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Estímulos Supermercado Não Contratar Psicologia Organizacional

 Ano 2023. Escrito por Ayrton Junior Psicólogo CRP 06/147208

O presente artigo chama a atenção do leitor para um excelente tópico. Quais são os estímulos inconsciente e consciente para uma instituição supermercado não querer ter no quadro de colaboradores um profissional da psicologia organizacional.

Pela abordagem da psicanálise, podemos considerar que os estímulos inconscientes e conscientes que podem levar uma instituição, como um supermercado, a não querer contratar um profissional da psicologia organizacional podem estar relacionados a dinâmicas psicológicas complexas. Vou tentar explicar de forma simplificada, como se você fosse um iniciante na psicanálise.

Estímulos inconscientes: Na psicanálise, o inconsciente é uma parte da mente que contém pensamentos, desejos e memórias reprimidos ou não acessíveis à consciência. Esses estímulos podem influenciar as decisões e atitudes sem que as pessoas tenham consciência disso. Alguns possíveis estímulos inconscientes que poderiam levar a instituição a evitar contratar um profissional de psicologia organizacional podem ser:

Medo do desconhecido: O inconsciente muitas vezes resiste a mudanças e pode gerar medo em relação a profissionais e práticas desconhecidas. A psicologia organizacional pode ser considerada nova ou desconhecida para algumas instituições, o que pode gerar resistência.

Conflitos internos: Pode haver conflitos internos entre os membros da instituição que são inconscientemente mantidos e protegidos. A presença de um profissional da psicologia organizacional poderia trazer à tona esses conflitos, o que poderia ser considerado ameaçador.

Manutenção do status quo: O inconsciente tende a preservar o equilíbrio atual, mesmo que não seja o mais saudável. Contratar um profissional da psicologia organizacional poderia implicar em mudanças, e o inconsciente pode resistir a isso, preferindo manter o modo atual de funcionamento.

Estímulos conscientes: Além dos estímulos inconscientes, também existem estímulos conscientes que podem influenciar a decisão de uma instituição de não contratar um profissional da psicologia organizacional. Esses estímulos estão relacionados a percepções e escolhas conscientes. Alguns exemplos podem ser:

Crenças e estereótipos: A instituição pode ter crenças pré-concebidas sobre o papel da psicologia organizacional, como vê-la como desnecessária ou ineficaz. Estereótipos negativos sobre psicólogos ou profissionais da área também podem influenciar essa decisão.

Prioridades e recursos: A instituição pode priorizar outras áreas ou departamentos em detrimento da psicologia organizacional. Se os recursos financeiros e humanos forem limitados, a contratação de um profissional dessa área pode ser considerada menos importante ou menos urgente.

Desconhecimento dos benefícios: A instituição pode não ter um entendimento claro sobre como a psicologia organizacional pode contribuir para o funcionamento saudável e eficiente da organização. A falta de informações sobre os benefícios dessa abordagem pode levar a uma decisão de não contratar um profissional da área.

É importante ressaltar que esses estímulos podem variar dependendo do contexto e das características específicas da instituição em questão. A psicanálise busca explorar as motivações e dinâmicas inconscientes por trás do comportamento humano, mas é apenas uma das muitas abordagens psicológicas que podem ser utilizadas para entender essas questões.

Mecanismos de defesa: A psicanálise também destaca os mecanismos de defesa, que são estratégias psicológicas inconscientes usadas para proteger o ego contra ansiedades e conflitos internos. Alguns mecanismos de defesa podem estar presentes nessa situação:

Negação: A instituição pode negar a importância da psicologia organizacional, minimizando ou ignorando os benefícios que um profissional da área poderia trazer. Isso pode ser uma forma de evitar confrontar problemas ou dinâmicas internas que poderiam ser revelados com a presença desse profissional.

Projeção: A instituição pode projetar suas próprias ansiedades ou inseguranças na figura do profissional da psicologia organizacional. Por exemplo, pode-se pensar que esse profissional irá expor problemas internos ou criticar a gestão, o que pode gerar resistência em contratar alguém com esse perfil.

Racionalização: A instituição pode usar justificativas racionais para não contratar um profissional da psicologia organizacional, como alegar restrições orçamentárias ou falta de demanda. Essas justificativas podem ser uma forma de evitar explorar questões mais profundas relacionadas à resistência à mudança ou ao desconhecido.

Formação reativa: A instituição pode adotar uma atitude contrária à psicologia organizacional, mostrando um comportamento oposto ao que essa abordagem propõe. Por exemplo, pode-se enfatizar a importância da racionalidade e objetividade em detrimento do cuidado com o bem-estar emocional dos colaboradores.

Esses mecanismos de defesa são estratégias inconscientes que visam proteger a integridade psicológica e evitar confrontar emoções ou conflitos internos. Eles podem influenciar a tomada de decisão da instituição em relação à contratação de um profissional da psicologia organizacional.

É importante ressaltar que essa explicação baseada na psicanálise não é a única forma de abordar essa questão. Outras abordagens da psicologia, como a psicologia organizacional em si, podem oferecer perspectivas diferentes e complementares para entender os motivos pelos quais uma instituição pode optar por não contratar um profissional dessa área.

Resistência à mudança: A psicanálise também pode ajudar a compreender a resistência à mudança que uma instituição pode ter em relação à contratação de um profissional da psicologia organizacional. A resistência à mudança é um fenômeno comum em muitos contextos organizacionais e pode ser influenciada por fatores inconscientes. Alguns aspectos relacionados à resistência à mudança que podem estar presentes nessa situação incluem:

Medo do desconhecido: A introdução de um profissional da psicologia organizacional pode trazer mudanças na dinâmica e na cultura organizacional. O desconhecido e a incerteza podem gerar ansiedade e resistência, pois isso pode desestabilizar o equilíbrio existente.

Ameaça ao poder e controle: A presença de um profissional da psicologia organizacional pode ser percebida como uma ameaça ao poder e controle existentes na instituição. Esse profissional pode trazer à tona questões subjetivas, promover mudanças nas práticas de gestão ou desafiar a autoridade estabelecida.

