Ano 2024. Escrito por Ayrton Junior Psicólogo CRP 06/147208
O
presente artigo chama a atenção do Leitor para um excelente tópico. Um sujeito
é que é cristão está angustiado porque deseja sair do trabalho atual, mas não
sabe parar onde se dirigir para ser contratado como psicólogo. Então recordou o
seguinte versículo que diz a mensagem, não sobreveio sobre vós tentação alguma
que não seja humana junto Deus dará o escape para que possam resistir à
tentação. Mas o sujeito está resistente a acreditar na mensagem que segundo a
Bíblia aponta que sairá da situação desconfortável que se encontra no momento.
Na
psicanálise, o mecanismo de defesa da repressão ocorre quando uma pessoa
"empurra" para os pensamentos inconscientes, sentimentos ou desejos
que são desconfortáveis ou conflitantes para ela. Isso
acontece porque esses conteúdos
entram em choque com os valores, crenças ou
normas internas da pessoa, causando angústia.
No
caso do sujeito cristão:
O
conflito interno: Ele sente o desejo de sair do trabalho atual, mas não sabe
para onde ir e teme a incerteza. Como cristão, ele também tem uma crença em
Deus como provedor de um “escape”, mas sente resistência em confiar totalmente
nessa mensagem.
A
atuação da repressão: A repressão entra em ação quando esse desejo de sair do
trabalho entra em conflito com:
O
medo da instabilidade financeira ou do fracasso.
Valores
cristãos que podem enfatizar a paciência e a fé como virtudes.
A
ansiedade gerada por não saber o próximo passo.
Esses
pensamentos e emoções desconfortáveis (medo, dúvida, incerteza) são "empurrados" para o
inconsciente, de modo que uma pessoa não
precisa lidar com eles diretamente. Porém, a angústia persiste, pois o
inconsciente ainda exerce influência
sobre os sentimentos e ações.
O
resultado: Apesar de lembrar o versículo, o sujeito resiste em acreditar nele
plenamente, porque o conflito reprimido continua presente. Ele sente a tensão
entre o desejo de agir (sair do trabalho) e a censura interna que reprime esse
impulso, causado pelo medo e pela insegurança.
A
repressão, nesse contexto, protege o sujeito de enfrentar a angústia
diretamente, mas também o mantém preso em um ciclo de indecisão e sofrimento.
Um possível caminho terapêutico seria ajudá-lo a trazer conflitos para a
consciência, explorando suas inseguranças e reforçando sua autoconfiança e sua
fé de forma prática e integrativa.
A
associação livre de ideias é uma técnica psicanalítica em que o sujeito é
convidado a falar tudo o que vier à mente, sem censura ou julgamento, para que
pensamentos inconscientes possam emergir. No caso do sujeito cidadão que está
angustiado, a aplicação dessa técnica pode ajudá-lo a descobrir desejos
reprimidos ou insights sobre seu próximo passo.
Como
aplicar a associação livre na situação:
Criação
do ambiente seguro: O terapeuta deve criar um espaço onde o sujeito se sinta à
vontade para falar sem medo de julgamentos, enfatizando que não há respostas
certas ou erradas.
Início
da sessão: O terapeuta pode iniciar com uma pergunta aberta, conectando-se à
angústia do sujeito:
"Quando
você pensa na possibilidade de sair do trabalho, o que vem à sua mente?"
"Que
imagens, palavras ou sentimentos aparecem quando você lembra do versículo
bíblico?"
Exploração
do fluxo de pensamento: Conforme o sujeito começa a falar, o terapeuta
encoraja-o a continuar:
"Diga
tudo o que vem à sua mente, mesmo que pareça desconexo ou estranho."
"Se
algum pensamento o incomodar, tente descrevê-lo em detalhes."
Identificação
de padrões ou temas reprimidos: Durante o discurso, o terapeuta presta atenção
a:
Ideias
recorrentes (por exemplo, medo de não ser aceito em outra área).
Resistências
ou pausas (indicando possíveis repressões).
Palavras
ou expressões emocionaismente benéficas (como "futuro",
"chamado", "dúvida").
Exemplo
prático do que pode surgir:
Sujeito:
"Eu fico pensando que preciso sair... mas e se isso for uma tentativa de
abandonar o propósito de Deus? Talvez eu deva esperar. Mas... e se eu nunca
sair? Eu sempre quis trabalhar com algo que ajudasse as pessoas de verdade.
