Introdução
O
episódio do fiscal de caixa que, ao final de sua jornada, desloca-se até o drive
para atender um cliente pode ser compreendido como uma pequena cena cotidiana
que, quando colocada em sequência com os demais acontecimentos anteriormente
analisados, adquire valor simbólico. A proposta deste artigo não é afirmar que
o esquecimento da chave tenha necessariamente uma causa inconsciente, mas
utilizá-lo como material para uma leitura psicanalítica, considerando a
relação entre ato falho, demanda do outro, responsabilidade, repetição,
encerramento e desejo de saída.
Na
cena, o fiscal está no movimento de encerramento de sua jornada. Ele desce pelo
elevador para atender uma demanda no drive. Entretanto, quando chega ao
local e entra em contato com o cliente, percebe que esqueceu a chave necessária
para abrir a porta. Precisa, então, retornar, buscar a chave, descer novamente,
abrir a porta e retirar os itens solicitados. O que inicialmente poderia
parecer apenas um esquecimento cotidiano passa a apresentar uma estrutura
simbólica particular: o sujeito estava saindo, mas precisa voltar para abrir
uma última porta antes de poder sair definitivamente.
A
psicanálise freudiana atribuiu importância aos chamados atos falhos (Fehlleistungen),
incluindo esquecimentos, lapsos e ações aparentemente acidentais. Em A
Psicopatologia da Vida Cotidiana, Freud investigou precisamente situações
nas quais o esquecimento ou erro aparentemente banal poderia estar relacionado
a processos psíquicos que escapam à intenção consciente. (Cambridge)
Entretanto, uma leitura contemporaneamente cuidadosa precisa preservar a
diferença entre interpretar simbolicamente um acontecimento e afirmar
que todo esquecimento possui necessariamente uma determinação inconsciente. A
própria literatura crítica sobre Freud observa que muitos lapsos podem decorrer
de mecanismos ordinários de atenção, hábito e carga cognitiva. (Cambridge)
É
nesse limite que o episódio do fiscal se torna interessante.
1. O movimento inicial: a
jornada já estava terminando
O
primeiro elemento fundamental é temporal.
O
fiscal não estava iniciando sua jornada. Ele estava no momento de saída.
Esse
detalhe modifica a leitura do acontecimento. Se a chave tivesse sido esquecida
no início do expediente, o simbolismo construído seria diferente. Aqui, porém,
o esquecimento aparece quando o sujeito está envolvido em um movimento de
encerramento.
Pode-se
representar a cena inicialmente assim:
jornada terminando →
deslocamento para sair → encontro com uma demanda → interrupção da saída.
O
sujeito já estava orientado para deixar aquele espaço institucional. Portanto,
dentro da hipótese simbólica, pode-se pensar que havia uma diferença entre dois
tempos:
tempo institucional: ainda existe uma demanda a ser atendida;
tempo subjetivo: a jornada já estava sendo encerrada.
É
justamente nessa diferença que surge o conflito da cena.
2. A chave esquecida: o objeto
necessário para permanecer
A
chave possui uma função concreta: abrir a porta.
Sem
ela, o fiscal não consegue acessar o drive e retirar os produtos.
Mas,
simbolicamente, a chave também pode representar acesso, autorização, entrada
e possibilidade de continuar desempenhando uma função dentro daquele espaço.
Isso
produz um paradoxo:
O sujeito está indo embora, mas
esquece justamente o objeto que lhe permite continuar entrando e atuando.
O
esquecimento pode, portanto, ser interpretado como uma espécie de pequena
ruptura entre a intenção de saída e a exigência de continuidade.
Não
seria correto afirmar:
“O
inconsciente fez o fiscal esquecer a chave porque ele quer sair.”
Seria
mais rigoroso dizer:
O esquecimento pode ser lido,
retrospectivamente, como compatível com um movimento subjetivo de encerramento
que já estava em curso.