Preservação de identidade: A instituição pode ter uma identidade organizacional estabelecida, com valores, crenças e modos de funcionamento arraigados. A introdução de um profissional da psicologia organizacional pode ser vista como uma ameaça a essa identidade, especialmente se a instituição acreditar que isso implicará em uma mudança radical ou desvalorização de aspectos já estabelecidos.

Resistência ao autoconhecimento: A psicologia organizacional busca promover o autoconhecimento e a reflexão sobre os processos e dinâmicas organizacionais. No entanto, esse processo pode ser desconfortável para algumas pessoas, já que pode trazer à tona questões individuais e coletivas que podem ser evitadas ou negadas.

Esses são apenas alguns exemplos de como a psicanálise pode ajudar a compreender a resistência à contratação de um profissional da psicologia organizacional. É importante ressaltar que a análise psicanalítica é apenas uma das muitas abordagens teóricas que podem ser aplicadas para compreender esses fenômenos e que outras perspectivas, como a psicologia social ou a abordagem cognitivo-comportamental, também podem fornecer insights valiosos.

Dinâmicas de poder e hierarquia: A psicanálise também pode explorar as dinâmicas de poder e hierarquia presentes na instituição para entender a relutância em contratar um profissional da psicologia organizacional. Essas dinâmicas podem estar relacionadas a fatores inconscientes e conscientes, como:

Preservação de estruturas hierárquicas: A introdução de um profissional da psicologia organizacional pode desafiar as estruturas de poder estabelecidas na instituição. Isso pode criar desconforto entre aqueles que se beneficiam dessas estruturas e temem perder seu status ou privilégios.

Resistência à autorreflexão: A psicologia organizacional envolve uma análise crítica dos processos e práticas existentes na instituição. Alguns indivíduos ou grupos podem resistir a essa autorreflexão, pois pode expor falhas, injustiças ou comportamentos inadequados. Essa resistência pode ser reforçada pela defesa do status quo e pela manutenção de uma imagem positiva da instituição.

Medo de mudanças nas relações de trabalho: A introdução de um profissional da psicologia organizacional pode mudar as dinâmicas interpessoais e a forma como as pessoas se relacionam no ambiente de trabalho. Isso pode gerar ansiedade e resistência, especialmente se existirem relações disfuncionais ou tóxicas que são mantidas por mecanismos inconscientes.

Conflitos de interesses: A contratação de um profissional da psicologia organizacional pode implicar em uma mudança de foco, colocando mais ênfase no bem-estar dos colaboradores e na saúde organizacional. Isso pode entrar em conflito com interesses puramente econômicos ou de produtividade, especialmente se a instituição prioriza resultados financeiros imediatos em detrimento do desenvolvimento e satisfação dos colaboradores.

Questões financeiras e prioridades organizacionais: A psicanálise também pode ajudar a explorar as questões financeiras e as prioridades organizacionais que podem levar a instituição a não querer contratar um profissional da psicologia organizacional. Esses aspectos podem estar relacionados a fatores conscientes e inconscientes, tais como:

Crenças limitantes sobre investimento em recursos humanos: A instituição pode ter crenças arraigadas de que investir em recursos humanos, como a contratação de um profissional da psicologia organizacional, não trará um retorno financeiro direto e imediato. Essas crenças podem ser influenciadas por fatores culturais, históricos e inconscientes que moldam a forma como a organização enxerga o papel das pessoas na sua dinâmica.

Priorização de aspectos operacionais: A instituição pode priorizar aspectos operacionais e financeiros em detrimento do bem-estar e desenvolvimento dos colaboradores. Isso pode levar a uma falta de investimento em recursos dedicados à área de psicologia organizacional, pois a organização pode perceber outras necessidades como mais urgentes ou importantes.

Medo do desconhecido e mudanças organizacionais: A introdução de um profissional da psicologia organizacional pode trazer mudanças na forma como a instituição opera e lida com os colaboradores. Essas mudanças podem gerar ansiedade e resistência, especialmente se a organização não está acostumada a trabalhar com esse tipo de profissional ou acredita que isso pode desestabilizar a ordem estabelecida.

Falta de compreensão sobre os benefícios da psicologia organizacional: A instituição pode ter uma compreensão limitada ou distorcida sobre os benefícios que um profissional da psicologia organizacional pode trazer. Isso pode ser influenciado por estereótipos, falta de conhecimento ou percepções negativas sobre a área. Essa falta de compreensão pode levar a uma subvalorização do papel da psicologia organizacional na melhoria do desempenho e no bem-estar dos colaboradores.

Normas e cultura organizacional: A psicanálise também pode ser aplicada para entender as normas e a cultura organizacional que podem influenciar a decisão de uma instituição em não contratar um profissional da psicologia organizacional. Esses aspectos podem ser moldados por fatores conscientes e inconscientes, como:

Normas arraigadas: A instituição pode ter normas e práticas estabelecidas ao longo do tempo que não valorizam a contribuição da psicologia organizacional. Essas normas podem ser influenciadas por questões históricas, culturais e até mesmo por resistências inconscientes a mudanças nas dinâmicas de poder e relacionamentos no ambiente de trabalho.

 

Cultura de desvalorização do bem-estar emocional: Algumas organizações podem ter uma cultura que prioriza apenas os resultados financeiros e operacionais, desconsiderando o impacto do bem-estar emocional e da saúde mental dos colaboradores. Nesse contexto, a contratação de um profissional da psicologia organizacional pode ser vista como desnecessária ou até mesmo uma ameaça à cultura existente.

Resistência a aspectos subjetivos: A psicologia organizacional lida com aspectos subjetivos, como emoções, motivação e relações interpessoais. Algumas instituições podem resistir a abordar esses aspectos subjetivos, preferindo uma abordagem mais objetiva e quantificável. Isso pode levar a uma relutância em contratar um profissional da área.

