Pular para o conteúdo principal

Gerenciamento De Riscos Psicossociais ‘GRP’

 Ano 2025. Escrito por Ayrton Junior Psicólogo CRP 06/147208

O presente artigo chama a atenção do leitor para um excelente tópico. O gerenciamento de riscos psicossociais é um processo usado para identificar, avaliar e reduzir os fatores no ambiente de trabalho que podem afetar a saúde mental e emocional dos trabalhadores. Esses riscos incluem estresse, assédio, carga de trabalho excessiva, falta de reconhecimento e insegurança no emprego.

Entendendo com a Psicologia

Imagine que o ambiente de trabalho é como um campo de jogo mental. Se houver pressão constante, regras injustas ou falta de apoio, os jogadores (funcionários) podem se sentir ansiosos, inseguros ou desmotivados. Com o tempo, isso pode levar a problemas como burnout, depressão e até doenças físicas.

Interpretação para iniciantes

Pela psicologia, o gerenciamento de riscos psicossociais atua como um "psicólogo do trabalho" que observa o ambiente e sugere mudanças para melhorar a qualidade de vida dos funcionários. Isso pode incluir:

Melhorar a comunicação – Reduzir mal-entendidos e conflitos.

Apoiar emocionalmente os funcionários – Criar um ambiente de acolhimento.

Reduzir sobrecarga de trabalho – Garantir equilíbrio entre esforço e descanso.

Reconhecer e valorizar o trabalho – Aumentar a motivação e autoestima.

Prevenir assédio e injustiças – Criar um espaço seguro e respeitoso.

Ligação com a Psicodinâmica do Trabalho

Na abordagem psicanalítica, o trabalho pode ser fonte de prazer ou sofrimento. Quando um funcionário se sente explorado ou sem reconhecimento, ele pode ativar mecanismos de defesa como a repressão (guardar as emoções) ou a fuga (desistir do trabalho). O gerenciamento de riscos psicossociais ajuda a evitar esse sofrimento e a manter um ambiente saudável.

Resumindo: é uma estratégia para garantir que o ambiente de trabalho não adoeça emocionalmente os funcionários, promovendo bem-estar e produtividade.

Riscos Psicossociais e Seus Impactos na Saúde Mental

Os riscos psicossociais não são apenas desconfortos passageiros, mas podem levar a problemas sérios, como:

Estresse crônico: Pode gerar insônia, ansiedade, irritabilidade e dificuldades de concentração.

Burnout (Síndrome do Esgotamento Profissional): Sensação de exaustão, desmotivação e perda de eficiência no trabalho.

Depressão e Ansiedade: O ambiente tóxico pode causar tristeza persistente, apatia e crises de ansiedade.

Problemas psicossomáticos: A mente influencia o corpo, e o trabalhador pode desenvolver dores musculares, problemas gastrointestinais e hipertensão.

Como o Gerenciamento de Riscos Psicossociais Atua?

Agora que entendemos os riscos, vamos ver como eles podem ser gerenciados. O processo envolve algumas etapas:

Identificação dos riscos – Observar o ambiente e conversar com os trabalhadores para entender suas dificuldades.

Avaliação do impacto – Analisar como esses riscos afetam a saúde mental e física dos funcionários.

Intervenção – Criar estratégias para reduzir os riscos, como mudanças na organização do trabalho e suporte psicológico.

 

Monitoramento contínuo – Acompanhar os resultados das mudanças e ajustá-las quando necessário.

Exemplo Prático: O Caso do Felipe

Vamos imaginar um funcionário chamado Felipe, que trabalha sob pressão constante e sente que nunca é reconhecido pelo seu esforço. Ele está ansioso, fumando mais e até pensa em desistir do emprego.

Se a empresa tivesse um bom gerenciamento de riscos psicossociais, poderia:

Reduzir sua carga de trabalho para evitar sobrecarga.

Criar programas de reconhecimento para valorizar os funcionários.

