Pular para o conteúdo principal

Falta Sentido E Propósito Processos Seletivos – Psicologia Social

 Ano 2023. Escrito por Ayrton Junior Psicólogo CRP 06/147208

O presente artigo chama a atenção do para o seguinte caso clínico, onde a desmotivação e frustração pode levar à desistência, pois o psicólogo pode não ver sentido ou propósito em participar do processo seletivo. Claro! Vou explicar a partir da perspectiva da psicologia social.

A desmotivação e a frustração podem ter um impacto significativo na participação em um processo seletivo, pois essas emoções podem levar a uma falta de sentido ou propósito em participar. Na psicologia social, busca-se entender como as pessoas são afetadas pelo ambiente social e pelas interações sociais.

Um dos principais conceitos relacionados a isso é a teoria da autodeterminação. Essa teoria sugere que as pessoas têm necessidades psicológicas básicas de competência, autonomia e conexão social. Quando essas necessidades são atendidas, as pessoas tendem a ser mais motivadas e engajadas em suas atividades. Mas quando as insuficiências não são supridas a tendência é de afastamento e desmotivação.

No contexto do processo seletivo, se um indivíduo se sente desmotivado ou frustrado, pode ser porque suas necessidades de competência, autonomia ou conexão social não estão sendo satisfeitas.

A competência refere-se à sensação de ser capaz e eficiente em uma determinada tarefa. Se um candidato se sente incompetente ou despreparado para o processo seletivo, isso pode gerar desmotivação e a sensação de que não vale a pena participar.

A autonomia diz respeito à sensação de ter controle e liberdade sobre suas ações. Se um candidato sente que suas escolhas e preferências não são levadas em consideração durante o processo seletivo, isso pode levar à frustração e à percepção de falta de propósito em participar.

A conexão social envolve o sentimento de pertencimento e de estar conectado com os outros. Se um candidato percebe que não possui suporte social durante o processo seletivo, como orientação adequada ou interações positivas com os outros participantes, isso pode aumentar a sensação de desmotivação e desistência.

Além disso, outros fatores sociais podem influenciar a desmotivação e a frustração. Por exemplo, se um candidato percebe que o processo seletivo é injusto, com critérios não transparentes ou preconceituosos, como etarismo isso pode levar a uma sensação de falta de propósito em participar.

Nesse sentido, é importante que os psicólogos e profissionais envolvidos nos processos seletivos considerem esses aspectos psicológicos e sociais. É essencial proporcionar um ambiente que promova a competência, autonomia e conexão social dos candidatos, oferecendo apoio, transparência, igualdade de oportunidades e interações sociais positivas.

Dessa forma, é possível ajudar a evitar a desistência e promover a participação ativa dos candidatos, contribuindo para um processo seletivo mais justo e motivador. Além dos aspectos mencionados anteriormente, a teoria da autodeterminação também destaca a importância da motivação intrínseca e extrínseca.

A motivação intrínseca refere-se ao desejo interno de participar de uma atividade pelo prazer, interesse ou satisfação pessoal que ela proporciona. Por outro lado, a motivação extrínseca está relacionada a fatores externos, como recompensas ou pressões sociais.

No contexto do processo seletivo, se um candidato está desmotivado e frustrado, pode ser porque a motivação intrínseca está comprometida. Isso pode acontecer quando o candidato não percebe valor, significado ou relevância no processo seletivo. Se ele não percebe como essa oportunidade contribuirá para seus objetivos pessoais, ou se considera que não terá controle sobre o seu próprio desempenho, a desistência pode parecer uma alternativa mais viável.

Além disso, a percepção de um ambiente competitivo ou hostil também pode desencadear desmotivação e frustração. Se um candidato acredita que a seleção é baseada em comparações negativas com outros participantes, isso pode gerar uma sensação de falta de sentido e desencorajamento.

