Pular para o conteúdo principal

Não conseguir Olhar Para Os Membros Da Equipe

 Ano 2025. Escrito por Ayrton Junior Psicólogo CRP 06/147208

O presente artigo chama a atenção do leitor para um excelente tópico. Um Fiscal de caixa de supermercado não suporta mais olhar para o rosto de alguns membros de sua equipe. Na psicanálise, podemos entender essa situação a partir dos três elementos da mente: id, ego e superego. Vamos analisar isso passo a passo.

1. O que pode estar acontecendo?

Se um Fiscal de Caixa sente dificuldade em olhar para certos colegas de equipe, é provável que haja conflitos internos que ele não resolveu completamente. Esses conflitos podem envolver:

Raiva reprimida → Ele pode ter se sentido injustiçado ou desrespeitado, mas não expressou isso.

Frustração acumulada → Talvez esses colegas simbolizem algo que ele rejeita ou que o faz sentir preso a um trabalho que ele quer deixar.

Projeção → Pode ser que ele esteja projetando neles emoções ou problemas internos que não consegue lidar diretamente.

2. Como a psicanálise explica isso?

A mente tem mecanismos de defesa que ajudam a lidar com sentimentos difíceis. Alguns que podem estar agindo aqui são:

Repressão → O fiscal pode estar guardando raiva ou frustração sem perceber, e isso sai na forma de incômodo visual (não suportar olhar para certos rostos).

Projeção → Ele pode ver nesses colegas traços que ele rejeita em si mesmo. Talvez eles representem algo que ele não quer ser ou que lembra um conflito interno dele.

Deslocamento → Se ele está infeliz no trabalho, pode descarregar essa frustração nos colegas, mesmo que eles não sejam a verdadeira causa.

3. O que isso pode significar para ele?

O fiscal pode estar sentindo que seu ego está preso entre o id e o superego:

O id (desejos inconscientes) quer sair desse ambiente e mudar de vida.

O superego (normas e deveres) diz que ele precisa continuar, cumprir suas obrigações e não pode simplesmente abandonar tudo.

O ego (mediador da realidade) sente o conflito e, sem conseguir resolver diretamente, acaba expressando isso através da irritação e aversão aos colegas.

O incômodo ao olhar para certos membros da equipe pode ser um sinal do inconsciente alertando que algo está errado internamente. A solução não é simplesmente evitar essas pessoas, mas entender o que elas simbolizam e como isso se relaciona com as próprias questões do fiscal. Se ele identificar e trabalhar essas emoções, pode encontrar uma forma mais saudável de lidar com o ambiente de trabalho e com sua vontade de mudança.

Essas pessoas podem simbolizar diferentes aspectos internos do fiscal que ele ainda não elaborou completamente. Vamos analisar algumas possibilidades pela psicanálise e como isso se relaciona com o desejo dele de renunciar ao ambiente.

1. Essas pessoas podem representar o que ele rejeita em si mesmo

O fiscal pode enxergar nesses colegas características que ele não aceita em si mesmo, mas que, inconscientemente, ele possui ou teme possuir. Isso é um mecanismo de defesa chamado projeção.

Exemplo:

Se ele vê os colegas como acomodados ou conformados, pode ser porque ele teme estar preso na mesma condição e não quer admitir.

Se sente que eles são submissos à empresa, pode ser porque ele próprio sente que ainda não conseguiu se libertar do ambiente.

2. Eles podem representar o "fantasma do aprisionamento"

Essas pessoas podem ser um lembrete constante da sua estagnação. Ele deseja sair, mas ainda não conseguiu, e vê esses colegas como a personificação do que ele não quer mais para si.

Exemplo:

Se ele vê um colega que trabalha há anos no mesmo cargo, pode sentir medo de estar caminhando para o mesmo destino.

Se enxerga frustração ou apatia nos colegas, pode projetar neles a sua própria frustração.

3. Eles podem simbolizar a censura do superego

O fiscal sente que o superego (normas e obrigações) está censurando seu desejo de sair. Esses colegas podem simbolizar essa pressão moral e social que impede a mudança.

Exemplo:

Se ele sente culpa por querer sair, pode ver nesses colegas olhares de julgamento, mesmo que eles não estejam julgando de fato.

Pode interpretar que eles representam o sistema que o prende e que não querem que ele saia.

