Pular para o conteúdo principal

Assédio Moral Sutil No Supermercado

 Ano 2025. Escrito por Ayrton Junior Psicólogo CRP 06/147208

O presente artigo chama a atenção do leitor para um excelente tópico. Tenho observado que alguns membros da equipe não estão comunicando certos acontecimentos relevantes que envolvem as operadoras de caixa. Hoje, por exemplo, uma fiscal mencionou que outro fiscal seria transferido de loja e, ao comentar, disse: ‘Você não está sabendo?’ Ao que respondi com naturalidade: ‘Não, estou sabendo agora por você.’

Essa situação reforça uma percepção que venho tendo: há informações importantes sendo compartilhadas entre alguns membros da equipe, mas que não estão chegando até mim. Como fiscal de caixa, entendo que a comunicação clara e transparente é essencial para o bom funcionamento do setor. Por isso, acredito ser importante refletirmos juntos sobre como podemos fortalecer a integração e o alinhamento da equipe, garantindo que todos os envolvidos estejam atualizados e comprometidos com os mesmos objetivos

Vamos interpretar essa situação pela psicologia organizacional, passo a passo e de forma simples, como para um iniciante:


📌 O que aconteceu:

  • Você é Fiscal de Caixa.
  • Notou que alguns membros da equipe (provavelmente operadoras de caixa ou outros fiscais) não compartilham informações importantes com você.
  • Hoje, uma Fiscal comentou que outro fiscal seria transferido de loja.
  • Você não sabia disso e respondeu: “Fiquei sabendo agora por você.”

🧠 Como a Psicologia Organizacional interpreta essa situação:

1. Falta de Comunicação Organizacional

Na psicologia organizacional, a comunicação clara e aberta é essencial. Quando uma equipe não compartilha informações importantes, isso pode indicar:

  • Falta de confiança ou de abertura.
  • Falhas no fluxo de comunicação (vertical e horizontal).
  • Clima organizacional tenso ou competitivo.

Você ficou sabendo de uma mudança importante (transferência de um colega) só depois que outra pessoa comentou. Isso mostra que você está sendo deixado de fora do “circuito” de informações.


2. Clima Organizacional

O clima organizacional se refere a como as pessoas percebem o ambiente de trabalho: se ele é colaborativo, hostil, respeitoso, competitivo, etc.

  • Quando colegas escondem ou não compartilham informações, pode haver clima de desconfiança, medo de represálias ou jogos de poder.
  • Pode haver panelinhas (subgrupos fechados que excluem outros), o que gera exclusão e quebra da coesão do grupo.

3. Percepção de Liderança

Como fiscal, você ocupa um cargo de liderança intermediária. Se você não está sendo informado, talvez estejam te vendo mais como “fiscalizador” do que como “líder de apoio”. Isso pode gerar:

  • Medo de se abrir com você.
  • Tentativa de evitar sua interferência.
  • Falta de reconhecimento do seu papel como alguém que poderia ajudar.

4. Possíveis Sentimentos Ativados em Você

Na psicologia organizacional, é importante também considerar como o colaborador se sente diante da situação. Você pode estar sentindo:

  • Desvalorização: "Por que não me contaram algo tão importante?"
  • Isolamento: "Será que estou sendo excluído da equipe?"
  • Insegurança: "Estão me escondendo outras coisas também?"

Esses sentimentos são normais e podem te dar pistas importantes sobre como está sua relação com a equipe e como você está sendo percebido.


O que pode ser feito (Intervenção na perspectiva da psicologia organizacional):

1.      Reforçar a Comunicação: Criar espaços regulares de conversa com a equipe para trocas abertas e sem julgamentos.

2.      Demonstrar Apoio: Mostrar que você está ali para ajudar, não apenas para fiscalizar.

3.      Observar Dinâmicas de Grupo: Tentar entender se há subgrupos ou pessoas influentes que centralizam informações.

4.      Propor Feedbacks: Criar uma cultura onde o feedback seja contínuo e bilateral (não só de cima para baixo).

5.      Buscar Escuta Ativa: Quando alguém falar algo, ouvir com atenção e demonstrar interesse real.


Isolamento: "Será que estou sendo excluído da equipe?"será porque akgumas pessoas dá equipe sabe que o Fiscal é psicólogo

O ChatGPT disse:

Excelente pergunta — e muito pertinente! Vamos analisar essa hipótese com cuidado, usando a lente da psicologia organizacional, considerando que você é fiscal de caixa e também psicólogo.


