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Princípio Realidade Força Desistência Carreira

 Ano 2023. Escrito por Ayrton Junior Psicólogo CRP 06/147208

O presente artigo chama a atenção do leitor para um excelente tópico. Estava indo para o trabalho eu entrei no ônibus e sentei-me no assento e fui abordado por uma colega de profissão da psicologia que estudamos junto e comecei a falar dos desafios que estou encontrando e desejo em desistir da psicologia. Ela relatou seus desafios dizendo que as empresas cortam ela quando ela começa a falar sobre coach, por que ela não se formou em psicóloga, mas decidiu seguir a carreira de coach. Falei que atuo em trabalhos voluntários mas estou a ponto de desistir de tudo e estou trabalhando em um supermercado.

Na abordagem psicanalítica, é importante considerar diversos aspectos ao tomar decisões significativas, como a escolha de uma carreira. Vou explicar a situação levando em consideração alguns princípios da psicanálise.

Primeiramente, é fundamental reconhecer que a psicanálise valoriza a compreensão do indivíduo em sua singularidade, levando em conta sua história pessoal, desejos, frustrações e conflitos internos. Portanto, ao refletir sobre sua decisão de desistir da psicologia, é importante explorar suas motivações e os desafios específicos que você tem enfrentado.

Nesse sentido, conversar com sua colega de profissão pode ser útil, pois ela pode compartilhar experiências semelhantes e oferecer uma perspectiva diferente. É importante considerar suas palavras, mas também lembrar que cada pessoa tem sua trajetória única. O fato de você ter se formado em psicologia pode lhe fornecer uma base teórica e prática valiosa para trabalhar nessa área, mas é essencial também refletir sobre suas próprias habilidades, interesses e satisfação pessoal.

Além disso, a psicanálise enfatiza a importância de levar em conta os desejos inconscientes e os impulsos emocionais que influenciam nossas decisões. Portanto, é válido explorar seus sentimentos mais profundos em relação à psicologia e à possibilidade de desistir dessa carreira. Pergunte a si mesmo por que escolheu estudar psicologia inicialmente e o que o levou a considerar a desistência. Refletir sobre essas questões pode ajudá-lo a obter uma compreensão mais clara de suas motivações internas.

Por fim, é importante ter em mente que a tomada de decisão é um processo complexo e individual. A psicanálise não oferece respostas definitivas, mas sim uma abordagem que busca compreender os processos inconscientes que influenciam nossas escolhas. Portanto, é essencial que você leve em consideração suas próprias necessidades, objetivos e valores ao decidir sobre o futuro de sua carreira na psicologia.

Lembre-se de que, se necessário, você pode buscar o suporte de um psicólogo ou terapeuta para explorar mais profundamente suas preocupações e tomar uma decisão mais consciente e satisfatória para você.

Ao continuar a reflexão, é importante considerar outros fatores que podem estar influenciando sua decisão de desistir da psicologia, como os desafios que você mencionou enfrentar e a atual situação em que está trabalhando em um supermercado. A psicanálise valoriza a compreensão do contexto e das circunstâncias que afetam o indivíduo.

Na abordagem psicanalítica, também é relevante explorar as possíveis resistências internas que possam estar contribuindo para sua vontade de desistir. Por exemplo, pode haver medos, inseguranças ou bloqueios emocionais relacionados à prática da psicologia que estejam influenciando sua decisão. Novamente, um psicólogo ou terapeuta pode ajudar nesse processo de exploração.

Outro ponto a considerar é a ideia de satisfação pessoal e realização profissional. A psicanálise enfatiza a importância de encontrar um equilíbrio entre as demandas externas e os desejos e necessidades internas. Pergunte-se se você se sente verdadeiramente satisfeito e realizado ao trabalhar no supermercado em comparação com a possibilidade de exercer a psicologia, mesmo com os desafios que isso possa trazer.