Os psicólogos sociais também enfatizam a importância da influência social na motivação e na desistência. As expectativas e opiniões dos outros, especialmente de figuras de autoridade, podem influenciar a decisão de um candidato em participar ou desistir de um processo seletivo. Se o candidato percebe uma falta de apoio ou reconhecimento social, isso pode levar à desmotivação e à sensação de que não vale a pena continuar.

Portanto, para evitar a desistência, é crucial que os psicólogos sociais trabalhem na promoção da motivação intrínseca dos candidatos. Isso pode ser feito fornecendo informações claras sobre o propósito e os benefícios do processo seletivo, estabelecendo metas desafiadoras, mas realistas, e criando um ambiente de apoio e valorização.

Além disso, é fundamental considerar os fatores sociais, como a criação de um clima de cooperação em vez de competição, o fornecimento de suporte social aos candidatos e a garantia de que o processo seletivo seja justo e transparente.

Ao abordar a desmotivação e a frustração no contexto do processo seletivo, a psicologia social pode fornecer insights valiosos sobre como promover a participação e engajamento dos candidatos, aumentando assim as chances de sucesso e reduzindo a desistência.

Outro fator relevante é a influência das percepções de controle. A sensação de controle sobre as próprias ações e resultados é fundamental para a motivação e o engajamento. Se um candidato percebe que não tem controle sobre o processo seletivo, que suas escolhas não são levadas em consideração ou que o resultado final é determinado por fatores externos, isso pode gerar desmotivação e levar à desistência.

Os psicólogos sociais destacam a importância da percepção de justiça e equidade nas situações sociais. Se um candidato acredita que o processo seletivo é injusto, que certos indivíduos são favorecidos ou que há discriminação, isso pode minar sua motivação e levá-lo a desistir.

 

Outro conceito relevante é o da identidade social. As pessoas têm uma necessidade intrínseca de se identificar e se conectar com grupos sociais significativos. Se um candidato não se identifica com a organização, com a cultura organizacional ou com os valores promovidos pelo processo seletivo, isso pode gerar desmotivação e falta de propósito em participar.

Além disso, as experiências passadas também podem influenciar a motivação e a desistência. Se um candidato teve experiências negativas em processos seletivos anteriores, como falta de feedback, tratamento injusto ou rejeição, isso pode gerar uma expectativa negativa e desmotivação em relação ao atual processo seletivo.

Nesse sentido, os psicólogos sociais enfatizam a importância de criar um ambiente que promova a percepção de controle, justiça, identidade e apoio social. Isso pode ser alcançado por meio de estratégias como a transparência nos critérios de seleção, fornecimento de feedback construtivo aos candidatos, promoção de um ambiente inclusivo e de valorização das diferenças individuais.

Além disso, é essencial que os profissionais envolvidos no processo seletivo estejam cientes das necessidades psicológicas e sociais dos candidatos, oferecendo suporte emocional, encorajamento e orientação ao longo do processo.

Ao considerar todos esses fatores e aplicar os princípios da psicologia social, é possível promover uma maior motivação e engajamento dos candidatos, reduzindo assim a desistência e contribuindo para a construção de um processo seletivo mais eficaz e justo.

A valorização e o reconhecimento são elementos cruciais para a motivação das pessoas. Quando os candidatos se sentem valorizados e reconhecidos pelo esforço e pelas habilidades que trazem para o processo seletivo, é mais provável que se sintam motivados a continuar participando.

Os psicólogos sociais destacam a importância do reforço positivo e do feedback construtivo. Isso significa fornecer feedback claro e específico aos candidatos, destacando seus pontos fortes e áreas de melhoria. O feedback construtivo oferece orientação para que os candidatos possam aprender e se desenvolver ao longo do processo seletivo, o que pode aumentar sua motivação e envolvimento.

Da mesma forma, é importante reconhecer e valorizar o esforço e a dedicação dos candidatos. Isso pode ser feito por meio de elogios, incentivos e recompensas, como certificados de participação ou menções de destaque. Essas ações demonstram que o trabalho dos candidatos é valorizado e que seu envolvimento é importante para o processo seletivo.

