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Psicólogo Já Não Busca Com Frequência Por Vagas De Emprego Na Área Da Psicologia

 Ano 2024. Escrito por Ayrton Junior Psicólogo CRP 06/147208

O presente artigo chama a atenção do leitor para um excelente tópico. Um psicólogo já não busca com frequência vagas de emprego na área da psicologia. O que aponta esse comportamento?

Na perspectiva psicanalítica, o comportamento de um psicólogo que não busca frequentemente vaga de emprego na área pode ser interpretado através de diferentes conceitos psicanalíticos. Vamos explorar algumas possíveis interpretações:

Princípio do Prazer e Princípio da Realidade:

O Princípio do Prazer refere-se ao desejo de obter gratificação imediata e evitar o desconforto.

O Princípio da Realidade envolve lidar com o mundo real, aceitando limitações e atrasando a gratificação quando necessário.

Se o psicólogo não busca ativamente vagas de emprego, pode indicar uma resistência inconsciente em lidar com as demandas e desafios da realidade, preferindo manter-se em uma situação confortável ou familiar, mesmo que isso signifique adiar o avanço profissional.

Mecanismos de Defesa:

Mecanismos de defesa são estratégias psicológicas inconscientes para proteger o ego do estresse e da ansiedade.

A negação é um exemplo, onde aspectos da realidade são rejeitados ou minimizados. E outros mecanismos de defesa influenciando o comportamento do psicólogo.

A falta de busca ativa por emprego pode ser uma forma de negação, onde o psicólogo evita conscientemente ou inconscientemente lidar com a necessidade de mudança ou enfrentar desafios profissionais.

 

Transferência e Contratransferência:

Transferência refere-se à projeção de emoções do passado para outras pessoas ou situações.

Contratransferência é a resposta do terapeuta a essa projeção.

Se o psicólogo teve experiências negativas no passado relacionadas ao emprego na área da psicologia, isso pode influenciar sua relutância em buscar novas oportunidades. Pode haver uma transferência de emoções não resolvidas para as situações de emprego.

Complexo de Inferioridade:

O complexo de inferioridade, proposto por Alfred Adler, envolve sentimentos de inadequação e incapacidade.

A pessoa pode evitar situações que exacerbem esses sentimentos.

Se o psicólogo não busca ativamente emprego, pode refletir um complexo de inferioridade, onde ele evita expor-se a avaliações externas que poderiam desencadear sentimentos de inadequação.

Essas interpretações são especulativas e baseadas em princípios psicanalíticos. Vale ressaltar que diferentes abordagens psicológicas podem oferecer perspectivas alternativas sobre esse comportamento. Além disso, o entendimento psicanalítico é apenas uma entre várias lentes teóricas para analisar o comportamento humano.

Continuando a exploração psicanalítica do comportamento do psicólogo que não busca ativamente vagas de emprego na área, podemos considerar mais alguns elementos:

Estágios do Desenvolvimento Psicossexual (Freud):

Freud propôs que o desenvolvimento psicossexual ocorre em estágios, como oral, anal, fálico, latência e genital.

Problemas não resolvidos em estágios anteriores podem afetar o comportamento adulto.

Se o psicólogo enfrentou dificuldades em estágios anteriores de sua vida ou carreira, isso pode influenciar seu comportamento atual. Por exemplo, uma experiência negativa na fase fálica (relacionada à busca de identidade e desenvolvimento da sexualidade) pode se refletir em dificuldades na busca de emprego.

Inconsciente Coletivo (Jung):

Jung introduziu o conceito de inconsciente coletivo, que contém elementos compartilhados por toda a humanidade, como arquétipos.

Símbolos universais podem influenciar o comportamento.

Pode ser que o psicólogo esteja influenciado por arquétipos ou símbolos relacionados ao trabalho e ao emprego, o que pode afetar suas atitudes inconscientes em relação à busca de emprego.

Dinâmica de Grupo (Bion):

Bion explorou a dinâmica de grupos e o papel dos processos inconscientes nesses contextos.

O grupo pode servir como um campo para expressar e projetar questões individuais.

Se o psicólogo está envolvido em grupos profissionais ou de colegas, as dinâmicas de grupo podem influenciar sua atitude em relação à busca de emprego. Pode haver medos inconscientes de rejeição ou competição que afetam seu comportamento.

Culpa e Superego (Freud):

O superego representa a moral internalizada e pode resultar em sentimentos de culpa.

A busca de emprego pode desencadear sentimentos de inadequação ou culpa.

