Pular para o conteúdo principal

Disparidade Entre Perfis E Impactos Na Permanência

 Ano 2025. Escrito por Ayrton Junior Psicólogo CRP 06/147208

O presente artigo chama a atenção do leitor para um excelente tópico. Processo seletivo para operador de caixa: disparidade entre perfis e impactos na permanência

Em processos seletivos para a vaga de operador de caixa, observa-se frequentemente a aprovação de candidatos com perfis diversos e, por vezes, desalinhados com as exigências operacionais e emocionais da função. Dentre os exemplos comuns, estão candidatos com formação técnica em mecânica, professores, estudantes de direito ou psicologia, além de profissionais com experiências anteriores em vendas ou caixa.

Essa diversidade, embora aparente inclusão, nem sempre resulta em efetividade. Muitos desses candidatos demonstram grande potencial técnico e humano, porém não apresentam aderência real ao perfil comportamental exigido pela função, o que compromete a retenção após os 90 dias de experiência.

A probabilidade de permanência desses candidatos é considerada baixa, especialmente nos casos em que:

  • A escolha pela vaga foi motivada por necessidade financeira imediata, e não por identificação com a função;
  • O candidato já possui formação ou projeto de carreira em outra área, usando a vaga apenas como transição;
  • desequilíbrio entre expectativa e realidade, especialmente quanto à rotina intensa, repetitiva e exigente da função de operador de caixa;
  • O candidato não recebe apoio adequado da liderança para se adaptar ao ritmo do varejo;
  • O ambiente não promove integração e pertencimento, gerando desmotivação precoce.

Além disso, muitos desses processos são conduzidos por profissionais administrativos sem formação em psicologia organizacional, o que compromete a análise de perfil comportamental e a identificação de candidatos com maior potencial de adaptação e permanência. Nessas seleções, o foco tende a ser mais curricular do que vocacional.

É necessário compreender que o bom desempenho e a permanência na função de operador de caixa exigem mais do que habilidade técnica: exigem resiliência emocional, atenção constante, empatia com o cliente, agilidade mental, controle de ansiedade, tolerância à pressão e predisposição para rotinas operacionais. Quando o candidato não reconhece ou não deseja desenvolver essas competências, o risco de desligamento precoce é alto.

Portanto, para melhorar a taxa de retenção, é essencial que o processo seletivo considere o alinhamento entre o perfil do candidato e as exigências emocionais e comportamentais da função, algo que só pode ser assegurado por profissionais capacitados em psicologia organizacional e pela inclusão de instrumentos de avaliação adequados.

Vamos entender isso juntos, passo a passo, como se você estivesse começando agora na psicologia organizacional.


📌 1. O que está acontecendo no processo seletivo?

Você está observando que um supermercado contratou pessoas muito diferentes entre si para uma vaga de operador(a) de caixa. Por exemplo:

  • Um técnico em mecânica de 60 anos,
  • Um(a) professor(a),
  • Um(a) operador(a) de caixa com experiência,
  • Estudantes de direito (advocacia),
  • Estudantes de psicologia,
  • Um(a) vendedor(a).

E sua pergunta é:
"Por que o supermercado seleciona pessoas com profissões tão diferentes da vaga e quais têm mais chance de ficar mais de 90 dias?"


🧠 2. Como a psicologia organizacional explica isso?

A psicologia organizacional estuda como as pessoas se comportam dentro das empresas. Vamos usar ela para entender:


Por que a empresa seleciona perfis tão variados?

1.      Necessidade urgente de mão de obra
Às vezes, o supermercado precisa preencher as vagas rápido e não tem tempo de esperar candidatos 100% compatíveis.

2.      Alta rotatividade (muitos saem rápido)
Operador de caixa é uma função com muito desgaste emocional: lidar com clientes difíceis, ficar em pé, salário baixo. Por isso, muita gente pede demissão logo. A empresa então "arrisca" perfis diferentes, torcendo que alguém se adapte.

3.      Busca por perfil comportamental, não só técnico
Empresas sabem que habilidades técnicas (como usar o caixa) se aprendem com treinamento. Então elas olham mais para características como:

o    Responsabilidade,

o    Paciência,

o    Comunicação,

o    Controle emocional,

o    Vontade de trabalhar.