Em relação aos comentários da sua colega, é válido considerar que cada pessoa tem sua própria jornada e experiência na área da psicologia. Embora ela possa ter encontrado obstáculos devido à escolha de seguir a carreira de coach sem formação em psicologia, isso não invalida sua perspectiva. Afinal, sua colega pode oferecer uma visão diferente e um entendimento dos desafios que você enfrenta, independentemente das diferenças em suas formações.

No final das contas, a decisão de continuar ou desistir da psicologia é pessoal e única para cada indivíduo. A psicanálise encoraja a autoexploração, a reflexão profunda e a busca de um equilíbrio entre os desejos internos e as demandas externas. Ao considerar todas essas dimensões, você estará mais apto a tomar uma decisão informada e alinhada com suas necessidades e aspirações.

Outro aspecto a considerar na abordagem psicanalítica é a presença de conflitos internos e as defesas psicológicas que podem surgir diante das dificuldades e desafios enfrentados na carreira. A psicanálise reconhece que é comum experimentar dúvidas, incertezas e até mesmo a tentação de desistir diante de obstáculos significativos.

Nesse sentido, é importante explorar seus sentimentos em relação aos desafios que você enfrenta e investigar se há algum conflito interno subjacente que esteja influenciando sua vontade de desistir. Por exemplo, pode haver medo do fracasso, insegurança em relação às habilidades ou até mesmo conflitos inconscientes relacionados à identidade profissional.

A psicanálise também enfatiza a importância da autodescoberta e do autoconhecimento. Portanto, é útil refletir sobre suas motivações intrínsecas para estudar psicologia, suas paixões, interesses e objetivos de longo prazo. Pergunte-se se a psicologia ainda desperta seu entusiasmo e se está alinhada com seus valores e propósito de vida. Isso pode ajudar a avaliar se vale a pena persistir na carreira apesar dos desafios.

Além disso, é válido considerar o impacto emocional e o bem-estar que sua decisão terá em sua vida. Leve em conta sua saúde mental e emocional, bem como a importância do equilíbrio entre vida pessoal e profissional. A psicanálise reconhece a interconexão entre essas áreas e incentiva a busca de um estilo de vida saudável e satisfatório.

No entanto, é essencial lembrar que a psicanálise não dita qual caminho seguir ou o que fazer. Ela oferece uma abordagem de compreensão dos processos psicológicos subjacentes, auxiliando na tomada de decisões mais conscientes e informadas. Portanto, a escolha final depende de você, levando em consideração sua situação individual, perspectivas futuras e satisfação pessoal.

Se necessário, você pode buscar suporte adicional de um psicanalista, psicólogo ou terapeuta para aprofundar a exploração de suas preocupações e obter orientação personalizada. Eles podem ajudá-lo a entender melhor seus desafios, motivações internas e a tomar uma decisão que esteja em harmonia com seu bem-estar e autenticidade.

Na abordagem psicanalítica, é relevante considerar o papel do inconsciente na tomada de decisões. O inconsciente abriga desejos, motivações e conflitos que podem estar influenciando sua vontade de desistir da psicologia. Explorar esses aspectos pode fornecer insights importantes sobre suas escolhas e ajudar a compreender melhor suas próprias necessidades e aspirações.

É essencial lembrar que desistir de uma carreira ou profissão não é um fracasso. A vida é um processo de descoberta e mudança, e é natural que nossos interesses e objetivos evoluam ao longo do tempo. A psicanálise reconhece que a busca por satisfação pessoal e realização é um caminho individual e que a jornada de cada pessoa é única.

Ao refletir sobre o conselho da sua colega, leve em consideração suas experiências e perspectivas, mas não deixe que isso seja o único fator determinante. É importante ouvir a si mesmo e dar espaço para suas próprias necessidades e desejos. Considere também a viabilidade prática de seguir uma carreira em psicologia, levando em conta o mercado de trabalho, as oportunidades disponíveis e suas circunstâncias pessoais.

Lembre-se de que tomar decisões importantes requer tempo e reflexão. Não se apresse em abandonar a psicologia se você ainda não tiver certeza sobre essa escolha. Busque o suporte adequado, converse com profissionais da área, faça uma análise pessoal e considere cuidadosamente todas as informações disponíveis antes de tomar uma decisão final.