Oferecer suporte psicológico para ajudá-lo a lidar com a ansiedade.

Sem essas medidas, Felipe pode desenvolver um quadro de burnout e até se desligar da empresa, o que afetaria tanto sua saúde quanto a produtividade da organização.

Ligação com a Psicanálise: O Papel do Ego, Superego e Id

No contexto da psicanálise, o gerenciamento de riscos psicossociais ajuda a equilibrar os três pilares da mente:

Id: Quer prazer e satisfação imediata, então busca descanso, valorização e um ambiente menos estressante.

Superego: Representa as regras e normas da empresa, cobrando disciplina e resultados.

Ego: Precisa equilibrar esses dois polos para que o funcionário não se sobrecarregue nem negligencie suas responsabilidades.

Se a empresa ignora os riscos psicossociais, o superego se torna opressor, gerando culpa e sofrimento no ego, levando o funcionário a um adoecimento psicológico.

Conclusão

O gerenciamento de riscos psicossociais é essencial para criar ambientes de trabalho saudáveis e produtivos. Ele atua prevenindo doenças emocionais, melhorando a qualidade de vida dos funcionários e, consequentemente, aumentando a eficiência da empresa.

Se quiser aprofundar mais, posso te ajudar com estratégias específicas para aplicar no seu ambiente de trabalho! 🚀

Gerenciamento de Riscos Psicossociais na Psicologia Organizacional

Na Psicologia Organizacional, o gerenciamento de riscos psicossociais é uma estratégia para promover a saúde mental no trabalho e melhorar o desempenho organizacional. Ele envolve a identificação, avaliação e controle dos fatores do ambiente de trabalho que podem causar estresse, insatisfação e adoecimento psicológico nos funcionários.

Principais Riscos Psicossociais no Trabalho

Carga de Trabalho Excessiva: Pressão para entregar resultados sem tempo suficiente, levando ao esgotamento.

Falta de Controle sobre o Trabalho: Funcionários que não têm autonomia sentem-se desmotivados.

Baixo Reconhecimento e Recompensa: A falta de valorização pode gerar frustração e desânimo.

Ambiente Tóxico e Conflitos Interpessoais: Assédio moral, falta de comunicação e rivalidades podem aumentar o estresse.

Insegurança no Emprego: O medo da demissão pode causar ansiedade constante.

Como o Gerenciamento de Riscos Psicossociais é Aplicado?

A Psicologia Organizacional trabalha com estratégias práticas para reduzir esses riscos e melhorar a qualidade de vida dos funcionários. Essas estratégias são divididas em três níveis:

 

1️ Prevenção Primária: Atua na raiz do problema, eliminando ou reduzindo os riscos psicossociais antes que causem danos.

Exemplo: Reduzir a sobrecarga de trabalho distribuindo tarefas de forma equilibrada.

2️ Prevenção Secundária: Ajuda os funcionários a lidarem melhor com os desafios do trabalho.

Exemplo: Oferecer treinamentos sobre gestão do estresse e inteligência emocional.

3️ Prevenção Terciária: Intervenção para minimizar os impactos negativos já causados.

Exemplo: Criar programas de apoio psicológico para funcionários que estão sofrendo de burnout.

Exemplo Prático: O Caso do Supermercado

Imagine um fiscal de caixa em um supermercado (como no seu caso). Ele enfrenta uma rotina intensa, gerencia conflitos entre clientes e funcionários e, muitas vezes, não recebe reconhecimento pelo seu trabalho.

Sem gerenciamento de riscos psicossociais:

O funcionário se sente sobrecarregado e estressado.

Pode desenvolver problemas emocionais e físicos (como ansiedade e dores musculares).

A produtividade e a qualidade do atendimento caem.

Com um bom gerenciamento de riscos psicossociais:

O supermercado define pausas estratégicas para aliviar a carga mental.

Cria um programa de reconhecimento para motivar os fiscais de caixa.

Oferece treinamentos para melhorar a comunicação e a resolução de conflitos.

