Luto, permanência e preservação do desejo na experiência do fiscal de caixa
Introdução
Há uma
diferença fundamental entre aceitar uma realidade que não pode ser
modificada imediatamente e conformar-se definitivamente com uma vida que
não se deseja. Essa distinção torna-se especialmente importante quando um
trabalhador ingressa em determinado emprego imaginando permanecer por pouco
tempo, mas os anos passam e a saída planejada não acontece.
É
nesse ponto que pode surgir um luto peculiar: não necessariamente o luto pela
perda de um emprego, mas o luto pela perda de uma expectativa temporal e
profissional. O sujeito imaginava: “ficarei aqui por um curto período e
depois seguirei minha trajetória”. Quando percebe que o período se prolongou
muito além do imaginado, precisa confrontar uma realidade que não corresponde
ao projeto inicial.
Na
perspectiva psicanalítica, essa experiência pode ser compreendida a partir do
conceito freudiano de luto, entendido como um trabalho psíquico diante
de uma perda. Freud descreve o luto como um processo no qual o sujeito precisa
confrontar a realidade da perda e elaborar os investimentos libidinais
anteriormente dirigidos ao objeto perdido. (PePSIC)
No
caso aqui analisado, entretanto, o objeto perdido é mais complexo: trata-se de
um futuro imaginado que não se realizou.
1. O luto por uma saída que não
aconteceu
O
fiscal de caixa aceitou o trabalho sustentado por uma representação de
provisoriedade:
“Vou
trabalhar aqui por pouco tempo.”
Essa
frase, aparentemente simples, organizava uma expectativa sobre o futuro.
O
supermercado não deveria constituir um destino profissional definitivo, mas uma
passagem. Entretanto, quando os anos passam, a realidade impõe uma contradição:
aquilo que deveria ser temporário tornou-se prolongado.
O
sofrimento pode então ser compreendido como resultado do confronto entre:
o futuro imaginado
versus
o presente efetivamente vivido.
O
sujeito não precisa apenas elaborar o fato de continuar trabalhando no
supermercado. Precisa elaborar que o tempo de permanência foi muito maior do
que aquele que havia previsto.
O
luto, portanto, pode envolver frases como:
- “Eu imaginava que
já teria saído.”
- “Eu imaginava que
estaria trabalhando em outra área.”
- “Eu imaginava que
esse emprego seria provisório.”
- “Eu não consegui
realizar a saída no tempo que imaginei.”
- “Talvez eu precise
permanecer aqui por mais tempo.”
Freud
destaca justamente a dificuldade do sujeito em abandonar uma posição libidinal
anteriormente investida, mesmo quando a realidade exige uma transformação. (DOI)
2. Aceitar a realidade não é
desejar a realidade
Aqui
aparece a distinção central deste artigo.
Aceitação não é conformação.
Aceitar
significa reconhecer:
“Neste
momento, eu não consigo garantir minha saída.”
Conformar-se
definitivamente significaria:
“Minha
vida será assim e não há mais nada a fazer.”
A
primeira posição reconhece o princípio de realidade sem eliminar o desejo. A
segunda transforma uma circunstância histórica em destino.
O
fiscal pode, portanto, chegar a uma posição intermediária:
“Eu
gostaria de sair do supermercado, mas talvez não consiga sair imediatamente.
Preciso reconhecer essa possibilidade sem concluir que jamais poderei mudar.”
Essa
posição é psicologicamente diferente de permanecer em uma luta permanente
contra a realidade.
O
sujeito deixa de exigir que o presente seja imediatamente transformado para
conseguir continuar vivendo.
3. O verdadeiro objeto do luto
Talvez
seja inadequado dizer simplesmente:
“O
fiscal precisa fazer o luto do supermercado.”
O
objeto do luto pode ser mais precisamente identificado como a expectativa de
uma saída rápida.
Ele
precisa abandonar uma determinada representação:
“A
qualquer momento minha vida profissional voltará ao caminho que imaginei.”
Isso
não significa abandonar necessariamente a profissão desejada, os projetos ou a
possibilidade de mudança.
