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O Desejo De Transformar-se Reprimido No Inconsciente

Ano 2024. Escrito por Ayrton Junior Psicólogo CRP 06/147208

O presente artigo chama a atenção do leitor para um excelente tópico. O filme Feios, disponível na Netflix, é uma adaptação do livro de Scott Westerfeld e se passa em uma sociedade futurista onde todos os jovens, ao completarem 16 anos, passam por uma cirurgia obrigatória para se tornarem “bonitos”. Essa transformação não se resume a mudar a aparência: o procedimento também altera o córtex frontal dos indivíduos, deixando-os mais fáceis de controlar, além de causar uma sensação artificial de felicidade. No centro da história está Tally Youngblood, que inicialmente sonha com a cirurgia, mas começa a questionar o sistema ao se envolver com Shay, uma jovem rebelde que se recusa a se submeter à intervenção e vive fora do controle do regime opressor

Da perspectiva da psicologia social, o filme aborda temas como conformidade e controle social. A pressão para que todos se submetam ao mesmo padrão de beleza reflete como as normas sociais podem influenciar o comportamento individual, levando as pessoas a mudar sua aparência para serem aceitas. Esse tipo de pressão social é um fenômeno que frequentemente gera uma busca por aceitação e pertencimento, independentemente das consequências para a individualidade e autenticidade dos indivíduos.

Além disso, Feios explora a manipulação ideológica: as autoridades usam a cirurgia para controlar a população, limitando sua capacidade de criticar ou desafiar o sistema. Esse tipo de manipulação também pode ser visto em regimes autoritários reais, onde a conformidade é incentivada ou forçada para garantir estabilidade social. O filme reflete, assim, sobre como uma sociedade pode ser organizada de modo a suprimir a autonomia individual em prol de um ideal coletivo distorcido

O final do filme deixa em aberto a ideia de resistência contra a manipulação, sugerindo que a verdadeira “beleza” está na liberdade de ser quem somos, sem que nos ajustemos a padrões externos impostos. Essa mensagem ressalta a importância da autenticidade e da autonomia, conceitos centrais na psicologia social, para o desenvolvimento de uma identidade saudável e independente.

Na psicanálise, a escolha de um filme como Feios pode revelar aspectos inconscientes que motivam o psicólogo, especialmente quando analisamos o que o enredo do filme desperta na mente dele e como se relaciona com temas psicanalíticos. Esse filme explora a ideia de transformação forçada e manipulação psicológica, temas que dialogam diretamente com o conceito psicanalítico de controle sobre o ego e repressão dos desejos individuais.

1. Controle do Superego sobre o Ego

Na sociedade retratada em Feios, todos precisam se submeter a uma transformação que apaga suas individualidades para que sejam aceitos. Isso pode simbolizar, pela psicanálise, o papel do superego, a parte da mente que representa normas e ideais sociais, exercendo pressão para moldar o ego e seus desejos. Um psicólogo interessado nesse filme pode se sentir atraído pelo conflito entre a repressão dos desejos autênticos (representados pelo id) e a imposição de uma norma social externa. Essa situação evoca a tensão constante entre os desejos internos e a necessidade de conformidade, um tema muito presente nas análises clínicas.

2. Busca pela Identidade Autêntica e Resistência à Repressão

O filme também reflete uma busca pela identidade autêntica, algo que é essencial na psicanálise. Tally, a protagonista, deseja inicialmente se conformar, mas depois começa a questionar o sistema, representando o desejo do ego de encontrar sua verdadeira identidade sem a repressão do superego social. Para um psicólogo, esse conflito pode ressoar como um espelho do processo de análise, em que o paciente explora seus próprios desejos, resgatando aspectos reprimidos que foram ignorados para se adequar a padrões externos.