Se o psicólogo associa a busca de emprego a violações do superego, como a autopromoção, isso pode gerar resistência inconsciente.

 

É importante ressaltar que a análise psicanalítica é interpretativa e subjetiva. Cada indivíduo é único, e a psicanálise é apenas uma abordagem entre muitas para entender o comportamento humano. Fatores contextuais, sociais e cognitivos também desempenham papéis significativos na compreensão do comportamento de um psicólogo em relação à busca de emprego.

Certamente, podemos explorar mais algumas perspectivas psicanalíticas para entender o comportamento do psicólogo que não busca ativamente vagas de emprego na área:

Conflitos Inconscientes:

A psicanálise sugere que muitos comportamentos são influenciados por conflitos inconscientes entre impulsos e mecanismos de defesa.

A resistência em buscar emprego pode ser uma manifestação de um conflito entre o desejo de progresso profissional e a ansiedade associada a essa mudança.

Papéis de Gênero (Freud e Feministas Psicanalíticas):

Freud explorou ideias sobre identidade de gênero e complexos de Édipo e Electra.

Perspectivas feministas na psicanálise destacaram como as expectativas de gênero podem influenciar o comportamento.

O psicólogo pode estar enfrentando desafios relacionados às expectativas sociais de gênero na busca de emprego, o que pode influenciar suas escolhas e resistências.

Introversão e Extroversão (Jung):

Jung propôs os conceitos de introversão e extroversão, sugerindo que essas características influenciam a forma como as pessoas se relacionam com o mundo externo.

Um psicólogo mais introvertido pode ter uma abordagem diferente na busca de emprego em comparação com alguém mais extrovertido.

A preferência de introversão pode levar a estratégias mais passivas na busca de emprego, como a espera por oportunidades surgirem, em vez de uma abordagem proativa.

Memórias e Traumas Relacionados ao Trabalho:

Experiências passadas traumáticas ou negativas no ambiente de trabalho podem influenciar o comportamento atual.

Memórias de desafios profissionais anteriores podem criar resistência à procura ativa de emprego.

A psicanálise sugere que traumas não resolvidos podem se manifestar no presente, influenciando a atitude em relação ao trabalho e à busca de emprego.

Ao considerar essas perspectivas, é crucial lembrar que a psicanálise é uma abordagem teórica complexa e interpretativa. O comportamento humano é multifacetado, e várias influências podem moldar as escolhas de um indivíduo. Além disso, uma abordagem integrativa, considerando também aspectos cognitivos, comportamentais e sociais, pode fornecer uma compreensão mais abrangente do comportamento do psicólogo em questão.

Vamos explorar mais algumas perspectivas psicanalíticas que podem fornecer insights sobre o comportamento do psicólogo que não busca ativamente vagas de emprego na área:

Resistência à Mudança (Freud):

Freud introduziu o conceito de resistência como uma defesa contra ideias perturbadoras ou conflitos inconscientes.

A busca de emprego pode representar uma mudança significativa, e a resistência pode surgir como uma forma de evitar confrontar desconfortos ou ansiedades associadas a essa mudança.

Identificação e Modelagem (Freud e Klein):

A identificação é o processo de incorporar características de outras pessoas.

Se o psicólogo teve modelos negativos de busca de emprego ou experiências ruins nessa área, ele pode internalizar esses padrões e resistir a seguir um caminho diferente.

Fantasias Inconscientes sobre o Trabalho (Klein):

Melanie Klein explorou as fantasias inconscientes presentes nas relações interpessoais.

Fantasias relacionadas ao trabalho, como medos de falha, críticas ou competição, podem influenciar a disposição do psicólogo para buscar emprego ativamente.

Recalque (Freud):

O recalque envolve a supressão de pensamentos ou desejos inaceitáveis para a consciência.

O psicólogo pode estar reprimindo desejos ou aspirações relacionados à carreira que, quando trazidos à tona, podem causar ansiedade.

Comportamento Auto-Sabotador (Fenichel):

Auto-sabotagem refere-se a comportamentos que impedem o próprio sucesso.

A falta de busca ativa por emprego pode ser uma forma de auto-sabotagem, possivelmente relacionada a sentimentos de inadequação ou medo do sucesso.

Análise dos Sonhos (Freud):

Freud acreditava que os sonhos continham elementos do inconsciente.

Explorar os sonhos do psicólogo pode revelar desejos, medos ou conflitos relacionados à carreira.