Influência da liderança: A liderança da instituição desempenha um papel crucial na definição da cultura organizacional. Se os líderes não valorizam ou entendem a importância da psicologia organizacional, isso pode se refletir nas decisões de contratação. Além disso, as atitudes e crenças pessoais dos líderes podem influenciar a forma como a instituição aborda a contratação de profissionais da área.

Ao aplicar a psicanálise para entender as normas e a cultura organizacional, podemos identificar fatores inconscientes que podem estar afetando a decisão de não contratar um profissional da psicologia organizacional. No entanto, é importante ressaltar que essa é apenas uma perspectiva teórica, e outras abordagens, como a psicologia social ou a abordagem humanista, também podem fornecer insights valiosos para compreender essa dinâmica.

Estigma associado à psicologia: A psicanálise também pode ajudar a explorar o estigma associado à psicologia e ao trabalho dos profissionais da área, o que pode levar uma instituição a não querer contratar um psicólogo organizacional. Esse estigma pode ter raízes tanto conscientes quanto inconscientes e pode se manifestar de diferentes maneiras, como:

Desvalorização do trabalho emocional: A sociedade muitas vezes tende a desvalorizar o trabalho emocional e psicológico, considerando-o menos tangível ou menos relevante em comparação com outros aspectos do trabalho. Isso pode influenciar a percepção da instituição sobre a importância e o valor de um profissional da psicologia organizacional.

Estereótipos e preconceitos: Estereótipos negativos sobre psicólogos e profissionais da área podem influenciar a decisão de não contratar um profissional da psicologia organizacional. Esses estereótipos podem incluir a crença de que os psicólogos são apenas para pessoas com problemas mentais graves ou que seu trabalho não traz resultados tangíveis.

Medo da exposição de fragilidades: A presença de um profissional da psicologia organizacional pode ser vista como uma ameaça para alguns colaboradores ou para a instituição como um todo. Isso ocorre porque a psicologia organizacional pode trazer à tona questões emocionais, conflitos e fragilidades que podem ser percebidos como ameaçadores ou embaraçosos.

Resistência à autoanálise: A contratação de um profissional da psicologia organizacional pode implicar em uma abertura para a autoanálise e a reflexão sobre as práticas e dinâmicas internas da instituição. Esse processo pode ser desconfortável para algumas pessoas, já que pode exigir enfrentar aspectos dolorosos ou problemáticos do funcionamento organizacional.

Questões de controle e autossuficiência: A psicanálise pode ajudar a entender como questões de controle e autossuficiência podem influenciar a decisão de uma instituição em não contratar um profissional da psicologia organizacional. Esses aspectos podem ter origens conscientes e inconscientes, como:

Desejo de manter o controle: A instituição pode estar acostumada a ter controle total sobre suas práticas e processos internos. A introdução de um profissional da psicologia organizacional pode ser vista como uma ameaça a esse controle, uma vez que a psicologia organizacional envolve uma análise crítica e uma perspectiva externa que pode questionar as práticas estabelecidas.

 

Crença na autossuficiência: A instituição pode acreditar que possui todos os recursos necessários internamente para lidar com os aspectos organizacionais e interpessoais. Isso pode levar a uma resistência em buscar suporte externo, como a contratação de um profissional da psicologia organizacional, já que isso pode ser interpretado como uma falta de confiança ou habilidade própria.

Resistência à vulnerabilidade: A presença de um profissional da psicologia organizacional pode exigir que a instituição e seus colaboradores se abram para discussões e reflexões sobre questões emocionais e interpessoais. Esse processo pode envolver uma certa dose de vulnerabilidade, que pode ser desconfortável para algumas pessoas e para a cultura organizacional que valoriza a autossuficiência e a racionalidade.

Receio de expor fragilidades: A instituição pode temer que a contratação de um profissional da psicologia organizacional possa expor fragilidades ou problemas internos. Isso pode afetar a imagem e reputação da instituição, bem como a confiança dos colaboradores. Esse receio pode levar à resistência em buscar apoio externo para lidar com essas questões.

Conflitos de interesses e resistência à mudança: A psicanálise também pode ajudar a entender como conflitos de interesses e resistência à mudança podem influenciar a decisão de uma instituição em não contratar um profissional da psicologia organizacional. Esses fatores podem ter origens conscientes e inconscientes, tais como:

Proteção de interesses estabelecidos: A instituição pode ter interesses estabelecidos que são protegidos e preservados, muitas vezes de forma inconsciente. A introdução de um profissional da psicologia organizacional pode ser vista como uma ameaça a esses interesses, como a manutenção de determinadas estruturas de poder ou a perpetuação de dinâmicas que beneficiam determinados grupos.

Resistência à mudança: A contratação de um profissional da psicologia organizacional pode representar uma mudança significativa na forma como a instituição opera e lida com seus colaboradores. A resistência à mudança é um fenômeno comum, impulsionado por fatores conscientes e inconscientes, como medo do desconhecido, insegurança e manutenção do status quo.

Conflitos de poder e controle: A introdução de um profissional da psicologia organizacional pode ameaçar as estruturas de poder e controle existentes na instituição. Isso pode desencadear conflitos entre diferentes indivíduos ou grupos, pois a presença desse profissional pode levar à exposição de dinâmicas disfuncionais ou à necessidade de mudanças nas práticas de gestão.

Medo da exposição de fragilidades e problemas internos: A psicologia organizacional busca identificar e abordar fragilidades e problemas internos que podem estar afetando o desempenho e o bem-estar dos colaboradores. No entanto, a instituição pode ter receio de expor essas fragilidades ou reconhecer a necessidade de enfrentá-las, o que pode levar à resistência em contratar um profissional da área.

Através da análise psicanalítica, é possível explorar esses conflitos de interesses e a resistência à mudança, que podem afetar a decisão de não contratar um profissional da psicologia organizacional. Vale ressaltar que outras abordagens, como a psicologia social ou a teoria dos sistemas, também podem fornecer insights importantes para compreender esses aspectos.