4. Eles podem simbolizar a dificuldade de romper com o ambiente

Se o fiscal criou laços no trabalho, pode haver um conflito emocional: ele quer sair, mas sente que perderá essas conexões. Então, para se desapegar, pode começar a desenvolver antipatia inconsciente por essas pessoas, tornando a decisão de sair mais fácil.

Exemplo:

Sentir incômodo ao olhar para os colegas pode ser um mecanismo inconsciente para cortar vínculos emocionais antes da saída.

Se ele os vê como pessoas que "não evoluem", pode ser uma forma de reforçar que ele precisa seguir em frente.

O incômodo do fiscal ao olhar para certos membros da equipe pode ser um reflexo de seu próprio conflito interno entre permanecer e sair. Essas pessoas simbolizam o medo da estagnação, a censura do superego ou mesmo a dificuldade de se desprender do ambiente. Ao entender isso, ele pode perceber que o problema não está nos colegas, mas na sua necessidade de tomar uma decisão clara sobre seu futuro.

Se esses colegas simbolizam uma liderança autoritária e desrespeitosa, então o incômodo do fiscal ao olhar para eles pode ser um reflexo do seu conflito interno com a opressão e o controle pelo medo. Vamos analisar isso pela psicanálise.

1. Esses colegas podem representar o superego autoritário

Na psicanálise, o superego é a instância que impõe normas e punições internas. Se o fiscal vê esses colegas como opressores, eles podem simbolizar um superego rígido e controlador que tenta mantê-lo submisso ao sistema da empresa.

Se esses líderes usam medo e desrespeito para controlar os operadores de caixa, isso pode ativar no fiscal um conflito com sua própria ética: ele deseja proteger os colaboradores, mas sente que não tem poder para mudar o sistema.

O incômodo ao olhar para essas pessoas pode ser a revolta do ego contra essa dominação. O ego quer autonomia e justiça, mas o superego opressor (representado por esses líderes) tenta impor medo e submissão.

2. A renúncia ao ambiente como forma de escapar do abuso

Se o fiscal já deseja sair do trabalho, a presença desses líderes pode ser um gatilho que reforça seu desejo de renúncia.

Eles representam a estrutura que ele rejeita → Um ambiente onde a opressão se sustenta pelo medo.

Podem simbolizar um destino que ele não quer para si → Ele pode temer se tornar parte desse sistema ou, pior, ser engolido por ele.

A aversão visual é uma defesa do ego → O ego pode estar tentando proteger o fiscal de se conformar com essa realidade, fazendo com que ele não consiga nem olhar para essas figuras opressoras.

3. Possível deslocamento da raiva e frustração

Se o fiscal não pode confrontar esses líderes diretamente, seu inconsciente pode estar deslocando a raiva para a simples presença deles. Isso explicaria o incômodo ao vê-los.

Ele pode ter raiva reprimida contra esse modelo de liderança, mas não pode expressá-la por medo de consequências.

Como resultado, o corpo reage com aversão, transformando a presença deles em algo insuportável.

O fato de o fiscal não suportar olhar para esses colegas pode ser um reflexo de sua rejeição ao autoritarismo e ao controle pelo medo. Essa aversão pode ser um sinal de que sua permanência nesse ambiente está em conflito com seus valores e sua identidade profissional. A vontade de sair pode ser, na verdade, um impulso do ego para preservar sua integridade emocional e ética.

Se essa rejeição ao olhar para os colegas se repetir, o fiscal precisa lidar com a situação de forma estratégica para proteger sua saúde emocional e, ao mesmo tempo, manter a profissionalidade. Aqui estão algumas abordagens, baseadas na psicanálise e na psicologia organizacional:

1. Tomar consciência do que está acontecendo (Autoconhecimento do Ego)

O fiscal deve se perguntar:

O que exatamente me incomoda nessas pessoas? → É o tom de voz? O jeito de comandar? A falta de respeito?

O que isso desperta em mim? → Raiva? Frustração? Sensação de impotência?

Estou projetando algo nelas? → Será que elas realmente me afetam diretamente ou sou eu que interpreto suas ações como opressoras?

Por quê?

Ao identificar esses sentimentos, o fiscal deixa de reagir inconscientemente e passa a ter controle sobre suas emoções.