3. Alienação e Mecanismos de Defesa

A cirurgia no filme que altera a mente das pessoas para que aceitem passivamente o sistema pode ser interpretada como uma metáfora para a alienação e o uso de mecanismos de defesa, como a repressão. No filme, as pessoas aceitam sua nova realidade sem questionar, algo que reflete o quanto o inconsciente pode esconder desejos e traumas reprimidos, levando o indivíduo a viver em um estado de negação de quem realmente é. Um psicólogo pode se interessar por essa narrativa, pois na clínica ele ajuda o paciente a romper essa barreira da alienação e tomar consciência de si, desafiando os padrões e julgamentos internalizados.

Em suma, a escolha do psicólogo por Feios sugere uma afinidade com temas que tratam da libertação da mente do controle social e da redescoberta de uma identidade mais autêntica. Esses aspectos dialogam com a prática psicanalítica de ajudar indivíduos a explorarem seus desejos verdadeiros, enfrentarem a repressão do superego e se libertarem das normas inconscientes que limitam sua autonomia.

É possível que o psicólogo, ao escolher o filme Feios, esteja, de forma inconsciente, expressando aspectos internos de autoimagem e o desejo de transformação. Na psicanálise, a projeção e a identificação são processos comuns que usamos para lidar com conflitos internos. Assistir a um filme sobre pessoas que passam por uma mudança radical para serem aceitas socialmente pode, portanto, revelar uma identificação inconsciente com a ideia de "ser feio" ou "insuficiente" aos olhos da sociedade.

1. Desejo de Transformação da Autoimagem

A psicanálise sugere que, ao nos identificarmos com certos personagens ou temas, estamos projetando desejos, inseguranças ou conflitos internos. No caso de um psicólogo, pode haver uma associação inconsciente com a sensação de "não ser suficiente" ou de que sua aparência e identidade precisam ser modificadas para alcançar um ideal social. Esse desejo inconsciente de transformação poderia refletir o que Freud chamava de desejo de se conformar ao ideal do ego — ou seja, a imagem de perfeição que cada um constrói para si com base nas expectativas da sociedade e nas próprias aspirações.

2. O Superego e a Autocrítica

No filme, as pessoas são submetidas a uma cirurgia que elimina traços de individualidade, criando uma imagem "ideal". A escolha por esse tipo de história pode revelar que o psicólogo sente uma pressão do superego — a parte da mente que age como um juiz interno — para atender a normas e padrões de beleza e comportamento impostos pela sociedade. O superego, que internaliza os valores sociais, pode fazer com que o psicólogo perceba sua própria "feiúra" ou inadequação, gerando autocrítica e o desejo de transformação, tanto externa quanto psíquica.

3. A Busca pela Integração da Psiquê

Além da aparência física, o desejo de transformação psíquica também é um tema central para muitos profissionais, incluindo psicólogos, que continuamente exploram e desenvolvem sua própria consciência. Na psicanálise, a transformação psíquica é essencial para o autoconhecimento e a individuação, um processo de Jung que busca a integração dos aspectos rejeitados ou reprimidos da personalidade. Ao se interessar por Feios, o psicólogo pode estar tocando em uma área de seu inconsciente que deseja transformação ou integração, levando a uma versão mais harmoniosa e completa de si.

Em resumo, a escolha do filme pode estar ligada a um desejo inconsciente de ser aceito ou "transformado" tanto exteriormente quanto internamente. A psicanálise vê esses tipos de preferências como uma janela para o inconsciente, sugerindo que o psicólogo talvez projete no filme uma busca pessoal pela autoaceitação e transformação.

É bastante possível que o psicólogo, ao escolher o filme Feios, esteja projetando um desejo inconsciente de se conformar aos padrões estéticos e comportamentais impostos pela sociedade para alcançar uma maior aceitação social. Na psicanálise, esse tipo de projeção pode ser entendido como uma forma de revelar conflitos internos sobre a autoimagem e o valor pessoal, temas que frequentemente remetem ao superego.