Desconhecimento dos benefícios da psicologia organizacional: A psicanálise pode ajudar a entender como o desconhecimento dos benefícios da psicologia organizacional pode influenciar a decisão de uma instituição em não contratar um profissional da área. Essa falta de conhecimento pode ter origens conscientes e inconscientes, como:

Ausência de informações claras sobre os benefícios: A instituição pode não ter acesso a informações suficientes sobre os benefícios que um profissional da psicologia organizacional pode trazer. Isso pode resultar em percepções distorcidas ou equívocos sobre o valor e a aplicabilidade dessa abordagem.

Estereótipos negativos ou equívocos sobre a psicologia organizacional: A instituição pode ter estereótipos negativos sobre a psicologia organizacional ou ter ideias equivocadas sobre como essa área de atuação funciona. Esses estereótipos ou equívocos podem levar à desvalorização ou subestimação do papel que um profissional da área pode desempenhar.

Falta de exemplos ou casos de sucesso: A falta de exemplos concretos ou casos de sucesso que demonstrem os benefícios da psicologia organizacional pode dificultar a compreensão e aceitação dessa abordagem. A instituição pode não ter conhecimento de outras organizações que tenham se beneficiado da presença de um profissional da área.

Resistência a abordagens não tradicionais: A instituição pode ter uma preferência por abordagens tradicionais ou convencionais de gestão e não estar aberta a novas perspectivas, como a psicologia organizacional. Isso pode resultar em uma falta de interesse ou resistência em explorar essa abordagem e contratar um profissional da área.

Ao aplicar a psicanálise, é possível explorar essas questões de desconhecimento dos benefícios da psicologia organizacional e como elas podem influenciar a decisão de não contratar um profissional da área. No entanto, é importante destacar que outras abordagens, como a psicologia positiva ou a abordagem cognitivo-comportamental, também podem fornecer insights valiosos para compreender essa dinâmica.

Medo da mudança e da exposição de fragilidades: A psicanálise pode ajudar a compreender como o medo da mudança e da exposição de fragilidades podem influenciar a decisão de uma instituição em não contratar um profissional da psicologia organizacional. Esses medos podem ter origens conscientes e inconscientes, como:

Medo do desconhecido: A introdução de um profissional da psicologia organizacional pode trazer mudanças na dinâmica e na cultura da instituição. O desconhecido pode gerar ansiedade e resistência, levando a instituição a evitar contratar alguém com esse perfil, preferindo manter o status quo.

Medo da exposição de fragilidades e problemas: A psicologia organizacional envolve a análise e abordagem de questões emocionais, dinâmicas de grupo e conflitos internos. A instituição pode temer que a presença de um profissional da área possa revelar fragilidades ou problemas que não desejam enfrentar ou expor.

Receio de enfrentar mudanças internas: A contratação de um profissional da psicologia organizacional implica na possibilidade de mudanças internas que podem ser desconfortáveis para a instituição. Essas mudanças podem envolver ajustes nas políticas, práticas de gestão ou nas dinâmicas interpessoais, o que pode gerar resistência por parte da organização.

Manutenção da imagem de competência e controle: A instituição pode querer manter uma imagem de competência e controle perante seus colaboradores e clientes. A presença de um profissional da psicologia organizacional pode ser interpretada como uma admissão de falhas ou como uma falta de controle sobre as questões internas.

Percepção de ameaça ao poder e controle: A psicanálise pode ajudar a compreender como a percepção de ameaça ao poder e controle pode influenciar a decisão de uma instituição em não contratar um profissional da psicologia organizacional. Essa percepção pode ter origens conscientes e inconscientes, como:

Ameaça à estrutura hierárquica: A presença de um profissional da psicologia organizacional pode ser vista como uma ameaça à estrutura hierárquica estabelecida na instituição. Isso pode gerar resistência por parte dos indivíduos ou grupos que se beneficiam dessa estrutura, pois a psicologia organizacional pode questionar e desafiar as dinâmicas de poder existentes.

Medo da perda de controle: A contratação de um profissional da psicologia organizacional pode ser interpretada como uma perda de controle sobre as práticas e processos internos da instituição. Essa perda de controle pode gerar ansiedade e resistência, uma vez que a organização pode se sentir ameaçada por mudanças ou pela exposição de fragilidades.

Resistência à autoridade externa: A presença de um profissional da psicologia organizacional pode ser percebida como uma interferência externa nas questões internas da instituição. Isso pode gerar resistência por parte daqueles que preferem manter a autoridade e o controle internos, sem a influência de uma figura externa.

Defesa do status quo: A instituição pode preferir manter o status quo, mesmo que esse status quo não seja o mais saudável ou eficiente. A contratação de um profissional da psicologia organizacional pode implicar em mudanças e alterações nas práticas existentes, o que pode ser percebido como uma ameaça ao equilíbrio estabelecido.

Questões de investimento e prioridades financeiras: A psicanálise pode ser aplicada para entender como questões de investimento e prioridades financeiras podem influenciar a decisão de uma instituição em não contratar um profissional da psicologia organizacional. Esses aspectos podem ter origens conscientes e inconscientes, como:

Crenças limitantes sobre investimento em recursos humanos: A instituição pode ter crenças arraigadas de que investir em recursos humanos, como contratar um profissional da psicologia organizacional, não trará um retorno financeiro direto e imediato. Essas crenças podem ser influenciadas por fatores culturais, históricos e inconscientes que moldam a forma como a organização percebe o papel das pessoas na sua dinâmica.

Priorização de aspectos operacionais: A instituição pode priorizar aspectos operacionais e financeiros em detrimento do bem-estar e desenvolvimento dos colaboradores. Isso pode levar à falta de investimento em recursos dedicados à área de psicologia organizacional, pois a organização pode perceber outras necessidades como mais urgentes ou importantes.

Incerteza sobre o retorno do investimento: A instituição pode ter incertezas em relação ao retorno que a contratação de um profissional da psicologia organizacional traria. Essas incertezas podem ser influenciadas por percepções distorcidas sobre o valor e os benefícios que esse profissional pode trazer para a organização.