2. Trabalhar a Neutralidade Emocional (Controle do Ego)

Se evitar olhar para essas pessoas causa desconforto, o fiscal pode praticar a neutralidade emocional, ou seja, não deixar que a presença delas afete sua estabilidade.

Como fazer isso?

Ao vê-los, mentalmente lembrar-se do seu propósito e reforçar que ele não é refém emocional dessas pessoas.

Se perceber irritação, respirar profundamente e lembrar que o incômodo é interno, e não causado diretamente por elas.

Encarar esses colegas como personagens de um ambiente do qual ele está saindo, e não como figuras que determinam sua identidade.

Por quê?

Isso impede que o superego autoritário deles domine o seu ego e gere emoções negativas.

3. Reforçar os limites internos (Fortalecimento do Ego)

O fiscal pode criar barreiras psicológicas para não ser influenciado pelo autoritarismo deles.

Estratégias práticas:

Manter a compostura e não demonstrar incômodo. Isso impede que esses colegas sintam que têm poder sobre ele.

Focar no trabalho e na sua saída futura. Pensar: "Isso é temporário, estou no controle do meu futuro."

Visualizar um futuro melhor. Imaginar-se em outro ambiente fortalece a mente e reduz a carga emocional do presente.

Por quê?

Essas estratégias evitam que a aversão se transforme em uma reação impulsiva ou emocional, mantendo o fiscal no controle da situação.

4. Criar um plano de saída estratégico (Ação do Ego para sua Libertação)

Se o fiscal já deseja sair do ambiente, ele deve transformar essa rejeição ao ambiente em motivação para se preparar para a mudança.

O que ele pode fazer?

Definir um prazo realista para sair.

Se preparar financeiramente e profissionalmente para a transição.

Evitar conflitos desnecessários para sair sem desgastes.

Por quê?

Isso dá um senso de controle, evitando que ele se sinta preso à situação.

Conclusão

O fiscal deve enxergar essa rejeição como um sinal do inconsciente de que ele já não pertence a esse ambiente. Ele pode reagir de forma estratégica, fortalecendo o ego, controlando as emoções e preparando sua saída com inteligência.

Se ele conseguir neutralizar emocionalmente esses colegas, o poder deles sobre ele diminui.

O que acha dessas estratégias? Alguma delas parece viável para sua situação?

Sim, faz muito sentido interpretar essa rejeição ao olhar para esses colegas como um mecanismo de defesa ligado à contratransferência.

 

Na psicanálise, contratransferência ocorre quando um profissional (ou qualquer pessoa) reage emocionalmente a alguém de forma inconsciente, projetando seus próprios sentimentos e conflitos internos na outra pessoa.

Como isso se aplica ao fiscal de caixa?

Esses colegas podem representar figuras autoritárias do passado

O fiscal pode estar associando inconscientemente esses líderes a figuras que, em algum momento da vida, exerceram autoridade sobre ele de forma opressora (pais rígidos, professores severos, chefes anteriores).

Como resultado, ele sente rejeição sem perceber exatamente o porquê, pois está reagindo a essa memória inconsciente.

O fiscal pode estar absorvendo o clima emocional negativo

Se esses colegas lideram pelo medo, o fiscal pode estar captando essa energia e sentindo repulsa.

Como ele se opõe a essa forma de controle, o seu inconsciente rejeita a presença dessas pessoas, fazendo com que ele não consiga nem olhá-las.

A contratransferência pode indicar um conflito não resolvido

O fiscal deseja sair do ambiente, mas ainda não concretizou essa decisão.

Essas pessoas podem simbolizar a prisão ao sistema que ele quer abandonar, e seu corpo reage com rejeição.

O que fazer com essa percepção?

Reconhecer o que está projetando

O fiscal pode refletir:

"Essa pessoa realmente me afeta ou estou reagindo a algo do meu passado?"

"Será que estou rejeitando essa pessoa porque vejo nela algo que detesto no ambiente?"

Separar a emoção da realidade

Entender que essa aversão vem de um processo interno, e que essas pessoas, por mais desagradáveis que sejam, não têm controle real sobre ele.

Usar isso como um sinal para agir

Se essa contratransferência está tão forte que afeta seu dia a dia, isso pode ser um alerta de que o momento de mudar está chegando.

