Pular para o conteúdo principal

Telhado Como Mecanismo De Defesa Autoconfiança

 Autor Fiscal - Psicólogo

Sumário

1.      Introdução – A Casa e a Inundação: Primeiros Sinais do Inconsciente

2.      Capítulo II – A Chuva e a Água: O Retorno dos Afetos Reprimidos

3.      Capítulo III – O Bairro Sombrio: Confronto com as Sombras e o Recalcado

4.      Capítulo IV – Os Dois Homens Claros: A Função Orientadora e a Elaboração Psíquica

5.      Capítulo V – A Repetição e a Travessia: O Ego entre o Desejo e o Superego

6.      Epílogo – O Caminho Fora do Bairro: A Integração do Inconsciente e o Recomeço do Desejo

7.      Conclusão

8.      Referências Bibliográficas


Introdução – A Casa e a Inundação: Primeiros Sinais do Inconsciente

O sonho do telhado malfeito e da casa inundada simboliza a fragilidade do ego diante das demandas do inconsciente. A água que invade o quarto representa os afetos reprimidos que exigem ser integrados. A raiva do sonhador diante da destruição do espaço íntimo sinaliza o início da necessidade de responsabilização e elaboração psíquica.

“A água é o símbolo natural do inconsciente.” — Carl G. Jung

O sonho inicia a travessia psíquica, marcando o ponto de encontro entre desejo, medo e consciência. É a primeira manifestação da urgência do inconsciente em dialogar com o ego, indicando que os limites internos precisam ser revisados e reconstruídos.

O fiscal observa, em seu sonho, o telhado mal feito de sua vida atual — símbolo do desgaste emocional e da fragilidade da proteção psíquica. A água escorrendo pelo quarto representa a invasão de frustrações e ansiedades, ameaçando sua calma, sua estabilidade e sua energia libidinal. Ele sente raiva, mas sabe que essa raiva é uma defesa legítima do ego, que o mantém alerta e ativo frente ao medo.

Enquanto caminha por sua mente simbolicamente representada, chega ao bairro São Bernardo. Este bairro não é apenas um lugar físico: é uma metáfora da etapa de vida ou do contexto profissional desgastante, onde regras, limitações e medos internalizados o aprisionam. As pessoas que tentam impedi-lo de sair simbolizam dúvidas, inseguranças e pressões internas — barreiras que o ego enfrenta constantemente. O bairro é opressivo, mas também reconhecível, e seu reconhecimento é fundamental:

“Este é o território que já conheço, o ambiente que me desgastou. Mas reconhecê-lo me permite compreender onde estão minhas limitações e o que devo superar para evoluir.”

No bairro, surge uma rua que é uma ladeira descendente, apontando para a saída. Essa ladeira simboliza o caminho concreto para a mudança, exigindo que o ego se mova de forma consciente, mesmo que o medo tente paralisá-lo. Descer a ladeira significa:

  • Entregar-se ao próprio julgamento e orientação interna, confiando na autoconfiança que o ego descobriu;
  • Aceitar a vulnerabilidade, reconhecendo que avançar implica risco, mas que o risco não ameaça sua energia libidinal nem sua estabilidade emocional;
  • Transformar obstáculos internos (medos e incertezas) em guia para ação, seguindo um caminho que leva à liberdade.

O fiscal reflete consigo mesmo:

“Se continuar preso à dúvida e à insegurança, permanecerei neste bairro, nesta etapa de desgaste. Mas a ladeira me mostra que há um caminho — a saída está diante de mim. Confio na minha força interna, na autoconfiança que já encontrei. Posso atravessar o medo, transformar a ansiedade em ação e finalmente me libertar deste ambiente que me limita.”

O sonho revela ao fiscal que a saída definitiva da situação atual depende de duas coisas:

1.      Reconhecer o bairro São Bernardo como o contexto de limitação e desgaste, entendendo que os obstáculos são reais, mas não intransponíveis;

2.      Descer a ladeira com confiança, utilizando o self interno que mantém calma, estabilidade e energia libidinal, transformando o medo em orientação e abrindo caminho para a mudança profissional e emocional.