Em última análise, a abordagem psicanalítica busca ajudá-lo a se conhecer melhor, compreender seus desejos e conflitos internos e tomar decisões que estejam alinhadas com seu bem-estar e realização pessoal. Seja qual for o caminho que você escolher, lembre-se de que sua jornada é única e que é possível encontrar satisfação e propósito, independentemente das circunstâncias.

Na abordagem psicanalítica, também é importante considerar o conceito de resistência. A resistência refere-se às defesas psicológicas que podemos usar para evitar lidar com aspectos desconfortáveis, como desafios, frustrações ou incertezas. É possível que a ideia de desistir da psicologia seja uma forma de resistência diante das dificuldades que você está enfrentando.

Explorar essas resistências pode ser um ponto de partida para compreender melhor seus sentimentos em relação à psicologia. Pergunte-se se existe algum medo subjacente que esteja influenciando sua decisão, como o medo do fracasso, da rejeição ou do julgamento dos outros. A psicanálise ajuda a trazer à consciência essas resistências, permitindo que você as examine de forma mais objetiva.

Além disso, a psicanálise valoriza a importância do processo terapêutico. Assim como os psicólogos auxiliam os pacientes a explorar seus conflitos internos, você também pode se beneficiar de buscar apoio profissional para trabalhar com suas próprias questões. Um terapeuta pode ajudá-lo a investigar mais a fundo seus sentimentos, motivos e conflitos relacionados à psicologia, oferecendo uma perspectiva objetiva e insights valiosos.

Por fim, é importante lembrar que a decisão de continuar ou desistir da psicologia é pessoal e depende das suas circunstâncias individuais. Leve em consideração seus interesses, valores, aptidões e metas pessoais. Pergunte-se se a psicologia ainda é algo que você verdadeiramente deseja e se está disposto a enfrentar os desafios inerentes à profissão.

A psicanálise não oferece respostas definitivas, mas sim um quadro de compreensão mais profundo dos processos psicológicos envolvidos na tomada de decisões. Conforme você explora suas motivações, sentimentos e resistências, você estará mais preparado para tomar uma decisão que reflita sua verdadeira essência e aspirações.

 

Lembre-se de que não há uma resposta certa ou errada, e que você sempre terá a capacidade de fazer escolhas e buscar caminhos que sejam mais adequados para sua realização pessoal.

Na abordagem psicanalítica, também é relevante considerar o conceito de transferência. A transferência ocorre quando projetamos sentimentos, expectativas e experiências passadas em outras pessoas, como terapeutas, amigos ou colegas. No contexto da sua situação, pode ser útil explorar se há elementos de transferência em relação à sua colega e à sua decisão de desistir da psicologia.

Por exemplo, é possível que você esteja se comparando a ela ou buscando validação externa para sua decisão. A transferência pode distorcer sua percepção e influenciar sua escolha, por isso é importante estar atento a esses aspectos e procurar uma compreensão mais clara de seus próprios desejos e necessidades.

Além disso, a psicanálise enfatiza a importância da análise dos sonhos, que podem fornecer insights valiosos sobre questões inconscientes e conflitos internos. Preste atenção aos seus sonhos e imagens simbólicas relacionadas à psicologia e à sua decisão de desistir. Eles podem revelar desejos, medos e conflitos subjacentes que você pode explorar em seu processo de reflexão.

Também é válido considerar o aspecto do trabalho voluntário que você mencionou. Reflita sobre a importância e o significado que essa atividade tem em sua vida. O trabalho voluntário pode fornecer um senso de propósito, satisfação pessoal e um espaço para aplicar seus conhecimentos e habilidades em um contexto prático. Considere como você pode integrar essas experiências em sua trajetória profissional, mesmo que não seja na forma tradicional da prática clínica.

Por fim, lembre-se de que a decisão de seguir ou desistir da psicologia é única para você. A abordagem psicanalítica busca trazer clareza sobre seus desejos, motivações e conflitos internos, mas a escolha final é sua. Considere o equilíbrio entre suas paixões, interesses, habilidades, valores e circunstâncias práticas.