4.      Inclusão social ou metas de diversidade
Algumas empresas querem mostrar que dão oportunidade para idosos, estudantes e pessoas de diferentes áreas. Isso melhora a imagem da marca.


🕒 3. Quem tem mais chance de permanecer mais de 90 dias?

Agora vamos pensar quem provavelmente ficará mais tempo. A permanência depende de dois fatores principais:

Motivação interna

Se a pessoa precisa do trabalho ou vê sentido nele, é mais fácil que fique.

Adaptação à função

Se a função combina com o perfil psicológico da pessoa, a chance de permanência aumenta.

Vamos analisar cada perfil:


🔧 Técnico em mecânica (60 anos)

  • Talvez está tentando complementar a renda ou está sem emprego na área dele.
  • Se ele vê esse trabalho como temporário, pode sair logo.
  • Mas se ele gosta do ambiente e é bem tratado, pode ficar mais tempo por estabilidade.
  • Chance de ficar: média.

🎓 Professor(a)

  • Pode estar insatisfeito com a educação, buscando mudança temporária ou um complemento de renda.
  • Se não gostar de tarefas repetitivas e pressão, pode sair logo.
  • Chance de ficar: baixa a média.

🧾 Operador(a) de caixa com experiência

  • Já conhece os desafios do cargo.
  • Se está acostumado com o ritmo e precisa da renda, tende a ficar mais tempo.
  • Chance de ficar: alta.

⚖️ Estudante de advocacia

  • Pode ver o trabalho como provisório para pagar os estudos.
  • Pode ficar pouco tempo se conseguir estágio ou outra vaga.
  • Chance de ficar: baixa.

🧠 Estudante de psicologia

  • Depende do perfil pessoal.
  • Se tem boa comunicação e vê o trabalho como uma forma de observar o comportamento humano, pode ficar um tempo.
  • Mas pode sair se encontrar algo na área dela.
  • Chance de ficar: média.

🛍️ Vendedor(a)

  • Já está acostumado com contato com público e metas.
  • Pode se adaptar bem ao caixa, se não se importar com a rotina.
  • Chance de ficar: média a alta.

🧩 Resumo psicológico da situação

  • A empresa faz apostas em perfis diversos porque não sabe ao certo quem vai se adaptar.
  • A motivação, o momento de vida e a capacidade de lidar com o estresse são mais importantes do que a profissão anterior.
  • A psicologia organizacional explica que o comportamento no trabalho é influenciado por fatores internos (motivos, valores, necessidades) e externos (ambiente, salário, clima organizacional).

Vamos montar uma tabela comparativa simples, usando critérios da psicologia organizacional para iniciantes, e em seguida posso te ajudar com exemplos de perguntas de entrevista comportamental para identificar melhor quem pode permanecer após os 90 dias.


📊 Tabela comparativa dos perfis de candidatos

Profissão atual

Idade

Provável motivação

Adaptação ao cargo

Risco de sair antes de 90 dias

Chance de permanência

Técnico em mecânica

60 anos

Renda/ocupação pós-aposentadoria

Média

Médio

Média

Professor(a)

30–60 anos

Renda complementar/desmotivação na área

Baixa

Alto

Baixa

Operador(a) de caixa

Variada

Continuidade na função

Alta

Baixo

Alta

Estudante de advocacia

18–30 anos

Sustentar os estudos

Baixa

Alto

Baixa

Estudante de psicologia

18–30 anos

Sustentar os estudos, observação de comportamento

Média

Médio

Média

Vendedor(a)

20–40 anos

Renda fixa, rotina mais estável

Média a alta

Médio

Média a alta


🧠 Como a psicologia organizacional ajuda a escolher melhor?

A ideia é entender:

  • Quem está mais alinhado com a função, mesmo sem experiência direta.
  • Quem tem motivos fortes para permanecer, mesmo que a vaga seja fora da área.
  • Quem já está acostumado com pressão emocional e repetição de tarefas, comuns no caixa.

🎯 Exemplos de perguntas de entrevista comportamental

Essas perguntas ajudam a entender o comportamento passado e a expectativa de futuro do candidato:

1. "Conte uma situação difícil com um cliente e como você lidou com ela."

Avalia tolerância ao estresse e comunicação.

2. "O que te motivou a se candidatar a essa vaga de operador(a) de caixa?"

Avalia intenção real com a vaga — quem só “quer sair de casa” tende a sair logo.