Em termos psicanalíticos, o sonho instrui o ego do fiscal a:

  • Diferenciar medos simbólicos de ameaças reais;
  • Apropriar-se da autoconfiança interna, que funciona como núcleo resiliente do ego;
  • Agir com clareza e determinação, usando energia libidinal para transformar frustração e desgaste em libertação e realização de desejos mais profundos, como trabalhar como psicólogo.

A mensagem final do sonho é clara:

“O bairro que aprisiona é reconhecível e transitório. A saída está disponível, mas exige que você confie na sua própria força interna. Desça a ladeira — o caminho existe, e você já possui o que precisa para atravessá-lo com coragem, calma e autoconfiança.”


Capítulo II – A Chuva e a Água: O Retorno dos Afetos Reprimidos

A chuva que invade a casa simboliza a irrupção do inconsciente. Freud (1915) descreve que o reprimido retorna sob diversas formas; aqui, a água é o signo de conteúdos emocionais que o ego ainda não integrou. Jung vê na água a substância primordial da psique, capaz de dissolver antigos padrões e permitir renovação.

O quarto, espaço íntimo, representa a psique pessoal. A água que escorre pelas paredes simboliza que os limites do ego estão sendo testados, exigindo ação. O sonho propõe ao sujeito buscar soluções — neste caso, perseguir o trabalhador que fez o serviço malfeito — sinalizando a necessidade de responsabilização e elaboração interna.

“Onde estava o id, deve advir o ego.” — Sigmund Freud, O Ego e o Id (1923)

A fase da inundação é, assim, uma catarse simbólica, preparando o ego para atravessar o território da sombra no bairro sombrio.


Capítulo III – O Bairro Sombrio: Confronto com as Sombras e o Recalcado

Ao sair da casa, o sonhador entra no bairro, símbolo do inconsciente coletivo e da sombra. As figuras de pele escura representam conteúdos reprimidos e projeções da sombra. O ego é confrontado, ameaçado, e incapaz de escapar sem orientação.

A presença de figuras hostis ilustra a projeção do recalque: aquilo que o ego não reconhece em si é percebido como ameaça externa. A travessia do bairro representa a necessidade de enfrentar e integrar a sombra, em vez de fugir dela.

“Ninguém se torna iluminado por imaginar figuras de luz, mas por tornar consciente a escuridão.” — C. G. Jung

Os dois homens de pele clara surgem como mediadores, sinalizando a função orientadora do Self, propondo caminhos de elaboração e simbolização.


Capítulo IV – Os Dois Homens Claros: A Função Orientadora e a Elaboração Psíquica

Os dois homens claros representam a função mediadora do inconsciente — figuras arquetípicas do guia interior que auxiliam o ego a caminhar pelo território da sombra. Eles introduzem o conceito de atalho, símbolo da possibilidade de simbolização e elaboração psíquica.

A dialética entre sombra e luz, medo e orientação, desejo e censura é expressa aqui. A travessia pelo atalho simboliza a emergência do ego reflexivo, capaz de dialogar com o inconsciente e de transformar a repetição em aprendizado.

“O guia não é aquele que faz o caminho pelo herói, mas aquele que o lembra de sua própria direção.” — C. G. Jung

A presença dessas figuras indica que o ego começa a internalizar a função analítica, aprendendo a conduzir-se e a interpretar seus próprios conflitos.


Capítulo V – A Repetição e a Travessia: O Ego entre o Desejo e o Superego

A repetição do bairro simboliza a necessidade de elaboração contínua. Freud (1920) vê a repetição como instrumento do inconsciente para dominar traumas não elaborados. O ego, agora consciente de suas defesas e medos, começa a dialogar com a sombra, permitindo que o desejo emerja de forma simbólica.

O morador que guia e intimida ao mesmo tempo representa a duplicidade do superego — exigindo e censurando, mostrando ao sujeito que o conflito está dentro de si. O ego aprende a caminhar entre desejo e censura, consolidando a função mediadora e reflexiva.

“A repetição é o modo pelo qual o inconsciente insiste; e insistindo, ele pede escuta.” — Jacques Lacan

A travessia mostra que a cura psíquica não é fuga da sombra, mas integração consciente do recalque e do desejo.


Epílogo – O Caminho Fora do Bairro: A Integração do Inconsciente e o Recomeço do Desejo

O sonho termina com a percepção de que a travessia é o próprio aprendizado. A casa reconstruída simboliza o ego fortalecido; os bairros sombrios, a sombra integrada; os homens claros, a função mediadora internalizada.