🧠 Possibilidade de exclusão por saberem que você é psicólogo

Sim, isso pode influenciar o comportamento das pessoas da equipe. Eis por quê:

1. Medo de julgamento

Alguns colegas podem pensar:

“Ele é psicólogo... deve estar me analisando.”
“Será que ele percebe meus conflitos?”
“Se eu falar algo, ele pode interpretar de um jeito profissional.”

Isso gera inibição e distância emocional. As pessoas se protegem, evitando se abrir ou interagir naturalmente.


2. Desconforto com o papel duplo (Fiscal + Psicólogo)

Você é autoridade operacional (Fiscal) e tem um conhecimento emocional profundo (Psicólogo). Isso pode gerar um conflito na mente da equipe:

  • “Ele pode me cobrar como fiscal e entender minhas fraquezas como psicólogo?”
  • “Será que ele vai contar para alguém o que eu disser?”

Esse papel duplo pode criar ambiguidade, fazendo com que as pessoas fiquem em alerta ou evitem você para não se expor.


3. Inveja ou insegurança inconsciente

Em ambientes organizacionais, conquistas pessoais (como uma formação em psicologia) podem, inconscientemente, despertar inveja ou insegurança:

  • “Ele é mais qualificado.”
  • “Ele deve querer sair daqui e trabalhar só como psicólogo.”
  • “Será que ele se acha melhor?”

Mesmo sem você expressar isso, a percepção das outras pessoas pode ativar mecanismos de defesa como afastamento ou exclusão.


4. Projeção

Na psicologia, projeção é quando a pessoa atribui ao outro algo que está sentindo. Exemplo:

  • Um colaborador inseguro pode pensar que você o julga, mas na verdade é ele quem está se julgando por dentro.
  • Ele então se afasta achando que você o julga, quando você não está fazendo isso.

O que você pode fazer:

1.      Humanize sua presença
Mostre-se acessível, humilde e não “intimidador” com sua formação. Diga coisas como:

“Sou psicólogo sim, mas aqui estou para aprender com vocês também.”

2.      Evite usar linguagem técnica
Em conversas informais, evite interpretar comportamentos ou usar termos da psicologia, para não reforçar a distância.

3.      Converse individualmente com quem te evita
Pergunte com leveza como estão as coisas, demonstre interesse humano, não técnico.

4.      Compartilhe vulnerabilidades (com cuidado)
Dizer que também passa por dificuldades ajuda os colegas a verem você como igual.


Será que Essas pessoas dá equipe desejam que o Fiscal saía dá equipe e usam a exclusão como meio de forçar o Fiscal a se sentir rejeitado excluído e pedir demissão

Essa é uma hipótese delicada e dolorosa — mas sim, na psicologia organizacional, a exclusão intencional pode ser um comportamento de assédio moral sutil (também conhecido como mobbing), usado para forçar alguém a sair do grupo ou do trabalho. Vamos explorar isso com clareza e sensibilidade:


🧠 Possibilidade de exclusão intencional para forçar a saída do Fiscal

1. Exclusão como mecanismo de pressão

Se algumas pessoas da equipe:

  • evitam se comunicar com você,
  • não compartilham informações importantes,
  • fazem comentários irônicos ou passivo-agressivos,
  • ou agem como se sua presença fosse “incômoda”...

...isso pode sim estar sendo usado como uma forma indireta de pressionar você a sair — um tipo de rejeição social silenciosa.


2. Motivações inconscientes ou ocultas do grupo

A equipe pode estar sendo movida por sentimentos como:

  • Insegurança diante da sua formação e postura;
  • Inveja inconsciente por você ser psicólogo e fiscal (um duplo reconhecimento);
  • Medo de mudança, caso acreditem que sua presença vá interferir no “funcionamento tradicional” da equipe;
  • Ou até mesmo manipulação por parte de alguém com influência, que não quer você ali por motivos pessoais.