Ao examinar o comportamento do psicólogo à luz desses conceitos psicanalíticos, é importante reconhecer a complexidade da psique humana e que várias influências podem interagir para moldar o comportamento. Além disso, a integração de abordagens complementares, como a cognitivo-comportamental ou a humanista, pode fornecer uma compreensão mais completa e aplicável ao contexto específico do indivíduo.

Certamente, vamos explorar algumas perspectivas adicionais no contexto da psicanálise para compreender o comportamento do psicólogo que não busca ativamente emprego na área:

Transferência Negativa:

A transferência envolve a projeção de emoções e sentimentos passados para figuras atuais.

Se o psicólogo teve experiências negativas em ambientes de trabalho anteriores, pode transferir essas emoções para a ideia de procurar novas oportunidades de emprego, criando resistência.

Conceito de Self (Kohut):

Kohut destacou a importância do desenvolvimento saudável do self e a busca por gratificação de necessidades psicológicas básicas.

Se o psicólogo está satisfeito em outros aspectos da vida, pode haver menos motivação para buscar ativamente emprego, especialmente se o trabalho não for percebido como uma fonte significativa de gratificação.

Estágio de Desenvolvimento Profissional (Erikson):

Erikson propôs estágios de desenvolvimento ao longo da vida, cada um com suas crises psicossociais.

Se o psicólogo estiver enfrentando uma crise relacionada à identidade profissional, pode manifestar-se na falta de busca ativa por emprego.

Avaliação do Valor Pessoal (Rogers):

A teoria centrada na pessoa de Carl Rogers enfatiza a importância da congruência entre o self real e o self ideal.

Se o psicólogo percebe uma desconexão entre suas habilidades, interesses e o que é valorizado em seu campo profissional, pode hesitar em procurar emprego ativamente.

Projeção (Melanie Klein):

Melanie Klein explorou a projeção de emoções internas em objetos externos.

Se o psicólogo tem sentimentos não resolvidos sobre o trabalho ou a busca de emprego, pode projetá-los na atividade de procurar trabalho, criando resistência.

Ansiedade de Separação (Bowlby):

O conceito de Bowlby sobre a ansiedade de separação na infância pode ser extrapolado para a vida adulta.

Buscar emprego pode ser visto como uma separação de ambientes conhecidos, e a ansiedade associada a essa separação pode resultar na falta de iniciativa na procura de trabalho.

Essas interpretações psicanalíticas são abstrações teóricas e não devem ser consideradas como diagnósticos ou análises definitivas de um indivíduo específico. O comportamento humano é complexo e multifacetado, e uma avaliação completa deve considerar várias influências e contextos. Além disso, abordagens terapêuticas práticas podem ser mais úteis para compreender as questões específicas enfrentadas pelo psicólogo em questão.

Narcisismo (Freud e Kohut):

Freud e Kohut abordaram o conceito de narcisismo, referindo-se ao amor próprio e ao investimento nas próprias características.

O psicólogo pode estar satisfeito com seu estado atual, encontrando gratificação em outras áreas da vida que não envolvem busca ativa de emprego.

Angústia de Castração (Freud):

A angústia de castração é um conceito freudiano relacionado a temores de perda de algo valioso.

A busca de emprego pode simbolicamente representar uma ameaça à estabilidade ou status atual, desencadeando angústia.

Motivação Inconsciente (Maslow):

Abraham Maslow propôs uma hierarquia de necessidades, desde as mais básicas até as mais elevadas.

Se as necessidades básicas do psicólogo estão satisfeitas em sua situação atual, a motivação para buscar emprego pode ser reduzida.

Inconsciente Cultural (Fanon e Freire):

Autores como Frantz Fanon e Paulo Freire exploraram questões de opressão e conscientização cultural.

Se o psicólogo internalizou estigmas culturais ou experiências de discriminação no contexto profissional, isso pode impactar a busca ativa de emprego.

Competência Percebida (Bandura):

Albert Bandura destacou a importância da competência percebida na tomada de decisões.

Se o psicólogo duvida de suas habilidades ou se percebe como inadequado para certos papéis, pode evitar a busca ativa de emprego para evitar confrontar essas dúvidas.

Desejo de Segurança (Horney):

Karen Horney discutiu a busca por segurança como uma das principais motivações humanas.

A busca de emprego pode representar uma ameaça à sensação de segurança, especialmente se houver preocupações financeiras ou medo do desconhecido.