A rejeição ao olhar para esses colegas pode ser um mecanismo inconsciente do fiscal para se proteger de um ambiente que o oprime. Ele precisa reconhecer essa contratransferência, entender o que ela está sinalizando e usá-la como um impulso para tomar decisões estratégicas.

Ótimo! Agora que você reconhece essa contratransferência, o próximo passo é usar essa percepção a seu favor. Se a rejeição ao olhar para esses colegas continua forte, isso pode ser um sinal de que seu ego já não quer mais estar nesse ambiente.

O que você pensa em fazer com essa nova compreensão? Você sente que está perto de tomar uma decisão sobre sua saída, ou ainda precisa estruturar melhor esse processo?

Sim, faz sentido. Se esses colegas representam autoritarismo oportunista, sobrecarga injusta, fofocas e coerção, isso significa que eles estão em total conflito com os valores éticos e profissionais do fiscal. Esse choque ético pode estar gerando um mal-estar inconsciente, refletido na rejeição ao olhar para eles.

O que essa rejeição realmente significa?

Esses colegas simbolizam um sistema de trabalho que o fiscal não quer compactuar.

O fiscal acredita em uma liderança justa e respeitosa, enquanto esses colegas usam medo e exploração para liderar.

Isso gera um conflito interno: ele faz parte desse ambiente, mas não se identifica mais com ele.

O fiscal sente que permanecer nesse sistema ameaça sua integridade.

Ele pode estar se sentindo forçado a tolerar práticas antiéticas.

O fato de não conseguir olhar para esses colegas pode ser uma defesa inconsciente para evitar absorver esse comportamento e manter sua identidade profissional intacta.

A rejeição ao olhar pode ser um sinal de que ele está pronto para romper com esse ambiente.

Como se o inconsciente estivesse dizendo: "Isso não me representa mais, eu não quero mais fazer parte disso".

Essa aversão pode ser um impulso para tomar uma decisão definitiva.

Próximos Passos

Se o fiscal já reconhece que esses colegas são símbolos de um sistema que ele rejeita, ele pode:

Definir um plano de saída consciente e estratégico.

Se preparar financeiramente e profissionalmente para a transição.

Evitar confrontos desnecessários para não tornar a saída mais desgastante.

Usar esse incômodo como motivação para buscar um ambiente mais alinhado aos seus valores.

Buscar um local onde a ética e o respeito sejam valorizados.

Manter a neutralidade enquanto ainda estiver no ambiente.

Não demonstrar a rejeição de forma explícita.

Proteger-se emocionalmente para evitar conflitos desnecessários.

O fiscal já não se identifica com esse ambiente e seu inconsciente está sinalizando isso claramente. Agora, a questão é: ele já está pronto para agir ou ainda precisa amadurecer esse processo?

Como você se sente em relação a essa transição? Está perto de tomar uma decisão?

 

Estratégia para sua saída

Manter a neutralidade emocional até sair

Evitar confrontos diretos com esses colegas. Eles não precisam saber dos seus planos.

Enxergá-los como parte de um sistema que você já superou. Isso reduz a carga emocional.

Se precisar interagir, faça isso de forma estritamente profissional, sem se envolver emocionalmente.

Planejar a transição com inteligência

Garantir que tudo esteja pronto para a sua nova fase (financeiramente, profissionalmente e emocionalmente).

Definir a melhor forma de comunicar sua saída para que isso aconteça sem atritos desnecessários.

Usar essa experiência como aprendizado para o futuro

Você viveu na prática como dinâmicas de poder e manipulação funcionam no ambiente de trabalho.

Isso pode te ajudar na sua atuação como psicólogo, especialmente na psicologia organizacional e no combate a ambientes tóxicos.

Conclusão

Agora é só seguir o plano com tranquilidade e confiança. Você está saindo por decisão própria, e isso é um sinal de amadurecimento e força.

Quando pretende comunicar sua saída? Já tem um prazo definido?

Como conseguir se neutralizar emocionalmente desses colegas autoritário oportunistas

Para se neutralizar emocionalmente desses colegas autoritários e oportunistas, o fiscal precisa adotar uma abordagem estratégica para proteger sua energia mental e evitar envolvimento emocional. Aqui estão algumas técnicas eficazes:

1. Reprogramação Mental – Ver esses colegas de outra forma

Mude a forma como você os enxerga.