Psicologia... Talvez em uma instituição cristã Mas, e se não der certo?"
O
terapeuta pode então explorar: "Você tem a ideia de trabalhar em uma
instituição cristã. Pode me contar mais sobre isso? De onde vem esse
desejo?"
Trabalhando
o material emergente: A partir das associações, o terapeuta ajuda a sujeitar a
conectar esses pensamentos com desejos ou medos reprimidos. Por exemplo:
"Pode
ser que seu desejo de ajudar as pessoas em uma instituição cristã esteja
atualizado com algo que você reprimiu por medo de não ser aceito ou de falhar.
Como você se sente ao pensar nessa possibilidade?"
Objetivo
final:
A
associação livre pode revelar:
Desejos
reprimidos: Como o desejo de trabalhar em um lugar que combine psicologia com
fé.
Medos
inconscientes: Como o medo de desagradar a Deus ou de não ser capaz de se
sustentar.
Caminhos
possíveis: Como explorar organizações ou projetos que se alinhem com seus
valores pessoais e espirituais.
Ao
trazer esses desejos para a consciência, o sujeito poderá enfrentar seus medos
com mais clareza e, eventualmente, agir para sair da situação desconfortável.
Após
trazer à tona os desejos reprimidos e os medos inconscientes, o próximo passo
seria aprofundar a análise e ajudar o sujeito a integrar esses insights em um
plano prático. Aqui está como a abordagem pode continuar:
7.
Explorar as resistências:
O
terapeuta pode explorar a resistência que o sujeito demonstra em agir de acordo
com seus desejos.
Perguntas
úteis:
"Você
gostaria de trabalhar em uma instituição cristã. O que o impede de dar o
primeiro passo nessa direção?"
"Quais
pensamentos ou sentimentos surgem quando você realmente imagina deixar o
trabalho atual?"
Essas
perguntas podem revelar-se limitantes, como medo de não ser qualificado ou
suficiente, insegurança financeira ou até mesmo o medo de “não estar no caminho
de Deus”.
8.
Conectar o desejo com os valores espirituais:
É
importante alinhar o desejo do sujeito com seus valores cristãos, ajudando-o a
perceber que seus desejos podem ser compatíveis com sua fé.
Por
exemplo:
"Você
acredita que Deus pode estar usando esse desconforto no trabalho para guiá-lo a
um propósito maior?"
"Como
seria para você confiar que seu desejo de ajudar as pessoas como psicólogo
também pode ser uma forma de cumprir seu chamado espiritual?"
Isso
pode reduzir o conflito entre o superego rígido (valores religiosos
internalizados) e o desejo do ego de buscar realização profissional.
9.
Construir um plano com base sem material emergente:
A
partir das associações e reflexões, o terapeuta pode ajudar o sujeito a
identificar ações concretas:
Mapear
possibilidades: "Que tipos de lugares ou instituições cristãs você conhece
onde poderia trabalhar como psicólogo?"
Buscar
suporte: "Existe alguém em sua comunidade ou igreja que poderia ajudá-lo a
encontrar oportunidades?"
Estabelecer
um prazo: "Qual seria um primeiro passo que você se sentiria confortável
em dar nos próximos dias?"
10.
Trabalhar o medo com autoconfiança:
identificar
o medo como um mecanismo de defesa:
"O
medo de que você sente possa estar tentando obstinar-lo do desconhecido, mas
também está bloqueando você de explorar algo que pode trazer realização."
Reforçar
a autoconfiança:
"Você
conseguiu superar outras situações difíceis antes. O que o ajudou naquela época
que você poderia usar agora?"
11.
Revisitar o versículo bíblico:
No
final da sessão, você pode revisitar o versículo lembrado pelo sujeito:
"Você
fez um versículo que fala sobre Deus dar um escape. Como seria para você
confiar que esse desconforto faz parte de um processo que vai levá-lo a algo
melhor?"
Isso
ajuda a fortalecer a conexão entre sua fé e a coragem necessária para agir.
Conclusão:
A
associação livre revelou um desejo reprimido de buscar um propósito maior,
alinhado à sua espiritualidade. A resistência, manifestada pelo medo, pode ser
trabalhada ao integrar a fé como uma fonte de força, e ao planejar passos
concretos para transformar o desejo em ação. O sujeito pode começar a sair do
estado de angústia ao perceber que é possível avançar, mesmo com incertezas,
confiando em Deus e em si mesmo.