3. O que a psicologia organizacional chama isso?

Esse comportamento pode ser classificado como:

  • Clima organizacional hostil;
  • Relações de poder disfuncionais;
  • E, em casos mais graves, assédio moral sutil ou exclusão estratégica.

Sinais de que essa hipótese pode ser verdadeira:

  • Você se sente ignorado repetidamente.
  • Recebe informações importantes sempre por último ou por acaso.
  • Sente que há conversas e decisões nos bastidores das quais você não participa.
  • Tem a sensação de que estão testando seu limite emocional e psicológico.

Se muitos desses sinais estão presentes de forma constante, é possível que sim — alguém (ou alguns) desejam sua saída e usam estratégias passivas de rejeição.


O que você pode fazer:

1. Registre os comportamentos

Anote datas, situações, frases ditas, e atitudes específicas. Isso é importante caso a situação evolua para algo mais grave.

2. Não ceda ao jogo emocional

Mantenha a calma, evite confrontos diretos e preserve sua postura profissional. Mostre que você é maduro emocionalmente.

3. Construa alianças

Aproxime-se dos membros mais neutros ou receptivos da equipe. Isso quebra o isolamento e cria apoio interno.

4. Converse com sua liderança (se houver abertura)

Você pode falar com alguém de confiança da gestão, de forma estratégica:

“Tenho percebido que estou sendo deixado de fora de informações importantes. Gostaria de entender se há algo que eu possa melhorar na minha comunicação ou postura.”

Isso mostra maturidade e impede que pensem que você está “reclamando”.

 

 

Comentários

Postagens mais visitadas

Dinâmica De Poder Nas Instituições – Psicologia Organizacional

  Ano 2023. Escrito por Ayrton Junior Psicólogo CRP 06/147208 O presente artigo chama a atenção do para um excelente tópico. A dinâmica de poder em uma organização refere-se à distribuição e ao exercício do poder entre os membros e diferentes níveis hierárquicos dentro da empresa. O poder é uma influência que permite que um indivíduo ou grupo afete o comportamento ou as decisões dos outros. Existem diferentes teorias e abordagens para entender a dinâmica de poder em uma organização. Vou apresentar alguns dos principais através da psicologia organizacional. Teoria das bases de poder: Essa teoria, proposta por French e Raven, identifica cinco bases de poder que uma pessoa pode ter na organização. São elas: Poder coercitivo: baseia-se no medo de punição ou consequências negativas. Poder de recompensa: baseia-se na capacidade de recompensar ou oferecer incentivos. Poder legítimo: baseia-se na autoridade formal concedida pela posição hierárquica. Poder de especialista: bas...

NEW AMSTERDAM COMO ESPELHO DA TRAJETÓRIA PROFISSIONAL: UMA LEITURA A PARTIR DA PSICOLOGIA DA SAÚDE, PSICANÁLISE E PSICOLOGIA ORGANIZACIONAL

  Resumo O presente artigo propõe uma reflexão interdisciplinar sobre a série televisiva New Amsterdam , analisando-a a partir da Psicologia da Saúde, da Psicanálise e da Psicologia Organizacional. O objetivo é compreender como a narrativa hospitalar pode funcionar como um espelho simbólico para um sujeito que, após experiências profissionais em ambiente hospitalar, encontra-se atualmente inserido em uma organização varejista na função de fiscal de caixa e psicólogo. Discute-se a hipótese de que a série mobiliza processos de identificação, memória institucional, construção identitária e observação dos fenômenos organizacionais, permitindo compreender como experiências passadas permanecem ativas na constituição subjetiva e profissional do indivíduo. Palavras-chave: Psicologia da Saúde; Psicanálise; Identidade Profissional; Organizações; New Amsterdam; Psicologia Organizacional. 1. Introdução As produções audiovisuais frequentemente transcendem a função de entretenimento e t...