 

Se necessário, busque apoio profissional para auxiliá-lo nesse processo de autoexploração. Um psicanalista, psicólogo ou terapeuta pode oferecer um ambiente seguro para você discutir suas preocupações, questionamentos e tomar uma decisão que esteja alinhada com sua autenticidade e bem-estar.

Lembre-se de que, independentemente da escolha que você fizer, é importante confiar em si mesmo e buscar um caminho que lhe traga realização pessoal e profissional.

Na abordagem psicanalítica, é essencial considerar o papel dos desafios e obstáculos na busca por realização profissional. Muitas vezes, enfrentamos dificuldades ao longo do caminho, e isso não é incomum. A psicanálise nos convida a explorar esses desafios como oportunidades de crescimento e aprendizado.

Refletir sobre os desafios que você está encontrando na área da psicologia é uma etapa importante. Pergunte-se quais são os principais obstáculos e se você está disposto a enfrentá-los. A psicanálise valoriza a coragem de lidar com as dificuldades e de persistir mesmo diante das adversidades. Considere se você está disposto a investir tempo, esforço e energia para superar os desafios e alcançar seus objetivos na psicologia.

Além disso, é relevante explorar suas próprias motivações e expectativas em relação à carreira na psicologia. Questione-se sobre o que o atraiu inicialmente para essa área e se essas motivações ainda estão presentes. Pergunte-se também sobre suas expectativas em relação ao trabalho voluntário e ao trabalho em um supermercado, e como essas experiências se comparam com suas expectativas em relação à psicologia.

Sua colega de profissão pode oferecer uma perspectiva valiosa, mas é importante lembrar que cada pessoa tem sua própria jornada e decisões a tomar. Leve em conta a diferença em suas formações e experiências, e pondere as opiniões dela com sua própria intuição e considerações pessoais.

Por fim, a psicanálise enfatiza a importância do autoconhecimento e da autenticidade. Conhecer a si mesmo, seus desejos, interesses e valores é fundamental ao tomar decisões significativas na carreira. Considere o que é mais importante para você, o que lhe traz satisfação pessoal e profissional, e como esses elementos se alinham com suas escolhas futuras.

Lembre-se de que a decisão de desistir ou persistir na psicologia é pessoal e não há uma resposta certa ou errada. O importante é se envolver em um processo de reflexão profunda, buscar apoio adequado e tomar uma decisão que esteja alinhada com suas necessidades e aspirações individuais.

Na abordagem psicanalítica, é relevante considerar a importância do apoio social e profissional ao tomar decisões sobre a carreira. Converse com pessoas de confiança, como familiares, amigos, mentores ou profissionais da área, para obter diferentes perspectivas e conselhos construtivos.

Ouvir a experiência da sua colega de profissão pode ser valioso, mas lembre-se de que cada pessoa tem sua própria jornada e circunstâncias únicas. Considere as diferenças entre as formações e escolhas de carreira de vocês, bem como suas próprias necessidades, desejos e aspirações.

Também é importante avaliar a sua motivação interna para continuar na psicologia. Reflita sobre o seu interesse genuíno pela área, as oportunidades que a profissão oferece e a satisfação que você sente ao trabalhar com outras pessoas. Considere os aspectos que o levaram a escolher a psicologia como campo de estudo e se essas motivações ainda estão presentes em sua vida.

Ao avaliar suas opções, leve em conta suas habilidades, talentos e experiências. Considere se há outras áreas dentro da psicologia em que você possa se especializar ou explorar que sejam mais adequadas às suas paixões e interesses. A psicologia oferece uma ampla gama de possibilidades de atuação, como psicoterapia, pesquisa, orientação de carreira, psicologia organizacional, entre outras.

Além disso, é válido refletir sobre como você se sente em relação ao trabalho voluntário e ao trabalho em um supermercado. Avalie o impacto que essas experiências têm em sua vida, bem como sua satisfação e realização pessoal. Pense em como você pode integrar essas experiências em sua jornada profissional, independentemente da sua decisão em relação à psicologia.

