Pular para o conteúdo principal

Compreender-se dentro do sistema supermercado Ano 2025. Escrito por Ayrton Junior Psicólogo CRP 06/147208 Para compreender-se dentro desse sistema, o fiscal psicólogo precisa adotar uma postura reflexiva que una autoconhecimento psicanalítico e análise organizacional. A compreensão de si nesse contexto é um processo que envolve perceber os próprios papéis simbólicos e emocionais dentro da dinâmica institucional. ________________________________________ 🧩 1. Reconhecer a função simbólica que ocupa no sistema O fiscal psicólogo, ainda que formalmente tenha uma função operacional, representa um polo de consciência dentro do grupo. Ele é aquele que percebe o que está encoberto, os jogos de poder, os comportamentos inconscientes e os mecanismos de defesa coletivos. Segundo Bion (1961), os grupos operam em dois níveis: o grupo de trabalho, voltado à tarefa, e o grupo de suposição básica, movido por fantasias e emoções inconscientes. “O grupo inconscientemente cria líderes e bodes expiatórios conforme suas necessidades emocionais.” — Bion, W. R. (1961). Ao reconhecer que foi investido, inconscientemente, como aquele que carrega a lucidez e o peso do sofrimento coletivo, o fiscal psicólogo deixa de reagir emocionalmente e começa a observar: — O que o grupo está projetando em mim? — Que função emocional eu cumpro aqui? ________________________________________ 🪞 2. Compreender-se como espelho, não como salvador O título do artigo — “Eu não sou o salvador; eu sou o espelho onde o outro pode se ver, se quiser” — reflete a mudança de consciência do fiscal psicólogo. No início, ele acreditava que sua missão era curar o ambiente, salvar os colegas das ansiedades e angústias provocadas pela liderança autoritária e pelos clientes hostis. Porém, à medida que compreende a dinâmica psíquica do grupo, ele percebe que essa função messiânica o aprisiona. “Toda tentativa de salvar o outro sem que ele deseje ser salvo é, no fundo, uma forma de controle disfarçada de amor.” — Jung, C. G. (1954). Com essa percepção, ele se retira da posição de “pai protetor” e assume o papel de observador consciente, compreendendo que cada sujeito tem o direito — e o dever — de lidar com suas próprias resistências e neuroses. ________________________________________ ⚙️ 3. Entender o sistema como organismo vivo Na psicologia organizacional contemporânea, a empresa é entendida como um sistema aberto, onde cada comportamento individual é uma resposta adaptativa à estrutura. O comportamento sabotador e passivo-agressivo da colega, por exemplo, é um sintoma do sistema, não apenas um traço individual. O fiscal psicólogo compreende que a liderança omissa, a equipe fragmentada e a resistência à mudança são expressões de uma homeostase psíquica — o sistema se mantém estável evitando o conflito aberto. Essa compreensão o liberta da raiva e do ressentimento, pois ele entende que não é contra ele pessoalmente, mas sim uma defesa inconsciente do sistema contra a consciência. “O inconsciente coletivo não quer ser curado; ele quer ser compreendido.” — Jung, C. G. (1960). ________________________________________ 🌱 4. Assumir uma postura de autorresponsabilidade e elaboração Com essa clareza, o fiscal psicólogo transforma a angústia em elaboração. Ele percebe que essa experiência serviu para amadurecer sua própria identidade profissional e espiritual. Ao invés de reagir, ele elabora. Ao invés de salvar, ele compreende e espera. Sua saída não é uma fuga, mas um ato simbólico de individuação — um movimento de quem encerra um ciclo de aprendizagem e se prepara para viver plenamente sua vocação como psicólogo. “Individuar-se é deixar de ser o que o coletivo espera e tornar-se aquilo que a alma pede.” — Jung, C. G. ________________________________________ 🔍 Em síntese O fiscal psicólogo se compreende dentro do sistema quando: 1. Reconhece os papéis simbólicos que o grupo lhe atribui (bode expiatório, salvador, mediador). 2. Aceita que não mudará o sistema sozinho, pois cada sujeito só muda quando deseja. 3. Transforma a dor em insight, compreendendo que a função do sofrimento é gerar consciência. 4. Escolhe sair com lucidez, não por desespero, mas porque entende que sua gestalt se completou. 