Significa
abandonar a exigência de que a mudança aconteça na forma e no tempo
anteriormente imaginados.
Essa
diferença permite que o sujeito conserve o desejo sem ficar psicologicamente
aprisionado à expectativa.
4. O perigo de transformar a
circunstância em identidade
Depois
de anos desempenhando a mesma função, existe outro risco: a identificação entre
função profissional e identidade subjetiva.
O
sujeito pode começar com:
“Estou
trabalhando como fiscal de caixa.”
E
progressivamente passar para:
“Eu
sou apenas um fiscal de caixa.”
Essa
transformação aparentemente linguística possui importância psicológica.
A
função passa a ocupar todo o campo da identidade.
Em
Winnicott, a discussão sobre verdadeiro e falso self ajuda a pensar o risco de
uma adaptação excessiva às exigências externas. Para o autor, o falso self pode
funcionar como uma organização defensiva relacionada à submissão e à adaptação,
enquanto o verdadeiro self está associado à espontaneidade, criatividade e
sensação de realidade pessoal. (OUP Academic)
Isso
não significa que trabalhar como fiscal de caixa constitua, por si só, um falso
self. O conceito não deve ser utilizado de maneira simplista. A questão é
outra: quando a adaptação necessária à realidade começa a apagar aquilo que
o sujeito reconhece como próprio e significativo em si mesmo?
5. “Estou aqui” não significa
“sou somente isso”
Uma
elaboração importante seria substituir:
“Sou
fiscal de caixa.”
por:
“Atualmente
exerço a função de fiscal de caixa.”
A
segunda formulação introduz uma separação entre o sujeito e o lugar que
ocupa.
Ele
pode trabalhar no supermercado e continuar desenvolvendo outras dimensões de
sua existência.
Pode
estudar.
Pode
pensar.
Pode
criar projetos.
Pode
desenvolver sua formação.
Pode
procurar outras oportunidades.
Pode
exercer outras atividades.
Pode
preservar seus interesses.
Assim,
a permanência não precisa significar paralisação subjetiva.
A
literatura winnicottiana enfatiza justamente a importância da criatividade e da
possibilidade de uma vida experimentada como própria e significativa. (SciELO)
6. O supermercado como
circunstância, não como destino
Uma
das funções do luto é permitir que o sujeito reconheça aquilo que efetivamente
aconteceu.
Quatro
anos, por exemplo, não podem ser psicologicamente tratados como se fossem
apenas algumas semanas.
O
tempo passou.
A
saída não ocorreu.
As
oportunidades esperadas podem não ter aparecido.
As
condições econômicas podem ter dificultado uma ruptura.
As
responsabilidades podem ter exigido permanência.
O
mercado de trabalho pode não ter oferecido a oportunidade desejada.
Esses
fatores concretos precisam ser reconhecidos.
A
psicanálise não exige que o sujeito negue a realidade para preservar seus
desejos.
Ao
contrário: o trabalho de elaboração depende justamente do confronto com a
realidade.
O
problema surge quando o sujeito transforma essa realidade em uma sentença:
“Se
ainda estou aqui, então fracassei.”
Essa
conclusão não é necessariamente decorrente dos fatos.
Permanecer não prova fracasso.
Prova
apenas que, até aquele momento, a saída não aconteceu.
7. O luto não deve
transformar-se em melancolia
Freud
estabelece uma distinção importante entre luto e melancolia. No luto, a perda é
reconhecida e o trabalho psíquico permite progressivamente novas possibilidades
de investimento. Na melancolia, a perda pode assumir uma forma na qual a
própria autoestima e o próprio eu são atingidos. (SciELO)
Essa
distinção é particularmente útil para pensar o trabalhador que permanece em um
emprego que não deseja.
O luto
poderia dizer:
“Eu
perdi a expectativa de sair rapidamente. Isso dói, mas preciso elaborar essa
perda.”
Uma
posição melancolizante poderia transformar isso em:
“Eu
não consegui sair porque não sou capaz.”
Ou:
“Minha
vida profissional fracassou.”
