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Corpo e Cérebro Não Respondem Na Academia – O que dizem a Neuropsicologia e a Neurofisiologia

 Ano 2025 Escrito por Ayrton Junior Psicólogo CRP 06/147208

O presente artigo chama a atenção do leitor para um excelente tópico.  Ao acordar cedo e ir à academia para treinar, o sujeito inicia a execução dos exercícios, mas em determinado momento percebe que seu corpo não está respondendo de forma adequada aos estímulos enviados pelo cérebro. Embora exista a intenção consciente de realizar o movimento, a resposta muscular ocorre de maneira lenta, fraca ou até mesmo com dificuldade.

Essa situação pode ser explicada a partir da interação entre o sistema nervoso central e o sistema muscular. Após o sono, o cérebro ainda pode estar em processo de ativação completa, especialmente nas áreas responsáveis pela atenção, planejamento motor e motivação. O córtex pré-frontal, por exemplo, pode não estar operando em seu nível ideal de desempenho, o que compromete a coordenação e a força da resposta motora.

Do ponto de vista neurofisiológico, os neurônios motores, responsáveis por transmitir os comandos do cérebro até os músculos, podem enviar sinais elétricos com menor intensidade ou velocidade. Além disso, se o corpo ainda não foi adequadamente aquecido ou se os níveis de energia estão baixos, a contração muscular torna-se menos eficiente.

Esse fenômeno também pode ser intensificado pela atuação do sistema nervoso autônomo. Em condições de relaxamento ou cansaço, o sistema parassimpático prevalece, reduzindo o estado de alerta e dificultando a execução de atividades físicas que exigem esforço e precisão.

Portanto, a dificuldade em responder aos comandos cerebrais ao treinar logo após acordar é resultado da combinação entre ativação incompleta do cérebro, menor eficiência na transmissão dos impulsos nervosos e inadequada preparação fisiológica dos músculos.

 

Vou explicar de um jeito bem simples, como se você estivesse começando agora em neuropsicologia e neurofisiologia.

1. O que acontece no corpo e no cérebro nesse caso?

Quando a pessoa acorda cedo e vai para a academia, o cérebro manda sinais elétricos para os músculos através dos nervos. É como se o cérebro fosse o "chefe" e os músculos fossem os "funcionários" — o chefe dá ordens e espera que os funcionários obedeçam.

Mas, às vezes, o corpo ainda está meio "dormindo" ou "descarregado", porque:

O cérebro pode estar cansado (por exemplo, falta de sono ou estresse do emprego atual desconfortável).

O corpo pode estar com baixo nível de energia (como pouco açúcar no sangue ou músculos ainda frios).

O sistema nervoso (a "estrada" dos sinais elétricos) pode estar funcionando mais devagar.

Então, quando o cérebro manda a ordem ("vamos levantar esse peso!"), os músculos recebem, mas respondem devagar ou com pouca força.

2. Como a neuropsicologia interpreta?

A neuropsicologia olha para o comportamento (no caso, o esforço de treinar) e tenta entender como isso depende do cérebro e das emoções.

Nesse caso, pode ser que:

A atenção e a motivação ainda estejam baixas (o cérebro precisa "ligar" essas funções direito para o treino render).

O cérebro, principalmente a parte chamada córtex pré-frontal (que organiza as ações), ainda está "aquecendo" depois do sono.

Pode existir também uma conexão emocional: se a pessoa está cansada, desmotivada ou ansiosa, o corpo tende a não responder tão bem.

3. Como a neurofisiologia interpreta?

A neurofisiologia olha para o lado físico: como as células nervosas e musculares estão trabalhando.

Aqui, o que pode estar acontecendo:

Os neurônios motores (que controlam os músculos) estão mandando sinais mais fracos ou lentos.

O sistema nervoso autônomo (que regula o estado de alerta) pode estar predominando com o lado parassimpático (que relaxa), em vez do simpático (que deixa alerta para ação).

Falta de aquecimento e oxigênio nos músculos dificulta a contração muscular rápida e forte.

Resumo bem simples:

O cérebro quer treinar, mas o corpo ainda está meio "dormindo" ou "cansado". Os sinais elétricos chegam fracos ou lentos nos músculos. Isso pode ser por falta de energia, motivação, aquecimento ou descanso. Tanto o cérebro emocional (neuropsicologia) quanto o cérebro físico (neurofisiologia) precisam de um tempo para acordar e funcionar direito.

 

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