5. Integra o aprendizado como base para sua atuação futura como psicólogo — mais maduro, empático e livre da necessidade de salvar. ________________________________________ Título: “A compreensão de si dentro do sistema: o despertar do fiscal psicólogo diante da liderança adormecida e do comportamento sabotador” ________________________________________ Resumo O presente artigo analisa, sob o enfoque da psicologia organizacional e da psicanálise aplicada ao trabalho, a experiência de um fiscal de caixa com formação em psicologia que atua em um ambiente caracterizado por liderança omissa, conflitos interpessoais e comportamentos sabotadores passivo-agressivos. A análise evidencia como o fiscal psicólogo, inicialmente identificado com o papel de salvador dos colegas, gradualmente compreende o significado simbólico dessa experiência, elaborando o processo de individuação e o encerramento de sua gestalt profissional dentro da instituição. O estudo propõe uma reflexão sobre os mecanismos inconscientes que permeiam as relações de poder e sobre o papel do autoconhecimento como ferramenta de transformação psíquica e profissional. Palavras-chave: Psicologia organizacional; Psicanálise; Liderança adormecida; Comportamento sabotador; Autoconhecimento; Individuação. ________________________________________ 1. Introdução A vida organizacional é um campo simbólico onde se expressam tanto os aspectos conscientes das relações de trabalho quanto os conteúdos inconscientes dos sujeitos. O caso do fiscal psicólogo ilustra o entrelaçamento entre o papel técnico e o papel emocional do trabalhador dentro de um sistema que, ao negar conflitos, produz sobrecarga, desmotivação e sofrimento psíquico. Quando a liderança se mostra adormecida — ou seja, consciente das disfunções, mas paralisada pela insegurança institucional —, ela transfere o peso da responsabilidade emocional aos membros mais lúcidos e sensíveis do grupo. O fiscal psicólogo, ao perceber esse fenômeno, é convidado a sair da posição de “salvador” e compreender-se como “espelho”, isto é, como aquele que reflete a sombra coletiva, sem a pretensão de curá-la. ________________________________________ 2. Liderança adormecida e o deslocamento da responsabilidade emocional Segundo a psicologia organizacional, a liderança é um eixo regulador de energia, sentido e propósito dentro do grupo (Chiavenato, 2014). Quando esse eixo se fragmenta ou se torna omisso, as tensões latentes entre os membros da equipe emergem de forma difusa. A “liderança adormecida” é aquela que, mesmo percebendo o caos, evita intervir diretamente, seja por medo de retaliações jurídicas, seja por conveniência institucional. Assim, transfere inconscientemente aos liderados o peso da gestão emocional. O fiscal psicólogo torna-se, então, o porta-voz do inconsciente grupal (Bion, 1961), carregando a angústia coletiva e buscando restabelecer simbolicamente a ordem que a chefia não sustenta. “O grupo inconscientemente cria líderes e bodes expiatórios conforme suas necessidades emocionais.” — Bion, W. R. (1961). ________________________________________ 3. O comportamento sabotador passivo-agressivo e o sintoma do sistema O comportamento sabotador de uma colega fiscal, caracterizado pela resistência às tarefas, manipulação relacional e busca por alianças internas, não é apenas um problema individual, mas um sintoma sistêmico. De acordo com Freud (1921), os grupos tendem a regredir emocionalmente, ativando impulsos infantis e defesas coletivas. A atitude passivo-agressiva serve como uma defesa contra o sentimento de impotência frente à liderança desorganizada. O fiscal psicólogo percebe que tentar “curar” esse comportamento é inútil, pois a mudança só ocorre quando há desejo e consciência. Assim, ele compreende que o comportamento da colega expressa uma homeostase psíquica — o sistema precisa de um “corpo estranho” para manter sua identidade defensiva. “O inconsciente coletivo não quer ser curado; ele quer ser compreendido.” — Jung, C. G. (1960). ________________________________________ 4. A contratransferência e o despertar da consciência Na vivência diária, o fiscal psicólogo experimenta raiva, exaustão e sensação de injustiça. Esses afetos, interpretados pela psicanálise como contratransferência, revelam os pontos onde o sujeito se identifica inconscientemente