12.
Promova uma autorreflexão contínua:
Após
a sessão, é útil criar o sujeito a continuar refletindo sobre os temas
levantados, para que o processo de conscientização avance. Sugira práticas que
ajudem a manter a conexão com seus desejos e enfrentar as resistências:
Escrita
reflexiva: "Você pode escrever sobre o que sente em relação ao trabalho
atual e às possibilidades futuras. Isso pode ajudá-lo a organizar os
pensamentos e perceber padrões ou ideias reprimidas."
Meditação
guiada ou oração reflexiva: "Use momentos de oração ou meditação para
perguntar a si mesmo: 'Qual é o próximo passo que Deus quer que eu dê?'
Permita-se ouvir as respostas internas sem julgamento."
13.
Reforçar pequenos avanços:
Mesmo
que o sujeito ainda não esteja pronto para uma grande mudança, pequenos avanços
podem ajudá-lo a ganhar confiança:
Explorar
novas possibilidades sem compromisso imediato:
"Você
pode começar pesquisando sobre vagas em instituições cristãs ou áreas onde a
psicologia e sua fé podem se encontrar."
"Converse
com outros psicólogos cristãos sobre suas trajetórias e desafios. Isso pode
ajudá-lo a enxergar caminhos que ainda não são esses."
Participe
de eventos ou redes de apoio:
"Procure
por grupos ou conferências voltadas para a psicologia cristã ou para o trabalho
em instituições sociais. Isso pode abrir portas e inspirá-lo."
14.
Analisar possíveis bloqueios futuros:
Ajude
o sujeito a antecipar desafios e criar estratégias para enfrentá-los:
Medo
de retenção: "Como você pode lidar com a possibilidade de ouvir um 'não'
em uma nova tentativa de trabalho? Como isso o afetaria emocionalmente?"
Insegurança
financeira: "Você consegue fazer um planejamento financeiro básico que lhe
permita uma transição mais tranquila?"
Trabalhar
esses bloqueios diminui o poder que a resistência (e repressão) tem sobre ele.
15.
Explorar a raiz da resistência à mensagem bíblica:
Se
o sujeito ainda está resistente a acreditar no versículo que ele mesmo
registrou, explore as razões inconscientes para isso:
Perguntas
de exploração:
"Você
sente que confia em Deus pode significar perder o controle sobre sua
situação?"
"Há
algo no passado que faz com que você duvide do escape prometido, mesmo
acreditando intelectualmente nele?"
Essas
perguntas podem revelar experiências passadas de frustração, sentimento de
abandono ou traumas relacionados à fé, que são reprimidos e interferem na
confiança atual.
16.
Reinterpretação do versículo à luz da psicanálise:
Ajude
o sujeito a reinterpretar o versículo de maneira que ele possa reconciliá-lo
com seu desejo de mudança:
O
versículo fala sobre "escape" e "suporte à tentação". Isso
pode ser entendido como um convite para agir de maneira consciente, usando a fé
como base para enfrentar o desconforto, e não como uma espera passiva.
"Pense
no escape como algo que você também construiu, com a ajuda de Deus, ao tomar
decisões e enfrentar seus medos."
17.
Fechamento com reforço positivo:
Finalize
a sessão reforçando a importância do processo que ele está vivenciando e
validando suas emoções:
"Seu
desejo de mudança é legítimo, e a resistência que você sente é natural diante
de algo novo. Através desse processo, você pode descobrir que tanto sua fé
quanto seus desejos podem coexistir e guiá-lo para o melhor caminho."
"Confie
no seu tempo e nos pequenos passos que você está dando. Cada movimento, por
menor que pareça, é um avanço na direção certa."
Resultado
esperado:
Ao
integrar a associação livre, a autorreflexão e o planejamento prático, o
sujeito poderá identificar com mais clareza seus desejos reprimidos e superar
as resistências internas. Esse processo o ajudará a tomar decisões alinhadas
tanto com sua fé quanto com sua busca pessoal por realização profissional,
retém a angústia e fortalecendo sua confiança em Deus e em si mesmo.
Parece
ter medo de confiar em Deus por temer perder o controle que do fato já perdeu.
Sim agora duvido que no passado não tenha acontecido o que desejava, porém
também no passado houve uma fuga do desemprego para o trabalho atual
desconfortável.