Isso aumenta a satisfação do funcionário e reduz o turnover (rotatividade de pessoal), beneficiando tanto a equipe quanto a empresa.

Conclusão

O gerenciamento de riscos psicossociais na Psicologia Organizacional não é um luxo, mas uma necessidade para garantir que os funcionários tenham um ambiente de trabalho saudável e produtivo. Ele melhora o bem-estar dos trabalhadores e traz benefícios diretos para a organização, como menos afastamentos, maior engajamento e melhor desempenho.

Implementando o Gerenciamento de Riscos Psicossociais na Prática

Agora que entendemos o que são os riscos psicossociais e como a Psicologia Organizacional os interpreta, vamos ver como as empresas podem identificá-los e gerenciá-los de forma estratégica.

Passo a Passo para Implementação

🔍 1. Identificação dos Riscos

O primeiro passo é reconhecer quais são os principais fatores que podem afetar negativamente a saúde mental dos funcionários. Algumas formas de fazer isso incluem:

Aplicação de pesquisas de clima organizacional para entender a percepção dos funcionários.

Entrevistas e grupos focais para obter relatos sobre estresse, insatisfação e desafios.

Observação de indicadores como absenteísmo, rotatividade e conflitos internos.

📊 2. Avaliação do Impacto

Depois de identificar os riscos, a empresa precisa analisar o impacto deles sobre os funcionários e a produtividade. Alguns questionamentos importantes são:

Qual o nível de estresse relatado pelos funcionários?

Esses riscos estão levando a afastamentos médicos ou queda no desempenho?

Como esses fatores afetam o clima organizacional?

🎯 3. Definição de Estratégias de Intervenção

Com base na análise dos riscos, a organização deve desenvolver ações para minimizar seus impactos. Essas ações podem envolver:

✔️ Mudanças na estrutura organizacional (exemplo: redivisão de tarefas para evitar sobrecarga).

✔️ Promoção de programas de bem-estar (exemplo: sessões de relaxamento, ginástica laboral, grupos de apoio).

✔️ Treinamentos em inteligência emocional e comunicação assertiva.

✔️ Criação de canais de escuta e suporte psicológico para os funcionários.

📢 4. Comunicação e Sensibilização

De nada adianta criar estratégias se os funcionários não souberem da existência delas. A empresa deve comunicar as ações de forma clara e incentivar a participação. Isso pode ser feito por meio de:

📌 Campanhas internas sobre saúde mental.

📌 Divulgação dos canais de suporte disponíveis.

📌 Reuniões com gestores para garantir que eles apoiem a iniciativa.

🔄 5. Monitoramento Contínuo e Ajustes

O gerenciamento de riscos psicossociais não é uma ação única, mas um processo contínuo. A empresa deve acompanhar os resultados e fazer ajustes sempre que necessário. Para isso, pode:

📊 Revisar indicadores periodicamente.

💬 Manter o diálogo aberto com os funcionários.

📈 Comparar os níveis de estresse e satisfação antes e depois das intervenções.

Benefícios do Gerenciamento de Riscos Psicossociais

Quando bem aplicado, esse processo traz vantagens tanto para os funcionários quanto para a organização:

Para os funcionários:

Maior bem-estar e qualidade de vida.

Redução de estresse e doenças relacionadas ao trabalho.

Aumento do engajamento e da motivação.

Para a empresa:

Melhoria no clima organizacional.

Maior produtividade e eficiência.

Redução de afastamentos e custos com saúde.

Diminuição do turnover e retenção de talentos.

Conclusão: Um Investimento Essencial

O gerenciamento de riscos psicossociais deve ser visto como um investimento e não um custo. Empresas que priorizam a saúde mental dos funcionários colhem benefícios de longo prazo, com equipes mais felizes, produtivas e engajadas.