O ego se torna sujeito ativo: caminha, observa, pergunta, dialoga. A repetição deixou de ser punição e transformou-se em instrumento de simbolização e crescimento psíquico.

“A vida não é só permanecer vivo, mas tornar-se consciente do que nos atravessa.” — C. G. Jung

O caminho fora do bairro mostra que a integração do inconsciente e o recomeço do desejo são processos contínuos, e que o ego amadurece à medida que aprende a dialogar com suas sombras e desejos internos.


Conclusão

O sonho analisado demonstra a dinâmica do ego entre desejo, medo e censura, evidenciando como o inconsciente projeta seus conteúdos para serem simbolizados.

1.      A casa inundada mostra o colapso das defesas e a necessidade de elaboração emocional.

2.      O bairro sombrio representa a projeção da sombra e a repetição do recalque.

3.      Os dois homens claros simbolizam a função mediadora do Self e a orientação interna.

4.      A repetição e a travessia indicam que a psique exige elaboração contínua.

5.      O epílogo revela a integração do desejo e a consolidação de um ego fortalecido e reflexivo.

O percurso do sonho é uma metáfora da análise psicanalítica: o ego não foge do inconsciente, mas aprende a caminhar por ele, transformando medo e raiva em reflexão e crescimento.


Referências Bibliográficas

  • Freud, S. (1900). A Interpretação dos Sonhos. Rio de Janeiro: Imago.
  • Freud, S. (1914). Sobre o Narcisismo: Um Esquema de Pesquisa.
  • Freud, S. (1920). Além do Princípio do Prazer.
  • Freud, S. (1923). O Ego e o Id.
  • Jung, C. G. (1968). Psicologia e Religião. São Paulo: Martins Fontes.
  • Jung, C. G. (1988). Os Arquétipos e o Inconsciente Coletivo. Petrópolis: Vozes.
  • Lacan, J. (1966). Écrits: Um Semestre na Escola Freudiana. Rio de Janeiro: Jorge Zahar.
  • Lacan, J. (1975). O Seminário, Livro 11: Os Quatro Conceitos Fundamentais da Psicanálise. Rio de Janeiro: Jorge Zahar.

 

Comentários

Postagens mais visitadas

Emprego Inferior Suas Consequências

  Ano 2023. Escrito por Ayrton Junior Psicólogo CRP 06/147208 O presente artigo chama a atenção do para um excelente tópico. Um sujeito ao estar quatro anos desempregado e para não ser despejado da casa se sujeita a trabalhar como operador de caixa de supermercado por não ter opção de escolher empregos por estar com 60 anos de idade. Assumir um trabalho como operador de caixa de supermercado, mesmo que seja uma escolha motivada pela necessidade financeira e pela falta de outras opções, pode ter diversas consequências psicológicas. Aqui estão alguns pontos importantes a serem considerados: Autoestima e Identidade: Para algumas pessoas, a transição para um emprego que está abaixo de suas habilidades ou expectativas profissionais pode afetar sua autoestima e senso de identidade. Elas podem se sentir subvalorizadas ou envergonhadas por estarem em uma posição considerada de menor prestígio. É importante lembrar, no entanto, que o valor de uma pessoa não está diretamente relacionad...

Auto Regular Emoções E Ajustar Comportamentos No Ambiente [...]

  Ano 2023. Escrito por Ayrton Junior Psicólogo CRP 06/147208 O presente artigo encoraja o leitor a fazer a própria observação, sobre sua conduta nos ambientes aos quais está inserido e considerar a baixa imunidade diante de situações estressantes, seja no trabalho, na família, no esporte, nas reuniões e outros. Você já deve saber que a relação entre pais e filhos tem grande influência em diversas esferas do desenvolvimento infantil, certo? Um hábito importante é a autorregulação na Educação Infantil que, apesar de ser promovido pela escola, também deve ser um ponto de atenção em casa. Por essa razão, é importante que os pais, ao lidar com as crianças, busquem incentivá-lo. Pois, a auto regulação é importante em vários ambientes, seja escolar, organizacional, esportivo, familiar e o que você pensar agora enquanto lê o artigo. Encontramos em diversos ambientes adultos que não possuem o mínimo de auto regulação nas emoções e nem tão pouco comportamentos ajustados para reações d...

