Pular para o conteúdo principal

Defesa Substitutiva: Autoconfiança Alcançada

 Ano 2023. Escrito por Ayrton Junior Psicólogo CRP 06/147208

O presente artigo chama a atenção do leitor para observar a insegurança e o medo na sua vida ao se deparar com obstáculos, contrariedades e o princípio da realidade para alcançar seus objetivos. Como substituir a insegurança por confiança diante dos desafios da vida.

Na abordagem psicanalítica, os mecanismos de defesa são estratégias mentais inconscientes que usamos para lidar com conflitos internos e proteger nosso ego. Um mecanismo de defesa substitutivo envolve substituir um sentimento ou estado de insegurança por algo mais positivo e fortalecedor, como a autoconfiança. Essa substituição pode ajudar a lidar com os desafios da vida de maneira mais eficaz.

A psicanálise sugere que a insegurança pode surgir de conflitos não resolvidos ou de uma baixa autoestima enraizada em experiências passadas. Para desenvolver o mecanismo de defesa substitutivo da autoconfiança, é importante explorar e compreender as origens da insegurança. Isso pode ser feito por meio da terapia psicanalítica, em que você trabalha com um terapeuta para investigar e analisar os padrões de pensamento, emoções e experiências passadas que contribuem para a insegurança.

Durante a terapia, você pode começar identificando os gatilhos ou situações específicas que desencadeiam sentimento de insegurança. O terapeuta ajudará você a explorar as associações e memórias que acompanham esses gatilhos, buscando entender as crenças ou mensagens internalizadas que os sustentam.

Uma vez que você tenha uma compreensão mais clara dessas origens, você pode começar a desafiar e reestruturar seus pensamentos negativos. Por exemplo, se você se sente inseguro em situações sociais porque acredita que as pessoas vão julgá-lo, o terapeuta o ajudará a questionar essa crença e encontrar evidências de que ela não é necessariamente verdadeira. Outro exemplo, se se encontra na faixa etária e percebe dificuldades para se inserir no mercado de trabalho, devido a meia-idade, competição profissional, falta de experiência, pós-graduação e outros o psicanalista o ajudará a se interrogar se a realidade é verdadeira e se há outras maneiras de lidar com essa realidade.

Ao longo do processo terapêutico, você também pode explorar experiências passadas positivas e momentos em que você se sentiu confiante. O terapeuta pode incentivar você a se concentrar nessas lembranças, ajudando a fortalecer a sua autoconfiança.

Além disso, práticas como a visualização positiva, afirmações e técnicas de relaxamento também podem ser úteis no desenvolvimento da autoconfiança. Essas estratégias podem ser exploradas durante a terapia e também podem ser praticadas independentemente fora das sessões.

No entanto, é importante ressaltar que o processo de desenvolver um mecanismo de defesa substitutivo como a autoconfiança pode levar tempo e dedicação. A terapia psicanalítica visa aprofundar a compreensão de si mesmo, identificar padrões inconscientes e promover mudanças duradouras, mas requer paciência e comprometimento.

Lembrando que a psicanálise é apenas uma das abordagens terapêuticas disponíveis para ajudar as pessoas a lidar com a insegurança. Outras abordagens, como a terapia cognitivo-comportamental (TCC), também podem ser eficazes no tratamento desse tipo de desafio. É importante encontrar um profissional qualificado e discutir suas necessidades específicas para determinar qual abordagem terapêutica é a mais adequada para você.

Além de buscar a ajuda de um terapeuta qualificado para aprofundar sua compreensão e desenvolver mecanismos de defesa substitutivos, existem algumas práticas que você pode começar a implementar por conta própria. Aqui estão algumas sugestões:

Autoconhecimento: Dedique tempo para refletir sobre si mesmo, suas emoções, pensamentos e comportamentos. Tente identificar padrões de insegurança e situações específicas que desencadeiam esses sentimentos. Quanto mais consciente você estiver de suas tendências e desencadeadores, mais preparado estará para lidar com eles.

