Introdução A rotatividade de colaboradores, ou turnover , costuma ser tratada pelas organizações como um indicador administrativo: pessoas entram, pessoas saem e novas pessoas são contratadas para ocupar as posições deixadas. Entretanto, sob a perspectiva da Psicologia Organizacional e do Trabalho, essa compreensão é insuficiente. A saída de um trabalhador não representa somente a desocupação de um posto de trabalho. Ela pode significar a perda de conhecimentos, experiências, vínculos, formas de cooperação, referências, confiança, memória coletiva e expectativas construídas no interior da organização. Por isso, é possível compreender a rotatividade também como um fenômeno que produz luto organizacional . Trata-se aqui de uma utilização do conceito de luto em sentido organizacional e psicossocial: a organização e, principalmente, os grupos que a compõem precisam lidar com a ausência de alguém que participava de uma determinada configuração de trabalho. Essa perspectiva permi...
Entre o exercício físico, a saúde e a transformação psicológica do praticante Introdução A presença da Psicologia do Esporte em academias de ginástica permite compreender a prática de atividade física para além de seus aspectos fisiológicos, estéticos e motores. A academia constitui um espaço no qual diferentes profissionais oferecem serviços distintos e no qual o praticante atribui significados particulares ao exercício, ao corpo, ao desempenho e à própria experiência de treinar. Nesse contexto, pode surgir a afirmação de que uma academia “vende saúde”. Essa afirmação contém uma parte verdadeira, pois a atividade física regular está associada a importantes benefícios físicos e mentais. A Organização Mundial da Saúde reconhece que a atividade física contribui para a saúde cardiovascular e metabólica, para a saúde mental, para o sono, para a função cognitiva e para o bem-estar. Entretanto, do ponto de vista da Psicologia do Esporte, é necessário distinguir atividade física...