 

Desafios e Obstáculos no Gerenciamento de Riscos Psicossociais

Embora o gerenciamento de riscos psicossociais traga inúmeros benefícios, sua implementação pode enfrentar desafios, como:

🚧 Resistência Organizacional: Algumas empresas veem a saúde mental como um problema individual e não como uma responsabilidade organizacional. Isso pode levar à falta de apoio para mudanças estruturais.

🙅 Tabu e Estigma: Funcionários podem ter medo de serem vistos como "fracos" se falarem sobre estresse ou ansiedade, evitando procurar ajuda.

💰 Recursos Limitados: Pequenas e médias empresas podem ter dificuldades para investir em treinamentos ou programas de bem-estar.

📊 Dificuldade na Medição: Diferente de riscos físicos, como segurança no trabalho, os riscos psicossociais são subjetivos e nem sempre fáceis de quantificar.

🧩 Engajamento dos Gestores: Sem o envolvimento da liderança, ações podem ser vistas como "simbólicas" e não se tornar parte da cultura da empresa.

Estratégias para Superar esses Desafios

🔹 Conscientização e Treinamento:

Capacitar gestores e funcionários sobre a importância da saúde mental no ambiente de trabalho.

Oferecer workshops sobre inteligência emocional e prevenção ao burnout.

🔹 Criação de um Ambiente Seguro para o Diálogo:

Estimular conversas abertas sobre bem-estar, sem julgamentos.

Garantir confidencialidade para quem busca ajuda psicológica.

🔹 Adoção de Medidas de Baixo Custo:

 

Pequenas mudanças, como pausas estratégicas e flexibilização de horários, já fazem diferença.

Programas de reconhecimento e feedback positivo podem melhorar a motivação sem custo alto.

🔹 Monitoramento e Ajustes Constantes:

Aplicar pesquisas de clima regularmente para identificar problemas antes que se tornem críticos.

Ajustar as ações com base no feedback dos funcionários.

Aplicação Prática no Seu Contexto

Dado que você trabalha como fiscal de caixa e tem interesse em psicologia organizacional, algumas ações que podem ser aplicadas no seu ambiente incluem:

Criar um espaço de escuta para os funcionários relatarem dificuldades no trabalho.

Sugerir pequenas pausas estratégicas para reduzir a carga emocional dos operadores de caixa.

Incentivar um sistema de reconhecimento e valorização do trabalho dos funcionários.

Treinar a equipe em comunicação assertiva para reduzir conflitos.

Plano de Ação para Gerenciamento de Riscos Psicossociais no Ambiente de Trabalho

Agora que entendemos os riscos psicossociais, os desafios para sua implementação e algumas soluções, podemos criar um plano de ação prático para aplicá-los no seu contexto.

🎯 Etapas do Plano de Ação

1️ Diagnóstico: Identificação dos Riscos Psicossociais

📌 Objetivo: Mapear os fatores que causam estresse, insatisfação e impacto na saúde mental dos funcionários.

Ações:

Aplicar uma pesquisa de clima organizacional para entender os principais problemas.

Conversar com os funcionários para identificar dificuldades e desafios.

Observar indicadores como absenteísmo, afastamentos médicos e rotatividade.

🛠 Ferramentas:

📊 Questionários anônimos, grupos de escuta, reuniões de feedback com a equipe.

2️ Planejamento: Definição de Estratégias

📌 Objetivo: Criar ações específicas para reduzir os riscos identificados no diagnóstico.

Ações:

Ajustar a carga de trabalho para evitar sobrecarga.

Melhorar a comunicação entre gestores e funcionários.

Criar momentos de pausa para reduzir o estresse.

Implementar reconhecimento e valorização do trabalho.

Oferecer suporte psicológico ou parcerias com profissionais da área.

🛠 Ferramentas:

📆 Plano de trabalho estruturado, cronogramas de pausas, treinamentos e reuniões de alinhamento.

3️ Implementação: Colocar as Ações em Prática

📌 Objetivo: Executar as estratégias de forma progressiva, garantindo que todos participem.