Restrições orçamentárias: A instituição pode estar enfrentando restrições orçamentárias que limitam sua capacidade de investir em recursos extras, como um profissional da psicologia organizacional. Essas restrições podem ser resultado de fatores financeiros reais ou de prioridades internas que dão mais importância a outros aspectos.

Ao aplicar a psicanálise, é possível explorar essas questões de investimento e prioridades financeiras que podem influenciar a decisão de não contratar um profissional da psicologia organizacional. No entanto, é importante ressaltar que outras abordagens, como a psicologia econômica ou a gestão de recursos humanos, também podem fornecer insights valiosos para compreender esses aspectos.

 

Percepção de falta de necessidade ou demanda: A psicanálise pode ser aplicada para compreender como a percepção de falta de necessidade ou demanda pode influenciar a decisão de uma instituição em não contratar um profissional da psicologia organizacional. Essa percepção pode ter origens conscientes e inconscientes, como:

Falta de compreensão sobre o papel da psicologia organizacional: A instituição pode ter uma compreensão limitada ou equivocada sobre o papel e as contribuições da psicologia organizacional. Isso pode levar à percepção de que não há necessidade de contratar um profissional da área, pois acredita-se que outras práticas ou abordagens sejam suficientes.

Falta de consciência das demandas e problemas internos: A instituição pode não estar ciente das demandas e problemas internos que podem ser abordados pela psicologia organizacional. Isso pode ser resultado de uma falta de análise ou reflexão sobre as dinâmicas organizacionais, ou mesmo de mecanismos de defesa inconscientes que evitam a conscientização dessas questões.

Ênfase em outros aspectos: A instituição pode dar ênfase a outros aspectos, como produtividade, eficiência ou inovação, e pode não perceber a relevância da psicologia organizacional para o alcance desses objetivos. Essa falta de alinhamento pode levar à percepção de que um profissional da área não é necessário.

Resistência à mudança: A contratação de um profissional da psicologia organizacional pode ser vista como uma mudança na forma como a instituição lida com questões internas. Essa mudança pode ser resistida, especialmente se a organização se sente confortável com suas práticas atuais e não vê a necessidade de buscar uma abordagem diferente.

Ao aplicar a psicanálise, é possível explorar essas percepções de falta de necessidade ou demanda que podem influenciar a decisão de não contratar um profissional da psicologia organizacional. No entanto, é importante ressaltar que outras abordagens, como a psicologia organizacional aplicada ou a pesquisa de mercado, também podem fornecer insights valiosos para compreender esses aspectos.

Conflitos ideológicos ou filosóficos: A psicanálise pode ser aplicada para entender como conflitos ideológicos ou filosóficos podem influenciar a decisão de uma instituição em não contratar um profissional da psicologia organizacional. Esses conflitos podem ter origens conscientes e inconscientes, como:

Ideologias de controle rígido: Algumas instituições podem adotar ideologias de controle rígido, onde se acredita que os colaboradores devem seguir estritamente as normas e procedimentos estabelecidos. A presença de um profissional da psicologia organizacional, que pode valorizar a flexibilidade, autonomia e desenvolvimento pessoal, pode ser vista como uma ameaça a essa ideologia.

Filosofias de gestão tradicionais: A instituição pode aderir a filosofias de gestão tradicionais que se concentram principalmente em aspectos como eficiência operacional, produtividade e lucro. A psicologia organizacional pode ter uma abordagem mais ampla, que valoriza também o bem-estar dos colaboradores e a saúde organizacional, o que pode entrar em conflito com essas filosofias estabelecidas.

Orientação individualista versus orientação coletiva: A psicologia organizacional busca entender e promover tanto o desenvolvimento individual quanto o coletivo dentro da organização. No entanto, algumas instituições podem ter uma orientação mais individualista, focada apenas no desempenho individual e na competição interna. Isso pode criar uma resistência em contratar um profissional da psicologia organizacional, visto que essa abordagem valoriza aspectos coletivos e colaborativos.

Diferenças de valores e crenças: A instituição pode ter valores e crenças que são incongruentes com a abordagem da psicologia organizacional. Isso pode incluir crenças arraigadas sobre o papel do trabalho, a relação entre a organização e os colaboradores, e a importância do bem-estar emocional e psicológico no ambiente de trabalho. Essas diferenças de valores podem levar à relutância em contratar um profissional da área.

A psicanálise pode ajudar a explorar esses conflitos ideológicos e filosóficos que podem influenciar a decisão de não contratar um profissional da psicologia organizacional. No entanto, é importante ressaltar que outras abordagens, como a psicologia social ou a teoria das organizações, também podem fornecer perspectivas úteis para compreender esses aspectos.

Resistência à abertura emocional e ao trabalho psíquico: A psicanálise pode ser aplicada para compreender a resistência à abertura emocional e ao trabalho psíquico que pode influenciar a decisão de uma instituição em não contratar um profissional da psicologia organizacional. Essa resistência pode ter origens conscientes e inconscientes, como:

Valorização da racionalidade e do pragmatismo: Algumas instituições podem valorizar a abordagem racional e pragmática, enfatizando a tomada de decisões com base em dados objetivos e resultados tangíveis. Isso pode resultar em uma resistência em lidar com aspectos emocionais e psíquicos que são abordados pela psicologia organizacional.

Desconforto com a expressão emocional no ambiente de trabalho: A presença de um profissional da psicologia organizacional pode envolver a promoção da expressão emocional e o enfrentamento de questões emocionais no ambiente de trabalho. Alguns colaboradores e a própria instituição podem sentir desconforto com essa abertura emocional, preferindo manter um ambiente mais neutro e focado apenas nas tarefas e objetivos.

Resistência ao autoconhecimento e à autorreflexão: A psicologia organizacional busca promover o autoconhecimento e a autorreflexão tanto nos indivíduos quanto na organização como um todo. No entanto, essa abordagem pode encontrar resistência, pois pode exigir uma análise crítica dos comportamentos, padrões e dinâmicas existentes, o que pode ser desconfortável e desafiador para a instituição.