Essas interpretações continuam a ilustrar como diferentes conceitos psicanalíticos podem ser aplicados para entender o comportamento complexo do psicólogo em relação à busca de emprego. Cabe ressaltar que essas análises são especulativas e teóricas, e a aplicação prática de estratégias terapêuticas específicas seria mais apropriada para lidar com questões individuais. O entendimento profundo de um indivíduo requer uma abordagem holística e integrativa que considere várias influências internas e externas.

Internalização de Normas Sociais (Durkheim e Freud):

Émile Durkheim e Freud exploraram como as normas sociais são internalizadas.

O psicólogo pode internalizar normas que valorizam a estabilidade e resistir à mudança, influenciando sua atitude em relação à busca de emprego.

Papel da Relação Terapêutica (Winnicott):

Donald Winnicott destacou a importância da relação terapêutica no desenvolvimento emocional.

Se o psicólogo encontra satisfação emocional significativa na prática atual, isso pode criar resistência à busca de emprego em outras áreas.

Ciclos de Autossabotagem (Kohut e Malan):

Kohut falou sobre autossabotagem como resultado de falhas na formação do self.

Se o psicólogo teve experiências anteriores de autossabotagem, pode relutar em se envolver em atividades que considera arriscadas, como procurar emprego ativamente.

Teoria do Estresse (Selye):

Hans Selye desenvolveu a teoria do estresse, explorando a resposta do organismo a estímulos externos.

A busca ativa de emprego pode ser percebida como uma fonte de estresse, levando a uma resistência inconsciente para evitar essa tensão.

Inconsciente Coletivo e Arquétipos (Jung):

Jung introduziu o conceito de inconsciente coletivo, que inclui arquétipos universais.

Arquétipos relacionados ao trabalho, como o "herói" que busca novas aventuras profissionais, podem influenciar o comportamento do psicólogo.

Perfeccionismo (Ferenczi e Freud):

Sándor Ferenczi e Freud discutiram o perfeccionismo como um mecanismo de defesa.

Se o psicólogo tem padrões perfeccionistas que acredita não conseguir atender em um novo ambiente de trabalho, isso pode resultar em resistência.

Memória de Trauma (van der Kolk):

Bessel van der Kolk explorou como o trauma pode afetar a memória e o comportamento.

Se o psicólogo teve experiências traumáticas no contexto profissional, a busca de emprego pode desencadear memórias dolorosas e resistência.

Essas considerações adicionais continuam a destacar a complexidade das dinâmicas psíquicas que podem influenciar a busca de emprego do psicólogo. Abordar esses aspectos requer uma análise cuidadosa e uma abordagem terapêutica personalizada que leve em consideração o contexto específico da vida e da história do indivíduo.

Identificação com Figuras de Autoridade (Freud):

Freud discutiu o conceito de identificação, que envolve a internalização de características de figuras de autoridade.

Se o psicólogo teve figuras de autoridade na área da psicologia que não seguiram caminhos tradicionais de carreira, isso pode influenciar sua própria disposição em buscar ativamente emprego.

Teoria do Apego (Bowlby):

John Bowlby desenvolveu a teoria do apego, enfatizando a importância das relações emocionais na infância.

Se o psicólogo tem uma forte ligação emocional com sua situação atual, isso pode criar uma resistência inconsciente à busca de emprego, pois a mudança é percebida como uma ameaça ao apego emocional.

Consciência Social (Fromm):

Erich Fromm explorou a consciência social e a influência das estruturas sociais nas escolhas individuais.

O psicólogo pode ser influenciado por normas sociais que valorizam a estabilidade e resistem à mudança, afetando sua disposição para buscar emprego ativamente.

Complexo de Inferioridade (Adler):

Alfred Adler introduziu o conceito de complexo de inferioridade, sugerindo que as pessoas buscam superar sentimentos de inadequação.

Se o psicólogo percebe a busca de emprego como uma ameaça ao seu senso de competência, pode resistir a essa mudança.

Reações ao Luto (Kübler-Ross):

Elisabeth Kübler-Ross identificou estágios de reações ao luto, que podem se aplicar a várias mudanças na vida.

A busca de emprego pode representar uma perda simbólica, desencadeando estágios de negação, raiva, barganha, depressão e aceitação.

Relações de Objeto (Fairbairn):

Ronald Fairbairn explorou as relações de objeto, focando na internalização de representações mentais de outras pessoas.

Se o psicólogo internalizou modelos de carreira negativos ou experiências traumáticas de outros profissionais, isso pode afetar sua disposição para buscar emprego ativamente.