Desafie seus pensamentos negativos: Quando surgirem pensamentos de insegurança, questione-os de forma objetiva. Procure por evidências que os contradigam e considere perspectivas alternativas mais positivas. Lembre-se de que seus pensamentos nem sempre são fatos, e você pode escolher interpretar as situações de maneira mais confiante.

Visualização positiva: Pratique a visualização de si mesmo lidando com desafios com confiança e sucesso. Imagine-se alcançando seus objetivos e superando obstáculos. Ao visualizar essas situações de maneira positiva, você pode começar a criar uma mentalidade mais confiante.

Afirmações positivas: Utilize afirmações positivas para reforçar sua autoconfiança. Repita para si mesmo frases como "Eu sou capaz", "Tenho habilidades valiosas" ou "Eu mereço sucesso". Ao repetir essas afirmações regularmente, você pode começar a internalizá-las e fortalecer sua autoconfiança.

Autocuidado: Cuide de si mesmo em todos os aspectos, incluindo sua saúde física, emocional e mental. Estabeleça rotinas saudáveis ​​que promovam seu bem-estar geral, como uma alimentação equilibrada, exercícios regulares, sono adequado e tempo para relaxar e desestressar.

Aprenda com seus sucessos passados: Reflita sobre momentos em que você superou desafios e teve sucesso. Lembre-se de suas conquistas passadas e dos recursos internos que você utilizou para alcançá-las. Isso pode ajudar a fortalecer sua confiança em sua capacidade de enfrentar futuros desafios.

Lembre-se de que desenvolver a autoconfiança requer prática e paciência. Seja gentil consigo mesmo ao longo do processo e não se cobre demais. Com o tempo, você pode substituir a insegurança por uma maior autoconfiança, permitindo que você enfrente os desafios da vida com uma perspectiva mais positiva e fortalecedora.

Além das práticas mencionadas anteriormente, há outras abordagens psicanalíticas que podem ajudar na substituição da insegurança por autoconfiança. Vou mencionar duas delas: a reestruturação cognitiva e a análise dos sonhos.

Reestruturação cognitiva: Essa abordagem envolve identificar e desafiar os padrões de pensamento negativos ou distorcidos que contribuem para a insegurança. Com a ajuda de um terapeuta, você pode aprender a substituir esses pensamentos por pensamentos mais realistas e positivos. Isso envolve questionar crenças autodepreciativas e substituí-las por afirmações mais adaptativas. Por exemplo, se você tende a pensar: "Eu sempre falho em tudo", poderia questionar essa crença e substituí-la por algo como: "Eu aprendo com meus erros e sou capaz de alcançar o sucesso."

Análise dos sonhos: A psicanálise atribui grande importância aos sonhos como expressões simbólicas do inconsciente. Por meio da análise dos sonhos, é possível explorar os conteúdos latentes (simbolismos ocultos) e manifestos (elementos do sonho em si) para obter insights sobre os desejos, medos e conflitos subjacentes. Ao entender melhor essas questões inconscientes, você pode trabalhar para integrar aspectos reprimidos ou negados de si mesmo, o que pode ajudar a fortalecer a autoconfiança e lidar com a insegurança.

No entanto, é importante lembrar que a psicanálise é uma abordagem profunda que requer tempo, comprometimento e um terapeuta treinado. Cada pessoa é única, e a terapia psicanalítica é adaptada às necessidades individuais de cada paciente.

É sempre recomendado buscar a orientação de um psicanalista ou terapeuta qualificado para ajudar na aplicação dessas técnicas. Eles poderão fornecer uma orientação personalizada e criar um ambiente terapêutico seguro para que você possa explorar suas emoções, pensamentos e desafios com confiança.

