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Medo De Liderar Mantem Psicólogo Em Cargos Inferiores

 Ano 2024. Escrito por Ayrton Junior Psicólogo CRP 06/147208

O presente artigo chama a atenção do leitor para um excelente tópico. A psicanálise, desenvolvida por Sigmund Freud, explora a mente humana em um nível profundo, buscando entender os motivos inconscientes por trás do comportamento humano. Neste caso, o medo de desistir da psicologia pode ser compreendido à luz de conceitos psicanalíticos, como o complexo de Édipo, a ansiedade de castração e o medo da perda de identidade.

Complexo de Édipo: Esse complexo, que ocorre na infância, envolve sentimentos de desejo pelo genitor do sexo oposto e rivalidade com o do mesmo sexo. No caso do psicólogo, ele pode estar projetando a figura do pai ou da mãe ou ainda de Deus na psicologia, desejando se identificar com a profissão, mas ao mesmo tempo temendo a rivalidade, competição com os outros ou aproximar se das qualidades dos outros profissionais ou até mesmo com a própria disciplina.

A projeção é um mecanismo de defesa psicológica no qual uma pessoa atribui a outra pessoa, ou a um objeto, sentimentos, pensamentos ou desejos que ela própria tem, mas que não reconhece em si mesma.

No caso do psicólogo, ele pode estar projetando seu medo de desistir da psicologia sobre figuras parentais ou outros profissionais, e ao mesmo tempo temendo a rivalidade ou competição com eles.

Por exemplo, ele pode projetar o medo de desistir da psicologia sobre a figura do pai ou da mãe ou ainda de Deus, esperando que eles o reprovem ou o critiquem caso ele decida seguir outro caminho profissional por que não consegue empregar se ou prospectar clientes. Isso pode ser baseado em experiências passadas de desaprovação ou crítica por parte dos pais.

Ao mesmo tempo, ele pode temer a rivalidade ou competição com outros profissionais da psicologia, no mercado de trabalho como colegas de trabalho ou professores, que ele vê como mais experientes ou bem-sucedidos do que ele.

Ele pode projetar seu medo de desistir da psicologia sobre essas figuras, imaginando que eles o julgarão ou o criticarão caso ele decida sair da profissão por que não conseguiu rivalizar competir com eles no mercado de trabalho e empregar se ou prospectar clientes.

Finalmente, ele pode temer a rivalidade com a própria psicologia como disciplina, vendo-a como uma entidade poderosa e ameaçadora que o julgará ou o punirá caso ele decida abandonar a profissão.

Ele pode projetar seu medo de desistir da psicologia sobre a disciplina, temendo que ela o rejeite ou o exclua caso ele decida seguir outro caminho.

No entanto, é importante ressaltar que a projeção é um mecanismo de defesa inconsciente, e que o psicólogo pode não estar ciente de que está projetando seu medo de desistir da psicologia sobre essas figuras.

Através da terapia, ele pode explorar essas projeções, compreendendo que elas são uma forma de evitar o confronto com seus próprios sentimentos e desejos.

Isso pode ajudá-lo a se libertar de seu medo e a encontrar um caminho profissional que seja autêntico e significativo para ele.

Ansiedade de Castração: Essa ansiedade, também relacionada à infância, surge quando a criança percebe a diferença entre os sexos e teme perder algo valioso (simbolicamente, a genitália). No caso do psicólogo, ele pode temer perder algo que considera fundamental para sua identidade, como o status, a estabilidade financeira ou o reconhecimento social, ao abandonar a psicologia.

Medo da Perda de Identidade: Freud argumentava que a identidade é construída em torno de complexos e desejos inconscientes. Assim, ao deixar a psicologia, o psicólogo pode temer perder uma parte essencial de si mesmo, construída ao longo de anos de formação e prática profissional.

esolução: Para lidar com esse medo, o psicólogo precisaria trazer à tona esses complexos e ansiedades, explorando-os em terapia. Ele precisaria compreender que, embora deixar a psicologia possa parecer uma perda, também pode ser uma oportunidade para crescimento e mudança. No caso deste psicólogo renunciar a psicologia não será oportunidade para crescer e apenas uma mudança ruim.

Através da terapia, ele poderia explorar seus interesses e valores mais profundos, encontrando uma nova identidade profissional que seja significativa e gratificante.