A criação de um ambiente de apoio social também desempenha um papel significativo na motivação. Se os candidatos sentem que têm o suporte de colegas, mentores ou profissionais envolvidos no processo seletivo, é mais provável que se sintam encorajados a continuar e superar os desafios. O apoio social pode vir na forma de orientação, encorajamento emocional e oportunidades de interação e colaboração com outros participantes.

É importante ressaltar que a desmotivação e a frustração podem ser influenciadas por fatores individuais e contextuais. Cada pessoa pode ter diferentes necessidades e motivações, e é fundamental adaptar as abordagens e estratégias com base nas características e experiências dos candidatos.

Em resumo, para evitar a desistência em um processo seletivo, a psicologia social destaca a importância de valorizar e reconhecer os candidatos, fornecer feedback construtivo, criar um ambiente de apoio social e levar em consideração as necessidades e motivações individuais. Ao aplicar esses princípios, é possível promover uma maior motivação e engajamento dos candidatos, aumentando as chances de sucesso no processo seletivo.

As crenças pessoais desempenham um papel significativo na motivação e na persistência de uma pessoa em participar de um processo seletivo. As crenças sobre si mesmo, suas habilidades e capacidades, assim como as crenças sobre a relevância e o valor do processo seletivo, influenciam diretamente a motivação e a decisão de continuar ou desistir.

Por exemplo, se um candidato acredita que suas habilidades são inadequadas ou que o processo seletivo não é realmente importante para alcançar seus objetivos, isso pode gerar desmotivação e levar à desistência. Por outro lado, se o candidato acredita em suas habilidades e vê o processo seletivo como uma oportunidade valiosa para crescimento e desenvolvimento, é mais provável que ele persista no processo.

Além das crenças pessoais, a autorregulação também desempenha um papel importante. A autorregulação refere-se à capacidade de regular o próprio comportamento, emoções e pensamentos em direção a metas estabelecidas. No contexto do processo seletivo, a autorregulação envolve o estabelecimento de metas, a criação de planos de ação, a automonitorização e a autoavaliação.

Quando os candidatos possuem habilidades de autorregulação bem desenvolvidas, eles conseguem estabelecer metas claras para o processo seletivo, criar estratégias eficazes para alcançar essas metas, monitorar seu próprio progresso e fazer ajustes quando necessário. Isso contribui para uma maior motivação e perseverança ao enfrentar os desafios do processo seletivo.

No entanto, se os candidatos têm dificuldade em estabelecer metas claras, elaborar planos de ação ou manter o foco ao longo do processo, isso pode resultar em desmotivação e frustração, levando à desistência.

Para apoiar os candidatos nesse sentido, os psicólogos sociais sugerem a importância de fornecer orientações claras e recursos adequados. Isso pode incluir instruções detalhadas sobre o processo seletivo, disponibilização de materiais de estudo e práticas, e a oferta de suporte para o planejamento e autorregulação.

É igualmente importante considerar que cada candidato pode ter diferentes níveis de autorregulação e crenças pessoais. Portanto, é fundamental adaptar as estratégias de apoio e motivação com base nas características individuais de cada participante.

A final de contas, as crenças pessoais e a autorregulação são elementos cruciais na motivação e persistência dos candidatos em um processo seletivo. Acreditar em si mesmo, nas próprias habilidades e no valor do processo seletivo, bem como possuir habilidades de autorregulação, são fatores que podem influenciar diretamente a motivação e a decisão de continuar ou desistir. Ao fornecer orientação adequada, recursos e apoio personalizado, é possível promover a motivação e ajudar os candidatos a superar a desmotivação e a frustração, aumentando assim suas chances de sucesso no processo seletivo.

A autoeficácia é um conceito fundamental na psicologia social que se refere à crença de uma pessoa em sua capacidade de realizar com sucesso uma determinada tarefa ou alcançar um objetivo específico. No contexto do processo seletivo, a autoeficácia está relacionada à crença de um candidato em sua capacidade de realizar bem nas etapas de seleção e obter sucesso.

