Pular para o conteúdo principal

O Caixão do Fiscal Psicólogo: uma leitura psicanalítica da série Mortos S.A. como metáfora do luto pela identidade profissional

 Introdução

A série Mortos S.A. utiliza o humor para retratar o cotidiano de uma funerária, onde a morte deixa de ser apenas um acontecimento biológico para tornar-se parte da rotina organizacional. Caixões, velórios, preparação dos corpos, conflitos administrativos, relações de poder e disputas familiares compõem um cenário que, para além da comédia, pode ser compreendido como uma rica metáfora dos processos psíquicos de perda, transformação e reconstrução da identidade.

Na perspectiva da Psicologia Organizacional, a série evidencia temas como cultura organizacional, conflitos de papéis, liderança, resistência à mudança, identidade ocupacional e sofrimento no trabalho (Schein, 2017; Zanelli, Borges-Andrade & Bastos, 2014). Já sob a ótica da psicanálise, esses elementos podem adquirir um significado simbólico, representando os processos de luto vividos pelo ego diante da ameaça de perder objetos de investimento afetivo e identitário (Freud, 1917/2010).

É nesse contexto que a série pode funcionar como um espelho para o sujeito que possui formação em Psicologia, mas exerce a função de fiscal de caixa em um supermercado. Durante o período de férias, ele se vê diante de um impasse: deseja não retornar ao supermercado e espera conseguir um emprego como psicólogo em alguma instituição. Entretanto, diante da ausência dessa oportunidade e das limitações financeiras, passa a imaginar que precisará abandonar o projeto profissional que estruturou sua identidade por muitos anos.

Sob essa perspectiva, Mortos S.A. deixa de ser apenas uma narrativa sobre funerárias e transforma-se numa metáfora do trabalho psíquico de luto. O caixão, o velório, o preparo do corpo, a escolha da madeira e até mesmo o preço do funeral podem simbolizar o sofrimento de um sujeito que teme precisar "sepultar" sua identidade profissional para continuar sobrevivendo em uma ocupação que já não reconhece como expressão de si.

A identidade profissional como objeto de investimento libidinal

Freud (1917/2010) descreve que o ego investe energia psíquica (libido) em pessoas, ideais, projetos e identidades. Quando um desses investimentos é ameaçado, inicia-se o trabalho de luto.

No caso do fiscal de caixa psicólogo, o investimento não ocorreu apenas na obtenção do diploma, mas na construção de uma identidade voltada ao cuidado, à escuta clínica, ao desenvolvimento humano e à atuação institucional.

Quando o sujeito permanece durante anos exercendo uma função distante desse ideal, pode surgir um intenso conflito entre identidade profissional e papel ocupacional. O sofrimento deixa de estar relacionado apenas ao cargo exercido e passa a atingir a própria representação que o sujeito possui de si mesmo.

O supermercado e a funerária: organizações que espelham conflitos humanos

Embora a funerária retratada em Mortos S.A. e o supermercado pertençam a setores completamente distintos, ambas representam organizações compostas por:

  • hierarquia;
  • relações de poder;
  • conflitos interpessoais;
  • normas institucionais;
  • comunicação informal;
  • disputas por reconhecimento;
  • pressão por resultados.

Sob a ótica da Psicologia Organizacional, ambas demonstram que o sofrimento ocupacional frequentemente nasce menos da tarefa em si e mais da qualidade das relações estabelecidas dentro da organização (Dejours, 1992).

Assim, a funerária torna-se uma metáfora da organização onde o sujeito trabalha: um espaço no qual sua identidade parece perder vitalidade.

A atenção seletiva e a escolha da série

Entre centenas de títulos disponíveis na plataforma, justamente uma série sobre uma funerária desperta interesse.

A Psicologia Cognitiva explica esse fenômeno pela atenção seletiva: estímulos relacionados às preocupações atuais tendem a capturar mais facilmente o foco da consciência.

A psicanálise amplia essa compreensão ao sugerir que o inconsciente também participa da seleção dos objetos de interesse. Símbolos relacionados à perda, transformação e encerramento podem exercer maior atração quando dialogam com conflitos internos ainda não elaborados (Freud, 1900/2019).

A escolha da série pode, portanto, representar uma tentativa inconsciente de simbolizar um sofrimento que ainda não encontrou palavras suficientes para ser elaborado.

O caixão do fiscal psicólogo

Na metáfora construída a partir da série, o caixão deixa de abrigar um corpo físico e passa a representar o lugar onde o sujeito imagina precisar depositar sua identidade de psicólogo.

Escolher o caixão simboliza admitir a possibilidade de encerramento de um projeto existencial.

O preço do caixão representa o custo emocional dessa renúncia.

A madeira simboliza a concretude da realidade, lembrando que o princípio da realidade frequentemente impõe limites ao princípio do prazer (Freud, 1920/2010).

Preparar cuidadosamente o corpo pode simbolizar o esforço do ego para organizar psiquicamente essa perda, conferindo-lhe uma forma suportável.