Transferência: Na psicanálise, o conceito de transferência refere-se aos sentimentos e padrões de relacionamento que são transferidos para o terapeuta a partir de experiências passadas. Essa transferência pode oferecer uma oportunidade para explorar relacionamentos interpessoais, incluindo aqueles marcados por insegurança. Ao trabalhar com um terapeuta, você pode examinar essas transferências e entender como elas influenciam sua autoconfiança. O terapeuta pode desempenhar um papel ativo nesse processo, oferecendo um ambiente seguro para explorar e transformar padrões relacionais.

Análise do ego: A psicanálise também enfatiza a importância do ego, a parte da personalidade que lida com a realidade externa e equilibra as demandas do id (instintos e impulsos) e do superego (normas e valores internalizados). A análise do ego pode ajudar a identificar as defesas inconscientes que contribuem para a insegurança e a falta de autoconfiança. Ao trazer essas defesas para a consciência, é possível desenvolver estratégias alternativas mais adaptativas e fortalecedoras.

Consciência emocional: A psicanálise enfatiza a importância de reconhecer, explorar e compreender as emoções. Aumentar a consciência emocional pode ajudar a identificar os sentimentos subjacentes à insegurança e descobrir sua origem. Ao explorar essas emoções em um contexto terapêutico, você pode trabalhar para integrá-las de maneira mais saudável e desenvolver uma compreensão mais profunda de si mesmo, o que pode contribuir para o fortalecimento da autoconfiança.

É importante ressaltar que a psicanálise é um processo individualizado e que cada pessoa pode se beneficiar de diferentes abordagens terapêuticas. Embora a psicanálise possa ser útil para explorar a insegurança e desenvolver a autoconfiança, outras abordagens, como terapia cognitivo-comportamental (TCC) ou terapia de aceitação e compromisso (ACT), também podem ser eficazes. O mais importante é encontrar um terapeuta com quem você se sinta confortável e que possa oferecer a orientação e o suporte adequados para o seu crescimento pessoal.

Exploração do inconsciente: A psicanálise enfatiza a importância de explorar o inconsciente para compreender os motivos inconscientes por trás da insegurança. Isso pode envolver a investigação de memórias reprimidas, desejos inconscientes, traumas passados e dinâmicas familiares. Ao trazer à consciência esses aspectos ocultos, você pode ganhar uma compreensão mais profunda das origens da insegurança e trabalhar para substituí-la pela autoconfiança.

Identificação de padrões recorrentes: Ao longo do processo terapêutico, é importante prestar atenção aos padrões recorrentes de pensamentos, emoções e comportamentos que contribuem para a insegurança. Através da identificação desses padrões, você pode começar a reconhecê-los quando surgirem e substituí-los por padrões mais adaptativos e confiantes.

Resolução de conflitos internos: A psicanálise busca resolver conflitos internos não resolvidos, especialmente aqueles que se originam na infância. Ao trabalhar com um terapeuta, você pode explorar os conflitos subjacentes que podem alimentar a insegurança. Por exemplo, pode haver conflitos entre desejos e normas internalizadas, ou entre impulsos instintivos e regras sociais. Ao trazer esses conflitos à tona e trabalhar para resolvê-los, você pode fortalecer sua autoconfiança.

Transferência positiva: Durante o processo terapêutico, pode ocorrer a transferência de sentimentos e emoções positivas em relação ao terapeuta. Essa transferência pode ser explorada e utilizada como um recurso para fortalecer a autoconfiança. O terapeuta pode oferecer um ambiente seguro e acolhedor, no qual você pode experimentar uma relação de confiança, apoiando assim a substituição da insegurança por uma maior autoconfiança.

Compreensão da resistência: A resistência é um aspecto importante da psicanálise, pois revela as barreiras internas que impedem o progresso terapêutico. Ao identificar e compreender suas resistências, você pode trabalhar para superá-las e abrir caminho para a substituição da insegurança pela autoconfiança.