Ao explorar esses sentimentos em terapia, o psicólogo pode encontrar uma maneira de se libertar desse medo e seguir um caminho que seja autêntico e significativo para ele.

Neste caso, o medo do psicólogo de desistir da psicologia devido à falta de clientes ou oportunidades de emprego pode ser compreendido à luz da teoria psicanalítica, que explora os desejos inconscientes e as defesas psicológicas.

Angústia de Castração e Medo de Perda de Identidade: O psicólogo pode temer que a falta de clientes ou oportunidades de emprego na psicologia seja uma ameaça à sua identidade profissional, o que pode gerar ansiedade de castração.

Ele pode estar projetando esse medo sobre a psicologia, vendo-a como uma disciplina poderosa e ameaçadora que o rejeitará caso ele não consiga clientes ou emprego.

Além disso, ele pode temer a perda de identidade, vendo a psicologia como uma parte essencial de quem ele é.

Complexo de Édipo e Projeção de Culpa: O psicólogo pode estar projetando a figura do pai ou da mãe sobre a psicologia, esperando que ela o rejeite ou o puna caso ele não consiga clientes ou emprego. Ele pode estar se sentindo culpado por não conseguir atender às expectativas dos pais, e Deus que podem ter influenciado sua escolha de carreira.

Ou outra pessoa que está oculta no seu inconsciente que o influenciou e foi desvelado para ele agora que foi sua namorada Elisa no passado que o incentivou a passar por sessões de psicanálise por que ela fazia. E depois o pastor Marco Antônio da igreja do Nazareno.

 

Além disso, ele pode estar se sentindo impotente, vendo a psicologia como uma figura poderosa que o controla e o julga por não conseguir empregar se em instituições e nem consiga prospectar clientes para o consultório particular.

Resolução: Para lidar com esse medo, o psicólogo precisaria trazer à tona esses complexos e ansiedades, explorando-os em terapia.

Ele precisaria compreender que, embora a falta de clientes ou oportunidades de emprego na psicologia possa parecer uma ameaça à sua identidade profissional, também pode ser uma oportunidade para crescimento e mudança.

Através da terapia, ele poderia explorar seus interesses e valores mais profundos, encontrando uma nova identidade profissional que seja significativa e gratificante.

Em resumo, a psicanálise sugere que o medo do psicólogo de desistir da psicologia devido à falta de clientes ou oportunidades de emprego pode ser uma expressão de complexos e ansiedades inconscientes, fantasias de rivalidade relacionados à identidade e ao desejo de aceitação e reconhecimento.

As fantasias de rivalidade podem surgir de desejos inconscientes e ansiedades que são projetados em outras figuras, como Deus, pastores de igreja, o mercado de trabalho ou instituições.

Essas fantasias podem ser uma forma de lidar com sentimentos de inferioridade, inadequação ou medo de ser punido por desejos proibidos.

Por exemplo, um psicólogo pode ter fantasias de rivalidade com Deus, projetando seu medo de desistir da psicologia em uma figura poderosa e autoritária que o julgará e o punirá por seus desejos de desistir da profissão por que há cinco anos não consegue clientes para manter o consultório particular e nem empregar se em instituições.

Ele pode imaginar que Deus o rejeitará ou o castigará por não seguir o caminho que ele acredita ser o certo.

 

Da mesma forma, ele pode ter fantasias de rivalidade com pastores de igreja, vendo-os como figuras autoritárias que o julgarão e o punirão por seus desejos de desistir da psicologia por falta de fé esperança que para o psicólogo é impossível ser contratado, mas para Deus tudo é possível.

Ele pode imaginar que os pastores o rejeitarão ou o castigarão por não seguir a fé ou a vocação que eles acreditam ser a certa.

Além disso, ele pode ter fantasias de rivalidade com o mercado de trabalho ou instituições, vendo-os como figuras poderosas que o julgarão e o punirão por seus desejos de desistir da psicologia por não ter os requisitos exigidos pelo mercado de trabalho.

Ele pode imaginar que o mercado de trabalho ou as instituições o rejeitarão ou o castigarão por não seguir o caminho que eles acreditam ser o certo.

Que é ter as exigências padrão e requisitos de experiências por eles exigidos para ser contratado em instituições e prospectar clientes associando se a alguma plataforma investindo dinheiro mensal e o psicólogo não tem os requisitos mínimos exigidos.