Freud
considerou o esquecimento de intenções e outros lapsos como material
potencialmente significativo para investigação psíquica. (The Library of Congress)
3. O encontro com o cliente
modifica a cena
O
segundo elemento decisivo é que o fiscal encontra o cliente.
Até
então, seu movimento era de saída.
Quando
aparece o cliente, aparece a demanda do outro.
O
sujeito passa, então, de:
“Minha
jornada está terminando”
para:
“Há
alguém que precisa que eu faça alguma coisa.”
Esse
deslocamento pode ser compreendido como uma suspensão temporária do movimento
de saída.
A
empatia, nesse contexto, pode ser entendida como a capacidade de reconhecer a
necessidade do outro e responder a ela. O fiscal não simplesmente abandona o
cliente porque seu horário está terminando; ele reorganiza temporariamente sua
prioridade.
Assim,
a cena pode ser formulada:
“Eu estava indo embora, mas
encontrei alguém que precisa de atendimento; portanto, antes de sair, vou
resolver essa necessidade.”
4. A instituição e a demanda do
outro
Aqui
aparece uma distinção importante.
Não é
necessário escolher entre:
“a instituição obrigou o fiscal
a ficar”
e
“o fiscal quis continuar
trabalhando”.
As
duas dimensões podem coexistir.
A
instituição produz uma demanda objetiva.
O
cliente apresenta uma necessidade concreta.
O
fiscal, por sua vez, responde subjetivamente a essa situação.
Portanto:
instituição → demanda → cliente
→ empatia → suspensão da saída → atendimento.
O
sujeito não está necessariamente escolhendo permanecer no supermercado como
projeto de continuidade. Ele pode estar apenas adiando a saída para concluir
aquilo que considera sua responsabilidade naquele momento.
5. O retorno como última
permanência
Quando
percebe que está sem a chave, o fiscal precisa voltar.
Esse
retorno é particularmente significativo:
ele já estava saindo, mas
retorna ao espaço institucional.
A cena
pode ser lida como uma representação daquilo que foi discutido anteriormente:
“Sempre existe mais uma coisa
para resolver antes de poder ir embora.”
A
pergunta deixa de ser apenas operacional e passa a ser subjetiva:
O que significa, para esse
sujeito, precisar resolver mais uma coisa antes de se autorizar a sair?
Essa
pergunta abre várias possibilidades.
Pode
significar:
- dificuldade em
considerar encerrado algo que ainda possui uma pendência;
- forte sentimento
de responsabilidade;
- tendência a
priorizar a necessidade do outro;
- necessidade de
concluir tarefas antes de sair;
- culpa diante da
possibilidade de abandonar alguém ainda necessitado;
- identificação com
a função de solucionador de problemas;
- dificuldade em
estabelecer o limite entre responsabilidade e disponibilidade;
- ou simplesmente
uma circunstância objetiva de trabalho que não possui maior significado
psíquico.
A
interpretação precisa permanecer aberta.
6. “Eu posso ir embora depois
que resolver”
Uma
das formulações mais importantes que emerge da cena é:
“Eu posso sair, mas primeiro
preciso resolver isso.”
Essa
frase estabelece uma condição para o encerramento.
O
problema não é necessariamente querer permanecer.
O
problema pode ser não conseguir se autorizar a sair enquanto uma demanda
permanece aberta.
Nesse
sentido, o sujeito pode estar submetido a uma lógica subjetiva:
“Enquanto houver algo para
resolver, ainda não posso ir.”
Essa
lógica pode ser funcional em determinadas situações profissionais. Entretanto,
quando se torna permanente, pode gerar dificuldade de delimitar o próprio tempo
e assumir que nem todos os problemas precisam ser solucionados pelo sujeito
antes que ele possa partir.
7. O drive como espaço de
transição
O drive
também pode ser interpretado simbolicamente como um espaço liminar, isto
é, um lugar de passagem.
Ele
não é simplesmente o salão de vendas.
É um
espaço associado à retirada, entrega e passagem dos produtos.
Nesse
cenário específico, ele se torna o lugar entre:
permanecer no trabalho ↔ sair do
trabalho.