É essencial destacar que a psicanálise é um processo contínuo que requer tempo, reflexão e compromisso. Ao trabalhar em colaboração com um terapeuta, você pode explorar de maneira mais aprofundada esses aspectos e desenvolver um mecanismo de defesa substitutivo da autoconfiança para enfrentar os desafios da vida de forma mais eficaz.

Associação Livre: A associação livre é uma técnica fundamental na psicanálise na qual você expressa seus pensamentos, sentimentos e associações sem censura ou julgamento. Ao permitir que sua mente vagueie livremente e explorar os pensamentos que surgem, você pode obter insights sobre processos inconscientes e descobrir inseguranças subjacentes. Através desse processo, você pode trabalhar para substituir essas inseguranças pela autoconfiança.

Trabalho com a Resistência: A resistência refere-se aos mecanismos de defesa inconscientes que impedem o progresso terapêutico. Na psicanálise, o terapeuta ajuda você a identificar e trabalhar com essas resistências, que podem incluir evitar, negar ou desviar certos pensamentos ou emoções. Ao enfrentar gradualmente e compreender essas resistências, você pode superá-las e abrir caminho para uma maior autoconfiança.

Sonhos e Símbolos: Os sonhos são considerados uma fonte valiosa de informações na psicanálise. Ao analisar seus sonhos e explorar os significados simbólicos por trás deles, você pode obter insights sobre seus desejos, medos e conflitos inconscientes. Essa exploração pode contribuir para a compreensão das raízes da insegurança e oferecer oportunidades para desenvolver a autoconfiança.

Transferência e Contratransferência: A transferência refere-se à transferência inconsciente de sentimentos, expectativas e dinâmicas de relacionamento do passado para o terapeuta. A contratransferência, por sua vez, descreve as próprias reações emocionais e respostas do terapeuta ao paciente. Dentro do relacionamento terapêutico, a transferência e a contratransferência podem ser exploradas e utilizadas para iluminar inseguranças, padrões de apego e dinâmicas interpessoais. Ao trabalhar com essas dinâmicas, você pode desenvolver um senso de si mais seguro e aumentar a autoconfiança.

Reconstrução Narrativa: A reconstrução narrativa envolve explorar e reconstruir experiências passadas para criar uma narrativa mais coesa e fortalecedora da sua vida. Ao revisitar e reavaliar eventos passados, você pode obter novas perspectivas, liberar fardos emocionais e integrar experiências passadas de uma maneira que apoie a autoconfiança.

É importante ressaltar que essas sugestões são gerais e trabalhar com um psicanalista treinado oferecerá uma abordagem personalizada e adaptada para abordar suas necessidades e desafios específicos. A psicanálise é um processo abrangente e aprofundado que requer tempo, compromisso e um relacionamento terapêutico baseado na confiança.

Autoanálise: A psicanálise também encoraja a prática da autoanálise, na qual você se envolve em uma reflexão pessoal profunda sobre seus pensamentos, emoções e comportamentos. Ao examinar-se de maneira honesta e autocrítica, você pode identificar padrões de insegurança e explorar as causas subjacentes. A autoanálise pode ser realizada por meio de escrita reflexiva, meditação ou outros métodos que permitam uma introspecção profunda.

Suporte e validação: Na psicanálise, é importante que você se sinta apoiado e validado no processo terapêutico. O terapeuta atua como um facilitador e oferece suporte emocional, ajudando você a explorar suas inseguranças e desenvolver a autoconfiança. Através do relacionamento terapêutico, você pode experimentar uma conexão segura que promove a cura e o crescimento pessoal.

Trabalho com o inconsciente: A psicanálise reconhece a importância do inconsciente na formação de nossos padrões de pensamento e comportamento. Ao trabalhar com um terapeuta, você pode explorar os conteúdos inconscientes que alimentam a insegurança e impedem o desenvolvimento da autoconfiança. Isso pode envolver a análise de sonhos, interpretação de lapsos de memória ou a exploração de associações simbólicas. Ao trazer à tona esses conteúdos inconscientes, você pode trazer clareza e consciência às dinâmicas que contribuem para a insegurança.