As fantasias de rivalidade podem surgir de desejos inconscientes e ansiedades que são projetados em outras figuras, como Deus, pastores de igreja, o mercado de trabalho ou instituições.

Essas fantasias podem ser uma forma de lidar com sentimentos de inferioridade, inadequação ou medo de ser punido por desejos proibidos.

No caso do psicólogo, suas resistências ao deixar a psicologia podem estar relacionadas a desejos inconscientes, como o desejo de ser aceito, o medo da rejeição ou o medo de se sentir inadequado.

Por exemplo, o psicólogo pode ter resistências ao deixar a psicologia porque tem medo de ser rejeitado por seus colegas ou pela comunidade psicológica.

 

Ele pode estar projetando seu desejo de aceitação sobre a psicologia, vendo-a como uma figura poderosa que o rejeitará se ele decidir seguir outro caminho profissional. Ou for obrigado a seguir outro caminho contra a vontade.

Da mesma forma, ele pode ter resistências ao deixar a psicologia porque tem medo de ser rejeitado por seus clientes. Ele pode estar projetando seu desejo de aceitação sobre seus clientes, vendo-os como figuras poderosas que o rejeitarão se ele decidir seguir outro caminho profissional.

Ou ainda estar projetando em si mesmo o desejo de não aceitação, vendo a si mesmo como uma figura poderosa que o rejeitará se escolher desistir da psicologia e seguir o caminho de fiscal de caixa.

Além disso, ele pode ter resistências ao deixar a psicologia porque tem medo de se sentir inadequado em outra área profissional, exemplo estar trabalhando como fiscal de caixa de supermercado. 

A resistência pode ser resultado de conflitos internos não resolvidos, possivelmente relacionados à autoestima, ao medo do fracasso ou à busca de aprovação.

Por exemplo, a pessoa pode ter uma autoimagem associada à sua identidade profissional como psicóloga, e a ideia de mudar para outra área, exemplo fiscal de caixa pode ameaçar essa identidade levando a perda da identidade de psicólogo.

Tomada de decisão consciente: Incentive o psicólogo a tomar uma decisão consciente em relação à psicologia e ao cargo em que está.

Peça-lhe para considerar suas motivações e desejos mais profundos em relação à profissão e ao cargo atual.

Exemplo prático: O psicólogo pode decidir que deseja permanecer na psicologia e no cargo em que está atualmente, porque acredita que pode fazer a diferença na vida das pessoas e porque gosta do trabalho que faz através da psicologia.

 

Ele pode decidir que está disposto a permanecer no cargo inferior porque acredita que ainda pode contribuir de forma significativa para a profissão de psicologia. Mas não deseja mais pagar o registro para fazer trabalho voluntário sem ser recompensado monetariamente.

Por exemplo, a pessoa pode sentir que não é boa o suficiente para ser um psicólogo contratado , e a decisão de trabalhar como voluntário pode ser uma maneira de evitar a avaliação externa e a comparação com outros profissionais. Mas agora não deseja mais estar nesta condição.

A relação distante do psicólogo com seus colegas de profissão, supervisores e clientes pode ser interpretada como uma forma de evitar confrontar questões internas mais profundas relacionadas à autoestima, ao medo do fracasso ou à busca de aprovação.

Por exemplo, o psicólogo pode se sentir inseguro em relação às suas habilidades profissionais e, por isso, pode evitar interações mais próximas com outros profissionais da área, evitando assim o confronto com suas próprias inseguranças.

Além disso, a relação distante pode ser uma forma de autoproteção contra o desconforto emocional que pode surgir ao enfrentar o desafio de participar de processos seletivos para exercer a profissão de psicólogo.

Por exemplo, o psicólogo pode se sentir ansioso em relação ao processo seletivo e, por isso, pode evitar interações mais próximas com colegas e supervisores, evitando assim o confronto com suas próprias ansiedades.

Essa resistência pode ser interpretada como uma forma de evitar o confronto com a realidade interna, optando por uma solução de compromisso que permite à pessoa manter uma sensação de segurança e controle permanecendo na zona de conforto ou compulsão a repetição.

Por exemplo, o psicólogo pode evitar interações mais próximas com clientes, processos seletivos evitando assim o confronto com suas próprias inseguranças e ansiedades.