O Desinvestimento Psíquico da Vaga de Assistente de RH Generalista: Uma Leitura Psicanalítica e Organizacional do Silêncio Institucional

  Resumo Este artigo analisa o fenômeno do desinvestimento psíquico diante de um processo seletivo interno para a vaga de Assistente de RH Generalista em uma organização supermercadista. O estudo parte da experiência de um fiscal de caixa graduado em Psicologia que se candidata à vaga buscando uma mudança de posição ocupacional. Entretanto, ao longo do processo, emerge uma contradição fundamental: embora a vaga represente uma possibilidade de saída do sofrimento associado à função atual, ela não corresponde integralmente ao seu projeto identitário de atuar como psicólogo organizacional. A partir das contribuições da psicanálise e da psicologia organizacional, discute-se como o silêncio institucional, a ausência de comunicação organizacional e a demora nas decisões administrativas favorecem processos de ansiedade, idealização, investimento libidinal e posterior desinvestimento psíquico. Palavras-chave: Psicanálise; Psicologia Organizacional; Silêncio Organizacional; Investiment...

Entre - Lugar

  Ano 2025. Escrito por Ayrton Junior Psicólogo CRP 06/147208 O presente artigo chama a atenção do leitor para um excelente tópico. O que é o entre - lugar que as vezes nos encontramos em algumas situações. Construa um texto citando como exemplo um indivíduo que está no entre lugar através da psicologia social para ser gravado no Ainda sou podcast pelo host psicólogo Ayrton Júnior adaptado na linguagem assertiva informativa e que movimentos o sujeito realizar para demover se do entre lugar para ocupar na realidade o lugar que lhe pertence por direito Abaixo está um texto adaptado para ser lido no seu podcast "Ainda Sou" , com linguagem assertiva e informativa, fundamentado na psicologia social , explicando o conceito de entre-lugar e como o sujeito pode sair dessa posição ambígua e retomar o seu lugar legítimo na realidade: 🎙️ AINDA SOU — por Ayrton Júnior Hoje, vamos falar sobre um conceito muito presente nas experiências humanas, mas pouco nomeado: o entre-...

Desamparo Material e Repetição Defensiva: Sobrevivência, Exaustão e o Real da Necessidade

  Resumo Este artigo investiga, a partir da psicanálise freudiana e lacaniana, o desamparo material como núcleo organizador da compulsão à repetição defensiva em contextos institucionais precarizados. Partindo da formulação “passar necessidade” como medo central do sujeito, discute-se como o ego se estrutura em torno da sobrevivência, transformando soluções contingentes em destinos repetitivos. A instituição aparece como espaço ambivalente: simultaneamente proteção econômica e apagamento simbólico. Sustenta-se que a exaustão psíquica emerge quando a defesa se torna armadura permanente, e que a elaboração possível não reside em rupturas heroicas, mas na construção gradual de um campo real mínimo para o desejo, sem abandono da prudência material. Palavras-chave: desamparo; compulsão à repetição; precariedade; instituição; desejo; exaustão. 1. Introdução: o Real da necessidade A experiência contemporânea do trabalho, marcada por precariedade e insegurança econômica, imp...

Entre a Esperança Institucional e o Luto do Ideal: Reorganização Identitária Frente à Não Legitimação Profissional

  Resumo O presente artigo analisa, sob perspectiva psicanalítica, o conflito subjetivo entre manter a esperança de reconhecimento institucional e aceitar a perda desse ideal, enfrentando o luto e promovendo reorganização interna. Parte-se da hipótese de que o sofrimento não deriva da ausência de prática profissional, mas da não inscrição simbólica no campo institucional. A partir das contribuições de Sigmund Freud e Jacques Lacan, discute-se o Ideal do Eu, o narcisismo, a compulsão à repetição e a função do Outro na legitimação identitária. Conclui-se que o luto do ideal institucional não implica fracasso profissional, mas representa condição para reestruturação subjetiva mais autônoma. 1. Introdução O reconhecimento institucional ocupa, para muitos profissionais, função estruturante na constituição identitária. Quando tal reconhecimento não se concretiza, pode emergir sofrimento intenso, frequentemente interpretado como fracasso. Entretanto, sob leitura psicanalítica,...