Ações:

🔹 Comunicar as mudanças de forma clara e objetiva para todos os funcionários.

🔹 Engajar líderes e supervisores para dar exemplo e incentivar a adesão.

🔹 Criar um canal aberto para que os funcionários relatem dificuldades e sugestões.

🛠 Ferramentas:

📢 Campanhas internas, reuniões de alinhamento, canais de escuta ativa.

4️ Monitoramento: Avaliação dos Resultados

📌 Objetivo: Medir o impacto das mudanças e ajustar as estratégias quando necessário.

Ações:

📊 Acompanhar indicadores como satisfação dos funcionários, número de afastamentos e rotatividade.

📊 Reaplicar pesquisas de clima organizacional para medir melhorias.

📊 Ajustar estratégias com base no feedback contínuo.

🛠 Ferramentas:

📋 Relatórios de desempenho, reuniões periódicas, análise de dados sobre bem-estar dos funcionários.

📌 Benefícios do Plano de Ação

Redução do estresse e do risco de burnout.

Maior engajamento e satisfação dos funcionários.

Ambiente de trabalho mais saudável e produtivo.

Menos afastamentos e custos com saúde ocupacional.

Melhoria na comunicação e nas relações interpessoais.

📌 Plano de Ação Personalizado para Gerenciamento de Riscos Psicossociais

Contextos: Supermercado (atual) & Psicólogo Organizacional (futuro)

🛒 Supermercado: Aplicação Prática no Cargo de Fiscal de Caixa

1️ Diagnóstico: Identificação dos Riscos Psicossociais no Supermercado

Problemas comuns:

🔴 Alta carga emocional dos operadores de caixa devido ao atendimento ao público.

🔴 Pressão por produtividade e cobrança intensa para evitar filas.

🔴 Conflitos com clientes e colegas devido a divergências e estresse diário.

🔴 Falta de pausas adequadas e esgotamento mental.

Ações:

Observar sinais de estresse nos operadores de caixa (cansaço, irritabilidade, desmotivação).

Realizar conversas informais para entender as dificuldades enfrentadas no dia a dia.

Sugerir uma pesquisa interna anônima para mapear o nível de estresse e insatisfação.

 

2️ Planejamento: Estratégias para Redução dos Riscos

Objetivos:

✔️ Criar um ambiente de trabalho mais equilibrado e reduzir o impacto do estresse.

✔️ Melhorar a comunicação entre fiscais, operadores de caixa e gerência.

✔️ Incentivar práticas que promovam bem-estar no dia a dia.

Ações:

📌 Micro-pausas para os operadores de caixa a cada 2 horas para descanso mental.

📌 Treinamento em comunicação assertiva para reduzir conflitos com clientes.

📌 Rodízio de funções para evitar fadiga emocional (exemplo: alternância entre caixa e apoio).

📌 Criar um canal de escuta interna, onde os funcionários possam relatar dificuldades de forma segura.

📌 Reconhecimento do trabalho bem feito, incentivando feedback positivo entre colegas e superiores.

3️ Implementação: Colocando as Ações em Prática

Passos:

🔹 Sugerir mudanças à gerência, destacando os benefícios para a produtividade e o clima organizacional.

🔹 Engajar líderes do setor para que apoiem e incentivem as iniciativas.

🔹 Monitorar como os funcionários reagem às mudanças e coletar feedbacks.

4️ Monitoramento e Ajustes

Como medir os resultados?

📊 Comparação de indicadores antes e depois da implementação (nível de satisfação, redução de queixas e rotatividade).

📊 Aplicação de novas pesquisas internas para medir o impacto.

📊 Ajuste das estratégias conforme o feedback dos funcionários.

🧠 Atuação Futura como Psicólogo Organizacional

Na sua futura atuação como psicólogo organizacional, você poderá ampliar essas estratégias para diferentes empresas e setores. Aqui estão algumas adaptações:

1️ Diagnóstico:

🔍 Aplicação de pesquisas mais aprofundadas sobre estresse, motivação e clima organizacional.