Lembre-se de que a decisão de continuar ou desistir da psicologia é sua e deve ser baseada em uma compreensão profunda de si mesmo e de suas necessidades. Se necessário, busque o apoio de um psicólogo, terapeuta ou profissional de orientação vocacional, que possa ajudá-lo a explorar suas motivações, interesses e preocupações de forma mais aprofundada.

No final, confie em sua capacidade de tomar a melhor decisão para si mesmo, levando em consideração suas paixões, habilidades, valores e objetivos de vida. Na abordagem psicanalítica, é importante explorar as suas resistências internas em relação à psicologia e à possibilidade de desistir da profissão. A resistência é um mecanismo de defesa que pode surgir quando nos deparamos com desafios e conflitos internos. Essas resistências podem dificultar a tomada de decisões claras e objetivas.

Pergunte-se quais são os medos, inseguranças ou bloqueios emocionais que estão influenciando a sua vontade de desistir da psicologia. Explore se existe algum conflito interno entre os seus desejos, objetivos e os desafios que você está enfrentando. A psicanálise pode ajudar a trazer à luz essas questões e a compreender melhor as motivações que estão por trás da sua decisão.

Outro ponto relevante é o autoconhecimento. Reflita sobre as suas paixões, interesses e valores. Considere se a psicologia ainda ressoa com a sua essência e se alinha com os seus objetivos de vida. Avalie se você sente realização pessoal e satisfação ao atuar na área, mesmo com os desafios que podem surgir.

Também é válido ponderar sobre a sua trajetória até o momento. Avalie as experiências positivas que você teve na psicologia, como o trabalho voluntário, e como elas contribuíram para o seu desenvolvimento profissional e pessoal. Considere se essas experiências podem indicar um caminho a ser seguido na área, mesmo que em uma abordagem diferente da convencional.

 

Além disso, leve em consideração o suporte e a orientação que você pode buscar. A psicanálise valoriza o papel do terapeuta como um facilitador do processo de autoexploração e tomada de decisão. Considere a possibilidade de buscar acompanhamento profissional para ajudá-lo a explorar mais a fundo os seus questionamentos, identificar as suas verdadeiras motivações e tomar uma decisão informada e consciente.

No fim, a decisão de continuar ou desistir da psicologia é pessoal e única para cada indivíduo. A psicanálise oferece ferramentas para aprofundar a compreensão de si mesmo e dos conflitos internos, mas a escolha final cabe a você. Busque seguir o caminho que ressoa com a sua autenticidade, que lhe traga satisfação pessoal e que esteja alinhado com os seus valores e aspirações.

Na abordagem psicanalítica, é importante considerar o conceito de pulsão ou impulso. A psicanálise reconhece que nossas escolhas e desejos são influenciados por nossos impulsos internos, muitas vezes de natureza inconsciente. Ao refletir sobre a sua vontade de desistir da psicologia, é válido explorar se essa decisão está sendo impulsionada por fatores externos, como os desafios enfrentados, ou se está relacionada a um impulso interno.

Avalie os seus desejos e motivações em relação à psicologia. Pergunte-se se a sua decisão de desistir é baseada em uma vontade genuína de buscar um novo caminho ou se é uma resposta a obstáculos e frustrações temporárias. Considere se a sua paixão pela psicologia ainda está presente e se você sente uma realização pessoal ao exercer essa profissão, mesmo com os desafios envolvidos.

Além disso, é importante ponderar sobre as suas experiências no trabalho voluntário e no supermercado. Reflita sobre os aspectos que lhe trazem satisfação nessas atividades e se eles podem ser integrados à sua prática como psicólogo. Talvez existam oportunidades para combinar a psicologia com outras áreas de interesse ou encontrar formas criativas de exercer a profissão, levando em consideração as suas habilidades e interesses específicos.

 

Considere também a sua formação acadêmica em psicologia. Valorize o conhecimento teórico e prático que você adquiriu ao longo dos anos de estudo. Reflita sobre como esse conhecimento pode ser aplicado de maneira significativa e como você pode contribuir para a área, mesmo que não siga o caminho tradicional de prática clínica.