Se um candidato possui uma alta autoeficácia, acredita em suas habilidades e acredita que pode lidar com os desafios do processo seletivo, é mais provável que ele se sinta motivado e persista na participação. Por outro lado, se um candidato tem uma baixa autoeficácia, sente-se inseguro em relação às suas habilidades ou duvida de sua capacidade de ter um desempenho satisfatório, pode ser mais propenso à desmotivação e à desistência.

Nesse sentido, os psicólogos sociais enfatizam a importância de promover a autoeficácia dos candidatos no processo seletivo. Isso pode ser feito por meio do fornecimento de informações realistas sobre as demandas e requisitos do processo, da oferta de oportunidades de prática e do encorajamento do autocuidado e da autoconfiança dos candidatos.

Além da autoeficácia, o suporte social também desempenha um papel crucial na motivação e persistência dos candidatos. O suporte social refere-se ao apoio emocional, informativo e instrumental que as pessoas recebem de suas redes sociais, como familiares, amigos, colegas e profissionais envolvidos no processo seletivo.

Quando os candidatos percebem um suporte social adequado, sentem-se mais encorajados, apoiados e motivados a continuar participando do processo seletivo. Isso pode incluir o compartilhamento de informações relevantes, a oferta de encorajamento e feedback positivo, além de uma sensação de pertencimento e conexão com outros participantes.

Por outro lado, a falta de suporte social adequado pode levar à desmotivação e isolamento dos candidatos, aumentando a probabilidade de desistência. É importante que os profissionais envolvidos no processo seletivo estejam atentos às necessidades sociais e emocionais dos candidatos, oferecendo suporte e criando um ambiente inclusivo e acolhedor.

Para promover a motivação e reduzir a desistência, é crucial considerar a importância da autoeficácia e do suporte social no processo seletivo. Ao ajudar os candidatos a desenvolver uma crença positiva em suas habilidades e fornecer o suporte necessário, é possível aumentar sua motivação e engajamento, tornando mais provável que eles permaneçam no processo seletivo até o final.

Em suma, a autoeficácia e o suporte social desempenham papéis fundamentais na motivação e persistência dos candidatos no processo seletivo. Ao promover a autoeficácia dos candidatos e fornecer suporte social adequado

A percepção de significado e propósito é um aspecto fundamental da motivação humana. Quando os candidatos percebem que sua participação no processo seletivo possui um propósito claro e significativo, eles tendem a se sentir mais motivados e engajados em continuar.

Mas, quando o candidato se avaliou antes por meio dos requisitos e responsabilidades exigidas na vaga e constatou que seus conhecimentos, qualificações estão abaixo do solicitado. É possível que as exigências foram maximizadas causando um aumento de percepção encaminhando a perda de sentido e significado nos processos seletivos.

A psicologia social destaca a importância de fornecer aos candidatos informações claras sobre o propósito do processo seletivo, como os objetivos organizacionais e os critérios de seleção. Além disso, é essencial transmitir aos candidatos como sua participação no processo seletivo contribui para a consecução desses objetivos e para a construção da equipe ou organização.

Ao compreenderem o propósito e a relevância do processo seletivo, os candidatos podem se sentir mais conectados e envolvidos, o que aumenta sua motivação para continuar. Por outro lado, se os candidatos não percebem um sentido claro ou propósito em participar do processo seletivo, eles podem ficar desmotivados e considerar desistir.

Nesse sentido, os psicólogos sociais também destacam a importância de promover a autodeterminação dos candidatos. A autodeterminação refere-se à capacidade de os indivíduos fazerem escolhas e agirem de acordo com seus valores e interesses pessoais. Quando os candidatos têm a oportunidade de expressar suas preferências e interesses durante o processo seletivo, isso fortalece sua motivação intrínseca e senso de controle sobre a situação.