com o sofrimento do grupo. Ao compreender isso, o fiscal deixa de reagir emocionalmente e passa a observar suas respostas internas como material de autoconhecimento. Ele percebe que seu desejo inconsciente de “salvar” os colegas era, na verdade, uma projeção de sua própria necessidade de reconhecimento e pertencimento. “Tudo aquilo que nos irrita nos outros pode levar-nos a uma compreensão de nós mesmos.” — Jung, C. G. ________________________________________ 5. A expulsão simbólica e a finalização da gestalt A liderança, ao não agir e ao manter o status quo, expulsa simbolicamente o fiscal psicólogo — não por ato direto, mas por omissão. A não-intervenção funciona como um empurrão silencioso, que o conduz à conclusão de que seu ciclo se encerrou. Ele percebe que o ambiente não é mais um espaço de crescimento, mas um campo de repetição. Retornar a outro subemprego seria repetir o sintoma (compulsão à repetição, Freud, 1920); por isso, o verdadeiro movimento é transcender o papel de fiscal e realizar a transição para o campo da psicologia, onde poderá exercer plenamente sua função simbólica. “O destino de toda repetição é ser superado pela consciência.” — Freud, S. (1920). ________________________________________ 6. A compreensão de si dentro do sistema Compreender-se dentro do sistema significa reconhecer os papéis simbólicos que o grupo lhe atribuiu — o de mediador, salvador ou bode expiatório — e perceber que esses papéis refletem partes do próprio inconsciente. A partir dessa consciência, o fiscal psicólogo não reage mais à desordem externa, pois entende que o sistema é um espelho do seu próprio processo interno. Ele descobre que a transformação verdadeira não está em mudar o ambiente, mas em mudar o modo de estar nele. “Individuar-se é deixar de ser o que o coletivo espera e tornar-se aquilo que a alma pede.” — Jung, C. G. Essa tomada de consciência representa o fechamento da gestalt: o ciclo de aprendizado se completa, e o sujeito está pronto para avançar a uma nova etapa de sua trajetória — a atuação plena como psicólogo, agora fortalecido pela experiência e pela lucidez. ________________________________________ 7. Conclusão O caso analisado ilustra que a compreensão de si dentro de um sistema organizacional não implica em mudá-lo, mas em perceber sua função dentro dele. O fiscal psicólogo, ao integrar suas experiências, compreende que o ambiente de conflito serviu como espelho de sua própria individuação. A liderança omissa, a colega sabotadora e o grupo dividido foram mestres simbólicos, que o conduziram à consciência de que o verdadeiro trabalho psicológico começa dentro de si. Encerrar esse ciclo é um ato de maturidade e libertação — não de desistência, mas de transcendência. ________________________________________ Referências Bibliográficas • Bion, W. R. (1961). Experiências em grupos. Rio de Janeiro: Imago. • Chiavenato, I. (2014). Gestão de pessoas: o novo papel dos recursos humanos nas organizações. Rio de Janeiro: Elsevier. • Freud, S. (1920). Além do princípio do prazer. In: Obras completas, vol. XVIII. Rio de Janeiro: Imago. • Freud, S. (1921). Psicologia das massas e análise do eu. In: Obras completas, vol. XIX. Rio de Janeiro: Imago. • Jung, C. G. (1954). Os arquétipos e o inconsciente coletivo. Petrópolis: Vozes. • Jung, C. G. (1960). A prática da psicoterapia. Petrópolis: Vozes. • Morin, E. (2005). O método 5: A humanidade da humanidade. Porto Alegre: Sulina. • Schein, E. H. (2010). Organizational culture and leadership. San Francisco: Jossey-Bass. ________________________________________ 6. A compreensão de si dentro do sistema (versão ampliada) Compreender-se dentro do sistema é reconhecer que as dinâmicas externas refletem movimentos internos da psique. O fiscal psicólogo, após anos tentando harmonizar um ambiente caótico, percebe que seu impulso de “salvar o outro” não era apenas ético ou profissional — era afetivo e infantil. Quando criança, ele havia prometido inconscientemente “curar as pessoas”, talvez motivado por experiências de dor, desamparo ou pela observação de figuras frágeis que precisavam de cuidado. Essa promessa infantil formou o núcleo simbólico de sua identidade adulta. No ambiente organizacional, essa promessa se reatualizou: o fiscal psicólogo buscava