Ciclos de Repetição (Freud e Ferenczi):

Freud e Ferenczi discutiram como padrões inconscientes podem se repetir na vida de uma pessoa.

Se o psicólogo teve ciclos repetitivos de desafios no trabalho, pode resistir à busca de emprego ativamente para evitar a repetição desses padrões.

Essas perspectivas adicionais ampliam ainda mais a compreensão das possíveis dinâmicas psicanalíticas que podem influenciar o comportamento do psicólogo em relação à busca de emprego. Como sempre, uma avaliação holística e colaborativa, talvez através de uma abordagem terapêutica, é fundamental para entender a complexidade única de sua situação individual.

Dinâmica Familiar (Bowen):

Murray Bowen desenvolveu a teoria dos sistemas familiares, explorando a dinâmica entre membros familiares.

A resistência do psicólogo à busca de emprego pode ser influenciada por dinâmicas familiares, como expectativas não ditas ou padrões estabelecidos.

Complexo de Eleição (Jung):

Jung propôs o conceito de complexo de eleição, relacionado à escolha consciente ou inconsciente de um destino.

O psicólogo pode estar agindo de acordo com um complexo de eleição, escolhendo permanecer na situação atual por razões profundas e muitas vezes inconscientes.

Crenças Limitantes (Ellis e Beck):

Albert Ellis e Aaron Beck desenvolveram terapias cognitivas, destacando o papel das crenças na emoção e comportamento.

Crenças limitantes sobre as próprias habilidades ou o mercado de trabalho podem contribuir para a resistência do psicólogo à busca ativa de emprego.

Mitos e Narrativas Pessoais (Narratologia):

A narratologia explora como as pessoas constroem narrativas pessoais para dar significado às suas vidas.

O psicólogo pode ter internalizado uma narrativa que favorece a estabilidade e resistência à mudança, influenciando suas escolhas de carreira.

Autoconceito (Rogers):

Carl Rogers enfatizou a importância do autoconceito na saúde mental.

Se o psicólogo tem um autoconceito ligado à sua posição atual, ele pode resistir a buscar emprego ativamente para evitar confrontar mudanças na percepção de si mesmo.

Fatores de Estigma (Goffman):

Erving Goffman discutiu o estigma social e como as pessoas gerenciam informações que podem ser estigmatizantes.

O psicólogo pode resistir à busca de emprego devido ao medo de ser estigmatizado ou julgado por outros profissionais.

Ao integrar essas perspectivas adicionais, podemos ter uma visão ainda mais abrangente das influências psicanalíticas que podem moldar o comportamento do psicólogo em relação à busca de emprego. Como sempre, o entendimento dessas dinâmicas é um processo complexo que se beneficiaria de uma abordagem terapêutica individualizada e colaborativa.

Inércia Psicológica (Kegan):

Robert Kegan explorou a ideia de inércia psicológica, sugerindo que as pessoas podem resistir a mudanças mesmo quando desejam avançar.

A inércia psicológica pode ser um fator contribuinte à resistência do psicólogo em buscar ativamente emprego, apesar do desejo potencial de mudança.

Desilusão Profissional (Freud e Winnicott):

Desilusões profissionais passadas podem deixar marcas emocionais profundas.

Se o psicólogo experimentou decepções significativas no passado relacionadas ao trabalho, isso pode afetar sua disposição para buscar novas oportunidades.

Autonomia e Dependência (Horney):

Karen Horney abordou questões de autonomia e dependência nas relações humanas.

O psicólogo pode resistir à busca de emprego ativo se isso implicar uma transição de uma posição de dependência para uma maior autonomia, gerando ansiedade.

Efeito Zeigarnik (Zeigarnik):

A psicóloga Bluma Zeigarnik introduziu o efeito Zeigarnik, destacando que as pessoas tendem a lembrar tarefas incompletas com mais frequência do que as concluídas.

O psicólogo pode resistir à busca de emprego ativo se perceber a transição como uma tarefa inacabada, desencadeando a lembrança constante dessa pendência.

Estigma do Desemprego (Link e Phelan):

Link e Phelan desenvolveram a teoria do estigma, explicando como a sociedade estigmatiza certas condições.

O estigma associado ao desemprego pode influenciar o psicólogo a evitar ativamente a busca por emprego devido ao medo do julgamento social.

Medo do Fracasso (Ariely):

Dan Ariely explorou o impacto do medo do fracasso nas escolhas humanas.

Se o psicólogo teme que a busca ativa de emprego resulte em falha, pode resistir a essa ação para evitar a possível confirmação desse medo.