Psicólogo Organizacional Supermercado Não-Escolha

  Ano 2023. Escrito por Ayrton Junior Psicólogo CRP 06/147208 O presente artigo chama a atenção do para um excelente tópico. Vamos compreender o desejo do psicólogo através das abordagens psicanálise, psicologia social e psicologia organizacional. Em se tratando do ambiente o psicólogo tem medo e desejo ao mesmo tempo de atuar como psicólogo organizacional, pois se esquece que agora é uma figura de autoridade. E neste caso surge a reação de aproximação-afastamento, é quando sentimos atração e repulsa pelo mesmo objeto [Ser Psicólogo Organizacional] temos uma situação de aproximação-afastamento. Um exemplo seria o de um operador de caixa que é psicólogo num supermercado e tem o desejo inconsciente de atuar como psicólogo organizacional no supermercado [aproximação], mas o medo de mal interpretado pela supervisão através de punição [afastamento], porque no ato da contratação, ao lhe perguntar se tinha outra formação além de técnico em mecânica, omitiu dizendo que não; e por isso ...

REDE SOCIAL, O MERCADO DE FUTUROS HUMANOS

  Ano 2021. Escrito por Ayrton Junior Psicólogo CRP 06/147208 O presente artigo chama a atenção do leit@r a observar a manipulação das plataformas se utilizando das tecnologias através das redes sociais para manipular os usuários, onde neste mundo virtual o produto é o ser humano, ou seja, se você não paga o anuncio, você é o produto. Sabemos que no mundo físico temos diversos mercados, exemplo, agropecuária, avicultura, vestuários, automobilístico, imobiliários, financeiro, tecnologias, mercado de tráfico humanos e órgãos humanos e o que você conseguir pensar enquanto lê o artigo. As redes socias propagam a desinformação, o discurso de ódio, a polarização política, teorias da conspiração. Como esses problemas se intensificam nas redes sociais e como escapar das armadilhas? Graças às redes sociais e sua manipulação ideológica, as pessoas modificaram seu comportamento. O mais visível é a radicalização, a intolerância e a insuficiência que, sem perceber, são transmitidas nesses e...

Desorientação Espacial No ambiente Supermercado

  Ano 2025. Escrito por Ayrton Junior Psicólogo CRP 06/147208 O presente artigo chama a atenção do leitor para um excelente tópico. Excelente observação — e muito pertinente para uma análise pela psicologia social , pois o ambiente do supermercado é um espaço profundamente planejado para influenciar comportamentos de consumo , inclusive por meio da desorientação espacial que você descreve. Vamos detalhar o fenômeno passo a passo: 🧭 1. Desorientação espacial como estratégia de controle do comportamento Na psicologia social, entende-se que o comportamento humano é fortemente influenciado pelo ambiente físico e social . Quando os repositores mudam a disposição dos produtos, ocorre uma quebra do mapa cognitivo que o cliente havia construído. Mapa cognitivo é o termo usado por Tolman (1948) para descrever a representação mental que fazemos de um espaço conhecido. Quando o cliente vai ao supermercado regularmente, ele cria um mapa mental da locali...

No Varejo E Supermercado O Masoquismo Moral

  Ano 2025. Escrito por Ayrton Junior Psicólogo CRP 06/147208 O presente artigo chama a atenção do leitor para um excelente tópico. Agora vamos entender essa mesma situação pela abordagem da Psicologia Organizacional, de forma simples, como se você fosse um iniciante. 🧠 O que é Psicologia Organizacional? É o ramo da psicologia que estuda o comportamento humano no ambiente de trabalho, buscando melhorar a qualidade de vida dos colaboradores e o desempenho da organização. Ela observa o ambiente, as relações entre as pessoas, os processos, os conflitos, o estresse, a motivação e propõe estratégias para promover bem-estar no trabalho. ❓ O que está acontecendo nas organizações varejistas de supermercado? Você percebeu algo muito comum nesse tipo de ambiente: Muitos colaboradores estão adoecidos (ansiosos, esgotados, com dores físicas, tristes, sem motivação); Mas, ao mesmo tempo, eles não aceitam a Psicologia como uma ferramenta útil e necessária para mudar essa realid...