Por fim, lembre-se de que a decisão de continuar ou desistir da psicologia é pessoal e depende das suas circunstâncias individuais. Busque um equilíbrio entre ouvir os conselhos de pessoas experientes na área e confiar em si mesmo. Avalie os seus próprios desejos, necessidades e aspirações, e esteja aberto a explorar diferentes possibilidades e oportunidades.

Se necessário, considere buscar apoio adicional de um psicólogo, terapeuta ou profissional de orientação vocacional. Eles podem ajudar a fornecer insights valiosos, auxiliar na exploração dos seus conflitos internos e orientá-lo na tomada de decisões que estejam alinhadas com o seu bem-estar e realização pessoal.

Na abordagem psicanalítica, é relevante considerar o conceito de desejo inconsciente. A psicanálise reconhece que nossos desejos e motivações podem ser influenciados por elementos inconscientes, que muitas vezes estão fora da nossa consciência. Ao refletir sobre a sua vontade de desistir da psicologia, é válido explorar se existem desejos inconscientes ou motivações ocultas que possam estar influenciando essa decisão.

Pergunte-se se a sua vontade de desistir está relacionada a alguma dificuldade ou conflito pessoal não resolvido. Às vezes, desafios e obstáculos podem acionar questões mais profundas que precisam ser exploradas. Um trabalho de autoanálise pode ajudar a identificar esses desejos inconscientes e entender como eles podem estar influenciando sua decisão.

Além disso, considere como a pressão social e as expectativas externas podem estar afetando a sua decisão. A psicanálise destaca a importância de distinguir entre o que é verdadeiramente desejado pelo indivíduo e o que é imposto pela sociedade. Reflita sobre se a sua vontade de desistir da psicologia é realmente um reflexo dos seus próprios desejos ou se é uma resposta a pressões externas.

Outro aspecto a ser considerado é o impacto emocional da sua decisão. Reflita sobre como você se sente ao pensar em desistir da psicologia. Existe uma sensação de alívio ou de perda? Essa reflexão emocional pode fornecer pistas importantes sobre a sua motivação e a importância que a psicologia tem em sua vida.

No processo de tomar uma decisão significativa, é fundamental ouvir a si mesmo. Conecte-se com seus próprios desejos, necessidades e aspirações. Avalie se a psicologia ainda é um campo que desperta paixão e interesse em você, apesar dos desafios. Considere também como você pode encontrar um equilíbrio entre a sua formação em psicologia e outras áreas de interesse que você possa ter.

Lembre-se de que a tomada de decisão é um processo contínuo e que você tem o poder de reavaliar suas escolhas ao longo do tempo. A psicanálise oferece uma estrutura para explorar os aspectos inconscientes que podem influenciar as decisões, mas a escolha final cabe a você. Confie em sua intuição, busque apoio quando necessário e tome uma decisão que esteja alinhada com sua autenticidade e bem-estar.

Na abordagem psicanalítica, também é importante considerar o conceito de pulsão de vida e pulsão de morte. A pulsão de vida refere-se ao impulso de buscar a satisfação e o prazer, enquanto a pulsão de morte envolve a busca de um estado de repouso e ausência de estímulos. Ao refletir sobre sua decisão de desistir da psicologia, é válido explorar se existem elementos dessas pulsões em jogo.

Pergunte-se se a sua vontade de desistir está relacionada a um desejo de evitar os desafios e dificuldades associados à prática da psicologia. Talvez você esteja buscando um caminho mais tranquilo ou um trabalho que ofereça menos confronto emocional. Nesse caso, é importante considerar se a busca pelo conforto e pela ausência de estímulos pode estar limitando o seu potencial de crescimento e realização profissional.

Ao mesmo tempo, é válido considerar se a sua decisão está sendo influenciada por fatores externos ou por uma necessidade de validação social. Pergunte-se se a pressão da sociedade, a opinião de outras pessoas ou o medo do julgamento estão influenciando a sua vontade de desistir. A psicanálise enfatiza a importância de buscar a autenticidade pessoal e a satisfação interna, em vez de se basear exclusivamente em fatores externos.