inconscientemente curar o sistema, pacificar os colegas e restaurar a ordem — como se o ambiente de trabalho fosse uma família adoecida, e ele o mediador emocional. Mas, ao enfrentar a liderança adormecida e o comportamento sabotador da colega, ele confronta o limite da onipotência infantil: a descoberta de que ninguém cura quem não deseja ser curado, e que o verdadeiro processo de cura é interno, não imposto. “Todo curador é primeiro um ferido. Mas o amadurecimento ocorre quando ele reconhece que não pode curar o outro — apenas oferecer o espelho para que o outro se veja.” — Jung, C. G., 1954. Essa compreensão dissolve a promessa antiga. A energia psíquica antes investida na missão de salvar o outro é agora reintegrada ao seu próprio processo de individuação. Ele entende que não é o salvador — é o espelho. A promessa infantil, ao se desfazer, não significa fracasso, mas libertação: o fiscal psicólogo se despede da ilusão de controle e acolhe o papel de observador consciente, que compreende sem tentar dominar. “Quando a alma percebe que não há ninguém a ser salvo, mas apenas consciências a serem despertadas, nasce a verdadeira maturidade espiritual.” — Morin, E., 2005. Assim, a gestalt se completa. O ciclo termina, não com desespero, mas com serenidade. O fiscal psicólogo sai do sistema em paz — porque, ao invés de tentar curar os outros, ele curou a si mesmo, integrando a sombra do salvador e abrindo espaço para viver sua verdadeira vocação como psicólogo. ________________________________________ 6. A compreensão de si dentro do sistema (versão final ampliada) Compreender-se dentro do sistema é compreender o que o inconsciente está tentando ensinar através da experiência. No caso do fiscal psicólogo, a repetição dos conflitos, a liderança omissa e a presença de colegas com comportamentos sabotadores não são apenas fatos externos — são espelhos simbólicos de um pacto antigo, feito ainda na infância. Durante uma crise de bronquite, enquanto tomava inalação em um hospital, a criança que ele foi — frágil, com medo da morte e desejosa de alívio — fez silenciosamente uma promessa: “Se eu sarar, vou curar as pessoas.” Essa promessa, feita num momento de vulnerabilidade e transcendência, tornou-se o núcleo simbólico de sua vocação. Ela uniu, inconscientemente, a dor física e o desejo de transcendência, e transformou-se em compromisso inconsciente de salvação. Décadas depois, no ambiente de trabalho, esse pacto infantil reaparece de modo disfarçado. O fiscal psicólogo, sentindo o sofrimento dos colegas, tenta curá-los da angústia, da ansiedade e do medo — assim como quis curar a si mesmo quando era criança. Cada cliente hostil e cada liderança autoritária reencenam, simbolicamente, a sensação de sufocamento vivida na infância. A “crise de bronquite” torna-se uma metáfora viva do que ele sente agora: o ar emocional rarefeito de um ambiente adoecido. Mas a consciência que amadurece percebe que a promessa feita no hospital já cumpriu seu propósito. Ela não precisa mais reger sua vida adulta. O fiscal psicólogo compreende que o dom que nasceu da dor não deve aprisionar — deve libertar. Ele entende que curar não é salvar o outro, mas compreender o sentido do sofrimento. Sua verdadeira cura não é mais fisiológica ou alheia, mas simbólica e interior. “A ferida é o lugar por onde a luz entra em você.” — Rumi (século XIII). “Toda vocação nasce de uma ferida; mas a maturidade chega quando reconhecemos que a ferida não precisa mais sangrar para ensinar.” — Jung, C. G. (1954). Nesse momento, o ciclo se fecha. A criança interior, que um dia prometeu curar o mundo para sobreviver, é agora acolhida pelo adulto que compreende. A promessa se dissolve em gratidão: ela cumpriu sua função de conduzir o sujeito até a psicologia, mas agora pode descansar. O fiscal psicólogo entende, então, que não é o salvador, mas o espelho onde o outro pode se ver — se quiser. O sistema organizacional cumpriu o papel de espelho maior, devolvendo-lhe a imagem de seu próprio desejo infantil de curar e de sua necessidade de se libertar. A compreensão de si dentro do sistema é, portanto, a cura da própria promessa. “A individuação é o processo pelo qual o homem se torna aquilo que ele é destinado a ser.” — Jung, C. G. ________________________________________