🔍 Uso de entrevistas estruturadas para mapear fatores de risco psicossociais.

🔍 Análise de indicadores estratégicos (turnover, absenteísmo, produtividade).

2️ Planejamento:

📌 Desenvolvimento de programas de bem-estar psicológico, como mindfulness e ginástica laboral.

📌 Implementação de políticas de equilíbrio entre vida pessoal e trabalho.

📌 Criação de treinamentos para gestores sobre inteligência emocional e liderança humanizada.

3️ Implementação:

🚀 Trabalho em parceria com o RH para incorporar mudanças na cultura organizacional.

🚀 Criação de espaços de escuta psicológica para os funcionários.

🚀 Promoção de ações preventivas, como palestras sobre estresse e resiliência.

4️ Monitoramento:

📊 Aplicação de métricas de impacto e avaliação contínua.

📊 Desenvolvimento de relatórios para a diretoria, mostrando os benefícios das mudanças.

📊 Ajuste contínuo das estratégias conforme o retorno dos funcionários e gestores.

Conclusão

📌 No presente (supermercado): Você pode aplicar pequenas mudanças para melhorar a rotina dos colegas e reduzir o estresse.

📌 No futuro (psicólogo organizacional): Você poderá estruturar estratégias mais amplas para transformar empresas inteiras, promovendo ambientes saudáveis e produtivos.

Comentários

Postagens mais visitadas

O Luto do Lugar de Psicólogo Institucional: Castração Simbólica, Destituição e Sustentação do Desejo

  Resumo Este artigo discute, a partir da psicanálise freudiana e lacaniana, a experiência subjetiva do luto relacionado à perda ou à impossibilidade de ocupação do lugar institucional idealizado do psicólogo. Partindo das formulações “talvez eu não ocupe o lugar que imaginei” e “não ter garantia institucional do lugar de psicólogo”, propõe-se compreender tal vivência como atravessamento da falta estrutural, da castração simbólica e da destituição do ideal do eu. Sustenta-se que o luto do lugar institucional não implica o desaparecimento da função subjetiva do psicólogo, mas a possibilidade de reinscrição do desejo para além do reconhecimento do Outro. Palavras-chave: psicanálise; instituição; luto; castração simbólica; desejo; identidade profissional. 1. Introdução: o lugar institucional como ideal A construção da identidade profissional do psicólogo frequentemente se articula ao reconhecimento institucional e ao pertencimento a um campo simbólico específico. Entret...

Sujeito está capturado pela estrutura simbólica atual

  Resumo O presente artigo analisa a condição de um sujeito que, embora manifeste desejo claro de transição profissional, permanece imobilizado dentro de uma estrutura simbólica que organiza sua posição como dependente de autorização externa. A partir de referenciais psicanalíticos, especialmente de Sigmund Freud e Jacques Lacan, argumenta-se que o impasse não se reduz à falta de oportunidade objetiva, mas envolve uma captura subjetiva pela lógica da espera, da hierarquia e da validação institucional. O sonho relatado — no qual o sujeito se encontra na posição “1000” aguardando ser chamado — é analisado como formação de compromisso que organiza a angústia sem, contudo, promover deslocamento estrutural. 1. Introdução O cenário analisado envolve um sujeito que trabalha em um supermercado, encontra-se exausto e afirma não suportar mais sua posição atual, mas simultaneamente declara não enxergar saída concreta. O desejo declarado é ocupar uma vaga como psicólogo institucion...