O
fiscal retorna ao drive, resolve a demanda e pode novamente seguir seu
movimento de saída.
Por
isso, o drive pode representar:
o espaço da última demanda antes
do encerramento.
Ele é
o lugar onde a jornada ainda permanece aberta por alguns minutos.
8. Abrir para poder fechar
Talvez
esteja aqui o simbolismo mais forte de toda a cena.
O
fiscal quer encerrar.
Mas,
para encerrar, precisa abrir.
Precisa
abrir a porta do drive.
Isso
cria uma estrutura simbólica:
Para fechar o ciclo, é
necessário abrir uma última vez.
O
fechamento não ocorre pelo simples abandono do espaço. O sujeito precisa
retornar, recuperar a chave, abrir a porta, atender o cliente, concluir a
demanda e somente então pode sair.
A
cena, portanto, não representa necessariamente uma permanência indefinida.
Representa
uma última abertura antes do fechamento.
9. A empatia como suspensão
temporária do próprio encerramento
Outro
aspecto importante é que o fiscal parece colocar-se no lugar do cliente.
Sua
jornada está terminando, mas ele reconhece que o cliente possui uma necessidade
imediata.
Nesse
momento, ocorre uma inversão temporária de prioridades:
a necessidade do outro vem antes
da própria saída.
Isso
pode ser compreendido como uma manifestação de responsabilidade e empatia.
Mas
existe um limite que precisa ser preservado:
empatia não significa
disponibilidade ilimitada.
O
fiscal pode ajudar e, depois, sair.
Essa
distinção é fundamental porque permite pensar uma forma mais saudável de
encerramento:
“Eu posso cuidar da demanda do
outro sem transformar a demanda do outro em uma obrigação de permanecer
indefinidamente.”
10. O problema de sempre existir
“mais uma coisa”
A
pergunta que emerge do conjunto dos acontecimentos é:
“Por que sempre parece existir
mais uma coisa para resolver antes de poder ir embora?”
Há
várias respostas possíveis.
Talvez
o sujeito tenha aprendido a considerar algo encerrado somente quando todas as
pendências estão solucionadas.
Talvez
exista uma identificação profunda com a posição daquele que resolve problemas.
Talvez
exista uma tendência a colocar a necessidade do outro antes da própria.
Talvez
exista culpa associada a sair enquanto alguém ainda necessita de ajuda.
Ou
talvez o ambiente institucional produza concretamente uma sucessão interminável
de demandas.
Essas
possibilidades não precisam ser excludentes.
Mas
uma formulação se destaca:
O encerramento de uma jornada
não exige que o mundo esteja sem problemas.
O
supermercado continuará tendo clientes depois que o fiscal for embora.
Continuará
existindo falta de funcionários.
Continuarão
existindo problemas operacionais.
Continuarão
existindo demandas.
Portanto,
o verdadeiro limite talvez não seja:
“Só
posso sair quando tudo estiver resolvido.”
Mas:
“Posso sair quando aquilo que me
cabia fazer naquele momento estiver suficientemente concluído.”
11. O “tempo adequado” de saída
Essa
questão conduz diretamente à ideia de tempo adequado.
O
fiscal não precisa sair antes de cumprir uma responsabilidade legítima. Mas
também não precisa transformar cada demanda residual em motivo para permanecer
indefinidamente.
O
episódio do drive apresenta uma espécie de negociação:
a jornada terminou → aparece uma
última demanda → o sujeito atende → a demanda é concluída → o encerramento pode
acontecer.
Portanto,
não se trata de simplesmente “abandonar” o trabalho.
Trata-se
de concluir e sair.
Essa
diferença é fundamental.
12. Encerramento de ciclo e
elaboração psíquica
A
ideia de encerramento também pode ser relacionada, com cautela, ao conceito
psicanalítico de elaboração de perdas e separações.