1. Cirurgia Plástica como Metáfora para a Transformação do Ego

A ideia de uma "cirurgia plástica" na psique e no corpo pode simbolizar um desejo de ajuste do ego aos padrões sociais, em que o psicólogo talvez deseje alinhar sua aparência e sua mente às expectativas externas para ganhar maior aceitação e pertencimento. Este é um conflito comum em sociedades que impõem altos padrões de perfeição, onde o desejo de adequação pode se manifestar como uma pressão para modificar não apenas o comportamento, mas também aspectos da aparência física.

 

2. Influência do Superego e Ideal do Ego

O superego, que age como uma "voz da consciência" e guia a pessoa a se conformar com normas e valores sociais, pode estar pressionando o psicólogo a desejar essa transformação. Ele pode sentir, inconscientemente, que precisa “corrigir” ou adaptar aspectos de si mesmo para alcançar um ideal de aceitação. Esse ideal do ego, segundo Freud, é uma imagem mental que representa como gostaríamos de ser vistos e que frequentemente entra em conflito com o nosso verdadeiro eu. A busca por essa perfeição, tanto interna quanto externa, pode representar um desejo de "cirurgia psicológica" — a modificação dos próprios impulsos, traços de personalidade e até aparência para reduzir a autocrítica e receber aprovação.

3. Padrões Sociais e o Conflito entre Autenticidade e Aceitação

A sociedade retratada em Feios obriga os jovens a se submeterem a mudanças drásticas para serem aceitos, algo que espelha a pressão social que muitos sentem no mundo real. Esse enredo pode ter ressoado com o psicólogo em um nível inconsciente, sugerindo que ele próprio sente uma tensão entre a autenticidade e o desejo de conformidade. Ao assistir ao filme, o psicólogo talvez esteja se confrontando com essa mesma pressão social e interna para se ajustar — ou seja, para fazer uma “cirurgia” que o molde de acordo com os padrões externos, mas que possa apagar partes de sua identidade autêntica.

Essa análise sugere que o interesse do psicólogo pelo filme pode estar profundamente relacionado ao desejo de transformação para se adaptar às expectativas e normas sociais, embora isso possa vir em detrimento de sua verdadeira identidade.

 Bem é possível que o psicólogo, ao refletir sobre sua relação com o filme Feios, esteja explorando um desejo inconsciente de se encaixar em um modelo de perfeição, tanto na aparência quanto na psique, como uma maneira de ser aceito em um contexto profissional que pode exigir conformidade com certos padrões. Essa busca por adequação pode ser entendida através de vários conceitos psicanalíticos e sociais.

 

1. Pressão para a Conformidade

As instituições frequentemente têm expectativas sobre como seus profissionais devem se apresentar, tanto em termos de aparência física quanto de comportamentos e atitudes. O desejo de se conformar a essas normas pode gerar um conflito interno, levando o psicólogo a considerar a ideia de uma "cirurgia" metafórica para remover as imperfeições percebidas. A psicanálise sugere que essa pressão pode vir do superego, que internaliza as normas sociais e profissionais, levando o indivíduo a sentir que deve se moldar a um ideal de perfeição para ser aceito e respeitado em seu campo

2. Eliminação de Imperfeições

A ideia de "eliminar imperfeições" na aparência e na psique se alinha com a busca de muitos profissionais pela aceitação. Em um ambiente competitivo, os psicólogos podem sentir a necessidade de se apresentar de maneira impecável, o que pode incluir tanto a modificação da imagem quanto o ajuste de comportamentos e estilos de interação social. Essa busca por conformidade pode refletir uma ansiedade sobre a validade da própria experiência e habilidades, levando à ideia de que um "upgrade" na aparência ou na maneira de ser ajudaria a garantir a aceitação e o sucesso