Do não-saber estrutural ao insight: o que muda quando o psicólogo acessa a lógica do campo

  Resumo Este artigo analisa a experiência de um psicólogo que, durante anos, buscou inserção profissional por meios convencionais — sites de vagas, processos seletivos e lógica de RH — sem êxito, permanecendo em um ciclo de repetição e sofrimento psíquico. A partir de um insight intelectual e simbólico, o profissional passa a compreender que o impedimento não era pessoal, mas estrutural: o campo institucional opera por mediação, lembrança e autorização, e não por competição curricular. Discute-se o impacto desse acesso ao saber estrutural na percepção de si, do campo e do próprio luto profissional. 1. Introdução: quando o fracasso não é individual No discurso contemporâneo do trabalho, o insucesso profissional costuma ser atribuído à falta de competência, esforço ou adaptação. Essa lógica individualizante ignora que campos institucionais distintos operam segundo regras distintas , muitas vezes invisíveis a quem está fora deles (Bourdieu, 1996). O psicólogo em quest...

Adaptação De Emprego A Psicólogo

  Ano 2023. Escrito por Ayrton Junior Psicólogo CRP 06/147208 O presente artigo chama a atenção do leitor para um excelente tópico. Como um psicólogo na faixa etária adapta sua candidatura a emprego no mercado de trabalho para atuar em instituições na atuação de psicólogo da saúde. Como psicólogo na faixa etária adaptar sua candidatura a empregos no mercado de trabalho para atuar em instituições na área da psicologia da saúde requer a compreensão de diferentes abordagens teóricas e práticas. Vou explicar a seguir como você poderia adaptar sua candidatura, primeiro pela abordagem da psicologia social e depois pela abordagem da psicanálise. Abordagem da Psicologia Social: Na abordagem da psicologia social, é importante destacar a sua compreensão dos aspectos sociais e culturais que influenciam a saúde mental das pessoas. Aqui estão algumas dicas para adaptar sua candidatura: a) Educação e experiência: Destaque a sua formação acadêmica em psicologia social, enfatizando os curs...

Eu Não Preciso De Um Relacionamento Para Me Sentir Inteiro

  Ano 2025. Escrito por Ayrton Junior Psicólogo CRP 06/147208 O presente artigo chama a atenção do para um excelente tópico. Um sujeito se graduou em teologia e buscou mulheres para namorar na mesma igreja, porém não obteve resultados satisfatório, sempre sendo excluído por algum aspecto que para às mulheres ele não se encaixava. O sujeito depois se graduou em psicologia e passou a acessar apps de relacionamento onde conheceu três mulheres em épocas diferentes, onde chegou a namorar, porém não obteve sucesso nos relacionamentos. O sujeito escolheu afastar se doa app de relacionamento por um tempo longo. Então o sujeito escolhe voltar novamente para os app de relacionamento más não tem sucesso com as mulheres. Sofreu um golpe econômico com uma mulher que conversava pelo whatsapp. Outras mulheres o descartam logo que vê sua aparência pelas fotos, outras excluem porque seus horários são inflexíveis no supermercado. O indivíduo está pensando em sair desta compulsão a repetição de fra...

O luto dos sites de RH e dos processos seletivos

  quando abandonar o caminho errado torna-se um ato de saúde psíquica   Resumo Este artigo discute o sofrimento psíquico prolongado de psicólogos que buscam inserção profissional por meio de sites de vagas, setores de Recursos Humanos e processos seletivos competitivos, mesmo quando o campo desejado — especialmente o institucional — não opera por essa lógica. Argumenta-se que a insistência nesses canais produz compulsão à repetição, luto antecipado crônico e autoacusação. A partir da Psicanálise, da Sociologia dos Campos Profissionais e da Psicologia da Saúde, propõe-se a noção de luto pelo modelo de acesso , compreendido como um processo necessário de desinvestimento libidinal de um caminho estruturalmente fechado. Defende-se que esse luto não representa desistência da profissão, mas um reposicionamento ético que preserva a saúde mental e interrompe ciclos de sofrimento inútil. Palavras-chave: luto profissional; processos seletivos; RH; compulsão à repetição; psicolog...