 

Além disso, o psicólogo pode começar a explorar suas relações com colegas de profissão, supervisores e clientes, identificando como ele se relaciona com eles e como essas relações podem estar influenciando sua decisão de permanecer no cargo de fiscal de caixa.

Por exemplo, se o psicólogo tem uma relação distante e carregada de inveja, insegurança com seus colegas de trabalho, isso pode ser uma manifestação de um conflito interno relacionado a uma experiência passada de competição ou rivalidade.

Ele pode estar projetando suas próprias inseguranças em relação à sua carreira em seus colegas, e isso pode estar influenciando sua decisão de permanecer no cargo de fiscal de caixa, onde ele se sente superior aos outros e inconsciente se submete a obediência cega em relação a liderança.

Da mesma forma, se o psicólogo tem uma relação distante e carregada de inveja, insegurança com seus supervisores, isso pode ser uma manifestação de um conflito interno relacionado à autoridade e ao poder.

Ele pode estar projetando suas próprias inseguranças em relação à autoridade em seus supervisores, e isso pode estar influenciando sua decisão de permanecer no cargo de fiscal de caixa, onde ele não precisa lidar ou confrontar com a autoridade dos supervisores.

Finalmente, se o psicólogo tem uma relação distante e carregada de ausência de afeto com seus clientes, isso pode ser uma manifestação de um conflito interno relacionado à autoestima e ao reconhecimento.

Ele pode estar projetando suas próprias inseguranças em relação ao sucesso e ao reconhecimento em seus clientes, em seus colegas de trabalho, em seus supervisores e isso pode estar influenciando sua decisão de permanecer no cargo de fiscal de caixa, onde ele não precisa lidar com as expectativas e demandas dos clientes.

Na psicanálise, a relação com a autoridade é muitas vezes vista como um reflexo das experiências passadas e da dinâmica familiar. Vamos imaginar um cenário:

 

Um funcionário, João, cresceu em um ambiente familiar onde um dos pais era muito autoritário e dominante. Isso pode ter causado uma série de sentimento de insegurança e inadequação em relação à autoridade. Esses sentimentos podem se manifestar de maneira inconsciente em situações futuras onde João tem que lidar com figuras de autoridade, como seus supervisores, professores, gestores, gerentes, fiscal de caixa, policial dentre outras figuras.

Por exemplo, João pode ter tido uma experiência negativa em um emprego anterior numa multinacional, onde alguns supervisores foram muito severos e críticos e autoritários. E também uma experiência negativa em um emprego inferior quando trabalhou em uma empresa de hierarquia familiar, onde o proprietário foi muito severo, crítico e autoritário. Também em uma situação, onde se reabilitou em uma cínica de reabilitação para dependentes químicos e teve uma experiência com o evangelho negativa, onde os monitores e o pastor titular agia de maneira severa, critica e autoritária.

Isso pode ter deixado uma impressão duradoura em sua mente inconsciente, fazendo com que ele evite situações semelhantes no futuro. Em vez disso, ele pode se sentir mais confortável em um papel onde ele tem mais controle e não precisa lidar diretamente com a autoridade de seus supervisores.

Imagine que João, o fiscal de caixa, teve experiências anteriores em que se sentiu desconfortável com figuras de autoridade, como chefes ou supervisores. Talvez ele tenha tido um chefe que sempre o criticava ou que ele achava intimidador. Esse tipo de experiência pode criar inseguranças e ansiedades em relação à autoridade.

Agora, no trabalho atual de João, seus supervisores podem ser pessoas muito competentes e justas, mas João, inconscientemente, projeta suas próprias inseguranças sobre eles. Em sua mente, ele pode interpretar mal suas ações ou palavras como ameaçadoras ou críticas, mesmo que não sejam.

Como resultado, João pode se sentir mais confortável em seu papel de fiscal de caixa, onde ele tem menos interações diretas com os supervisores. Ele pode evitar situações onde sente que precisa lidar com a autoridade deles, porque isso desperta seus medos e inseguranças.

João é um fiscal de caixa e tem líder de fiscal de caixa e supervisores que gerenciam seu trabalho. Ele pode estar sentindo inseguranças em relação à autoridade desses supervisores e líder fiscal do sexo feminino. Isso pode acontecer porque, em sua infância, João teve experiências onde se sentiu intimidado ou criticado por figuras de autoridade, como seus pais [pai ou mãe] ou professores.