3. "Você prefere rotina ou mudanças constantes no trabalho? Por quê?"

Avalia se a pessoa suporta bem a repetição.

4. "O que você espera da empresa onde vai trabalhar?"

Avalia compatibilidade entre expectativa e realidade.

5. "Você já teve vontade de desistir de um trabalho? O que te fez continuar?"

Avalia resiliência emocional.


💡 Dica final para você como iniciante

A psicologia organizacional não foca só em contratar rápido, mas sim em manter. Então, o processo seletivo deve:

  • Ir além do currículo (olhar valores, maturidade, comprometimento).
  • Ser claro quanto às exigências reais da função (repetição, pressão, cobrança).
  • Identificar se o candidato está em fase de transição ou busca estabilidade.

Isso é muito comum em supermercados e outras empresas de varejo. E aqui entra um ponto importante da psicologia organizacional que vale a pena você, como iniciante, compreender:


🧠 O problema: seleção sem olhar psicológico

Quando a área administrativa faz o recrutamento sem formação em psicologia ou sem apoio de um psicólogo organizacional, surgem alguns riscos:

⚠️ 1. Foco excessivo em preencher a vaga rápido

  • A prioridade vira urgência e não alinhamento com o perfil ideal.
  • Resultado: contratam qualquer um “que pareça bonzinho” ou que “aceite o salário”.

⚠️ 2. Desconsideram aspectos comportamentais e emocionais

  • Não investigam como a pessoa lida com pressão, rotina, frustração e público.
  • A vaga de operador(a) de caixa exige controle emocional, paciência e resiliência — coisas que não aparecem no currículo.

⚠️ 3. Contratam perfis com alto risco de saída precoce

  • Exemplo: estudantes que só querem pagar a faculdade e saem ao conseguir estágio.
  • Ou professores que não se adaptam à repetição e pressão de metas.

O que a psicologia organizacional recomenda?

Mesmo sem um psicólogo na equipe, é possível aplicar instrumentos simples inspirados na psicologia para melhorar o processo seletivo:


📄 1. Criar um roteiro de entrevista comportamental simples

Treinar a equipe administrativa com perguntas-chave que revelem traços importantes do candidato.

Por exemplo:

Competência

Pergunta simples sugerida

Resistência ao estresse

"Como você lida com clientes irritados ou injustos?"

Motivação para a vaga

"O que te atraiu nessa função?"

Persistência

"Já pensou em desistir de um emprego? Por quê?"

Tolerância à rotina

"Você gosta de tarefas repetitivas ou prefere mudanças frequentes?"


🧪 2. Fazer uma ficha de análise de risco de saída precoce

Exemplo:

Critério

Pontuação

Observação

Já trabalhou como caixa

2 pontos

Quanto mais experiência, maior chance de permanência

Motivado pela vaga, não só pela renda

2 pontos

Avalia se vê sentido no trabalho

Suporte familiar ou estabilidade pessoal

1 ponto

Quem tem base estável tende a permanecer

Disponibilidade de horário compatível

1 ponto

Evita faltas e trocas frequentes

Total de pontos: quanto mais, maior a chance de ficar.


💡 Sugestão prática para você:

Se você atua ou pretende atuar nessa área, pode oferecer ajuda à equipe administrativa com:

  • Um minicurso interno sobre seleção básica com olhar psicológico,
  • Um modelo de entrevista e avaliação com base no perfil da função,
  • Ou até uma palestra explicando por que tantos funcionários saem em menos de 90 dias, com base em fatores emocionais.

A saída de candidatos antes ou logo após os 90 dias em uma organização, especialmente no varejo (como supermercados), é um fenômeno muito comum e pode ser explicado pela psicologia organizacional com base em fatores emocionais, sociais e motivacionais.


📌 Por que candidatos saem com menos de 90 dias?

🧠 1. Choque de realidade

O candidato entra com uma expectativa alta, mas encontra:

  • Pressão por metas,
  • Clientes rudes,
  • Ambiente de cobrança,
  • Repetição cansativa das tarefas.

Esse choque entre expectativa e realidade gera frustração, desmotivação e pedido de demissão.


😣 2. Baixa tolerância à pressão emocional

A função de operador(a) de caixa envolve:

  • Longas horas em pé,
  • Alto fluxo de clientes,
  • Multitarefas (registrar, embalar, resolver dúvidas),
  • Controle emocional diário.