Autenticidade e Autenticidade Reivindicada (Kierkegaard):

Søren Kierkegaard discutiu a importância da autenticidade na vida humana.

A busca de emprego ativo pode ser vista como uma expressão da autenticidade, e a resistência pode surgir se o psicólogo não se sente alinhado autenticamente com esse caminho.

Terror da Liberdade (Fromm):

Erich Fromm introduziu o conceito de "terror da liberdade", referindo-se ao medo da responsabilidade e da escolha.

A busca ativa de emprego pode ser percebida como uma expressão dessa liberdade, e a resistência pode ser uma reação ao medo associado a essa liberdade.

Essas perspectivas finais continuam a destacar a complexidade do comportamento do psicólogo em relação à busca de emprego, sugerindo uma interação intrincada de fatores psicológicos, sociais e emocionais. Abordar essas questões de maneira terapêutica e reflexiva pode ser fundamental para entender e superar as resistências presentes.

Apego ao Conhecido (Ferenczi):

Ferenczi explorou a resistência à mudança e a preferência pelo conhecido.

O psicólogo pode resistir à busca de emprego ativo devido a uma inclinação natural para permanecer em ambientes familiares, mesmo que não sejam os mais satisfatórios.

Hedonismo Psicológico (Kahneman e Tversky):

Daniel Kahneman e Amos Tversky introduziram o conceito de hedonismo psicológico, sugerindo que as pessoas buscam minimizar o desconforto emocional.

A busca ativa de emprego pode ser percebida como uma ameaça ao hedonismo psicológico, aumentando o desconforto emocional e levando à resistência.

Teoria da Realidade Psíquica (Winnicott):

Winnicott propôs a teoria da realidade psíquica, sugerindo que as pessoas criam uma realidade psíquica que pode ser diferente da realidade objetiva.

Se a realidade psíquica do psicólogo está confortável em sua situação atual, ele pode resistir a enfrentar a realidade objetiva de buscar novas oportunidades.

Desejo de Estabilidade (Murray):

Henry Murray discutiu o desejo humano de estabilidade e previsibilidade.

O psicólogo pode resistir à busca ativa de emprego se o desejo de estabilidade superar o desejo de explorar novas oportunidades.

Nostalgia Profissional (Anderson e van Esch):

 

Estudos sugerem que as pessoas podem ter uma "nostalgia profissional" ao lembrar positivamente de experiências passadas de trabalho.

O psicólogo pode resistir à busca de emprego ativo devido a uma idealização das experiências passadas em comparação com o desconhecido futuro profissional.

Ambivalência em Relação à Autonomia (Baumeister):

Baumeister explorou a ambivalência em relação à autonomia, sugerindo que as pessoas podem desejar autonomia, mas também temer suas consequências.

O psicólogo pode resistir à busca de emprego ativo devido à ambivalência em relação à autonomia profissional e suas implicações.

Ciclos de Autonegação (Kohut):

Kohut abordou a autonegação como um mecanismo de defesa para manter a coesão do self.

O psicólogo pode resistir à busca de emprego ativo se isso for percebido como uma forma de autonegação, ameaçando a coesão do self existente.

Cada uma dessas perspectivas adicionais oferece um ângulo único para entender as complexidades subjacentes ao comportamento do psicólogo em relação à busca de emprego. A integração dessas abordagens pode ser valiosa para desenvolver estratégias terapêuticas específicas que ajudem o psicólogo a lidar com as resistências e avançar em sua trajetória profissional.

 

 

 

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  Ano 2025. Autor [Ayrton Junior Psicólogo] Introdução Este livro nasce da escuta de um conflito silencioso: o de um sujeito que, formado em Psicologia, atua como fiscal de caixa em um supermercado — um espaço de intensa dinâmica social, mas carente de reconhecimento subjetivo. O personagem central, o fiscal psicólogo , simboliza o homem moderno dividido entre o trabalho que sustenta o corpo e o desejo que alimenta a alma . No entanto, o ambiente organizacional, regido por normas e metas, torna-se o espelho de uma estrutura psíquica aprisionada: o superego institucional, que reprime o desejo de ser, em nome do dever de parecer produtivo. Pela lente da psicanálise , este livro propõe uma escuta — ou, como diria Lacan, uma escanálise — da dor de um sujeito que, sem perceber, retirou a libido de sua própria função. A análise busca compreender o processo inconsciente que o levou a se perceber como um “fiscal morto” , sem prazer, sem reconhecimento e sem o brilho do desejo que...