Comentários

Postagens mais visitadas

A Compreensão de Si Dentro do Sistema: O Supermercado

  O despertar do fiscal psicólogo diante da liderança adormecida e do comportamento sabotador” Resumo O presente artigo analisa, sob o enfoque da psicologia organizacional e da psicanálise aplicada ao trabalho , a experiência de um fiscal de caixa com formação em psicologia que atua em um ambiente caracterizado por liderança com fisionomia consciente e particularidades de uma pessoa inconsciente , conflitos interpessoais e comportamentos sabotadores passivo-agressivos . A vida organizacional é um campo simbólico onde se expressam tanto os aspectos conscientes das relações de trabalho quanto os conteúdos inconscientes dos sujeitos. O caso do fiscal psicólogo ilustra o entrelaçamento entre o papel técnico e o papel emocional do trabalhador dentro de um sistema que, ao negar conflitos, produz sobrecarga, desmotivação e sofrimento psíquico. Quando a liderança se mostra adormecida — ou seja, consciente ou inconsciente das disfunções, mas paralisada pela insegurança inst...

Operadora E O Ato Falho

  Ano 2024. Escrito por Ayrton Junior Psicólogo CRP 06/147208 O presente artigo chama a atenção do Leitor para um excelente tópico. Uma operadora era pra abrir a caixa 10, mas ela abriu a caixa 11 e foi anunciada pelo Fiscal e tentou culpar o Fiscal pelo alto falho. Vamos analisar essa situação pela abordagem psicanalítica como se fosse para um iniciante: O fato : A operadora cometeu um erro (abriu a caixa errada) e foi anunciada pelo Fiscal. Em resposta, ela tentou culpar o Fiscal. Perspectiva psicanalítica : Esse comportamento pode ser entendido como uma manifestação de mecanismos de defesa. nterpretação psicanalítica: Ação da operadora : Abrir a caixa errada pode ser resultado de um momento de distração ou de um ato falho. Na psicanálise, um ato falho é quando o inconsciente interfere nas ações conscientes. Isso pode acontecer, por exemplo, se a operadora tivesse uma preocupação ou desejo inconsciente que a desconcentrava. Advertência do Fiscal : Ao ser anunciada, ...