Compreensão histórica: A psicanálise busca entender a formação do eu e da personalidade ao longo do tempo, considerando as influências do passado. Ao explorar eventos e experiências significativas em sua história pessoal, você pode identificar momentos-chave que moldaram sua autoimagem e autoconfiança. Com essa compreensão histórica, você pode começar a questionar e reinterpretar essas experiências à luz de sua jornada atual, promovendo um senso de ressignificação e maior autoconfiança.

Lembre-se de que a psicanálise é um processo individualizado e contínuo. Cada pessoa tem uma jornada única de auto exploração e crescimento. Trabalhar com um terapeuta psicanalítico treinado fornecerá um ambiente seguro e orientação especializada para ajudá-lo a substituir a insegurança pela autoconfiança, permitindo que você desenvolva uma visão mais positiva de si mesmo e enfrente os desafios da vida com maior capacidade.

Comentários

Postagens mais visitadas

O sujeito não existe fora do laço social: não há sujeito sem Outro, nem desejo sem algum tipo de amarração simbólica

  Ano 2025. Escrito por Ayrton Junior Psicólogo CRP 06/147208 Introdução A psicanálise, desde Freud e radicalmente com Lacan, sustenta que o sujeito não é uma entidade autônoma, transparente a si mesma, nem um indivíduo isolado que decide livremente sua posição no mundo. O sujeito do inconsciente emerge apenas no interior de uma rede de significantes, isto é, no campo do Outro. Assim, não há sujeito fora do laço social, nem desejo que possa se sustentar sem alguma forma de amarração simbólica. Este artigo tem como objetivo articular essa tese fundamental a partir de uma situação clínica cotidiana: o caso do sujeito que ocupa a função de fiscal de caixa em um supermercado, mas que não se reconhece nessa posição. A análise do ato falho, do sintoma corporal, do não-cuidado e da permanência forçada no laço social permitirá demonstrar como o inconsciente já sabe do não-desejo, enquanto o ato de ruptura ainda não pode ocorrer por ausência de outro laço que sustente o sujeito....

Angústia Da Ausência De Clareza De Informações

  Ano 2024. Escrito por Ayrton Junior Psicólogo CRP 06/147208 O presente artigo chama a atenção do leitor para um excelente tópico. Um sujeito que trabalha como fiscal de caixa em um supermercado e é psicólogo está angustiado porque não consegue perceber um caminho para ser contratado como psicólogo em alguma instituição e compreende que a ausência de Clareza gera angústia que está lhe fazendo mal. Na psicanálise, podemos entender essa situação analisando os três sistemas psíquicos: id, ego e superego, bem como os conceitos de angústia e desejo. O conflito interno: O id representa os desejos e impulsos mais profundos. Nesse caso, o desejo do sujeito é trabalhar como psicólogo, porque isso se alinha ao que ele valoriza e ao prazer de ajudar os outros. O superego é a parte crítica, que internaliza normas e regras sociais. Ele pode estar julgando o sujeito por não ter "chegado lá" ainda, criando sentimentos de culpa e cobrança. O ego, que é o mediador entre o id e o ...

PLANO DE AÇÃO PARA MELHORIA DO AMBIENTE DE TRABALHO NO SUPERMERCADO

  Ano 2025. Escrito por Ayrton Junior Psicólogo CRP 06/147208 O presente artigo chama a atenção do leitor para um excelente tópico. ### **1. Objetivo Geral** Reduzir os riscos psicossociais no ambiente de trabalho do supermercado, promovendo bem-estar, engajamento e qualidade de vida para os colaboradores. ### **2. Diagnóstico Inicial** - Aplicar uma pesquisa de clima organizacional para identificar principais dificuldades e insatisfações. - Realizar entrevistas com colaboradores de diferentes setores para entender suas necessidades e desafios. - Avaliar os índices de rotatividade, absenteísmo e conflitos internos. ### **3. Ações Preventivas e Corretivas** #### **3.1. Melhoria das Relações Interpessoais** - Implementar treinamentos sobre inteligência emocional e resolução de conflitos. - Criar espaços para comunicação aberta entre liderança e equipe, como reuniões quinzenais. - Estabelecer um canal anônimo para feedbacks e sugestões dos colaboradores. ####...