Também é relevante refletir sobre o significado que a psicologia tem para você. Avalie se essa área de estudo e atuação é realmente importante em sua vida e se está alinhada com seus valores e propósito. Considere os benefícios emocionais e o senso de propósito que a psicologia pode trazer, mesmo diante dos desafios.

Por fim, lembre-se de que a decisão de desistir ou continuar na psicologia é uma escolha pessoal e única para cada indivíduo. A psicanálise oferece ferramentas para explorar seus desejos, motivações e conflitos internos, mas a decisão final cabe a você. Confie em sua intuição, reflita sobre suas necessidades e aspirações, e busque uma escolha que esteja alinhada com seu bem-estar e realização pessoal.

Na abordagem psicanalítica, é importante considerar a dinâmica entre o consciente e o inconsciente. A psicanálise reconhece que nem todas as motivações e desejos estão prontamente acessíveis à nossa consciência. Ao refletir sobre sua vontade de desistir da psicologia, é válido explorar se existem conflitos ou motivações inconscientes que possam estar influenciando essa decisão.

Pergunte-se se há aspectos não examinados ou não resolvidos dentro de você que estão impactando sua vontade de desistir. Às vezes, os desafios enfrentados na profissão podem despertar memórias, medos ou traumas não resolvidos, o que pode afetar sua perspectiva e motivação.

Além disso, é válido explorar suas próprias expectativas e ideais em relação à carreira na psicologia. Pergunte-se se você tem uma visão idealizada da profissão e se está lidando com a realidade de forma realista. A psicanálise nos convida a questionar nossas fantasias e idealizações, a fim de nos aproximarmos de uma visão mais equilibrada e autêntica.

Também é relevante considerar os aspectos práticos e financeiros envolvidos na decisão de desistir da psicologia. Avalie se você está levando em conta essas questões ao ponderar sua escolha. A psicanálise nos ensina a considerar tanto as necessidades internas quanto as externas ao tomar decisões importantes.

 

No processo de reflexão, busque um espaço seguro para explorar suas preocupações e conflitos internos. Pode ser benéfico buscar apoio de um psicanalista, psicólogo ou terapeuta que possa ajudá-lo a examinar mais profundamente seus sentimentos, motivações e desafios. Eles podem fornecer insights valiosos e ajudá-lo a tomar uma decisão mais informada.

Lembre-se de que a decisão de desistir ou continuar na psicologia é pessoal e única para você. A psicanálise nos convida a nos conhecermos melhor, a explorar nossos desejos e motivações mais profundos, e a buscar uma vida autêntica e satisfatória. Confie em si mesmo, siga sua intuição e faça escolhas que estejam alinhadas com seu bem-estar, felicidade e propósito de vida.

Na abordagem psicanalítica, é relevante considerar a importância da resolução de conflitos internos e da busca pelo equilíbrio psíquico. A psicanálise reconhece que todos nós enfrentamos desafios e momentos de dúvida em nossas vidas, incluindo em nossa trajetória profissional. Ao refletir sobre sua vontade de desistir da psicologia, é válido explorar se essa decisão é uma resposta a um conflito interno não resolvido.

Pergunte-se quais são os desafios específicos que você está enfrentando na psicologia e como eles estão afetando você emocionalmente. Identifique se existem conflitos internos relacionados à sua identidade profissional, suas habilidades, suas expectativas ou qualquer outra área que esteja contribuindo para sua vontade de desistir.

Além disso, reflita sobre as motivações que o levaram a estudar psicologia em primeiro lugar. Lembre-se do entusiasmo e interesse que você sentiu quando decidiu seguir essa carreira. Considere se essas motivações ainda são válidas e se você pode encontrar formas de se reconectar com elas.