Quando João interage com seus supervisores no trabalho, ele pode estar projetando essas inseguranças neles. Isso significa que ele vê os supervisores como figuras de autoridade negativas, mesmo que eles não sejam. Por exemplo, se um supervisor der um conselho construtivo a João, ele pode interpretar isso como uma crítica injusta, porque ele está projetando seus próprios medos e inseguranças.

Como resultado, João pode preferir permanecer no cargo de fiscal de caixa, onde ele não precisa lidar tanto com a autoridade dos supervisores. Isso pode ser uma maneira de evitar confrontar suas próprias inseguranças.

Na psicanálise, seria importante para João explorar esses sentimentos e entender de onde eles vêm. Ele pode descobrir que suas inseguranças são mais sobre suas próprias experiências passadas do que sobre as ações reais de seus supervisores, professores, gestores, Deus e outras figuras de autoridade.

Continuando com a explicação sobre a abordagem psicanalítica, é importante ressaltar que a psicanálise não vê as pessoas como totalmente conscientes de seus próprios sentimentos e motivações. Muitas vezes, nossos pensamentos e ações são influenciados por desejos e medos que estão no nível inconsciente da mente.

No caso de João, ele pode não estar ciente de que está projetando suas próprias inseguranças em seus supervisores. Ele pode estar apenas sentindo uma sensação de desconforto ou resistência em relação a eles, sem entender completamente o motivo.

A psicanálise sugere que, para João, é importante explorar esses sentimentos e tentar entender de onde eles vêm. Isso pode envolver falar sobre suas experiências passadas com um terapeuta, ou até mesmo fazer um exercício de auto-reflexão para tentar identificar os padrões de pensamento que estão influenciando suas ações.

 

Ao fazer isso, João pode começar a desenvolver uma compreensão mais profunda de suas próprias inseguranças em relação à autoridade e, eventualmente, encontrar maneiras de lidar com elas de uma forma mais saudável. Por exemplo, ele pode descobrir que suas inseguranças são baseadas em experiências passadas que não são relevantes para sua situação atual, e isso pode ajudá-lo a se sentir mais à vontade em seu papel de fiscal de caixa.

Na psicanálise, um dos conceitos-chave é o da "projeção". Projeção é quando atribuímos nossos próprios pensamentos, sentimentos ou desejos a outra pessoa. Muitas vezes, isso ocorre de forma inconsciente, o que significa que não estamos cientes de que estamos fazendo isso.

No caso de João, ele pode estar projetando suas próprias inseguranças em relação à autoridade em seus supervisores. Isso significa que ele pode estar interpretando as ações ou palavras de seus supervisores como críticas ou ameaçadoras, mesmo que eles não tenham essa intenção. Por exemplo, se um supervisor der um conselho construtivo a João, ele pode interpretar isso como uma crítica injusta, porque ele está projetando seus próprios medos e inseguranças.

Essa projeção pode estar influenciando a decisão de João de permanecer no cargo de fiscal de caixa. Ele pode preferir esse papel porque ele tem menos interações diretas com seus supervisores e, portanto, sente menos necessidade de lidar com suas próprias inseguranças em relação à autoridade.

No caso de João, ele pode estar projetando suas próprias inseguranças em relação à autoridade em seus supervisores. Isso significa que ele pode estar interpretando as ações ou palavras de seus supervisores como críticas ou ameaçadoras, mesmo que eles não tenham essa intenção. Por exemplo, se um supervisor der um conselho construtivo a João, ele pode interpretar isso como uma crítica injusta, porque ele está projetando seus próprios medos e inseguranças.

 

Essa projeção pode estar influenciando a decisão de João de permanecer no cargo de fiscal de caixa. Ele pode preferir esse papel porque ele tem menos interações diretas com seus supervisores e, portanto, sente menos necessidade de lidar com suas próprias inseguranças em relação à autoridade.

Na psicanálise, seria importante para João explorar esses sentimentos e entender de onde eles vêm. Isso pode envolver falar sobre suas experiências passadas com um terapeuta, ou até mesmo fazer um exercício de auto-reflexão para tentar identificar os padrões de pensamento que estão influenciando suas ações.

