 1. Introdução A experiência de “saber antes” que algo irá acontecer é frequentemente descrita como intuição ou premonição. No e...

A Fila como Sintoma Organizacional: Defesa Institucional, Ruptura do Contrato Psicológico e Falha na Proposta de Valor ao Empregado

  Resumo Este artigo analisa, à luz da Psicologia Organizacional e da Psicodinâmica do Trabalho, uma cena cotidiana: um cliente questiona a escassez de operadores de caixa; a fiscal responde que “as pessoas não querem trabalhar”. Argumenta-se que a fila constitui um sintoma organizacional, cuja etiologia reside menos na “falta de vontade” individual e mais na ruptura do contrato psicológico, na fragilidade da proposta de valor ao empregado (EVP) e em mecanismos defensivos institucionais. A análise integra aportes de Denise Rousseau, Christophe Dejours, Edgar Schein, Frederick Herzberg e John W. Meyer & Brian Rowan, articulando níveis manifesto e latente do discurso organizacional. 1. Introdução: do evento banal ao fenômeno estrutural A cena é simples: fila extensa; poucos caixas abertos; cliente insatisfeito; resposta defensiva da fiscal. Contudo, como em toda formação sintomática, o que aparece (escassez operacional) remete a determinantes estruturais (políticas de...