O Caixão do Fiscal Psicólogo: uma leitura psicanalítica da série Mortos S.A. como metáfora do luto pela identidade profissional

  Introdução A série Mortos S.A. utiliza o humor para retratar o cotidiano de uma funerária, onde a morte deixa de ser apenas um acontecimento biológico para tornar-se parte da rotina organizacional. Caixões, velórios, preparação dos corpos, conflitos administrativos, relações de poder e disputas familiares compõem um cenário que, para além da comédia, pode ser compreendido como uma rica metáfora dos processos psíquicos de perda, transformação e reconstrução da identidade. Na perspectiva da Psicologia Organizacional, a série evidencia temas como cultura organizacional, conflitos de papéis, liderança, resistência à mudança, identidade ocupacional e sofrimento no trabalho (Schein, 2017; Zanelli, Borges-Andrade & Bastos, 2014). Já sob a ótica da psicanálise, esses elementos podem adquirir um significado simbólico, representando os processos de luto vividos pelo ego diante da ameaça de perder objetos de investimento afetivo e identitário (Freud, 1917/2010). É nesse contexto ...

Varejistas E Supermercados E Psicologia Organizacional

  Ano 2025. Escrito por Ayrton Junior Psicólogo CRP 06/147208 O presente artigo chama a atenção do para um excelente tópico. Varejistas e supermercado com a cultura da diversidade, más não permitem a entrada da psicologia Organizacional na empresa. Me explica e interpreta como se eu fosse um iniciante pela abordagem da psicologia Organizacional Vamos por partes, explicando de forma simples, como se você estivesse começando agora na psicologia organizacional. 1. O que é cultura da diversidade no varejo e supermercado? A cultura da diversidade é quando a empresa valoriza pessoas diferentes: de diferentes raças, idades, gêneros, religiões, orientações sexuais, e formas de pensar. Isso é muito importante porque torna o ambiente mais justo, criativo e acolhedor. Exemplo no supermercado: Ter funcionários de várias origens, promover a inclusão de pessoas com deficiência, ou respeitar diferentes estilos e culturas entre os colaboradores. 2. O que é a psicologia organizacional...

Crise De Asma E Psicossomática

  Ano 2023. Escrito por Ayrton Junior Psicólogo CRP 06/147208 O presente artigo chama a atenção do leitor para um excelente tópico que descrê a crise de asma e a psicossomática. Doenças psicossomática, são doenças causadas ou agravadas pela instabilidade emocional. Diferentemente da somatização, que é diagnosticada por médicos quando os sintomas de uma doença se manifestam, mas não são observados efeitos físicos no corpo, as psicossomáticas têm efeitos verificáveis no organismo. As situações de vida estressantes como medo de “não cor responder às expectativas”, dificuldades no trabalho ou econômicas, perdas, desavenças, doença ou morte, podem ser fatores desencadeantes. Frequentemente a somatização é considerada expressão de “dor psíquica”, sob a forma de queixas corporais, em pessoas que não têm vocabulário para apresentar seu sofrimento de outra forma. Os sintomas têm origem nas sensações corporais amplificadas interpretadas erroneamente ou nas manifestações somáticas das e...