Freud,
em Luto e Melancolia, desenvolveu uma concepção na qual o trabalho de
luto envolve a relação do sujeito com aquilo que foi perdido e com o
desligamento progressivo do investimento no objeto. A literatura posterior
ressalta justamente a importância desse texto para a compreensão psicanalítica
da perda e do encerramento. (PubMed)
Aplicado
metaforicamente ao cenário profissional, isso não significa diagnosticar um
processo de luto, mas permite formular uma pergunta:
O que precisa ser elaborado para
que o sujeito consiga sair de uma posição sem sentir que está abandonando algo
que ainda depende dele?
Essa
pergunta é particularmente pertinente quando o sujeito sente que precisa
resolver “mais uma coisa” antes de partir.
13. Winnicott e o limite entre
cuidar e separar-se
Uma
aproximação winnicottiana também pode enriquecer a discussão, desde que
utilizada como referência teórica e não como explicação causal do episódio.
Winnicott
enfatizou a importância do ambiente facilitador, do holding e do
desenvolvimento progressivo da capacidade de estabelecer diferenciação entre o
self e o ambiente. (PubMed
Central (PMC))
A
partir dessa perspectiva, pode-se pensar simbolicamente o movimento do fiscal
como uma negociação entre:
estar disponível ao outro
e
preservar a própria capacidade de retirar-se.
A
maturidade não estaria em deixar de cuidar, mas em conseguir sustentar
simultaneamente duas posições:
“Eu posso responder à
necessidade do outro.”
e:
“Eu também posso reconhecer
quando minha participação terminou.”
Essa
segunda frase é particularmente importante para o encerramento.
14. A chave não estava perdida
Outro
detalhe precisa ser preservado: a chave não foi perdida.
Ela
foi esquecida.
Isso
produz uma diferença simbólica importante.
O
recurso continuava existindo.
O
fiscal sabia onde encontrá-lo.
Precisou
apenas voltar.
Assim,
a cena não precisa ser interpretada como ausência definitiva de recursos.
Pode
ser compreendida como:
o instrumento necessário para
concluir a tarefa estava disponível, mas não estava presente no primeiro
momento da saída.
Ele
retorna, recupera a chave e consegue cumprir a demanda.
Portanto,
existe uma capacidade de reorganização e reparação da falha.
15. O ato falho como cena de
compromisso
Se
quisermos aproximar a situação da teoria freudiana, poderíamos formular o
episódio como uma possível formação de compromisso.
De um
lado:
“Quero encerrar minha jornada.”
De
outro:
“Ainda existe uma demanda que
precisa ser atendida.”
O
esquecimento da chave produz uma interrupção.
Mas a
realidade exige correção.
O
sujeito retorna, recupera a chave e conclui a tarefa.
Assim,
o resultado final não é nem abandono da demanda nem permanência indefinida.
É:
atendimento + conclusão + saída.
Essa
interpretação é compatível com a tradição freudiana de investigar os lapsos
cotidianos como possíveis manifestações de conflitos ou tendências psíquicas,
sem esquecer que o próprio fenômeno do esquecimento possui explicações
ordinárias e multifatoriais. (Cambridge)
16. A cena como metáfora de um
ciclo profissional
Quando
essa cena é colocada ao lado das reflexões anteriores sobre a experiência do
fiscal psicólogo, ela pode adquirir uma dimensão mais ampla.
O
supermercado aparece como um espaço no qual o sujeito:
- atende demandas;
- resolve problemas;
- intermedeia
relações;
- responde aos
clientes;
- administra
conflitos;
- permanece
disponível;
- volta quando
necessário;
- e frequentemente
encontra novas demandas antes de conseguir concluir.
A
questão deixa de ser apenas:
“Quando termina meu expediente?”
e
passa a ser:
“Quando eu consigo considerar
encerrada minha participação nesse lugar?”
Essa é
uma pergunta diferente.
O
encerramento cronológico depende do relógio.
O
encerramento subjetivo depende também da possibilidade de reconhecer:
“Já fiz o que me cabia fazer.”