Se o candidato não tem estrutura emocional ou maturidade comportamental, desiste rapidamente.


🎯 3. Motivação extrínseca (apenas o dinheiro)

Quando a pessoa não tem interesse real na função, mas entra só porque:

  • Estava desempregada,
  • Queria pagar a faculdade,
  • Foi pressionada por alguém,
  • Queria “ocupar o tempo”.

Ela não cria vínculo emocional com o trabalho e sai assim que surge outra oportunidade.


🔄 4. Candidatos em fase de transição

Muitos candidatos estão:

  • Aguardando um estágio (estudantes),
  • Tentando voltar à área de origem (ex-professores, técnicos etc.),
  • Testando se vão se adaptar ao varejo.

Esses perfis tendem a usar o supermercado como “ponte” temporária e saem quando encontram algo “melhor”.


🚪 5. Falta de acolhimento e integração

Se o ambiente:

  • Não oferece suporte emocional ao novo colaborador,
  • Não treina adequadamente,
  • Não dá voz ou reconhecimento,

O colaborador não se sente pertencente e vai embora. Isso é um fator organizacional, e não pessoal do colaborador.


📌 E por que alguns permanecem mais de 90 dias?

1. Perfil emocional compatível com a função

Pessoas que:

  • Gostam de rotina,
  • Têm paciência com o público,
  • Lidam bem com pressão,
  • Já passaram por situações parecidas,

Tendem a permanecer mais tempo porque não se frustram tão facilmente.


2. Encontram sentido no trabalho

Mesmo que a função não seja “o sonho da vida”, o colaborador:

  • Vê o trabalho como degrau de crescimento,
  • Gosta da equipe ou da liderança,
  • Ganha um bom reforço positivo (elogios, feedbacks, oportunidades),
  • Sente que está contribuindo de alguma forma.

3. Tem estabilidade externa

Pessoas com:

  • Apoio familiar,
  • Compromissos com aluguel, filhos, contas,
  • Estabilidade emocional e psicológica,

Tendem a aguentar os desafios iniciais e se adaptam com o tempo.


🧠 Como a psicologia organizacional interpreta tudo isso?

A psicologia entende que o trabalho precisa atender necessidades internas do indivíduo, como:

Necessidade

Se não for atendida, causa…

Sentido pessoal

Frustração e desistência

Estabilidade emocional

Estresse e saída precoce

Reconhecimento

Sentimento de inutilidade

Compatibilidade com valores

Desmotivação

Desenvolvimento

Sensação de estagnação


💬 Exemplo prático

Imagine um estudante de psicologia contratado como operador de caixa.
No começo, ele acha que vai observar pessoas e ter um salário para ajudar em casa.
Mas em poucos dias, sente-se:

  • Cansado fisicamente,
  • Sem tempo para estudar,
  • Com clientes mal-educados,
  • Sem nenhuma conversa sobre psicologia.

Resultado: sai antes dos 90 dias.

Agora imagine uma mãe de 35 anos, com filhos pequenos e experiência em vendas.
Ela:

  • Precisa de estabilidade,
  • Gosta de conversar com clientes,
  • Está acostumada com rotina e pressão.

Resultado: permanece, se destaca e pode até crescer.


 Relatório: Análise de Rotatividade de Colaboradores até 90 Dias

Empresa: Supermercado [Nome]
Elaborado por: [Seu nome] — Psicólogo
Data: [Inserir data]


🔎 Objetivo

Analisar as causas mais frequentes da saída de colaboradores contratados para a função de Operador(a) de Caixa com até 90 dias de admissão, e propor estratégias para reduzir essa rotatividade com base na psicologia organizacional.


📉 Problema Identificado

A empresa tem registrado um número elevado de desligamentos espontâneos e pedidos de demissão antes ou logo após completar 90 dias na função. Isso gera:

  • Custos com recrutamento e treinamento,
  • Perda de produtividade,
  • Clima organizacional instável.

🧠 Análise Psicológica das Causas de Rotatividade

Causa Psicológica

Explicação

Choque de realidade

Expectativas irreais sobre o trabalho geram frustração quando enfrentam pressão, clientes difíceis ou tarefas repetitivas.

Motivação extrínseca

Muitos entram apenas pelo salário, sem interesse real na função — saem ao encontrar algo mais “compatível”.