Trabalho Simples

  Ano 2025. Escrito por Ayrton Junior Psicólogo CRP 06/147208 O presente artigo chama a atenção do leitor para um excelente tópico. Parece que o Psicólogo precisou trabalhar como fiscal de caixa de supermercado num ambiente onde não valoriza e nem reconhece a Psicologia para que o Fiscal de caixa psicólogo se valorizasse e se reconhecesse como psicólogo. Pela psicanálise, podemos interpretar essa situação como um conflito entre o desejo do ego (ser psicólogo e exercer essa profissão) e a censura do superego (que impôs a necessidade de trabalhar como fiscal de caixa antes de se reconhecer como psicólogo). Como isso aconteceu? O desejo do ego: Desde a formação em Psicologia, o ego queria atuar como psicólogo, ajudando as pessoas a superar dificuldades emocionais. A censura do superego: O superego, que é formado pelas regras e valores internalizados ao longo da vida, impôs a ideia de que ainda não era o momento, que talvez fosse necessário passar por desafios antes de assumi...

O Ato Falho da Creatina: O Desejo Esquecido e o Despertar do Inconsciente

  Autor fiscal- Psicólogo Sumário 1.       Introdução – O Esquecimento que Revela o Desejo 2.       Capítulo 1 – O Ego Cansado e o Superego Vigilante 3.       Capítulo 2 – A Libido em Transição: Do Dever ao Desejo 4.       Capítulo 3 – O Esquecimento como Mensagem do Inconsciente 5.       Epílogo – Quando o Corpo Fala o que a Boca Silencia 6.       Conclusão – Da Falha à Consciência: O Caminho da Liberdade Interna 7.       Referências Bibliográficas Introdução – O Esquecimento que Revela o Desejo O dia começava como outro qualquer: o fiscal de caixa preparava seu café da manhã, deixou ao lado a creatina e o suplemento, planejou tomá-los após o café, mas esqueceu. Quando percebeu o frasco na pia, já se preparando para sair, tomou apressadamente a creatina e partiu para o trabalho. E...

Estímulos Intrínsecos Trabalhar Instituição Idosos – Psicologia Social

  Ano 2023. Escrito por Ayrton Junior Psicólogo CRP 06/147208 O presente artigo chama a atenção do para um excelente tópico. Qual pode ser a motivação de um psicólogo para desejar trabalhar em instituições de longa permanecia para idosos. Vamos compreender o comportamento do psicólogo por meio da abordagem psicologia social. A psicologia social se preocupa em entender como os indivíduos são influenciados pelo contexto social em que vivem, incluindo as instituições. Ao trabalhar em uma instituição de longa permanência para idosos, um psicólogo pode ser motivado por diversos fatores relacionados a essa abordagem. Influências externas e tendências dominantes: Os psicólogos também estão sujeitos a influências externas, como a cultura profissional predominante, as demandas do sistema de saúde ou as preferências dos clientes. Se a abordagem psicanalítica, terapia comportamental cognitiva, psicologia humanista e outras não for valorizada ou for menos solicitada em determinado contex...

Minha Querida Senhorita: uma leitura psicanalítica e psicossocial do sujeito em cena — do drama íntimo ao cotidiano do “fiscal psicólogo”

  Resumo Este artigo propõe uma análise articulada do filme Minha Querida Senhorita a partir de dois eixos teóricos: a psicanálise e a psicologia social. Busca-se compreender como a trajetória da personagem Adela/A.D. evidencia a constituição do sujeito pelo Outro, o papel do recalque e da angústia, bem como os mecanismos de controle social, estigma e normatização do corpo. Além disso, o texto amplia a leitura para o cotidiano, tomando como metáfora o “fiscal psicólogo” no supermercado, enquanto operador de observação e controle, evidenciando como o sofrimento psíquico se manifesta em cenas banais. Conclui-se que o filme explicita a inseparabilidade entre sujeito e laço social, demonstrando que o conflito psíquico é produzido e sustentado por estruturas simbólicas e institucionais. 1. Introdução O filme  Minha Querida Senhorita  (1972), dirigido por Jaime de Armiñán, narra a história de Adela, uma mulher que, ao longo da vida, descobre ser inter...