Na fantasia do sujeito, não seria seu corpo que ocuparia o caixão, mas a identidade profissional construída ao longo da graduação, dos sonhos, dos investimentos afetivos e da expectativa de exercer a Psicologia em uma instituição.

O velório da identidade profissional

O velório representa o reconhecimento coletivo da perda.

Na metáfora psicanalítica, o sujeito imagina que familiares, colegas, professores e pessoas significativas testemunhariam simbolicamente o fim daquele projeto profissional.

Essa fantasia evidencia a dimensão social da identidade ocupacional. Trabalhar não significa apenas obter renda; significa também ocupar um lugar simbólico na sociedade (Ciampa, 1987).

Quando o sujeito sente que esse lugar desaparece, pode experimentar intenso sofrimento narcísico.

O luto antecipatório

Um aspecto importante dessa leitura é que o sujeito ainda não perdeu objetivamente sua identidade de psicólogo.

O que existe é a ameaça de que isso venha a ocorrer caso seja obrigado a retornar ao supermercado.

Assim, o psiquismo inicia um luto antes mesmo da confirmação definitiva da perda.

Esse movimento pode ser compreendido como um luto antecipatório, no qual o ego começa a desligar investimentos afetivos de um ideal que percebe como cada vez menos alcançável.

Entre o desejo e a realidade

Freud descreve que a vida psíquica é marcada pela tensão entre o princípio do prazer e o princípio da realidade.

O desejo do sujeito aponta para o exercício institucional da Psicologia.

A realidade impõe necessidades financeiras, estabilidade e sobrevivência.

Nesse conflito, o ego tenta construir soluções possíveis, ainda que dolorosas.

É nesse momento que a metáfora do caixão ganha força: ela representa a fantasia de que somente enterrando um desejo será possível continuar vivendo.

Entretanto, do ponto de vista psicanalítico, permanece uma pergunta essencial: estaria realmente morrendo a identidade de psicólogo ou apenas uma forma específica de imaginá-la?

Essa questão impede que a metáfora seja tomada como destino inevitável.

Considerações finais

A série Mortos S.A. pode ser compreendida como uma poderosa metáfora dos processos de luto, transformação e reconstrução da identidade profissional.

Para o fiscal de caixa que possui formação em Psicologia, a funerária simboliza um espaço psíquico onde o ego tenta elaborar a ameaça de perder um projeto profundamente investido ao longo da vida.

O caixão deixa de representar a morte biológica para tornar-se o símbolo do possível sepultamento de uma identidade profissional.

O velório representa o reconhecimento dessa perda.

O preço do funeral simboliza o custo emocional da renúncia.

A madeira lembra que toda existência está submetida às limitações impostas pela realidade.

Entretanto, a própria psicanálise convida a uma reflexão crítica: o sofrimento vivido pelo sujeito pode expressar o medo de perder uma identidade, mas isso não significa necessariamente que essa identidade tenha deixado de existir. Entre o desejo e a realidade permanece um espaço de elaboração, no qual novos significados e novas formas de exercer a profissão ainda podem ser construídos.

Assim, o maior espelho oferecido por Mortos S.A. talvez não seja a confirmação da morte da identidade de psicólogo, mas a dramatização do intenso trabalho psíquico realizado pelo ego quando teme precisar abrir mão de um ideal que organizou sua história.

Referências

Ciampa, A. C. (1987). A estória do Severino e a história da Severina. Brasiliense.

Dejours, C. (1992). A loucura do trabalho: estudo de psicopatologia do trabalho. Cortez.

Freud, S. (2010). Luto e melancolia. In: Obras Completas (Vol. 12). Companhia das Letras. (Obra original publicada em 1917).

Freud, S. (2010). Além do princípio do prazer. In: Obras Completas (Vol. 14). Companhia das Letras. (Obra original publicada em 1920).

Freud, S. (2019). A interpretação dos sonhos. Companhia das Letras. (Obra original publicada em 1900).

Schein, E. H. (2017). Cultura organizacional e liderança. Atlas.

Zanelli, J. C., Borges-Andrade, J. E., & Bastos, A. V. B. (2014). Psicologia, organizações e trabalho no Brasil. Artmed.

 

Comentários

Postagens mais visitadas

O Jogo De Esconder Objetos

  Ano 2022. Escrito por Ayrton Junior Psicólogo CRP 06/147208 O presente artigo chama a atenção do leit@r a notabilizar o conceito de brincadeira, é a ação de brincar, divertir, entreter, distrair. Geralmente são jogos livres que têm a finalidade de encenar e utilizar objetos lúdicos. A principal diferença entre a brincadeira para outras atividades diárias é a sua natureza divertida e criativa. A brincadeira de esconder e achar objetos promove a memória e a percepção de que as coisas, que lhe pertence podem permanecer nos lugares mesmo que a criança, o adolescente ou até o adulto não consiga as ver, o que é uma conquista extremamente importante nessa faixa etária. Além disso, dando um comando verbal com o nome de elementos que já lhes são familiares, acaba-se estimulando uma comunicação que envolve a linguagem e uma apropriação de palavras que vão acabar compondo o seu vocabulário. Esconde-esconde objetos é o jeito de brincar: Uma das crianças é escolhida para esconder um objet...