Desalinhamento de perfil emocional

A função exige resiliência, paciência, tolerância à rotina e pressão. Candidatos que não possuem essas características tendem a abandonar o cargo.

Fase de transição de carreira

Estudantes e profissionais de outras áreas muitas vezes usam a vaga como "ponte", saindo ao primeiro sinal de algo mais próximo de sua área.

Falta de integração

Ambientes que não acolhem emocionalmente os novos funcionários aumentam o sentimento de rejeição e desamparo.


Perfil do Colaborador com Maior Probabilidade de Permanência

Característica

Motivo

Já trabalhou com público ou em caixa

Tem noção do que enfrentará e não se frustra facilmente.

Busca estabilidade

Vê o emprego como oportunidade a longo prazo.

Tem boa tolerância à rotina

Lida bem com tarefas repetitivas e pressão constante.

Motivação interna

Sente-se útil ou valorizado, mesmo que o trabalho não seja sua carreira dos sonhos.


🧰 Sugestões para Reduzir a Rotatividade

1.      Treinar a equipe administrativa para usar entrevistas comportamentais simples com foco psicológico.

2.      Aplicar ficha de triagem de risco de saída precoce (baseada em perfil emocional, motivacional e histórico).

3.      Criar um roteiro de integração mais acolhedor e humano no primeiro mês de trabalho.

4.      Incluir um feedback psicológico prático nos primeiros 15 e 45 dias.

5.      Reforçar o propósito da função, mostrando sua importância para o funcionamento da loja e a satisfação dos clientes.


📋 Modelo de Ficha de Triagem de Risco de Saída Precoce

Critério

Resposta

Pontuação

Já trabalhou como caixa?

( ) Sim ( ) Não

+2 se sim

Por que quer esta vaga?

Resposta livre

+2 se demonstrar motivação interna

Está estudando?

( ) Sim ( ) Não

-1 se não concilia bem horário

Como lida com pressão?

Resposta livre

+1 se demonstra controle emocional

Já saiu de um trabalho com menos de 3 meses?

( ) Sim ( ) Não

-1 se sim

Total de Pontos:

  • 5 ou mais pontos: Alta chance de permanência.
  • 3 a 4 pontos: Necessita acompanhamento.
  • 2 ou menos: Alto risco de saída precoce.

Se você quiser, posso agora montar:

  • Um roteiro de entrevista comportamental simples para administradores;
  • Uma apresentação em PowerPoint ou PDF com esses dados;
  • Uma ficha preenchível pronta para impressão ou uso digital.

 

 

Comentários

Postagens mais visitadas

O Luto do Lugar de Psicólogo Institucional: Castração Simbólica, Destituição e Sustentação do Desejo

  Resumo Este artigo discute, a partir da psicanálise freudiana e lacaniana, a experiência subjetiva do luto relacionado à perda ou à impossibilidade de ocupação do lugar institucional idealizado do psicólogo. Partindo das formulações “talvez eu não ocupe o lugar que imaginei” e “não ter garantia institucional do lugar de psicólogo”, propõe-se compreender tal vivência como atravessamento da falta estrutural, da castração simbólica e da destituição do ideal do eu. Sustenta-se que o luto do lugar institucional não implica o desaparecimento da função subjetiva do psicólogo, mas a possibilidade de reinscrição do desejo para além do reconhecimento do Outro. Palavras-chave: psicanálise; instituição; luto; castração simbólica; desejo; identidade profissional. 1. Introdução: o lugar institucional como ideal A construção da identidade profissional do psicólogo frequentemente se articula ao reconhecimento institucional e ao pertencimento a um campo simbólico específico. Entret...

Sujeito está capturado pela estrutura simbólica atual

  Resumo O presente artigo analisa a condição de um sujeito que, embora manifeste desejo claro de transição profissional, permanece imobilizado dentro de uma estrutura simbólica que organiza sua posição como dependente de autorização externa. A partir de referenciais psicanalíticos, especialmente de Sigmund Freud e Jacques Lacan, argumenta-se que o impasse não se reduz à falta de oportunidade objetiva, mas envolve uma captura subjetiva pela lógica da espera, da hierarquia e da validação institucional. O sonho relatado — no qual o sujeito se encontra na posição “1000” aguardando ser chamado — é analisado como formação de compromisso que organiza a angústia sem, contudo, promover deslocamento estrutural. 1. Introdução O cenário analisado envolve um sujeito que trabalha em um supermercado, encontra-se exausto e afirma não suportar mais sua posição atual, mas simultaneamente declara não enxergar saída concreta. O desejo declarado é ocupar uma vaga como psicólogo institucion...