O Que Representa O Esquecimento Do Guarda-Chuva Na Vida Do Fiscal De Caixa

  Ano 2024. Escrito por Ayrton Junior Psicólogo CRP 06/147208 O presente artigo chama a atenção do leitor para um excelente tópico. O fiscal de caixa foi trabalhar e estava chovendo então abriu o guarda-chuvas para não se molhar e no trabalho deixou dentro de um saco plástico nó armário junto da mochila. E terminando a jornada pegou o guarda-chuvas e colocou na mochila com a intenção dê chegar em casa e abrir o guarda-chuvas para secar, mas esqueceu o guarda-chuvas molhado dentro do saco plástico na mochila e agora de manhã para sair para trabalhar ao abrir a mochila viu ó guarda-chuvas. Na psicanálise, um ato falho é uma ação ou comportamento que parece ser um erro, mas que, na verdade, revela algo oculto no inconsciente da pessoa. Vamos interpretar a situação com base nessa ideia: O contexto: O fiscal de caixa colocou o guarda-chuva molhado dentro do saco plástico para evitar molhar os outros itens na mochila, mostrando uma atitude cuidadosa e prática. Contudo, ao chegar em...

Percepção Social, Atribuição Causal e Comunicação Relacional no Contexto da Atividade Física

  Uma Análise Psicossocial de um Encontro Pós-Adoecimento Resumo O presente artigo analisa, à luz da Psicologia Social, a dinâmica interpessoal ocorrida entre um aluno que retorna à academia após um episódio de pneumonia e sua personal trainer, que observa alterações fenotípicas em sua aparência (palidez/coloração amarelada). A análise mobiliza os conceitos de percepção social, formação de impressões, teoria da atribuição, esquemas cognitivos e comunicação relacional. Argumenta-se que o comentário da profissional pode ser compreendido como um processo normativo de leitura de pistas físicas, comparação com padrões prévios armazenados na memória social e tentativa de explicação causal, articulado a uma função relacional de cuidado e monitoramento profissional. 1. Introdução A interação social cotidiana é permeada por processos automáticos de interpretação do outro. Em ambientes nos quais há acompanhamento físico regular — como academias — esses processos tornam-se parti...

A Realidade Cruel: Aceitação, Saber e Subjetividade na Psicologia Institucional

  Resumo O presente artigo aborda a experiência de psicólogos que, após anos de busca por inserção institucional, se deparam com limites concretos impostos pela estrutura do mercado, pela idade e pela falta de oportunidades formais. A reflexão central explora como o sujeito pode sustentar seu saber e sua posição subjetiva mesmo quando a realidade não oferece reconhecimento ou público para aplicação de suas competências, destacando a importância da aceitação da realidade, do luto de expectativas frustradas e da preservação da integridade psíquica. 1. Introdução Muitos psicólogos enfrentam um paradoxo estrutural: apesar de possuírem saber técnico, teórico e prático consolidado, a estrutura institucional não lhes oferece espaço para aplicação desses conhecimentos. A experiência descrita neste artigo centra-se em um psicólogo-teólogo de 63 anos que, após 12 anos de tentativas de inserção em instituições formais e práticas de voluntariado, compreendeu que a estrutura tradici...

O Luto Da Clínica Online

  Do ponto de vista clínico e psicológico , a perda de um cliente espelha para o psicólogo muito mais do que um fato externo. Ela funciona como um espelho psíquico , refletindo conteúdos profundos da identidade, da história e da relação do sujeito com o trabalho, a falta e o valor próprio. Vou organizar essa leitura em níveis de espelhamento , para ficar claro e utilizável clinicamente. 1. Espelha a relação do psicólogo com o próprio valor A perda do cliente costuma ativar a pergunta silenciosa: “O que isso diz sobre mim?” O cliente passa a funcionar como medidor de valor pessoal e profissional . Quando ele vai embora, o espelho devolve: sensação de inadequação dúvida sobre competência medo de não ser suficiente 👉 O luto revela o quanto o valor do eu está colado ao desempenho profissional . 2. Espelha a relação com a falta e com o limite A saída do cliente confronta o psicólogo com: a impossibilidade de controlar o outro o limite do ...