Essa
reflexão mostra que o sujeito está em um conflito interno profundo entre
confiança em Deus e lidar com os traumas do passado, onde seus desejos não
foram atendidos como esperados. Na psicanálise, essa situação pode ser
entendida como um mecanismo de defesa do medo, que reprime a entrega à fé para
evitar reviver a dor de uma possível frustração. O medo de “perder o controle”
é, na verdade, um reflexo de uma sensação de vulnerabilidade já existente, mas
que o ego tenta ignorar.
Análise
Psicanalítica da Situação:
Trauma
do passado e resistência atual:
A
resistência de confiança em Deus vem de uma experiência anterior de
insatisfação, onde o sujeito experimenta que a "escape" divina o
levou a um lugar desconfortável (o trabalho atual).
Isso
gera ambivalência: ele confirma que houve uma solução (a fuga do desemprego),
mas sente que essa solução não foi suficiente ou ideal, gerando desconfiança e
ressentimento inconsciente.
Ilusão
de controle:
O
sujeito acredita que, ao não confiar em Deus, mantém algum controle sobre sua
vida, mas na verdade já perdeu esse controle ao se sentir preso no trabalho
atual e incapaz de agir.
Essa
ilusão é uma defesa contra a sensação de impotência, mas ao mesmo tempo a
paralisa, dificultando decisões claras.
Medo
de repetição:
O
sujeito teme que, ao confiar novamente, Deus o conduza a um novo “escape” que o
leve a outro lugar desconfortável, repetindo o padrão do passado.
Esse
medo é uma projeção do trauma anterior, que reprime o desejo de acreditar
plenamente.
Aplicação
Prática para Ajudar a Enfrentar a Situação:
1.
Reconhecer o padrão de escape e aprender com ele:
Pergunte
ao sujeito:
"O
que você aprendeu ao ser levado para o trabalho atual? Como esse lugar
desconfortável contribuiu para seu crescimento ou para deixar claro do que você
realmente deseja agora?"
Isso
ajuda a ressignificar o passado, entendendo-o como um passo provisório e não um
destino final.
2.
Explorar o medo de confiar:
"O
que é mais difícil para você pensar em confiar totalmente em Deus agora? É o
medo de algo pior? Ou o medo de que Ele não atenda exatamente o que você
quer?"
Isso
pode trazer à tona o medo reprimido de frustração e ajudá-lo a lidar com essa
emoção.
3.
Validar a sensação de vulnerabilidade:
Ajude-o
a perceber que não ter controle é algo humano e que sua fé pode coexistir com
essa vulnerabilidade:
"É
normal sentir medo ao confiar em algo que você não pode controlar. Mas já
pensei que, ao se abrir para confiar, você pode estar dando espaço para algo
melhor acontecer?"
4.
Resgatar a relação entre fé e ação:
Mostre
que confiar em Deus não significa inércia, mas sim uma parceria ativa:
"Deus
pode mostrar o caminho, mas cabe a você dar os passos. Quais pequenos passos
você pode dar hoje, enquanto confia que Ele está guiando o restante?"
5.
Trabalhar o trauma do passado:
Explore
os sentimentos de frustração com o escape anterior:
"Quando
você pensa no momento em que conseguiu o trabalho atual, o que você sentiu?
Como essa experiência afetou sua capacidade de confiança novamente?"
Ressignificar
o passado pode ajudar a libertar o sujeito para confiar no futuro.
6.
Criar uma visão do futuro desejada:
Perguntar:
"Se
você pudesse imaginar o escape ideal para sua vida hoje, como ele seria? O que
você estaria fazendo, e como isso estaria alinhado com sua fé?"
Isso
permite que ele visualize uma solução mais clara e se conecte a um desejo mais
consciente.
Ao
explorar o trauma do passado e o medo de confiar, o sujeito pode começar a
ressignificar sua experiência, percebendo que o trabalho atual foi uma fuga
temporária, mas não o destino final. Ao considerar que o controle completo
nunca foi possível, ele pode abrir espaço para a confiança em Deus como uma
fonte de orientação, sem abandonar sua capacidade de agir. Através desse
processo, ele poderá superar a resistência e começar a trilhar um caminho mais
alinhado aos seus desejos e à sua fé.