Não é o psicólogo que escolhe o campo: é o campo que o escolhe

  Uma leitura estrutural a partir da clínica, da indicação e da metáfora do supermercado Introdução Uma das maiores fontes de sofrimento psíquico entre psicólogos em início ou transição de carreira é a crença de que o sucesso profissional depende exclusivamente de esforço, visibilidade e escolha ativa do nicho . Quando, apesar de investimentos contínuos em formação, marketing e exposição, a clínica não se sustenta, instala-se a vivência de fracasso pessoal, culpa e compulsão à repetição. Este artigo propõe uma leitura estrutural alternativa: não é o psicólogo que escolhe o campo ou o nicho, mas o campo que escolhe o psicólogo . Para tornar essa lógica inteligível, utiliza-se a metáfora do supermercado como modelo didático de funcionamento do campo simbólico, articulando contribuições da psicanálise, da sociologia e da teologia. O campo como estrutura que antecede o sujeito Na sociologia de Pierre Bourdieu, o campo é definido como um espaço estruturado de posições, r...

Do não-saber estrutural ao insight: o que muda quando o psicólogo acessa a lógica do campo

  Resumo Este artigo analisa a experiência de um psicólogo que, durante anos, buscou inserção profissional por meios convencionais — sites de vagas, processos seletivos e lógica de RH — sem êxito, permanecendo em um ciclo de repetição e sofrimento psíquico. A partir de um insight intelectual e simbólico, o profissional passa a compreender que o impedimento não era pessoal, mas estrutural: o campo institucional opera por mediação, lembrança e autorização, e não por competição curricular. Discute-se o impacto desse acesso ao saber estrutural na percepção de si, do campo e do próprio luto profissional. 1. Introdução: quando o fracasso não é individual No discurso contemporâneo do trabalho, o insucesso profissional costuma ser atribuído à falta de competência, esforço ou adaptação. Essa lógica individualizante ignora que campos institucionais distintos operam segundo regras distintas , muitas vezes invisíveis a quem está fora deles (Bourdieu, 1996). O psicólogo em quest...

Caminhos Tradicionais Alternativos Para Exercer Psicologia

  Ano 2023. Escrito por Ayrton Junior Psicólogo CRP 06/147208 O presente artigo chama a atenção do leitor para um excelente tópico. Além das oportunidades de emprego tradicionais, que é a forma de pensar ou de agir herdada de gerações anteriores na busca de emprego em sites de vagas, agências de empregos, empreendedorismo, gerenciar consultório clinico, participar de processos seletivos para trabalhar em instituições, ter indicação de colegas de profissão, realizar palestras de temas específicos, tentar parcerias com outros profissionais da saúde. O psicólogo pode considerar caminhos alternativos dentro da psicologia, será que existe algum novo alternativo? Quais seriam esses caminhos alternativos? E como ser proativo na busca por possíveis oportunidades dentro do mercado de trabalho para aumentar as chances de encontrar posições adequadas alinhadas com suas aspirações profissionais. Esses procedimentos tradicionais citados acima são uma transmissão oral dos fatos e atitudes de...

Adaptação De Emprego A Psicólogo

  Ano 2023. Escrito por Ayrton Junior Psicólogo CRP 06/147208 O presente artigo chama a atenção do leitor para um excelente tópico. Como um psicólogo na faixa etária adapta sua candidatura a emprego no mercado de trabalho para atuar em instituições na atuação de psicólogo da saúde. Como psicólogo na faixa etária adaptar sua candidatura a empregos no mercado de trabalho para atuar em instituições na área da psicologia da saúde requer a compreensão de diferentes abordagens teóricas e práticas. Vou explicar a seguir como você poderia adaptar sua candidatura, primeiro pela abordagem da psicologia social e depois pela abordagem da psicanálise. Abordagem da Psicologia Social: Na abordagem da psicologia social, é importante destacar a sua compreensão dos aspectos sociais e culturais que influenciam a saúde mental das pessoas. Aqui estão algumas dicas para adaptar sua candidatura: a) Educação e experiência: Destaque a sua formação acadêmica em psicologia social, enfatizando os curs...