Ao fazer isso, João pode começar a desenvolver uma compreensão mais profunda de suas próprias inseguranças em relação à autoridade e, eventualmente, encontrar maneiras de lidar com elas de uma forma mais saudável. Por exemplo, ele pode descobrir que suas inseguranças são baseadas em experiências passadas que não são relevantes para sua situação atual, e isso pode ajudá-lo a se sentir mais à vontade em seu papel de fiscal de caixa.

Portanto, sob a perspectiva da psicanálise, a decisão de João de permanecer de modo inconsciente no cargo de fiscal de caixa pode ser uma forma de evitar confrontar suas próprias inseguranças em relação à autoridade. Ele pode se sentir mais seguro e protegido em um papel onde ele está no controle e não precisa lidar com figuras de autoridade que desencadeiam sentimentos de inadequação e insegurança.

Análise da infância e experiências passadas: João pode começar a refletir sobre sua infância e como as figuras de autoridade, como seus pais, professores ou outros adultos, influenciaram sua visão de autoridade. Ele pode perguntar a si mesmo como essas figuras de autoridade lidavam com o poder e como isso afetou sua própria relação com a obediência e a autoridade.

Exploração dos relacionamentos atuais: João pode analisar seus relacionamentos atuais, tanto pessoais quanto profissionais, e como ele interage com figuras de autoridade. Ele pode se perguntar se ele tende a ser excessivamente obediente, rebelde ou se ele tem dificuldade em encontrar um equilíbrio saudável entre respeitar a autoridade e manter sua própria autonomia.

Autoconhecimento: João pode praticar a auto-observação e a auto reflexão para entender melhor suas próprias motivações e emoções em relação à autoridade. Ele pode se perguntar por que ele se sente tão desconfortável com figuras de autoridade e o que ele pode fazer para superar esses sentimentos.

Exercícios de autoafirmação: João pode praticar exercícios de autoafirmação para construir sua autoestima e confiança. Isso pode incluir técnicas como a visualização positiva, a escrita de afirmações diárias ou a prática de exercícios de relaxamento e meditação. Enfrentamento: Eu desejo e consigo, mesmo com minhas inseguranças supervisionar e monitorar transações financeiras, lidar e resolver problemas de clientes, organizar a situação financeira, treinar e desenvolver pessoas para desempenharem funções de modo eficaz, preparar relatórios para tomas de decisões, agir em conformidade com as leis e realizar tarefa as administrativas e comunicar-me assertivamente com figuras de autoridade porque sou autoconfiante.

Supervisão e Monitoramento: O fiscal de caixa é responsável por garantir a integridade das transações financeiras e dos registros de caixa. Isso pode envolver supervisionar o trabalho dos caixas, verificar a precisão das transações, contagem de dinheiro e a reconciliação dos registros de caixa.

Atendimento ao Cliente: Em muitos casos, o fiscal de caixa também pode ser responsável por lidar com os clientes, resolver problemas e questões relacionadas às transações financeiras, e fornecer assistência e orientação quando necessário.

Segurança Financeira: O fiscal de caixa também pode desempenhar um papel na segurança financeira da organização, garantindo que os procedimentos adequados estejam em vigor para proteger o dinheiro e os ativos da empresa.

Treinamento e Desenvolvimento: Em algumas organizações, o fiscal de caixa pode ser responsável por treinar e desenvolver a equipe de caixas, garantindo que eles tenham as habilidades e o conhecimento necessários para realizar suas funções de forma eficaz.

Relatórios e Análise: O fiscal de caixa pode ser responsável por preparar relatórios financeiros, analisar dados e fornecer informações úteis para a tomada de decisões gerenciais.

Conformidade e Regulamentação: O fiscal de caixa pode ser responsável por garantir que todas as transações financeiras estejam em conformidade com as leis e regulamentos aplicáveis.

Outras Tarefas Administrativas: Dependendo da organização, o fiscal de caixa também pode ser responsável por realizar outras tarefas administrativas, como o processamento de pagamentos, a gestão de inventário ou a coordenação de atividades relacionadas ao caixa.

Isso pode envolver a análise das interações passadas e presentes do psicólogo com essas pessoas e como essas interações podem estar relacionadas às suas motivações e resistências inconscientes.

A libertação de um medo profundo, como o medo de permanecer em um cargo inferior e desistir da psicologia, envolve um processo de autoexploração e compreensão dos desejos e ansiedades inconscientes que estão por trás desse medo. 

 

 

 

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