Além disso, é essencial considerar a importância do engajamento dos candidatos no processo seletivo. O engajamento refere-se ao nível de envolvimento ativo e investimento emocional dos candidatos durante as etapas de seleção. Os psicólogos sociais sugerem que criar oportunidades para que os candidatos se envolvam ativamente no processo, por exemplo, por meio de atividades práticas, entrevistas significativas ou a oportunidade de apresentar seus projetos ou ideias, pode aumentar sua motivação e senso de pertencimento.

Ao promover a percepção de significado e propósito, a autodeterminação e o engajamento dos candidatos no processo seletivo, é possível reduzir a desmotivação e a frustração, incentivando-os a persistir e a alcançar melhores resultados.

Em resumo, a percepção de significado e propósito, a autodeterminação e o engajamento são aspectos fundamentais na motivação dos candidatos em um processo seletivo. Ao fornecer informações claras sobre o propósito do processo seletivo, promover a autodeterminação dos candidatos e criar oportunidades de engajamento ativo, é possível aumentar sua motivação e diminuir a desistência no processo seletivo.

Comentários

Postagens mais visitadas

Emprego Inferior Suas Consequências

  Ano 2023. Escrito por Ayrton Junior Psicólogo CRP 06/147208 O presente artigo chama a atenção do para um excelente tópico. Um sujeito ao estar quatro anos desempregado e para não ser despejado da casa se sujeita a trabalhar como operador de caixa de supermercado por não ter opção de escolher empregos por estar com 60 anos de idade. Assumir um trabalho como operador de caixa de supermercado, mesmo que seja uma escolha motivada pela necessidade financeira e pela falta de outras opções, pode ter diversas consequências psicológicas. Aqui estão alguns pontos importantes a serem considerados: Autoestima e Identidade: Para algumas pessoas, a transição para um emprego que está abaixo de suas habilidades ou expectativas profissionais pode afetar sua autoestima e senso de identidade. Elas podem se sentir subvalorizadas ou envergonhadas por estarem em uma posição considerada de menor prestígio. É importante lembrar, no entanto, que o valor de uma pessoa não está diretamente relacionad...

Auto Regular Emoções E Ajustar Comportamentos No Ambiente [...]

  Ano 2023. Escrito por Ayrton Junior Psicólogo CRP 06/147208 O presente artigo encoraja o leitor a fazer a própria observação, sobre sua conduta nos ambientes aos quais está inserido e considerar a baixa imunidade diante de situações estressantes, seja no trabalho, na família, no esporte, nas reuniões e outros. Você já deve saber que a relação entre pais e filhos tem grande influência em diversas esferas do desenvolvimento infantil, certo? Um hábito importante é a autorregulação na Educação Infantil que, apesar de ser promovido pela escola, também deve ser um ponto de atenção em casa. Por essa razão, é importante que os pais, ao lidar com as crianças, busquem incentivá-lo. Pois, a auto regulação é importante em vários ambientes, seja escolar, organizacional, esportivo, familiar e o que você pensar agora enquanto lê o artigo. Encontramos em diversos ambientes adultos que não possuem o mínimo de auto regulação nas emoções e nem tão pouco comportamentos ajustados para reações d...

REDE SOCIAL, O MERCADO DE FUTUROS HUMANOS

  Ano 2021. Escrito por Ayrton Junior Psicólogo CRP 06/147208 O presente artigo chama a atenção do leit@r a observar a manipulação das plataformas se utilizando das tecnologias através das redes sociais para manipular os usuários, onde neste mundo virtual o produto é o ser humano, ou seja, se você não paga o anuncio, você é o produto. Sabemos que no mundo físico temos diversos mercados, exemplo, agropecuária, avicultura, vestuários, automobilístico, imobiliários, financeiro, tecnologias, mercado de tráfico humanos e órgãos humanos e o que você conseguir pensar enquanto lê o artigo. As redes socias propagam a desinformação, o discurso de ódio, a polarização política, teorias da conspiração. Como esses problemas se intensificam nas redes sociais e como escapar das armadilhas? Graças às redes sociais e sua manipulação ideológica, as pessoas modificaram seu comportamento. O mais visível é a radicalização, a intolerância e a insuficiência que, sem perceber, são transmitidas nesses e...