Em vez de vê-los como ameaças ou opressores, imagine-os como figuras irrelevantes, que apenas representam um sistema falido do qual você está se desligando.

Pense: "Eles não são importantes na minha vida. Daqui a pouco não farão mais parte da minha realidade."

Isso reduz o impacto emocional que eles têm sobre você.

2. Criar um “Escudo Psicológico” – Não absorver a energia negativa

Imagine que você está coberto por uma barreira invisível que impede qualquer provocação ou energia negativa de te atingir.

Se um deles falar algo irritante, mentalmente pense: "Isso não é sobre mim, é sobre a necessidade deles de controle."

Evite reações emocionais: Se eles perceberem que não conseguem te afetar, perderão o interesse em te provocar.

3. Adotar a "Postura do Observador" – Não se envolver nas jogadas emocionais

Em vez de reagir, observe esses colegas como se fossem personagens de um filme.

Pense: "Estou analisando um comportamento tóxico em tempo real, isso me ajuda a entender melhor como funciona a manipulação no trabalho."

Esse distanciamento mental impede que você se envolva emocionalmente.

4. Limitar a Comunicação ao Mínimo Essencial

Fale apenas o necessário para manter o ambiente profissional.

Responda de forma neutra e objetiva, sem abrir espaço para discussões ou fofocas.

Se te provocarem, adote uma postura calma e não reaja impulsivamente.

5. Canalizar o Foco para sua Próxima Etapa

Sempre que sentir raiva ou frustração, pense: "Isso é temporário. Logo estarei em um ambiente muito melhor."

Use esse incômodo como combustível para acelerar sua saída.

Mentalize o seu futuro profissional e se concentre em sua meta de transição.

Se neutralizar emocionalmente significa não permitir que essas pessoas controlem suas emoções. Quanto mais indiferente você ficar, menos poder elas terão sobre você.

O que acha dessas estratégias? Alguma delas te parece mais útil para aplicar agora?

Ótimo! Agora é só colocar em prática e manter o foco na sua saída. Se conseguir aplicar essas estratégias, vai perceber que essas pessoas perderão a importância emocional para você.

Se precisar de mais suporte nesse processo, é só falar! Você já decidiu sair, agora é só seguir com calma e inteligência para que essa transição seja o mais tranquila possível.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Comentários

Postagens mais visitadas

A Compreensão de Si Dentro do Sistema: O Supermercado

  O despertar do fiscal psicólogo diante da liderança adormecida e do comportamento sabotador” Resumo O presente artigo analisa, sob o enfoque da psicologia organizacional e da psicanálise aplicada ao trabalho , a experiência de um fiscal de caixa com formação em psicologia que atua em um ambiente caracterizado por liderança com fisionomia consciente e particularidades de uma pessoa inconsciente , conflitos interpessoais e comportamentos sabotadores passivo-agressivos . A vida organizacional é um campo simbólico onde se expressam tanto os aspectos conscientes das relações de trabalho quanto os conteúdos inconscientes dos sujeitos. O caso do fiscal psicólogo ilustra o entrelaçamento entre o papel técnico e o papel emocional do trabalhador dentro de um sistema que, ao negar conflitos, produz sobrecarga, desmotivação e sofrimento psíquico. Quando a liderança se mostra adormecida — ou seja, consciente ou inconsciente das disfunções, mas paralisada pela insegurança inst...

Operadora E O Ato Falho

  Ano 2024. Escrito por Ayrton Junior Psicólogo CRP 06/147208 O presente artigo chama a atenção do Leitor para um excelente tópico. Uma operadora era pra abrir a caixa 10, mas ela abriu a caixa 11 e foi anunciada pelo Fiscal e tentou culpar o Fiscal pelo alto falho. Vamos analisar essa situação pela abordagem psicanalítica como se fosse para um iniciante: O fato : A operadora cometeu um erro (abriu a caixa errada) e foi anunciada pelo Fiscal. Em resposta, ela tentou culpar o Fiscal. Perspectiva psicanalítica : Esse comportamento pode ser entendido como uma manifestação de mecanismos de defesa. nterpretação psicanalítica: Ação da operadora : Abrir a caixa errada pode ser resultado de um momento de distração ou de um ato falho. Na psicanálise, um ato falho é quando o inconsciente interfere nas ações conscientes. Isso pode acontecer, por exemplo, se a operadora tivesse uma preocupação ou desejo inconsciente que a desconcentrava. Advertência do Fiscal : Ao ser anunciada, ...