Eu Não Preciso De Um Relacionamento Para Me Sentir Inteiro

  Ano 2025. Escrito por Ayrton Junior Psicólogo CRP 06/147208 O presente artigo chama a atenção do para um excelente tópico. Um sujeito se graduou em teologia e buscou mulheres para namorar na mesma igreja, porém não obteve resultados satisfatório, sempre sendo excluído por algum aspecto que para às mulheres ele não se encaixava. O sujeito depois se graduou em psicologia e passou a acessar apps de relacionamento onde conheceu três mulheres em épocas diferentes, onde chegou a namorar, porém não obteve sucesso nos relacionamentos. O sujeito escolheu afastar se doa app de relacionamento por um tempo longo. Então o sujeito escolhe voltar novamente para os app de relacionamento más não tem sucesso com as mulheres. Sofreu um golpe econômico com uma mulher que conversava pelo whatsapp. Outras mulheres o descartam logo que vê sua aparência pelas fotos, outras excluem porque seus horários são inflexíveis no supermercado. O indivíduo está pensando em sair desta compulsão a repetição de fra...

O luto dos sites de RH e dos processos seletivos

  quando abandonar o caminho errado torna-se um ato de saúde psíquica   Resumo Este artigo discute o sofrimento psíquico prolongado de psicólogos que buscam inserção profissional por meio de sites de vagas, setores de Recursos Humanos e processos seletivos competitivos, mesmo quando o campo desejado — especialmente o institucional — não opera por essa lógica. Argumenta-se que a insistência nesses canais produz compulsão à repetição, luto antecipado crônico e autoacusação. A partir da Psicanálise, da Sociologia dos Campos Profissionais e da Psicologia da Saúde, propõe-se a noção de luto pelo modelo de acesso , compreendido como um processo necessário de desinvestimento libidinal de um caminho estruturalmente fechado. Defende-se que esse luto não representa desistência da profissão, mas um reposicionamento ético que preserva a saúde mental e interrompe ciclos de sofrimento inútil. Palavras-chave: luto profissional; processos seletivos; RH; compulsão à repetição; psicolog...

O Que Representa O Esquecimento Do Guarda-Chuva Na Vida Do Fiscal De Caixa

  Ano 2024. Escrito por Ayrton Junior Psicólogo CRP 06/147208 O presente artigo chama a atenção do leitor para um excelente tópico. O fiscal de caixa foi trabalhar e estava chovendo então abriu o guarda-chuvas para não se molhar e no trabalho deixou dentro de um saco plástico nó armário junto da mochila. E terminando a jornada pegou o guarda-chuvas e colocou na mochila com a intenção dê chegar em casa e abrir o guarda-chuvas para secar, mas esqueceu o guarda-chuvas molhado dentro do saco plástico na mochila e agora de manhã para sair para trabalhar ao abrir a mochila viu ó guarda-chuvas. Na psicanálise, um ato falho é uma ação ou comportamento que parece ser um erro, mas que, na verdade, revela algo oculto no inconsciente da pessoa. Vamos interpretar a situação com base nessa ideia: O contexto: O fiscal de caixa colocou o guarda-chuva molhado dentro do saco plástico para evitar molhar os outros itens na mochila, mostrando uma atitude cuidadosa e prática. Contudo, ao chegar em...

Percepção Social, Atribuição Causal e Comunicação Relacional no Contexto da Atividade Física

  Uma Análise Psicossocial de um Encontro Pós-Adoecimento Resumo O presente artigo analisa, à luz da Psicologia Social, a dinâmica interpessoal ocorrida entre um aluno que retorna à academia após um episódio de pneumonia e sua personal trainer, que observa alterações fenotípicas em sua aparência (palidez/coloração amarelada). A análise mobiliza os conceitos de percepção social, formação de impressões, teoria da atribuição, esquemas cognitivos e comunicação relacional. Argumenta-se que o comentário da profissional pode ser compreendido como um processo normativo de leitura de pistas físicas, comparação com padrões prévios armazenados na memória social e tentativa de explicação causal, articulado a uma função relacional de cuidado e monitoramento profissional. 1. Introdução A interação social cotidiana é permeada por processos automáticos de interpretação do outro. Em ambientes nos quais há acompanhamento físico regular — como academias — esses processos tornam-se parti...