Medo da exposição de fragilidades e vulnerabilidades: A contratação de um profissional da psicologia organizacional pode implicar em uma maior exposição de fragilidades e vulnerabilidades presentes na instituição. Esse medo de enfrentar e reconhecer essas fragilidades pode levar à resistência em contratar um profissional da área, na tentativa de evitar a confrontação com aspectos desconfortáveis.

 

Ao aplicar a psicanálise, é possível explorar a resistência à abertura emocional e ao trabalho psíquico, que podem influenciar a decisão de não contratar um profissional da psicologia organizacional. No entanto, é importante ressaltar que outras abordagens, como a psicologia cognitiva ou a psicologia positiva, também podem fornecer insights valiosos para compreender esses aspectos.

Influência do contexto organizacional e histórico: A psicanálise pode ser aplicada para compreender como o contexto organizacional e histórico podem influenciar a decisão de uma instituição em não contratar um profissional da psicologia organizacional. Esses aspectos podem ter origens conscientes e inconscientes, como:

Cultura organizacional estabelecida: A cultura organizacional, que é moldada por valores, normas e práticas, pode influenciar a decisão de contratar um profissional da psicologia organizacional. Se a cultura organizacional existente não valoriza ou dá importância ao bem-estar emocional e ao desenvolvimento dos colaboradores, pode haver resistência em contratar um profissional da área.

História da instituição e resistência à mudança: A história da instituição, incluindo suas experiências passadas, pode afetar a disposição em contratar um profissional da psicologia organizacional. Se a organização teve experiências negativas com abordagens semelhantes no passado, isso pode gerar resistência à mudança e influenciar a decisão de não contratar um profissional da área.

Poder e hierarquia organizacional: A estrutura de poder e hierarquia dentro da instituição pode influenciar a decisão de contratar um profissional da psicologia organizacional. Se houver uma concentração de poder nas mãos de poucos indivíduos ou grupos, pode haver resistência em trazer um profissional que possa questionar ou desafiar essa dinâmica de poder.

Pressões externas e imagem da instituição: A percepção da instituição perante o público, clientes ou acionistas pode influenciar a decisão de contratar um profissional da psicologia organizacional. Se a imagem da organização estiver fortemente ligada a uma visão de eficiência operacional e resultados financeiros, pode haver resistência em trazer um profissional que enfatize aspectos emocionais e interpessoais.

Ao aplicar a psicanálise, é possível explorar a influência do contexto organizacional e histórico na decisão de não contratar um profissional da psicologia organizacional. No entanto, é importante ressaltar que outras abordagens, como a teoria das organizações ou a psicologia social, também podem fornecer perspectivas valiosas para compreender esses aspectos.

Dificuldade de mensuração e resultados tangíveis: A psicanálise pode ser aplicada para compreender como a dificuldade de mensuração e a falta de resultados tangíveis podem influenciar a decisão de uma instituição em não contratar um profissional da psicologia organizacional. Essas questões podem ter origens conscientes e inconscientes, como:

Ênfase em métricas quantitativas: Algumas instituições podem dar uma ênfase maior a métricas quantitativas, como indicadores financeiros e de produtividade, e podem ter dificuldade em mensurar os benefícios da psicologia organizacional de forma quantitativa. Isso pode levar à percepção de que os resultados tangíveis não são suficientes para justificar a contratação de um profissional da área.

Complexidade das dinâmicas psicológicas: As dinâmicas psicológicas e interpessoais que são abordadas pela psicologia organizacional podem ser complexas e difíceis de mensurar de forma direta. Isso pode gerar dúvidas sobre a eficácia e a contribuição de um profissional da área, uma vez que os resultados podem ser mais sutis e de difícil quantificação.

Dificuldade em estabelecer relações de causa e efeito: A psicologia organizacional lida com uma variedade de fatores que podem influenciar o desempenho e o bem-estar dos colaboradores. Estabelecer relações diretas de causa e efeito entre a atuação do profissional da psicologia organizacional e os resultados pode ser desafiador, o que pode gerar incertezas e resistências em relação à sua contratação.

Expectativa de resultados imediatos: Algumas instituições podem ter expectativas de resultados imediatos e visíveis, o que pode ser difícil de ser alcançado pela psicologia organizacional, que muitas vezes envolve processos de longo prazo e mudanças graduais. A falta de resultados tangíveis a curto prazo pode levar à percepção de que a contratação de um profissional da área não é benéfica.

Ao aplicar a psicanálise, é possível explorar a influência da dificuldade de mensuração e da falta de resultados tangíveis na decisão de não contratar um profissional da psicologia organizacional. No entanto, é importante ressaltar que outras abordagens, como a pesquisa qualitativa ou a avaliação de impacto, também podem fornecer insights valiosos para compreender essas questões.

Limitações de recursos e prioridades organizacionais: A psicanálise pode ser aplicada para compreender como as limitações de recursos e as prioridades organizacionais podem influenciar a decisão de uma instituição em não contratar um profissional da psicologia organizacional. Esses aspectos podem ter origens conscientes e inconscientes, como:

Restrições financeiras: A falta de recursos financeiros pode ser um fator limitante para a contratação de um profissional da psicologia organizacional. Se a instituição não tem os recursos necessários para arcar com o salário e as despesas relacionadas, pode optar por não contratar um profissional da área.

Prioridades organizacionais: A instituição pode ter prioridades diferentes que direcionam seus recursos para outras áreas. Se outras necessidades são consideradas mais urgentes ou estratégicas, a contratação de um profissional da psicologia organizacional pode ser deixada de lado.

Falta de conhecimento sobre a área: A instituição pode ter uma falta de conhecimento sobre a psicologia organizacional e suas aplicações. Isso pode levar a uma subvalorização da importância e dos benefícios que um profissional da área pode trazer. A falta de conhecimento pode ser um fator inconsciente que influencia a decisão.