3. Padrões de Perfeição e Identidade Profissional

A pressão para se encaixar em um padrão de perfeição pode não apenas afetar a autoestima, mas também a maneira como o psicólogo se vê em relação à sua profissão. Se o psicólogo acredita que precisa se moldar a esse ideal para ser aceito na comunidade profissional, isso pode levar a um estado de alienação de sua verdadeira identidade. A busca por atender a esses padrões pode ser vista como uma forma de defesa contra o medo do fracasso ou da rejeição, onde a conformidade se torna um mecanismo de proteção contra a insegurança

Em suma, a relação do psicólogo com o filme pode revelar uma busca interna por aceitação e a pressão para se conformar a padrões sociais e profissionais. Essa dinâmica de "cirurgia" física e psíquica para se alinhar ao ideal de perfeição é um tema profundo que ressoa na prática clínica e na experiência humana em geral, refletindo a luta constante entre a autenticidade e as expectativas sociais.

É possível que o psicólogo esteja lidando com um complexo de inferioridade inconsciente, onde se sente inadequado, "feio" ou sem pertencimento, e busque, através do filme Feios, uma forma de libertação desse sentimento. Essa interpretação pode ser explorada em várias dimensões:

1. Complexo de Inferioridade

O conceito de complexo de inferioridade, proposto por Alfred Adler, sugere que indivíduos que se sentem inferiores podem desenvolver mecanismos de defesa, como a busca pela perfeição e a tentativa de se ajustar a padrões sociais. Ao se identificar com os personagens do filme, o psicólogo pode estar refletindo suas próprias inseguranças e desejos de aceitação. A busca por uma "cirurgia" para eliminar as imperfeições pode simbolizar o desejo de se libertar dessas percepções negativas e do sentimento de inadequação

2. Libertação através da Transformação

Assistir a um filme que aborda a transformação física como um meio de aceitação pode servir como uma metáfora para o psicólogo. A "cirurgia plástica" pode não ser apenas uma alteração na aparência física, mas também uma representação da necessidade de reformular sua identidade e superar o complexo de inferioridade. Essa transformação poderia ser vista como uma forma de redescobrir a autoestima e reconfigurar a própria narrativa em relação a como ele se percebe e é percebido pelos outros

3. Percepção Social e Aceitação

A pressão para atender a padrões de beleza e comportamento pode intensificar sentimentos de inadequação. O psicólogo, ao ver o filme, pode estar confrontando sua própria percepção social e o desejo de ser aceito em um ambiente que valoriza certas características. Esse confronto pode trazer à tona o desejo de libertação das amarras do complexo de inferioridade, buscando uma nova forma de se ver e ser visto na sociedade

 

Portanto, a escolha do filme Feios pode ser uma forma simbólica de lidar com questões de inferioridade, inadequação e a busca por pertencimento. O desejo de "realizar uma cirurgia" tanto na aparência quanto na psique reflete uma luta interna para superar esses sentimentos e se encaixar em um ideal social. Essa jornada de transformação pode ser um reflexo das ansiedades e pressões que o psicólogo enfrenta em sua própria vida, levando a uma busca por aceitação e autenticidade.

É muito provável que o psicólogo esteja lidando com questões relacionadas à rejeição e que a ideia de fazer uma cirurgia plástica simbolize sua busca por aceitação e a necessidade de não ser mais rejeitado pelas outras pessoas. Essa dinâmica pode ser compreendida em várias camadas:

1. Rejeição e Autoimagem

A rejeição, seja no contexto social ou profissional, pode intensificar sentimentos de inadequação e complexos de inferioridade. Se o psicólogo se sente rejeitado por suas características físicas ou por não se encaixar em certos padrões sociais, ele pode considerar a cirurgia plástica como uma forma de se proteger de futuras rejeições. A alteração da aparência pode ser vista como um mecanismo de defesa, permitindo que ele se sinta mais seguro e aceito

