Pular para o conteúdo principal

Questionário De Gerenciamento De Risco Psicossocial ‘QRP’

 Ano 2025. Escrito por Ayrton Junior Psicólogo CRP 06/147208

Aqui está um questionário de riscos psicossociais que pode ser utilizado para avaliar fatores que impactam a saúde mental dos trabalhadores. Ele abrange aspectos como carga de trabalho, relações interpessoais, autonomia, reconhecimento e bem-estar emocional.

Questionário de Riscos Psicossociais no Trabalho

Instruções:

Responda às questões a seguir considerando sua experiência no ambiente de trabalho. Utilize a escala abaixo para indicar seu grau de concordância com cada afirmação:

1 - Discordo totalmente

2 - Discordo parcialmente

3 - Neutro

4 - Concordo parcialmente

5 - Concordo totalmente

1. Carga de Trabalho

Sinto que minha carga de trabalho é excessiva.

Tenho prazos realistas para concluir minhas atividades.

Meu trabalho exige que eu continue realizando tarefas fora do expediente.

Posso fazer pausas adequadas ao longo do dia.

Sinto que o trabalho que realizo está de acordo com minhas habilidades e capacidades.

2. Controle e Autonomia

Tenho autonomia para decidir a melhor forma de realizar meu trabalho.

 

Posso sugerir melhorias nas minhas tarefas sem medo de represálias.

Recebo as informações necessárias para desempenhar bem minhas funções.

Posso organizar meu tempo de trabalho de maneira flexível.

Minhas responsabilidades e tarefas são claramente definidas.

3. Apoio e Relações Interpessoais

Me sinto apoiado(a) pelos meus colegas de trabalho.

Tenho um bom relacionamento com meus superiores.

Posso contar com ajuda quando enfrento dificuldades no trabalho.

Existe um ambiente de respeito e colaboração no meu setor.

O clima organizacional me permite expressar minhas opiniões livremente.

4. Reconhecimento e Desenvolvimento Profissional

Meu esforço e dedicação são reconhecidos pela empresa.

Tenho oportunidades de crescimento e desenvolvimento profissional.

Recebo feedbacks construtivos sobre meu desempenho.

Sinto que meu salário e benefícios são justos em relação às minhas funções.

Minha empresa oferece treinamentos e capacitações que contribuem para meu desenvolvimento.

5. Bem-Estar e Saúde Mental

Meu trabalho impacta negativamente minha saúde emocional.

Sinto-me estressado(a) com frequência por causa do trabalho.

Tenho dificuldades para conciliar minha vida pessoal e profissional.

 

Minha empresa tem políticas e ações para promover a saúde mental dos funcionários.

Me sinto satisfeito(a) e motivado(a) no meu ambiente de trabalho.

Observações: Caso queira compartilhar alguma experiência ou sugestão sobre seu ambiente de trabalho, utilize o espaço abaixo:

Este questionário pode ser aplicado de forma anônima para coletar percepções dos colaboradores e ajudar na criação de estratégias para reduzir os riscos psicossociais no ambiente de trabalho.

Aqui está um questionário de riscos psicossociais adaptado para um supermercado. Ele considera desafios específicos do setor, como ritmo intenso de trabalho, atendimento ao público, pressão por metas e relações interpessoais.

Questionário de Riscos Psicossociais no Supermercado

Instruções:

Marque a opção que melhor representa sua realidade no trabalho.

1 - Nunca

2 - Raramente

3 - Às vezes

4 - Frequentemente

5 - Sempre

1. Carga de Trabalho e Ritmo de Trabalho

Sinto que tenho muitas tarefas para realizar ao mesmo tempo.

O ritmo de trabalho no supermercado é muito intenso.

Tenho tempo suficiente para realizar minhas atividades sem me sentir sobrecarregado(a).

 

Preciso atender muitos clientes ao mesmo tempo, sem pausas adequadas.

O excesso de demandas me deixa mentalmente exausto(a).

2. Controle e Autonomia

Tenho liberdade para organizar minha rotina de trabalho.

Posso tomar pequenas decisões no meu setor sem precisar de autorização constante.

As metas e expectativas do meu trabalho são claras.

Recebo instruções adequadas para realizar bem minhas funções.