Parece
que o sujeito teme que Deus não atenda exatamente ou que ele deseja que seja
contratado como psicólogo em alguma instituição.
O
medo de que Deus não atenda exatamente o que o sujeito deseja reflete um
conflito psíquico entre o desejo consciente do ego e a fé . Esse conflito é
amplificado pelo medo inconsciente de frustração, que pode ser enraizado em
experiências passadas onde as expectativas do sujeito não foram atendidas da
forma desejada. Esse cenário aciona o mecanismo de defesa da repressão ,
reprimindo a confiança e mantendo o sujeito preso em um ciclo de dúvida e
estagnação.
Análise
Psicanalítica
Ambivalência
entre desejo e fé:
O
sujeito deseja algo específico (ser contratado como psicólogo em uma
instituição), mas teme que confiar plenamente em Deus possa levá-lo a um
resultado diferente, potencialmente frustrante.
Essa
ambivalência entre o desejo individual e a submissão à vontade divina gera uma
resistência interna , dificultando tanto a entrega quanto a ação.
Medo
de frustração e controle ilusório:
O
sujeito evita confiar completamente porque teme reviver a dor de uma frustração
anterior. Isso o leva a criar a ilusão de controle, acreditando que, ao não se
entregar totalmente, pode evitar resultados indesejados.
No
entanto, essa postura paralisa o sujeito, intensificando a sensação de
impotência.
Repressão
do desejo autêntico:
O
medo de que Deus não atenda exatamente o que ele deseja pode estar reprimindo a
claramente sobre o que ele realmente quer. Talvez o sujeito tenha dúvidas
inconscientes sobre ser contratado por uma instituição ou sobre a própria
segurança no papel de psicólogo.
Projeção
no divino:
O
sujeito projeta em Deus suas inseguranças internacionais, como se Ele pudesse
frustrá-lo deliberadamente. Isso reflete a dificuldade em reconciliar suas
expectativas humanas com a ideia de um plano divino maior.
Estratégias
Psicanalíticas para Exploração
1.
Desvendar o medo de resultados diferentes:
Perguntas
reflexivas:
"Se
Deus te leva para um lugar diferente do que você deseja, o que você sente? Você
acha que ainda poderia encontrar realização nesse lugar?"
"O
que realmente significa para você ser contratado como psicólogo? É a única
forma de alcançar a realização profissional e espiritual?"
Essas
perguntas ajudam a explorar se o desejo de trabalhar como psicólogo em uma
instituição é uma necessidade genuína ou uma representação simbólica de algo
maior, como segurança, aprovação ou propósito.
2.
Ressignificar a experiência de frustração passada:
Trabalhe
para reconectar o sujeito com o aprendizado derivado de suas experiências
anteriores:
"Quando
algo que você desejava não aconteceu no passado, houve outros caminhos que
trouxeram algo positivo?"
"Como
você pode enxergar o trabalho atual como parte de um processo que ainda está em
andamento, em vez de um destino final?"
3.
Reconhecer o desejo reprimido e ampliar as possibilidades:
Ajude
o sujeito a trazer à tona outras possibilidades além da contratação formal:
"Você
já pensou em formas alternativas de exercer a psicologia, como consultorias,
projetos comunitários ou atendimentos independentes?"
"O
que impede você de dar pequenos passos nesse sentido enquanto aguarda uma
oportunidade institucional?"
4.
Promova a confiança no processo:
Reforce
que o medo é uma evidência justificada, mas que ele não precisa paralisar:
"Você
pode confiar que Deus está guiando, mesmo que o resultado final não seja
exatamente como você imagina. Muitas vezes, o caminho que Ele aponta pode
superar nossas expectativas."
5.
Fortalecer a capacidade de ação:
Traga
a ideia de parceria ativa com Deus:
"O
que você pode fazer hoje para demonstrar sua fé em ação? Pesquisar
instituições, criar conexões, ou até mesmo iniciar algo por conta própria são
formas de alinhar seu desejo à fé."
O medo do sujeito está enraizado na projeção de uma possível frustração futura e na dificuldade de confiança plena em algo que ele não pode controlar. Ao ajudá-lo a identificar e ressignificar seus medos, explorar desejos reprimidos e ampliar sua visão de possibilidades, ele pode começar a liberar essa resistência. Assim, poderá acompanhar sua fé e ação, criando espaço para uma mudança que seja tanto fruto do seu esforço quanto da orientação divina.
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