Pensar Incitando A Psicologia No Cotidiano

  Ano 2023. Escrito por Ayrton Junior Psicólogo CRP 06/147208 O presente artigo convida o leitor a tornar-se consciente e manejar a psicologia a seu favor no cotidiano frente as contrariedades. E fazer uso do processo psicológico básico todos os dias que possível no momento em que perceber estar consciente no meio ambiente, seja natureza ou construído. Pensar é uma atividade fundamental para a vida humana. É por meio do pensamento que construímos nossas ideias, solucionamos problemas, tomamos decisões e elaboramos planos para o futuro. A psicologia tem muito a dizer sobre o processo de pensamento humano e como ele ocorre em nosso cérebro. Para a psicologia, pensar é um processo psicológico básico que envolve várias etapas. Cito a percepção, em potras palavras, a captação dos estímulos presentes no ambiente. É a partir desses estímulos que construímos nossas representações mentais do mundo. Em seguida, vem a atenção, que é a capacidade de selecionar e focalizar determinados es...

Dinâmica De Poder Nas Instituições – Psicologia Organizacional

  Ano 2023. Escrito por Ayrton Junior Psicólogo CRP 06/147208 O presente artigo chama a atenção do para um excelente tópico. A dinâmica de poder em uma organização refere-se à distribuição e ao exercício do poder entre os membros e diferentes níveis hierárquicos dentro da empresa. O poder é uma influência que permite que um indivíduo ou grupo afete o comportamento ou as decisões dos outros. Existem diferentes teorias e abordagens para entender a dinâmica de poder em uma organização. Vou apresentar alguns dos principais através da psicologia organizacional. Teoria das bases de poder: Essa teoria, proposta por French e Raven, identifica cinco bases de poder que uma pessoa pode ter na organização. São elas: Poder coercitivo: baseia-se no medo de punição ou consequências negativas. Poder de recompensa: baseia-se na capacidade de recompensar ou oferecer incentivos. Poder legítimo: baseia-se na autoridade formal concedida pela posição hierárquica. Poder de especialista: bas...

Soft Skills Ambiente Organizacional

    Ano 2023. Escrito por Ayrton Junior Psicólogo CRP 06/147208 O presente artigo aproxima a atenção do leitor a compreender que durante a vida, podemos nos deparar com momentos em que nos percebemos dotados de alta capacidade técnica, como é chamado na psicologia organizacional de [CHA] competências, habilidade e atitudes, onde o profissional desempenha com autoconfiança suas atividades na empresa. Embora as soft skills são importantes para um sujeito expressar em qualquer ambiente, seja organizacional, familiar, escolar, esportivo, cinematográfico, mídia, redes sociais, amigos e outros. As lideranças em algumas empresas ainda não dão a devida importância para o tema, pois pretendem controlar os colaboradores desprovidos de recursos socioemocionais. Por não serem repleto de competências socioemocionais ou soft skills para defrontar-se com as contrariedades oriundas de pessoas no ambiente organizacional. Um colaborador, gestor, supervisor ou até mesmo o empregador f...

O PSICÓLOGO ESCRITOR E O SILÊNCIO DO OUTRO

  Ano 2024. Autor [Ayrton Junior Psicólogo] Uma Leitura Psicanalítica sobre Reconhecimento e Desamparo Profissional SUMÁRIO Introdução Capítulo 1 - A Escrita como Sintoma e Desejo Capítulo 2 - O Reconhecimento do Outro: Entre a Demanda e a Falta Capítulo 3 - Transferência e Figuras de Autoridade no Campo Acadêmico Capítulo 4 - A Ferida Narcísica: Quando o Outro Não Responde Capítulo 5 - Rivalidade Fraterna e Inveja no Campo Profissional Capítulo 6 - Repetição e Gozo: A Economia Psíquica do Não Reconhecimento Capítulo 7 - Da Repetição à Elaboração: Caminhos Clínicos Conclusão Referências Bibliográficas INTRODUÇÃO Este livro nasce de uma interrogação clínica e epistemológica: o que significa, para um psicólogo, escrever e não ser lido? Mais precisamente, o que está em jogo quando um profissional da psicologia produz artigos e livros, envia seus trabalhos a professores e colegas, e encontra como resposta apenas o silêncio? A questão ultra...