Trabalho Simples

  Ano 2025. Escrito por Ayrton Junior Psicólogo CRP 06/147208 O presente artigo chama a atenção do leitor para um excelente tópico. Parece que o Psicólogo precisou trabalhar como fiscal de caixa de supermercado num ambiente onde não valoriza e nem reconhece a Psicologia para que o Fiscal de caixa psicólogo se valorizasse e se reconhecesse como psicólogo. Pela psicanálise, podemos interpretar essa situação como um conflito entre o desejo do ego (ser psicólogo e exercer essa profissão) e a censura do superego (que impôs a necessidade de trabalhar como fiscal de caixa antes de se reconhecer como psicólogo). Como isso aconteceu? O desejo do ego: Desde a formação em Psicologia, o ego queria atuar como psicólogo, ajudando as pessoas a superar dificuldades emocionais. A censura do superego: O superego, que é formado pelas regras e valores internalizados ao longo da vida, impôs a ideia de que ainda não era o momento, que talvez fosse necessário passar por desafios antes de assumi...

Estímulos Intrínsecos Trabalhar Instituição Idosos – Psicologia Social

  Ano 2023. Escrito por Ayrton Junior Psicólogo CRP 06/147208 O presente artigo chama a atenção do para um excelente tópico. Qual pode ser a motivação de um psicólogo para desejar trabalhar em instituições de longa permanecia para idosos. Vamos compreender o comportamento do psicólogo por meio da abordagem psicologia social. A psicologia social se preocupa em entender como os indivíduos são influenciados pelo contexto social em que vivem, incluindo as instituições. Ao trabalhar em uma instituição de longa permanência para idosos, um psicólogo pode ser motivado por diversos fatores relacionados a essa abordagem. Influências externas e tendências dominantes: Os psicólogos também estão sujeitos a influências externas, como a cultura profissional predominante, as demandas do sistema de saúde ou as preferências dos clientes. Se a abordagem psicanalítica, terapia comportamental cognitiva, psicologia humanista e outras não for valorizada ou for menos solicitada em determinado contex...

Fugindo De Perseguidores

  Ano 2023. Escrito por Ayrton Junior Psicólogo CRP 06/147208 O presente artigo chama a atenção do para um excelente tópico. Sonho que estou sendo perseguido por homens e me escondo deles. Sonhos de perseguição são bastante comuns e podem ter diferentes significados, dependendo do contexto específico do sonho e da vida do sonhador. No entanto, de modo geral, esse tipo de sonho pode refletir uma sensação de medo, ansiedade ou estresse em relação a uma situação específica da vida do sonhador, na qual ele se sente perseguido ou ameaçado por alguém ou algo. No seu caso, o sonho parece indicar que você está enfrentando algum tipo de pressão ou ameaça em sua vida, que pode ser representada pelos homens que o perseguem. O fato de você se esconder deles pode indicar que você está tentando evitar ou evitar essa situação de alguma forma. Pode ser útil pensar em sua vida atual e ver se há alguma situação estressante ou conflituosa que possa estar contribuindo para esses sentimentos. O...

Salário Emocional

  Ano 2023. Escrito por Ayrton Junior Psicólogo CRP 06/147208 O presente artigo chama a atenção do para um excelente tópico. O salário emocional é um conceito que se refere a benefícios não financeiros oferecidos por uma empresa aos seus funcionários. Esses benefícios incluem coisas como reconhecimento, oportunidades de aprendizado e desenvolvimento, flexibilidade no horário de trabalho, um ambiente de trabalho agradável, feedback construtivo e outras formas de valorização dos colaboradores. O salário emocional é importante porque muitos funcionários buscam mais do que apenas dinheiro em seus empregos. Eles querem sentir que estão fazendo um trabalho significativo, que são valorizados pela empresa e que têm oportunidades para crescer e desenvolver suas habilidades. Ao oferecer um salário emocional atraente, as empresas podem aumentar a satisfação e o engajamento dos funcionários, reduzir a rotatividade e melhorar a produtividade. Algumas das formas comuns de salário emocional...