Masoquismo Moral Varejo E Supermercado

  Ano 2025. Escrito por Ayrton Junior Psicólogo CRP 06/147208 O presente artigo chama a atenção do leitor para um excelente tópico. Masoquismo moral entre colaboradores e funcionários na organização varejistas de supermercado ao não aceitar a Psicologia como disciplina fundamental para promover a saúde mental no ambiente organizacional enquanto observar se colaboradores adoecidos pelo sistema. Vamos entender essa questão de forma simples, pela psicanálise, como se você estivesse começando agora a aprender sobre isso. 1. O que é masoquismo moral na psicanálise? Na psicanálise, masoquismo moral é quando a pessoa se coloca inconscientemente em situações de sofrimento, culpa ou punição, mesmo sem ter feito nada de errado. Ela acredita que merece sofrer por alguma razão moral ou inconsciente, como se o sofrimento fosse uma forma de pagar por algo ou de se sentir "boa" por estar suportando a dor. É um tipo de prazer inconsciente no sofrimento – não físico, mas emocional...

Fazer Mais Com Menos Teoria Minoria - Maioria

  Ano 2025. Escrito por Ayrton Junior Psicólogo CRP 06/147208 O presente artigo chama a atenção do para um excelente tópico. Observo que o supermercado como não consegue manter o quadro de colaboradores acaba contribuindo para fazer mais com menos, ou seja usa a minoria de colaboradores para atingir os resultados sacrificando àqueles que está no sistema deles padrão. Vamos explicar isso passo a passo, de forma simples, pela psicologia organizacional , trazendo também a teoria de minoria e maioria de Kurt Lewin , como você pediu. 🔧 O que é “fazer mais com menos” na psicologia organizacional? Na prática organizacional, "fazer mais com menos" significa exigir mais produtividade , mais resultados , mais metas batidas , mas com menos recursos , menos tempo e menos pessoas trabalhando . Isso pode causar: Sobrecarga emocional e física dos poucos colaboradores que ficam. Estresse constante e aumento de doenças relacionadas ao trabalho (como burno...

O Psicólogo E O Mecanismo Defesa Fuga Da Realidade

  Ano 2024. Escrito por Ayrton Junior Psicólogo CRP 06/147208 O presente artigo chama a atenção do leitor para um excelente tópico. Um sujeito que é psicólogo empreende esforços para empregar se em alguma instituição e alavancar a clínica, porém não obtém sucesso em nenhum dos campos empreendidos. Só restou empregado se em uma função de fiscal de caixa totalmente não homologado com seus valores para poder sustentar se e pagar suas contas. Descreva o mecanismo de defesa que o sujeito acionou inconsciente para lidar com a situação como se eu fosse um iniciado pela abordagem da psicanálise. Na situação descrita, o sujeito está lidando com uma realidade frustrante: não conseguiu emprego como psicólogo, que é uma área em que ele realmente deseja trabalhar e que está alinhado com seus valores. Para enfrentar essa situação, ele aciona alguns mecanismos de defesa deliberadamente. Vamos ver alguns dos principais: Racionalização : Esse mecanismo envolve uma situação com explicação que ...

Inveja Dos Colegas que Se Demitem Do Supermercado

  Ano 2025. Escrito por Ayrton Junior Psicólogo CRP 06/147208 O presente artigo chama a atenção do leitor para um excelente tópico. um fiscal de caixa que trabalha numa equipe do supermercado ver os seus colegas pedindo a conta e isso gera nele uma uma insegurança gera nele uma inveja criativa que ele está totalmente insatisfeito também com o ambiente quer sair mais porém parece que existe um medo de que pensar que o leva a pensar que não vai conseguir então quando vê os colegas saindo isso fala Puxa vida quando será que eu vou sair desse ambiente aqui também me explique sobre a inveja que esse fiscal de caixa sente em relação aos seus colegas de trabalho e também o mecanismo de contratransferência que ele sente em relação a essa situação. Me explica e interpreta como se eu fosse um iniciante pela abordagem da psicanálise. Na psicanálise, a inveja criativa não é apenas um sentimento negativo, mas um impulso que pode levar ao crescimento. Vamos entender o que acontece com esse f...