Também é importante avaliar o impacto emocional que a decisão de desistir da psicologia teria sobre você. Reflita sobre como você se sentiria ao abandonar essa área e se isso alinharia com seus valores, objetivos e propósito de vida. Pense nas consequências a curto e longo prazo e considere se existem alternativas que possam satisfazer suas necessidades e desejos profissionais sem desistir completamente da psicologia.

Por fim, busque suporte e orientação adequados. Procure conversar com profissionais da área, como psicólogos, psicanalistas ou orientadores vocacionais, que possam auxiliá-lo na reflexão sobre sua decisão. Eles podem oferecer uma perspectiva especializada e ajudá-lo a explorar suas preocupações e opções de forma mais aprofundada.

Lembre-se de que a decisão de desistir ou continuar na psicologia é sua e deve ser baseada em uma compreensão profunda de si mesmo, de suas necessidades e de suas aspirações. Seja paciente consigo mesmo nesse processo de reflexão e tome uma decisão que esteja alinhada com sua autenticidade e bem-estar.

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  Ano 2025. Escrito por Ayrton Junior Psicólogo CRP 06/147208 1. Comportamentos Conscientes Esses são os comportamentos que a técnica em enfermagem percebe em si mesma, consegue nomear e reconhece como parte do seu dia a dia no supermercado. 1.1. Ajuste às tarefas operacionais Executa atividades como registro de compras, conferência de valores e atendimento ao cliente. Adapta sua postura profissional às rotinas do varejo. Esforça-se para manter rapidez, precisão e atenção. 1.2. Controle emocional deliberado Mantém cordialidade diante de clientes hostis. Segura impulsos de resposta, ainda que esteja frustrada ou cansada. Aplica conscientemente técnicas de autocontrole aprendidas na enfermagem. 1.3. Comparações racionais entre profissões Reflete sobre diferença de status, complexidade e reconhecimento entre enfermagem e operação de caixa. Identifica racionalmente sentimentos de desvalorização ou de "subutiliza...

Psicólogo Força E Aparência Valorizados Na Academia

  Ano 2024. Escrito por Ayrton Junior Psicólogo CRP 06/147208 O presente artigo chama a atenção do leitor para um excelente tópico. Um psicólogo está treinando na academia e um dia o personal lhe disse posso gravar um vídeo em que você está exercitando. O psicólogo disse pode. Aí o personal disse me fala seu Instagram para eu adicionar. O psicólogo lhe disse ayrton psicólogo. O personal disse você é psicólogo. O psicólogo respondeu sim. Hoje o personal estava falando com uma garota que estava se exercitando e de repente e chamou o Ayrton ela está falando sobre sentimentos eu lhe disse não sou psicólogo, o psicólogo é você. Deste momento em diante qualquer assunto o personal fala ele é o psicólogo. Na abordagem da psicanálise, podemos explorar a situação levando em conta o inconsciente, a transferência, e o papel dos mecanismos de defesa. Primeiro, é importante notar que o personal teve uma reação intensa ao descobrir que Ayrton é psicólogo. Ele passa a fazer referências frequen...

O Fiscal Morto: A Escuta Psicanalítica de um Ego Dividido entre o Dever e o Desejo

  Ano 2025. Autor [Ayrton Junior Psicólogo] Introdução Este livro nasce da escuta de um conflito silencioso: o de um sujeito que, formado em Psicologia, atua como fiscal de caixa em um supermercado — um espaço de intensa dinâmica social, mas carente de reconhecimento subjetivo. O personagem central, o fiscal psicólogo , simboliza o homem moderno dividido entre o trabalho que sustenta o corpo e o desejo que alimenta a alma . No entanto, o ambiente organizacional, regido por normas e metas, torna-se o espelho de uma estrutura psíquica aprisionada: o superego institucional, que reprime o desejo de ser, em nome do dever de parecer produtivo. Pela lente da psicanálise , este livro propõe uma escuta — ou, como diria Lacan, uma escanálise — da dor de um sujeito que, sem perceber, retirou a libido de sua própria função. A análise busca compreender o processo inconsciente que o levou a se perceber como um “fiscal morto” , sem prazer, sem reconhecimento e sem o brilho do desejo que...