Posso sugerir melhorias no trabalho sem medo de represálias.

3. Apoio e Relações Interpessoais

Me sinto apoiado(a) pela minha equipe de trabalho.

Meu supervisor ou gerente me trata com respeito e consideração.

Há um bom clima de cooperação entre os colegas.

Posso pedir ajuda quando estou sobrecarregado(a) sem medo de ser julgado(a).

O supermercado promove um ambiente de trabalho respeitoso e livre de assédio.

4. Reconhecimento e Desenvolvimento Profissional

Sinto que meu esforço é reconhecido pelos líderes da empresa.

Tenho oportunidades de crescer e aprender dentro do supermercado.

Recebo feedback sobre meu desempenho de maneira clara e construtiva.

Sinto que sou tratado(a) de forma justa em relação a promoções e benefícios.

Tenho acesso a treinamentos para melhorar meu desempenho no trabalho.

5. Bem-Estar e Saúde Mental

Sinto-me estressado(a) com frequência devido ao trabalho.

O trabalho afeta negativamente meu humor fora do expediente.

Sinto dificuldades para conciliar minha vida pessoal e profissional.

Tenho medo de errar e ser punido(a) no trabalho.

O supermercado tem ações para promover o bem-estar dos funcionários.

Observações: Se quiser deixar algum comentário sobre sua experiência no trabalho, utilize o espaço abaixo:

Este questionário pode ser usado para identificar problemas no ambiente de trabalho e criar estratégias para melhorar o bem-estar dos funcionários do supermercado.

 

Comentários

Postagens mais visitadas

O luto da forma antiga de existir profissionalmente

  Psicanálise, desejo, função e travessia subjetiva entre sobrevivência e inscrição institucional Introdução Na experiência contemporânea do trabalho, não é raro que o sujeito se encontre dividido entre a sobrevivência material e o desejo de uma função simbólica que dê consistência à sua existência. A psicanálise permite compreender que o sofrimento ligado ao trabalho não se reduz à precariedade econômica, mas toca diretamente a questão do lugar subjetivo: aquilo que nomeia o sujeito no laço social. O caso aqui articulado é o de um sujeito que exerce há anos a função de fiscal de caixa em um supermercado, mas cujo desejo se orienta para uma inscrição como psicólogo institucional. Entretanto, esse lugar desejado não se encontra acessível no presente, e a clínica exercida nas folgas surge como um resto marginal e sacrificial. O sonho relatado — uma mensagem sobre como atravessar o luto, sem nomear o objeto perdido — aparece como forma privilegiada de expressão do inconsci...

Não Dá Mais: uma leitura psicanalítica da permanência no sofrimento

  Resumo Este artigo analisa, à luz da psicanálise, a permanência de um sujeito em um contexto laboral exaustivo e insustentável. A partir das contribuições de Freud, Winnicott e Lacan, discute-se como a compulsão à repetição, a ორგანიზ ação do falso self e a dimensão do gozo sustentam a manutenção do sofrimento, mesmo diante da consciência de seus efeitos devastadores. 1. Introdução A frase “não dá mais” marca um ponto de ruptura. No entanto, paradoxalmente, nem sempre ela conduz à saída. Em muitos casos, o sujeito permanece exatamente onde já reconheceu ser insuportável. O caso do fiscal psicólogo ilustra essa condição: jornadas extensas, sobrecarga física, privação de sono e ausência de perspectiva de mudança. Ainda assim, há permanência. A psicanálise permite compreender que essa permanência não é simplesmente racional — ela é estruturada. 2. A compulsão à repetição Segundo Sigmund Freud (1920/2010), o sujeito é levado a repetir experiências que não fo...