Conclusão
O
episódio do fiscal que, no final da jornada, desce ao drive para atender
um cliente, percebe que esqueceu a chave, retorna para buscá-la, desce
novamente, abre a porta e resolve a demanda pode ser compreendido, em uma
leitura psicanalítica, como uma cena condensada sobre saída, permanência,
responsabilidade, empatia e encerramento.
O
elemento central não parece ser simplesmente o esquecimento da chave. É a
sequência inteira:
o sujeito estava saindo →
encontra uma demanda → interrompe a saída → percebe que falta a chave → retorna
→ recupera o instrumento → abre a porta → atende → conclui → pode novamente
sair.
Dentro
dessa leitura, o drive simboliza um espaço de passagem; a chave, o
acesso necessário para concluir a tarefa; a porta, o limite entre permanecer e
sair; o cliente, a demanda do outro; e o retorno, a suspensão temporária do
movimento de encerramento.
A
pergunta fundamental passa então a ser:
“O que significa para mim sempre
existir mais uma coisa para resolver antes de poder ir embora?”
Uma
possível resposta é que o sujeito tenha aprendido a associar encerramento à
ausência de pendências. Outra é que sua empatia e seu senso de responsabilidade
o levem a priorizar a necessidade do outro. Uma terceira é que a própria
instituição produza continuamente novas demandas que prolongam o momento da
saída.
Mas a
formulação mais significativa talvez seja outra:
Não é necessário que tudo esteja
resolvido para que uma jornada possa terminar.
O
cliente pode precisar de alguma coisa depois que o fiscal for embora. O
supermercado continuará apresentando problemas. A instituição continuará
produzindo demandas. O mundo não ficará completamente organizado pela saída do
trabalhador.
Portanto,
encerrar não significa solucionar tudo.
Encerrar
significa reconhecer o limite da própria participação.
Nesse
sentido, a cena do drive pode ser compreendida como uma metáfora de um
último movimento: abrir uma última porta, resolver aquilo que efetivamente
cabe ao sujeito e, depois, permitir-se sair.
A
saída definitiva não ocorre quando deixam de existir problemas. Ela ocorre
quando o sujeito consegue dizer, sem culpa:
“Eu fiz o que me cabia. O que
permanece depois de mim já não precisa impedir minha saída.”
Essa
talvez seja a passagem mais importante entre permanecer por responsabilidade
e permanecer por impossibilidade de encerrar.
E é
justamente nessa diferença que o ato falho da chave, tomado como material
simbólico e não como prova de uma determinação inconsciente, ganha seu maior
valor interpretativo.
Referências bibliográficas
FREUD, Sigmund. A psicopatologia da vida cotidiana.
1901/1904. Obra dedicada, entre outros fenômenos, ao esquecimento, lapsos,
ações equivocadas e atos aparentemente acidentais. (Google Livros)
FREUD, Sigmund. Luto e melancolia. 1917. Texto fundamental
para a discussão psicanalítica da perda, do desligamento e da elaboração. (PubMed)
WINNICOTT, Donald W. O ambiente e os processos de maturação.
Porto Alegre: Artmed. A obra reúne formulações fundamentais sobre verdadeiro e
falso self, amadurecimento e ambiente. Referências bibliográficas brasileiras
sobre Winnicott registram trabalhos relacionados ao tema. (Revistas)
WINNICOTT, Donald W. Holding e interpretação.
São Paulo: Martins Fontes. Obra relacionada ao
conceito de holding e ao ambiente facilitador. (Revistas)
GELLER, Jay. “The psychopathology of
everyday Vienna: psychoanalysis and Freud's familiars.” International Journal of Psychoanalysis, 2004, 85(5), 1209–1223. Discussão acadêmica sobre
os atos falhos e sua interpretação na obra freudiana. (PubMed)
AMERICAN PSYCHOLOGICAL ASSOCIATION. APA Dictionary of
Psychology — Holding environment. Definição
do conceito winnicottiano de holding environment. (Dicionário APA de
Psicologia)
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