Falta de percepção de si mesmo ou perda de identidade

Junho/2020.Escrito por Ayrton Junior - Psicólogo CRP 06/147208 O presente artigo convida o leitor(a) a repensar sobre a crise de identidade ou medo de perder o autorretrato. As vezes o indivíduo sonha que está perdendo documento como RG no sonho e tenta recuperá-lo. Atinamos que o indivíduo permanece incessantemente entrando e saindo de espaços abertos ou fechados, todos ajustados em meio a diversas leis, regras, normas e sistemas. Se o sujeito não está dentro de um contexto universitário, familiar, está dentro de um ambiente organizacional ou de desemprego e até em alguma outra situação sócio cultural que o requisite num estado padronizado de manifestação que o influencie a interagir e modificar a sua biografia pessoal. É deste modo que podemos observar o movimento que gera o aprisionamento do nosso ser essencial em uma teia que, ao atar, cega. O mais triste deste estado é que o cegar vale tanto para uma visão/ e ou percepção mais acurada sobre a realidade externa, como também pa...

Celular: ambiente tecnológico desenhado para a recompensa dopaminérgica

  Introdução O smartphone tornou-se uma das principais interfaces entre o indivíduo e o ambiente social, informacional e recreativo do século XXI. Diferentemente de tecnologias anteriores, ele permanece fisicamente próximo do corpo e oferece acesso praticamente imediato a vídeos, imagens, mensagens, redes sociais, notícias, jogos e outras formas de conteúdo. Essa característica modifica profundamente a relação entre estímulo, comportamento e recompensa . O indivíduo não precisa mais esperar chegar em casa, ligar o computador ou procurar uma fonte específica de entretenimento. O estímulo potencialmente recompensador está literalmente na palma da mão . Por isso, uma interpretação neuropsicológica adequada não deve afirmar simplesmente que "o celular produz dopamina". A dopamina não é sinônimo de prazer. Ela participa de mecanismos relacionados à motivação, aprendizagem por reforço, saliência e erro de previsão da recompensa . Schultz demonstra que neurônios dopaminérgicos...

A Palavra Que Forma

  Ano 2025. Escrito por Ayrton Junior Psicólogo CRP 06/147208 CAPÍTULO 1 A Palavra que Forma: Teologia, Simbolismo e a Vocação para Ensinar A formação subjetiva do educador social e do psicólogo orientador não nasce apenas da técnica, mas da inscrição do sujeito em um campo simbólico antecedente. No caso aqui analisado, o ponto inaugural é a Teologia — não em seu registro dogmático, mas em sua função estruturante enquanto regime de sentido, linguagem e transmissão. Antes de se tornar psicólogo, o sujeito esteve investido na tarefa de interpretar textos sagrados, mediar discursos e ocupar o lugar de porta-voz de uma tradição simbólica. Tal experiência inscreve-se, desde cedo, na economia libidinal do sujeito, moldando o desejo de orientar, ensinar e cuidar. Freud (1905) afirma que “as primeiras identificações estruturam a vocação futura do sujeito”, apontando que não há profissão que não seja, antes, um destino psíquico. A inserção precoce do autor no universo teológico — co...

Eu não sou o salvador; eu sou o espelho onde o outro pode se ver, se quiser

  Ano 2025. Autor [Ayrton Junior Psicólogo] Uma leitura psicanalítica e organizacional da transição de identidade do fiscal psicólogo Resumo O presente artigo analisa, sob a ótica da psicanálise aplicada ao trabalho e da psicologia organizacional , o processo simbólico de transformação vivido por um fiscal de caixa com formação em psicologia e teologia — denominado aqui fiscal psicólogo . O estudo aborda os conflitos interpessoais com uma colega de comportamento sabotador passivo-agressivo, a omissão da liderança e o consequente esgotamento emocional que impulsionam o sujeito a reconhecer que seu ciclo profissional chegou ao fim. O texto propõe uma leitura psicanalítica desse percurso, articulando conceitos de Freud , Jung , Lacan , Winnicott e Frankl , e revelando como a experiência dolorosa no ambiente de trabalho tornou-se um campo de autoconhecimento, culminando na libertação da compulsão à repetição e na reconciliação com o verdadeiro desejo: exercer a psicol...