Recrutamento & Seleção Teste Avaliação Perfil Profissional

  Ano 2023. Escrito por Ayrton Junior Psicólogo CRP 06/147208 O presente artigo chama a tenção do para um excelente tópico. Existem diversas ferramentas e testes psicológicos que podem ser utilizados para avaliar o perfil de um operador de caixa de supermercado. Algumas das possibilidades exemplo, Inventário de Personalidade NEO-FFI: este teste avalia cinco grandes dimensões da personalidade [neuroticismo, extroversão, abertura, amabilidade e conscienciosidade] e pode ser útil para verificar quais traços são mais comuns em candidatos a operadores de caixa. Teste Palográfico: este teste avalia a personalidade a partir da interpretação de desenhos feitos pelo candidato. Ele pode ajudar a entender aspectos como dinamismo, estabilidade emocional, concentração e outros traços relevantes para a função. Teste H.T.P – [CASA, ÁRVORE, PESSOA] Buck (2003), define o H.T.P, como um teste projetivo que serve para obter informações de como uma pessoa experiência a sua individualidade em rel...

A Reinscrição Compulsiva no Trabalho de Supermercado e a Possibilidade de Ruptura: uma análise psicossocial, psicanalítica e crítica do cotidiano laboral

  Resumo O presente artigo analisa o fenômeno da reinscrição compulsiva no trabalho cotidiano, tomando como referência o contexto de um psicólogo inserido na função de fiscal de caixa em supermercado. A investigação articula conceitos da psicanálise, psicologia social e teorias críticas do trabalho contemporâneo, destacando a compulsão à repetição, a alienação no campo do Outro e a internalização da lógica neoliberal. Parte-se da hipótese de que a permanência no trabalho, mesmo sob sofrimento psíquico, é sustentada por mecanismos subjetivos e estruturais que capturam o sujeito em um ciclo de reinscrição diária. Conclui-se que a ruptura desse ciclo não se reduz a uma decisão individual, mas exige uma reorganização subjetiva e condições materiais que permitam a emergência do desejo. Palavras-chave: compulsão à repetição; trabalho; subjetividade; neoliberalismo; sofrimento psíquico. 1. Introdução O cotidiano laboral contemporâneo, especialmente em contextos operacionais...

Facilite O Reconhecimento Das Projeções

  Ano 2023. Escrito por Ayrton Junior Psicólogo CRP 06/147208 O presente artigo chama a atenção do para um excelente tópico. Um psicólogo trabalha num supermercado na ocupação de operador de caixa e observa que os colaboradores têm comportamentos de bullying. O psicólogo pensa em fazer uma intervenção no comportamento dos colaboradores, mas não faz nada porquê os colaboradores não sabem que além de operador de caixa ele tem formação em psicologia. E talvez se der a conhecer para os colaboradores que é psicólogo corre o risco de não ser levado a sério no momento de propor as intervenções. A psicanálise sugere que os comportamentos têm raízes inconscientes e que a compreensão dessas dinâmicas pode levar a mudanças significativas. No entanto, a abordagem psicanalítica também valoriza a importância da transferência e da relação terapêutica, o que pode complicar a situação do operador de caixa que é psicólogo oculto. Dado que os colaboradores do supermercado não estão cientes da f...

Quando o Campo Fora do Mapa Escolhe: o Espelhamento Estrutural para o Psicólogo

  Resumo Este artigo analisa, à luz da psicanálise, um episódio aparentemente simples do mundo do trabalho — a contratação por uma instituição fora do circuito conhecido — como operador de um espelhamento estrutural para o psicólogo em transição profissional. Sustenta-se que o sofrimento repetido não decorre de incapacidade subjetiva, mas da insistência em acessar apenas campos simbólicos já nomeados e reconhecidos. O texto discute como a ruptura com o “campo conhecido” desvela limites da percepção, desmonta a compulsão à repetição e possibilita uma leitura mais lúcida da relação entre sujeito, saber e instituição, sem produzir novas ilusões. 1. Introdução: quando o fracasso não é pessoal Na experiência do trabalho e da inserção institucional, muitos sujeitos interpretam a ausência de reconhecimento como falha individual. A repetição de recusas tende a ser vivida como prova de inadequação ou insuficiência. Contudo, do ponto de vista psicanalítico, é preciso interrogar n...