Disponibilidade limitada de profissionais qualificados: A contratação de um profissional da psicologia organizacional pode ser dificultada pela disponibilidade limitada de profissionais qualificados na área. Se houver escassez de profissionais ou se for difícil encontrar candidatos adequados, a instituição pode ser desencorajada a prosseguir com a contratação.

Ao aplicar a psicanálise, é possível explorar as limitações de recursos e as prioridades organizacionais que podem influenciar a decisão de não contratar um profissional da psicologia organizacional. No entanto, é importante ressaltar que outras abordagens, como a gestão estratégica de recursos humanos ou a análise de custo-benefício, também podem fornecer insights valiosos para compreender esses aspectos.

Resistência à mudança de paradigmas: A psicanálise pode ser aplicada para compreender a resistência à mudança de paradigmas que pode influenciar a decisão de uma instituição em não contratar um profissional da psicologia organizacional. Essa resistência pode ter origens conscientes e inconscientes, como:

Arraigamento em modelos antigos de gestão: A instituição pode estar arraigada em modelos antigos de gestão que enfatizam aspectos como controle hierárquico e foco exclusivo em resultados financeiros. A introdução de um profissional da psicologia organizacional pode desafiar esses modelos estabelecidos e exigir uma mudança de paradigma que algumas pessoas podem resistir.

Manutenção do status quo: A instituição pode estar confortável com o status quo e resistir a mudanças significativas em suas práticas e abordagens. A contratação de um profissional da psicologia organizacional pode ser vista como uma ameaça à estabilidade e à familiaridade das práticas existentes, levando à resistência em adotar uma nova abordagem.

Medo da perda de poder e controle: A introdução de um profissional da psicologia organizacional pode ser percebida como uma perda de poder e controle por parte dos indivíduos ou grupos que detêm influência na instituição. Essa percepção de ameaça pode levar à resistência em contratar um profissional que possa desafiar as estruturas de poder existentes.

 

Insegurança em relação ao desconhecido: A mudança envolvida na contratação de um profissional da psicologia organizacional pode gerar insegurança e desconforto para a instituição. O desconhecido pode ser percebido como uma ameaça à estabilidade e previsibilidade do ambiente de trabalho, levando à resistência em adotar uma nova abordagem.

Ao aplicar a psicanálise, é possível explorar a resistência à mudança de paradigmas que pode influenciar a decisão de não contratar um profissional da psicologia organizacional. No entanto, é importante ressaltar que outras abordagens, como a teoria das organizações ou a gestão da mudança, também podem fornecer perspectivas úteis para compreender esses aspectos.

Falta de conscientização sobre o impacto psicológico no trabalho: A psicanálise pode ser aplicada para compreender como a falta de conscientização sobre o impacto psicológico no trabalho pode influenciar a decisão de uma instituição em não contratar um profissional da psicologia organizacional. Essa falta de conscientização pode ter origens conscientes e inconscientes, como:

Desconhecimento dos efeitos do ambiente de trabalho na saúde mental: A instituição pode não estar ciente dos efeitos que o ambiente de trabalho pode ter na saúde mental dos colaboradores. Isso pode resultar em uma subestimação do valor de um profissional da psicologia organizacional que poderia auxiliar na promoção do bem-estar emocional e na prevenção de problemas de saúde mental.

Minimização dos problemas emocionais no ambiente de trabalho: A instituição pode minimizar ou negar a existência de problemas emocionais e psicológicos no ambiente de trabalho. Isso pode ser influenciado por fatores culturais, como a crença de que as emoções devem ser mantidas em segundo plano em um contexto profissional, o que pode levar à falta de interesse em contratar um profissional da área.

Foco excessivo nos aspectos operacionais e produtivos: A instituição pode ter um foco excessivo nos aspectos operacionais e produtivos do trabalho, relegando as questões emocionais e psicológicas a um plano secundário. Isso pode levar à falta de priorização de recursos para contratar um profissional da psicologia organizacional, uma vez que o foco está em outras áreas consideradas mais centrais para o funcionamento da organização.

Estigma associado à busca de suporte emocional: A busca de suporte emocional pode ser estigmatizada em alguns ambientes de trabalho, o que pode influenciar a decisão de não contratar um profissional da psicologia organizacional. A instituição pode ter receio de ser associada a problemas emocionais ou de saúde mental, o que poderia afetar sua reputação.

Ao aplicar a psicanálise, é possível explorar a falta de conscientização sobre o impacto psicológico no trabalho e como isso pode influenciar a decisão de não contratar um profissional da psicologia organizacional. No entanto, é importante ressaltar que outras abordagens, como a psicologia positiva ou a psicologia do trabalho, também podem fornecer perspectivas valiosas para compreender esses aspectos.

Resistência à abordagem subjetiva e individualizada: A psicanálise pode ser aplicada para compreender a resistência à abordagem subjetiva e individualizada da psicologia organizacional, o que pode influenciar a decisão de uma instituição em não contratar um profissional da área. Essa resistência pode ter origens conscientes e inconscientes, como:

Ênfase na uniformidade e padronização: Algumas instituições podem valorizar a uniformidade e padronização de processos e procedimentos, buscando tratá-los de forma igual para todos os colaboradores. A abordagem subjetiva da psicologia organizacional, que considera as particularidades e necessidades individuais, pode ser vista como uma ameaça à uniformidade desejada.

Crença na autonomia individual: A instituição pode acreditar na autonomia individual dos colaboradores, esperando que eles lidem com seus próprios desafios emocionais e de bem-estar. Isso pode levar à resistência em contratar um profissional da psicologia organizacional, já que a intervenção externa pode ser considerada desnecessária ou invasiva.

Medo da exposição pessoal e vulnerabilidade: A abordagem da psicologia organizacional pode envolver a exploração de questões pessoais, emocionais e vulnerabilidades dos colaboradores. A instituição pode temer que essa exposição pessoal afete negativamente a dinâmica de trabalho, a imagem ou a produtividade dos colaboradores, o que pode gerar resistência em contratar um profissional da área.