Psicólogo Organizacional Supermercado Não-Escolha

  Ano 2023. Escrito por Ayrton Junior Psicólogo CRP 06/147208 O presente artigo chama a atenção do para um excelente tópico. Vamos compreender o desejo do psicólogo através das abordagens psicanálise, psicologia social e psicologia organizacional. Em se tratando do ambiente o psicólogo tem medo e desejo ao mesmo tempo de atuar como psicólogo organizacional, pois se esquece que agora é uma figura de autoridade. E neste caso surge a reação de aproximação-afastamento, é quando sentimos atração e repulsa pelo mesmo objeto [Ser Psicólogo Organizacional] temos uma situação de aproximação-afastamento. Um exemplo seria o de um operador de caixa que é psicólogo num supermercado e tem o desejo inconsciente de atuar como psicólogo organizacional no supermercado [aproximação], mas o medo de mal interpretado pela supervisão através de punição [afastamento], porque no ato da contratação, ao lhe perguntar se tinha outra formação além de técnico em mecânica, omitiu dizendo que não; e por isso ...

Manipulação Gentil: A Máscara Da Educação Serve Para Controlar

  Ano 2025. Escrito por Ayrton Junior Psicólogo CRP 06/147208 O presente artigo chama a atenção do leitor para um excelente tópico. A Manipulação Gentil: Quando a Máscara da Educação Serve para Controlar Introdução Gentileza é uma virtude. Mas quando usada como disfarce para evitar responsabilidades ou controlar sutilmente o comportamento alheio, ela perde seu valor. No ambiente profissional, esse tipo de atitude — conhecido como manipulação gentil — compromete a clareza das relações e o equilíbrio das tarefas em equipe. É necessário nomear esse comportamento, compreender suas intenções e estabelecer limites com firmeza e respeito. O que é manipulação gentil? Manipulação gentil é o uso estratégico da aparência de gentileza para conseguir algo sem precisar se posicionar de forma direta. A pessoa não diz o que realmente sente ou pensa, mas usa a simpatia como ferramenta de influência ou fuga . Ela evita tarefas, transfere responsabilidades e até impõe sua vontade sem parec...

Estratégia Contra Inação

  Ano 2024. Escrito por Ayrton Junior Psicólogo CRP 06/147208 O presente artigo chama a atenção do leitor para um excelente tópico. A inação é a ausência de ação ou a falta de movimento para lidar com uma situação, resolver um problema ou tomar uma decisão. Ela pode ser causada por diversos fatores, como: Procrastinação: Adiar ações por medo, insegurança ou falta de motivação. Paralisia por análise: Excesso de reflexão ou preocupação com as consequências, levando à indecisão. Falta de confiança: Dúvidas sobre a própria capacidade de enfrentar os desafios. Medo do fracasso: Receio de que os esforços não gerem resultados esperados. Conformismo: Aceitação passiva das circunstâncias, evitando esforço para mudá-las. Exaustão mental ou física: Falta de energia ou recursos para agir. Na psicologia, a inação pode ser interpretada como resultado de conflitos internos, como a censura do superego sobre os desejos do ego (pela psicanálise) ou como um desequilíbrio entre motivaç...