O Psicólogo que se inscreve todos os dias no ambiente de supermercado: uma análise psicossocial e psicanalítica da alienação no trabalho contemporâneo

  Resumo O presente artigo investiga o fenômeno da reinscrição subjetiva cotidiana no ambiente de trabalho, a partir do caso de um psicólogo que atua como fiscal de caixa em um supermercado. Analisa-se, sob a ótica da psicologia social e da psicanálise, o conflito entre identidade profissional e função exercida, destacando os processos de alienação, formação de falso self e captura no campo do Outro. A pesquisa, de natureza teórica, fundamenta-se em autores como Christophe Dejours, Jacques Lacan, Donald Winnicott e Erving Goffman. Conclui-se que a permanência no trabalho, mesmo após o desligamento emocional, está associada à necessidade de reconhecimento simbólico e sobrevivência material, configurando um estado de sofrimento psíquico silencioso. Palavras-chave: subjetividade; trabalho; alienação; falso self; psicologia social. 1. Introdução O trabalho, na contemporaneidade, ultrapassa sua função econômica, constituindo-se como um dos principais organizadores da iden...

O PSICÓLOGO QUE SE INSCREVE TODOS OS DIAS NO AMBIENTE DE SUPERMERCADO: PRECARIZAÇÃO, NEOLIBERALISMO E SOFRIMENTO PSÍQUICO NO TRABALHO CONTEMPORÂNEO

  Resumo Este artigo analisa o fenômeno da reinscrição subjetiva cotidiana no trabalho, a partir de um caso-tipo de um psicólogo inserido em função operacional no varejo. O estudo articula psicologia social, psicanálise e teorias contemporâneas sobre neoliberalismo com dados empíricos do contexto brasileiro. Parte-se da hipótese de que a permanência em contextos de sofrimento psíquico não se reduz à dimensão individual, sendo sustentada por precarização estrutural e pela internalização da lógica de desempenho. Trata-se de uma pesquisa qualitativa de natureza teórica, baseada em revisão bibliográfica e análise interpretativa. O referencial inclui Christophe Dejours, Jacques Lacan, Byung-Chul Han e Pierre Dardot. Conclui-se que a reinscrição cotidiana no trabalho é efeito de uma racionalidade que transforma o sujeito em gestor de si, intensificando o sofrimento psíquico. Palavras-chave: trabalho; subjetividade; burnout; neoliberalismo; precarização. Abstract This artic...

Por que o campo da psicologia não responde?

  Compulsão à repetição, nomes legitimados e a ilusão de autorização institucional Resumo Este artigo analisa, à luz da psicanálise, o impasse vivido por psicólogos que, mesmo munidos de formação, experiência e saber clínico, não encontram resposta do campo institucional. Argumenta-se que tal silêncio não se explica apenas por fatores mercadológicos ou etários, mas pela repetição inconsciente de um modo específico de busca: a insistência em instituições já nomeadas, reconhecidas e validadas no inconsciente do sujeito como detentoras do poder de autorização. Essa repetição sustenta uma esperança ilusória de reconhecimento e impede a emergência de outras formas de laço com o campo. O texto articula compulsão à repetição, ideal do eu, reconhecimento simbólico e estrutura institucional. 1. Introdução: o silêncio do campo não é neutro Quando o campo da psicologia não responde, a tendência imediata é interpretar o silêncio como rejeição pessoal, incompetência ou falha indiv...

O psicólogo compreende que não consegue sozinho sair da reinscrição cotidiana no ambiente de supermercado: limites subjetivos, sociais e estruturais da ruptura da compulsão à repetição

  Resumo Este artigo analisa o reconhecimento, por parte do sujeito, de que não consegue romper sozinho o ciclo de reinscrição cotidiana no trabalho, mesmo diante de sofrimento psíquico e lucidez crítica. A partir de um caso-tipo — um psicólogo atuando em supermercado — articula-se a compulsão à repetição, a captura no campo do Outro e a racionalidade neoliberal, incorporando contribuições da psicanálise, psicologia social e sociologia do trabalho. Defende-se que a dificuldade de ruptura não é sinal de fragilidade individual, mas resultado de uma engrenagem que combina dependência material, necessidade de reconhecimento e adaptação subjetiva. Apresentam-se três exemplos práticos que ilustram os limites da ruptura isolada. Conclui-se que a saída exige mediações clínicas, sociais e institucionais. Palavras-chave: compulsão à repetição; trabalho; subjetividade; sofrimento psíquico; neoliberalismo. 1. Introdução O sujeito contemporâneo, inserido em contextos laborais pre...