Dinheiro objeto de cobiça na pandemia

Ano 2020.Escrito por Ayrton Junior O presente artigo chama a atenção do leitor(a) a olhar para si mesmo e perceber como está se enxergando na pandemia em relação ao dinheiro e as partes não resolvidas que espelha o dinheiro na sua vida. Nossos hábitos financeiros não são apenas produtos do condicionamento e de lições aprendidas de como manejar o dinheiro que aprendemos [ou não] quando crianças. Existem sujeitos gastadores e poupadores nas famílias, crianças que cresceram na pobreza e conseguem riqueza, herdeiros que gastam toda a fortuna da família. Nas relações que temos com nossas finanças está ligado ao auto controle da ação por impulso [prazer / e ou desprazer e a ansiedade]. Um dos instrumentos de aferição da saúde psíquica é exatamente a relação da pessoa com o dinheiro. O leitor já chegou à conclusão óbvia de que o dinheiro ou poder cobrem ilusoriamente todas as carências pessoais, pois a pessoa que o detém será objeto do comentário, cobiça e interesse dos demais a sua vo...

Deslocamento Libidinal e Frustração Profissional: Uma Leitura Psicanalítica da Intensificação do Investimento Erótico na Vida Adulta

  Resumo Este artigo propõe uma análise psicanalítica da intensificação da excitação sexual em um homem adulto que, diante de frustrações profissionais persistentes, investe maciçamente sua libido em uma relação virtual marcada por troca de nudez e erotização recíproca. A partir da metapsicologia de Sigmund Freud, articulam-se os conceitos de libido, deslocamento, catexia, sublimação e economia psíquica para compreender o fenômeno. Dialoga-se também com contribuições de Jacques Lacan acerca do desejo e da falta, ampliando a interpretação estrutural do caso. Palavras-chave: libido; deslocamento; frustração profissional; sublimação; desejo; psicanálise. 1. Introdução A psicanálise concebe o psiquismo como uma economia de forças, na qual a energia pulsional — particularmente a libido — busca constantemente vias de investimento e descarga. Quando determinadas áreas da vida encontram-se bloqueadas ou frustradas, essa energia pode ser redirecionada para outros objetos disp...

Fugindo De Perseguidores

  Ano 2023. Escrito por Ayrton Junior Psicólogo CRP 06/147208 O presente artigo chama a atenção do para um excelente tópico. Sonho que estou sendo perseguido por homens e me escondo deles. Sonhos de perseguição são bastante comuns e podem ter diferentes significados, dependendo do contexto específico do sonho e da vida do sonhador. No entanto, de modo geral, esse tipo de sonho pode refletir uma sensação de medo, ansiedade ou estresse em relação a uma situação específica da vida do sonhador, na qual ele se sente perseguido ou ameaçado por alguém ou algo. No seu caso, o sonho parece indicar que você está enfrentando algum tipo de pressão ou ameaça em sua vida, que pode ser representada pelos homens que o perseguem. O fato de você se esconder deles pode indicar que você está tentando evitar ou evitar essa situação de alguma forma. Pode ser útil pensar em sua vida atual e ver se há alguma situação estressante ou conflituosa que possa estar contribuindo para esses sentimentos. O...

Salário Emocional

  Ano 2023. Escrito por Ayrton Junior Psicólogo CRP 06/147208 O presente artigo chama a atenção do para um excelente tópico. O salário emocional é um conceito que se refere a benefícios não financeiros oferecidos por uma empresa aos seus funcionários. Esses benefícios incluem coisas como reconhecimento, oportunidades de aprendizado e desenvolvimento, flexibilidade no horário de trabalho, um ambiente de trabalho agradável, feedback construtivo e outras formas de valorização dos colaboradores. O salário emocional é importante porque muitos funcionários buscam mais do que apenas dinheiro em seus empregos. Eles querem sentir que estão fazendo um trabalho significativo, que são valorizados pela empresa e que têm oportunidades para crescer e desenvolver suas habilidades. Ao oferecer um salário emocional atraente, as empresas podem aumentar a satisfação e o engajamento dos funcionários, reduzir a rotatividade e melhorar a produtividade. Algumas das formas comuns de salário emocional...