Trabalhar Para Seu Sonho

  Ano 2025. Escrito por Ayrton Junior Psicólogo CRP 06/147208 O presente artigo chama a atenção do leitor para um excelente tópico. Se um indivíduo não trabalha para realizar o seu sonho, estará trabalhando para realizar o sonho do Outro. Mesmo que o sujeito esteja trabalhando realizando o sonho do Outro, ele deve de algum modo usar este trabalho que é realização do Outro como ferramenta para realizar o seu sonho. Essa ideia pode ser explicada pela psicologia do trabalho e pela psicanálise de um jeito simples. Vamos dividir em partes: 1. O que significa "trabalhar para realizar o sonho do Outro"? Quando você trabalha em uma empresa, você está ajudando a realizar a visão e os objetivos de outra pessoa – pode ser o dono do negócio ou os líderes da organização. Isso significa que, se você não estiver trabalhando para o seu próprio sonho, você está investindo seu tempo e energia no sonho de outra pessoa. 2. E o que acontece com o seu sonho? Se você tem um sonho pessoa...

Eu Não Preciso De Um Relacionamento Para Me Sentir Inteiro

  Ano 2025. Escrito por Ayrton Junior Psicólogo CRP 06/147208 O presente artigo chama a atenção do para um excelente tópico. Um sujeito se graduou em teologia e buscou mulheres para namorar na mesma igreja, porém não obteve resultados satisfatório, sempre sendo excluído por algum aspecto que para às mulheres ele não se encaixava. O sujeito depois se graduou em psicologia e passou a acessar apps de relacionamento onde conheceu três mulheres em épocas diferentes, onde chegou a namorar, porém não obteve sucesso nos relacionamentos. O sujeito escolheu afastar se doa app de relacionamento por um tempo longo. Então o sujeito escolhe voltar novamente para os app de relacionamento más não tem sucesso com as mulheres. Sofreu um golpe econômico com uma mulher que conversava pelo whatsapp. Outras mulheres o descartam logo que vê sua aparência pelas fotos, outras excluem porque seus horários são inflexíveis no supermercado. O indivíduo está pensando em sair desta compulsão a repetição de fra...

A Morte Das Identidades – o Fiscal De Caixa, o Teólogo e o Psicólogo

  A Morte Das Identidades – o Fiscal De Caixa, o Teólogo e o Psicólogo Sumário Introdução – O Supermercado como Igreja Onírica e Campo de Envio O supermercado é o palco simbólico da igreja onírica onde o sujeito, travestido de fiscal de caixa, atua sob autorização interior, como psicólogo e teólogo invisível. Assim como Jesus, Davi, Pedro e Paulo precisaram mortificar suas identidades anteriores para cumprir suas vocações, o sujeito enfrenta o mesmo dilema: uma identidade deve morrer para que a outra viva. Referências: Freud, S. (1923). O ego e o id. Winnicott, D. W. (1960). Ego Distortion in Terms of True and False Self. Capítulo 1 – O Chamado e o Silêncio do Outro Explora o conflito entre o chamado interno e a ausência de validação externa. O sujeito sente-se escolhido, mas não enviado. O “Outro” social, que deveria reconhecer sua vocação, permanece em silêncio, produzindo um vazio simbólico. Referências: Freud, S. (1915). Instintos e suas v...

Estagnação: Entre o Desejo e a Realidade

  Autor Fiscal psicólogo Sumário Introdução – A experiência da estagnação psíquica e o adoecimento psicossomático Capítulo 1 – A morte simbólica do objeto de desejo Capítulo 2 – A compulsão à repetição e a fixação libidinal Capítulo 3 – O princípio de realidade como resistência Capítulo 4 – O papel do ego, superego e id na estagnação Capítulo 5 – Caminhos de elaboração e micro-sublimações Epílogo – A pausa como incubação da energia libidinal Conclusão Final – Entre o cansaço e a reinvenção do desejo Referências Bibliográficas Introdução: A experiência da estagnação psíquica e o adoecimento psicossomático A estagnação psíquica é um estado de suspensão entre o desejo e o princípio de realidade. O sujeito sabe o que quer, sente o impulso da libido em direção a um novo objeto de prazer e realização, mas o contexto externo não oferece condições para que esse desejo se concretize. Surge, então, um vazio existencial em que o ego se vê esgotado e descrente. ...