Texto de orientação para psicólogos em transição profissional 1. Se você não está conseguindo entrar em uma instituição, isso não significa que você não serve Muitos psicólogos, ao tentarem migrar da clínica privada ou de trabalhos precários para o campo institucional, enfrentam um silêncio absoluto: currículos enviados, nenhuma resposta, nenhuma entrevista, nenhum feedback. A leitura mais comum (e mais cruel) costuma ser: “Talvez eu não seja bom o suficiente.” Essa leitura está errada. Na maioria dos casos, o problema não está no profissional , mas no funcionamento do campo institucional . 2. Campos institucionais não funcionam como mercado aberto Diferente da clínica privada ou de empresas comuns, o trabalho institucional em Psicologia (SUS, SUAS, OS, ONGs, fundações, projetos sociais, hospitais conveniados, serviços públicos) funciona como um campo fechado . Isso significa que: as vagas raramente são divulgadas amplamente; processos seletivo...
Q uando não é o sujeito que escolhe o campo — é o campo que escolhe o sujeito Público-alvo Psicólogos em transição profissional Pastores, líderes religiosos e teólogos Supervisores institucionais (saúde, educação, assistência social, igrejas, ONGs) Carga horária sugerida 4 a 8 horas (adaptável para curso, retiro formativo ou supervisão continuada) OBJETIVO GERAL Levar o participante a: compreender a lógica estrutural dos campos institucionais; diferenciar fracasso pessoal de fechamento estrutural do campo; elaborar o luto pelo modelo convencional de acesso (RH, currículo, processos seletivos); reposicionar-se subjetivamente diante da espera, da indicação e da autorização institucional. EIXO 1 — A ILUSÃO DA ESCOLHA INDIVIDUAL Conteúdo teórico O discurso moderno da autonomia e da meritocracia. A crença de que “eu escolho onde trabalho”. Como essa crença é p...