Ou:
“Eu me
tornei aquilo que nunca quis ser.”
Nesse
segundo movimento, a crítica deixa de ser dirigida à circunstância e passa a
atacar o próprio eu.
A
elaboração precisa impedir essa passagem.
O fato
de a saída não ter acontecido não precisa ser convertido em acusação contra
o sujeito.
8. A permanência como realidade
provisória, mesmo quando longa
Existe
aqui um paradoxo importante.
Uma
permanência pode ser longa sem precisar tornar-se uma identidade definitiva.
O
sujeito pode dizer:
“Não
sei quanto tempo ainda permanecerei aqui.”
Essa
frase pode parecer pequena, mas contém uma importante abertura psíquica.
Ela
não promete uma saída.
Também
não decreta uma permanência eterna.
Ela
reconhece o não saber.
E o
reconhecimento do não saber pode ser mais saudável do que duas certezas
igualmente rígidas:
“Vou
sair imediatamente.”
ou:
“Nunca
vou sair.”
A
primeira pode produzir frustração repetida.
A
segunda pode produzir desesperança.
Entre
ambas existe uma terceira posição:
“Ainda não sei quando e como
minha situação mudará, mas não preciso resolver hoje toda a minha vida.”
9. Como realizar esse luto na
prática
O
trabalho de elaboração pode ser organizado em quatro movimentos.
Primeiro movimento — reconhecer
a perda
Perguntar:
“O que
exatamente não aconteceu como eu imaginava?”
A
resposta pode ser:
“Eu
imaginava uma permanência curta, e ela se tornou prolongada.”
Esse
reconhecimento dá nome à perda.
Segundo movimento — separar
realidade de julgamento
Perguntar:
“O que
é fato e o que é interpretação?”
Fato:
“Continuo
trabalhando no supermercado.”
Interpretação:
“Isso
significa que fracassei profissionalmente.”
O
segundo enunciado não é consequência necessária do primeiro.
Terceiro movimento — preservar o
desejo
Perguntar:
“O que
continua sendo importante para mim apesar de eu permanecer aqui?”
Essa
pergunta impede que a adaptação à realidade elimine o desejo.
Quarto movimento — construir o
presente
Perguntar:
“Como
posso viver enquanto ainda estou aqui?”
Essa é
talvez a pergunta mais transformadora.
Ela
desloca o sujeito de:
“Minha
vida começará quando eu sair.”
para:
“Minha vida continua enquanto eu
permaneço.”
10. Permanecer sem abandonar a
si mesmo
Aceitar
a possibilidade de permanecer no supermercado pode significar:
“Talvez
eu precise continuar aqui por mais algum tempo.”
Mas
não precisa significar:
“Preciso
abandonar aquilo que considero significativo em mim.”
A
diferença é fundamental.
O
sujeito pode aceitar a função sem transformar a função em destino.
Pode
aceitar o salário sem transformar o salário em identidade.
Pode
aceitar a necessidade econômica sem considerar que sua trajetória profissional
terminou.
Pode
aceitar a permanência sem declarar que deseja permanecer.
Pode
aceitar o presente sem renunciar ao futuro.
Nesse
sentido, a aceitação torna-se uma estratégia de desinvestimento da fantasia
de controle absoluto sobre o tempo, e não uma desistência do próprio
desejo.
11. A pergunta fundamental
A
questão talvez deixe de ser:
“Quando finalmente vou conseguir
sair do supermercado?”
e
passe a ser:
“Como quero viver enquanto ainda
não consegui sair?”
Essa
mudança é decisiva.
A
primeira pergunta coloca toda a vida no futuro.
A
segunda devolve parte da vida ao presente.
O
sujeito pode continuar procurando oportunidades, mas não precisa transformar
cada rejeição em prova de que está condenado a permanecer.
Pode
permanecer empregado e simultaneamente construir outras possibilidades.
Pode
reconhecer os limites objetivos sem transformar esses limites em limites
absolutos do próprio desejo.
12.
Nunca conseguirei sair” é uma afirmação
absoluta sobre um futuro que o sujeito não conhece.