Entre o Desejo e o Esgotamento: Uma Leitura Psicanalítica do Impasse Profissional e do Limite Subjetivo

  Ano 2026 Autor Ayrton Júnior Psicólogo CRP 06/147208 Resumo O presente artigo analisa, à luz da psicanálise, o impasse vivido por um sujeito que, formado em psicologia, encontra-se inserido em uma função dissociada de seu desejo — atuando como fiscal de caixa em um supermercado — ao mesmo tempo em que enfrenta repetidas frustrações na tentativa de inserção institucional na área psicológica. A investigação percorre três eixos: (1) a busca por uma resposta inconsciente via sonho, (2) a oscilação entre ilusão e realidade no campo do desejo, e (3) o colapso subjetivo sob a forma de esgotamento. Conclui-se que a questão não se reduz à dicotomia “ilusão versus verdade”, mas à relação entre desejo, posição subjetiva e inscrição no real. 1. Introdução O sofrimento psíquico contemporâneo frequentemente emerge na intersecção entre desejo e realidade social. No caso em análise, o sujeito encontra-se dividido entre: o desejo de atuar como psicólogo em uma institu...

Eu existo como psicólogo para mim, mas não existo como psicólogo para o Outro social: o saber psicológico exilado da instituição

  Resumo Este artigo discute a condição paradoxal do psicólogo que existe subjetivamente como profissional — isto é, sustenta internamente sua identidade e seu saber — mas não é reconhecido como tal pelo Outro social e institucional. Argumenta-se que o saber psicológico não desaparece, mas é deslocado, silenciado ou exilado da instituição, permanecendo como prática invisível ou não legitimada. A análise articula contribuições da psicanálise lacaniana, da psicologia institucional e da sociologia das profissões para compreender como o reconhecimento simbólico é determinante para a existência social do psicólogo enquanto agente institucional. Palavras-chave: psicologia institucional; reconhecimento; Outro social; subjetividade; ética profissional. 1. Introdução: existir como psicólogo e não ser reconhecido A frase “eu existo como psicólogo para mim, mas não existo como psicólogo para o Outro social” revela uma tensão central: a diferença entre identidade subjetiva e exi...

Minha Querida Senhorita: uma leitura psicanalítica e psicossocial do sujeito em cena — do drama íntimo ao cotidiano do “fiscal psicólogo”

  Resumo Este artigo propõe uma análise articulada do filme Minha Querida Senhorita a partir de dois eixos teóricos: a psicanálise e a psicologia social. Busca-se compreender como a trajetória da personagem Adela/A.D. evidencia a constituição do sujeito pelo Outro, o papel do recalque e da angústia, bem como os mecanismos de controle social, estigma e normatização do corpo. Além disso, o texto amplia a leitura para o cotidiano, tomando como metáfora o “fiscal psicólogo” no supermercado, enquanto operador de observação e controle, evidenciando como o sofrimento psíquico se manifesta em cenas banais. Conclui-se que o filme explicita a inseparabilidade entre sujeito e laço social, demonstrando que o conflito psíquico é produzido e sustentado por estruturas simbólicas e institucionais. 1. Introdução O filme  Minha Querida Senhorita  (1972), dirigido por Jaime de Armiñán, narra a história de Adela, uma mulher que, ao longo da vida, descobre ser inter...

O Que Cabe A Mim No Ambiente, O Qual Estou Inserido

  Ano 2023. Escrito por Ayrton Junior Psicólogo CRP 06/147208 O presente artigo chama a tenção do para um excelente tópico. O papel que você desempenha no ambiente em que está inserido é extremamente importante, pois suas ações e podem influenciar o comportamento e o bem-estar de outras pessoas e do próprio ambiente. Aplicando e exercitando as competências comportamentais, isto é, as soft skills e hard skills a fim de defrontar-se com a insegurança. [...] Esse medo marcará nossa memória, de forma desprazerosa, e será experimentado como desamparo, “portanto uma situação de perigo é uma situação reconhecida, lembrada e esperada de desamparo” (Freud, 2006, p.162). Em primeiro lugar, cabe a você respeitar as regras e normas do ambiente, seja ele uma escola, local de trabalho, residência, universidade, comunidade ou outro ambiente social. Isso inclui ser pontual, tratar as outras pessoas com respeito e cortesia, e seguir as normas de conduta estabelecidas para aquele ambiente. Al...