Desconforto com o aspecto emocional do trabalho: Algumas instituições podem estar mais voltadas para aspectos técnicos, práticos e objetivos do trabalho, minimizando a importância dos aspectos emocionais. A abordagem da psicologia organizacional, que enfatiza a compreensão e manejo das emoções no ambiente de trabalho, pode ser vista como menos relevante ou até mesmo desnecessária.

Percepção de incompatibilidade com o ambiente de trabalho: A psicanálise pode ser aplicada para compreender a percepção de incompatibilidade do profissional da psicologia organizacional com o ambiente de trabalho, o que pode influenciar a decisão de uma instituição em não contratá-lo. Essa percepção pode ter origens conscientes e inconscientes, como:

Diferença de linguagem e abordagem: A linguagem e a abordagem utilizadas pelos profissionais da psicologia organizacional podem ser diferentes daquelas predominantes no ambiente de trabalho. Isso pode gerar uma percepção de incompatibilidade e dificuldade de comunicação entre o profissional da área e os demais colaboradores, levando à resistência em contratá-lo.

Estigma em relação à psicologia e ao cuidado emocional: Algumas instituições podem ter estigmas em relação à psicologia e ao cuidado emocional. Isso pode ser resultado de preconceitos culturais ou crenças arraigadas que associam a busca de apoio emocional à fraqueza ou ineficiência. Essa percepção negativa pode influenciar a decisão de não contratar um profissional da psicologia organizacional.

Diferentes expectativas sobre a função do profissional: A instituição pode ter expectativas divergentes sobre o papel e as responsabilidades de um profissional da psicologia organizacional. Essas expectativas podem ser influenciadas por experiências anteriores, representações culturais ou mesmo fantasias inconscientes sobre o que o profissional pode ou deve realizar. Se as expectativas não estiverem alinhadas, a instituição pode optar por não contratar um profissional da área.

Conflito com a cultura organizacional existente: A cultura organizacional, que inclui os valores, normas e crenças compartilhados pelos colaboradores, pode entrar em conflito com a abordagem da psicologia organizacional. Se houver uma falta de congruência entre a cultura organizacional existente e os princípios da psicologia organizacional, a instituição pode resistir em contratar um profissional da área.

Ao aplicar a psicanálise, é possível explorar a percepção de incompatibilidade do profissional da psicologia organizacional com o ambiente de trabalho e como isso pode influenciar a decisão de não contratá-lo. No entanto, é importante ressaltar que outras abordagens, como a psicologia social ou a antropologia organizacional, também podem fornecer perspectivas úteis para compreender esses aspectos.

Desconhecimento dos benefícios da psicologia organizacional: A psicanálise pode ser aplicada para compreender como o desconhecimento dos benefícios da psicologia organizacional pode influenciar a decisão de uma instituição em não contratar um profissional da área. Esse desconhecimento pode ter origens conscientes e inconscientes, como:

Falta de informações sobre a psicologia organizacional: A instituição pode ter uma falta de informações adequadas sobre o campo da psicologia organizacional, suas práticas, benefícios e aplicações. Isso pode levar à subvalorização da contribuição de um profissional da área e à decisão de não contratá-lo.

Má compreensão do escopo de atuação da psicologia organizacional: A instituição pode ter uma compreensão limitada ou equivocada sobre o escopo de atuação da psicologia organizacional. Isso pode levar à percepção de que as práticas e intervenções propostas por um profissional da área não são relevantes ou necessárias para a organização.

Ausência de casos de sucesso ou referências internas: A falta de casos de sucesso ou referências internas sobre a implementação bem-sucedida da psicologia organizacional pode influenciar a decisão de não contratar um profissional da área. A ausência de exemplos concretos pode gerar dúvidas sobre a eficácia e os benefícios que um profissional da psicologia organizacional pode trazer.

Resistência à mudança baseada em resultados emocionais: A instituição pode estar mais inclinada a adotar mudanças baseadas em resultados tangíveis e objetivos, como aumento de produtividade ou redução de custos. Os benefícios emocionais e psicológicos trazidos pela psicologia organizacional podem ser menos valorizados ou percebidos como menos relevantes.

Preconceitos e estereótipos sobre a psicologia organizacional: A psicanálise pode ser aplicada para compreender como preconceitos e estereótipos sobre a psicologia organizacional podem influenciar a decisão de uma instituição em não contratar um profissional da área. Esses preconceitos e estereótipos podem ter origens conscientes e inconscientes, como:

Percepção de superficialidade ou falta de embasamento científico: Alguns preconceitos sobre a psicologia organizacional podem incluir a percepção de que é uma área superficial ou carente de embasamento científico. Essa visão pode ser influenciada por estereótipos culturais ou desconhecimento sobre a base teórica e metodológica da psicologia organizacional.

Associar a psicologia organizacional a problemas graves ou crises: Pode haver a crença de que a psicologia organizacional só é necessária em situações de crise ou quando ocorrem problemas graves no ambiente de trabalho. Essa associação restrita pode levar à percepção de que a contratação de um profissional da área não é relevante para uma instituição estável e sem problemas aparentes.

Estigma em relação à busca de suporte emocional: O estigma associado à busca de suporte emocional pode se estender à contratação de um profissional da psicologia organizacional. A instituição pode ter preocupações em ser vista como uma organização com problemas emocionais ou de saúde mental, o que poderia afetar sua reputação.

Representações negativas da psicologia organizacional na mídia ou na cultura popular: Representações negativas da psicologia organizacional na mídia ou na cultura popular podem influenciar a percepção da instituição sobre o campo. Essas representações podem ser baseadas em estereótipos simplificados ou distorcidos, levando a uma visão negativa e desvalorização da psicologia organizacional.

Ao aplicar a psicanálise, é possível explorar os preconceitos e estereótipos sobre a psicologia organizacional e como eles podem influenciar a decisão de não contratar um profissional da área. No entanto, é importante ressaltar que outras abordagens, como a análise de conteúdo da mídia ou a educação sobre a psicologia organizacional, também podem fornecer perspectivas valiosas para compreender esses aspectos.

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