Já “as
circunstâncias atuais apontam para a permanência” é uma afirmação sobre o
presente e, portanto, muito mais realista.
Há,
porém, um ponto importante na sua formulação: a morte física não deve ser
tratada como uma solução a ser considerada ou aguardada. Ela é um acontecimento
possível da condição humana, mas não uma estratégia de saída da situação
profissional. Se essa ideia estiver aparecendo como possibilidade desejada ou
como forma de escapar do sofrimento, isso merece ser levado diretamente ao
psicólogo ou a alguém de confiança.
Psicanaliticamente,
eu organizaria a questão assim:
1. “Nunca” é uma tentativa de
transformar incerteza em certeza
Quando
o sujeito diz:
“Nunca conseguirei sair do
supermercado.”
ele
transforma uma experiência presente em uma conclusão definitiva.
Mas
o futuro permanece aberto. Podem ocorrer acontecimentos que hoje não estão sob
seu controle: uma demissão, uma oportunidade profissional, uma entrevista, uma
mudança organizacional, uma nova atividade, uma decisão pessoal ou simplesmente
uma circunstância que ainda não pode ser antecipada.
Portanto:
“Nunca sairei” não é
conhecimento; é uma antecipação.
E
uma antecipação pode funcionar psicologicamente como uma sentença.
2. O presente, entretanto, não
deve ser falsificado
O
extremo oposto também seria problemático:
“Eu
certamente vou sair daqui em breve.”
Isso
também não corresponde necessariamente à realidade.
Se
as candidaturas não estão produzindo oportunidades, se as condições financeiras
dificultam uma ruptura, se o trabalho continua sendo necessário e se não existe
atualmente uma alternativa concreta, então é legítimo reconhecer:
“Neste momento, as
circunstâncias apontam mais para a permanência do que para a saída.”
Essa
frase é dolorosa, mas é mais verdadeira.
Ela
não promete uma saída que ainda não existe.
3. A posição psíquica mais
realista fica entre duas certezas
Não:
“Nunca
conseguirei sair.”
Nem:
“Logo
conseguirei sair.”
Mas:
“Hoje não vejo uma saída
concreta. Portanto, preciso considerar seriamente a possibilidade de
permanecer, sem transformar essa possibilidade em destino definitivo.”
Essa
é uma posição muito mais próxima do princípio de realidade.
4. O luto pode acontecer
justamente aí
O
luto passa a ser pelo futuro que o
sujeito esperava e que não se realizou até agora.
Ele
pode reconhecer:
“Eu
entrei pensando que ficaria pouco tempo. Não aconteceu assim. O período se
prolongou. Eu queria estar em outra posição profissional, mas ainda não estou.
Preciso parar de viver psicologicamente como se a saída fosse iminente.”
Isso
não significa matar o desejo.
Significa
retirar do desejo a obrigação de
realizar-se imediatamente.
5. O paradoxo da aceitação
O
sujeito pode chegar a uma formulação aparentemente contraditória:
“Posso permanecer aqui por muito
tempo e, ainda assim, não preciso acreditar que permanecerei aqui para sempre.”
Essa
talvez seja a posição mais madura.
Ele
passa a viver o presente sem exigir uma garantia sobre o futuro.
Pode
dizer:
“Talvez
eu continue aqui.”
Sem
precisar dizer:
“É
aqui que minha vida terminará profissionalmente.”
6. A questão muda de “sair” para
“viver enquanto permaneço”
Isso
produz uma mudança importante.
Se
toda a vida estiver condicionada à saída:
“Quando
eu sair, começarei a viver.”
então
cada dia no supermercado será vivido como um intervalo entre o presente e a
verdadeira vida.
Mas
se o sujeito reconhece:
“Minha saída não está disponível
neste momento, então preciso aprender a viver também dentro das condições que
existem hoje.”
ele
recupera alguma agência.
Pode
continuar desejando sair.
Pode
continuar procurando oportunidades.
Pode
continuar desenvolvendo sua identidade profissional.
Mas
não precisa colocar toda a sua existência em suspensão.