2. Busca por Aceitação

Na sociedade atual, a aparência física frequentemente é associada à aceitação e ao sucesso. O desejo de mudar a aparência pode estar ligado a uma necessidade mais profunda de pertencimento e validação social. A cirurgia plástica pode simbolizar um esforço para atender a essas expectativas sociais, permitindo que o psicólogo se sinta mais alinhado com os padrões desejados, o que, em sua percepção, poderia reduzir as chances de rejeição

3. Impacto da Rejeição na Saúde Mental

Estudos mostram que experiências de rejeição podem ter um impacto significativo na saúde mental e emocional de um indivíduo, levando a sentimentos de ansiedade, depressão e baixa autoestima. A busca por mudanças físicas, como a cirurgia plástica, pode ser vista como uma tentativa de lidar com esses sentimentos e buscar uma forma de recuperação emocional e validação. Para o psicólogo, essa transformação pode representar uma esperança de que, ao mudar a aparência, ele também possa mudar a forma como os outros o percebem e, consequentemente, como ele se sente consigo mesmo

Assim, a reflexão sobre a cirurgia plástica pode não ser apenas uma questão estética, mas um reflexo profundo da luta interna do psicólogo com a rejeição e a necessidade de aceitação. Ao buscar mudar sua aparência, ele pode estar tentando criar um novo eu que se encaixe mais facilmente nas normas sociais, acreditando que isso poderia protegê-lo de futuras experiências de rejeição. Essa dinâmica é um tema comum em discussões sobre autoestima, identidade e saúde mental, e pode oferecer insights valiosos sobre as pressões que muitos enfrentam em relação à conformidade social.

É bastante plausível que o psicólogo busque, através da cirurgia plástica, não apenas uma mudança na aparência, mas também a construção de uma nova identidade que o permita se integrar a uma comunidade que compartilhe valores e padrões semelhantes. Essa busca por identidade e pertencimento pode ser analisada sob várias perspectivas:

1. Construção da Identidade

A identidade é frequentemente moldada por fatores sociais e culturais, e o desejo de se alinhar com um grupo que valoriza certas características pode ser muito forte. A cirurgia plástica pode ser vista como uma tentativa de alterar sua aparência para se encaixar mais facilmente em um grupo social que considera ideal ou desejável. Essa mudança pode ajudar a aliviar sentimentos de inadequação e proporcionar uma sensação de pertencimento que ele pode sentir falta em sua vida atual

2. Valores e Normas Sociais

Os padrões de beleza e os valores associados a eles variam de acordo com a cultura e a sociedade. A pressão para se conformar a esses padrões pode levar indivíduos a tomar decisões sobre sua aparência que refletem a necessidade de aceitação social. O psicólogo, ao buscar uma nova identidade por meio da cirurgia plástica, pode estar tentando se alinhar com valores que considera positivos ou desejáveis, acreditando que isso o ajudará a se integrar melhor em seu ambiente social e profissional

3. Pertencimento e Aceitação

Pertencer a uma comunidade que compartilha valores comuns pode ser fundamental para o bem-estar emocional e psicológico de um indivíduo. A cirurgia plástica, nesse contexto, pode ser vista como uma estratégia para garantir não apenas aceitação, mas também a construção de relacionamentos mais profundos e significativos. Essa transformação pode ser entendida como uma maneira de remover barreiras percebidas que dificultam a conexão com os outros, facilitando a formação de laços sociais mais fortes

Portanto, a busca do psicólogo por uma nova identidade por meio da cirurgia plástica pode refletir um desejo profundo de pertencimento e aceitação em uma comunidade que valoriza certos padrões de beleza e identidade. Essa dinâmica ilustra a complexidade das relações entre identidade, aparência e a busca por aceitação em um mundo onde as normas sociais muitas vezes exercem uma pressão significativa sobre os indivíduos. Essa transformação pode não ser apenas uma mudança superficial, mas uma busca por um espaço mais seguro e acolhedor onde ele possa se sentir valorizado e compreendido.

 

  

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