7. A formulação psicanalítica
poderia ser
“Eu não sei se conseguirei sair
do supermercado. Sei apenas que, neste momento, as condições concretas não
estão produzindo uma saída e, por isso, preciso considerar a permanência como
uma possibilidade real. Não quero transformar essa permanência em meu destino,
mas também não quero continuar vivendo como se uma saída estivesse garantida.
Preciso fazer o luto da expectativa de sair rapidamente. Posso aceitar o
presente sem fazer uma promessa sobre o futuro. O que acontecerá depois eu não
sei. Hoje, porém, estou aqui. E preciso descobrir como cuidar da minha vida
enquanto estou aqui.”
Essa
formulação é diferente de “conformar-se
definitivamente com uma vida que não deseja”.
É
uma espécie de aceitação provisória da
realidade: reconhecer que, no presente, a saída não está acontecendo,
sem exigir do psiquismo uma certeza impossível sobre o que acontecerá depois.
Conclusão
O luto
pela permanência prolongada no supermercado não precisa significar o luto pelo
próprio desejo de sair. O que precisa ser elaborado é, sobretudo, a perda da
expectativa de que a saída aconteceria no tempo imaginado e da maneira
imaginada.
Segundo
Freud, o trabalho do luto envolve confrontar a realidade da perda e elaborar os
investimentos anteriormente ligados ao objeto perdido. (PePSIC) Aplicado
metaforicamente a essa situação profissional, isso significa reconhecer que o
futuro imaginado não se realizou sem transformar essa constatação em condenação
do próprio sujeito.
A
elaboração também exige cuidado para que a permanência profissional não se
converta em identidade total. A contribuição de Winnicott permite pensar a
importância de preservar a espontaneidade, a criatividade e uma experiência de
vida que o sujeito possa reconhecer como própria. (OUP Academic)
Assim,
aceitar a permanência não equivale a conformar-se definitivamente com uma
vida que não deseja.
Aceitar
pode significar simplesmente:
“Hoje
estou aqui. Talvez continue aqui por mais tempo. Não sei quando conseguirei
sair. Preciso reconhecer essa realidade. Mas não preciso transformar minha
permanência em destino.”
O
verdadeiro trabalho do luto consiste, portanto, em abandonar uma expectativa
sem abandonar a si mesmo.
O
fiscal pode fazer o luto da saída que deveria ter acontecido, mas
preservar o desejo de uma vida diferente.
Pode
aceitar o presente sem idealizá-lo.
Pode
reconhecer seus limites concretos sem transformar esses limites em
impossibilidade absoluta.
E,
sobretudo, pode compreender que estar temporariamente — ainda que por um
período muito longo — em uma posição profissional não significa que essa
posição tenha o direito de definir toda a sua existência.
A
pergunta deixa então de ser exclusivamente “como sair?” e passa a incluir
outra, talvez ainda mais importante:
“Como continuar vivendo sem
transformar aquilo que hoje me limita naquilo que definitivamente me define?”
Referências bibliográficas
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São Paulo: Companhia das Letras, 2010. A formulação freudiana do luto como
trabalho psíquico diante da perda é discutida também em estudos contemporâneos
de orientação psicanalítica. (PePSIC)
FREUD, Sigmund. O Eu e o Id (1923). In: Obras completas.
São Paulo: Companhia das Letras, 2011.
WINNICOTT, Donald W. O ambiente e os processos de maturação: estudos
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WINNICOTT, Donald W. O brincar e a realidade. Rio de Janeiro:
Imago, 1975.
WINNICOTT, Donald W. Da pediatria à psicanálise. Rio de Janeiro:
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central de Winnicott para pensar adaptação, espontaneidade e experiência
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BULAMAH, Lucas Charafeddine;
KUPERMANN, Daniel. O verdadeiro self em
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OLIVEIRA, André; ANTÚNEZ,
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CLEWELL, Tammy. Mourning beyond
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Review, 2004. O estudo discute a evolução
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elaboração. (pubmed.ncbi.nlm.nih.gov)
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