PLANO DE AÇÃO PARA MELHORIA DO AMBIENTE DE TRABALHO NO SUPERMERCADO

  Ano 2025. Escrito por Ayrton Junior Psicólogo CRP 06/147208 O presente artigo chama a atenção do leitor para um excelente tópico. ### **1. Objetivo Geral** Reduzir os riscos psicossociais no ambiente de trabalho do supermercado, promovendo bem-estar, engajamento e qualidade de vida para os colaboradores. ### **2. Diagnóstico Inicial** - Aplicar uma pesquisa de clima organizacional para identificar principais dificuldades e insatisfações. - Realizar entrevistas com colaboradores de diferentes setores para entender suas necessidades e desafios. - Avaliar os índices de rotatividade, absenteísmo e conflitos internos. ### **3. Ações Preventivas e Corretivas** #### **3.1. Melhoria das Relações Interpessoais** - Implementar treinamentos sobre inteligência emocional e resolução de conflitos. - Criar espaços para comunicação aberta entre liderança e equipe, como reuniões quinzenais. - Estabelecer um canal anônimo para feedbacks e sugestões dos colaboradores. ####...

O esvaziamento libidinal do ego e o bloqueio do desejo sob a censura do superego: uma leitura psicanalítica a partir do caso do fiscal de caixa

  Ano 2025. Escrito por Ayrton Junior Psicólogo CRP 06/147208 Resumo O presente estudo propõe uma leitura psicanalítica sobre a perda do investimento libidinal no contexto do trabalho e da vocação, tomando como referência o caso de um fiscal de caixa que, após anos de dedicação, não encontra mais sentido em suas atividades laborais nem motivação para exercer a profissão de psicólogo. O fenômeno é analisado à luz das formulações de Freud e Lacan, com ênfase na relação entre o ego, o superego e o desejo, buscando compreender como o excesso de idealização e a censura superegóica podem conduzir ao esvaziamento libidinal, à inibição do desejo e à alienação subjetiva diante do princípio de prazer. 1. Introdução O caso em análise refere-se a um sujeito que, embora formado em Psicologia e movido inicialmente pelo desejo de ajudar pessoas a se libertarem de sofrimentos emocionais e vícios, encontra-se atualmente exercendo a função de fiscal de caixa em um supermercado . Com o ...

Música Volume Alto

  Ano 2023. Escrito por Ayrton Junior Psicólogo CRP 06/147208 O presente artigo chama a atenção do leitor para um excelente tópico. Um sujeito quando está com raiva aparente de algo aumenta o volume da música no ritmo de academia no máximo. Claro, vou tentar explicar isso pela perspectiva da psicanálise de uma maneira acessível para iniciantes. Raiva aparente: Quando alguém está com raiva aparente, significa que essa pessoa está demonstrando sua raiva de maneira visível, como aumentar o volume da música ao máximo. A raiva é uma emoção que pode surgir quando nos sentimos frustrados, irritados ou contrariados. Estímulos inconscientes e conscientes: Na psicanálise, a mente é dividida em três partes: o consciente, o pré-consciente e o inconsciente. O consciente é onde estamos cientes de nossos pensamentos e ações. O pré-consciente é onde pensamentos que não estão no momento presente podem ser trazidos à consciência. O inconsciente contém pensamentos e sentimentos que não estamos ...

Chicago P.D. como espelho psicossocial do fiscal de caixa psicólogo: identidade profissional, pertencimento, autoridade e reconhecimento no supermercado

  Introdução A série Chicago P.D. , produzida como drama policial, acompanha a Unidade de Inteligência do Departamento de Polícia de Chicago, responsável por investigações de crimes graves e liderada pelo sargento Hank Voight. A própria descrição institucional da série enfatiza a atuação coletiva da unidade, a busca pela justiça, a proteção da cidade e, simultaneamente, os conflitos produzidos pelas mudanças no sistema de justiça e pelas formas de liderança e atuação da equipe. Embora o universo policial esteja muito distante do cotidiano de um supermercado, a série pode ser utilizada como objeto cultural para uma leitura pela Psicologia Social e pela Psicologia das Organizações , especialmente quando se observa a relação entre indivíduo, grupo, papel profissional, autoridade, reconhecimento, hierarquia e instituição. Nesse sentido, Chicago P.D. torna-se um espelho simbólico particularmente interessante para compreender a experiência de um trabalhador que ocupa a função de f...

Estudo de Caso Clínico: O Luto do Ideal e a Ressonância Contratransferencial

  1. Viñeta Clínica e Histórico do Paciente Identificação: Marcelo (nome fictício), 32 anos, psicólogo de formação (graduado em 2018), atuando de forma autônoma como psicanalista em consultório particular.   Demanda e Queixa Secundária: Marcelo busca análise pessoal impulsionado por um quadro de esgotamento, angústia flutuante e sentimentos intensos de desamparo. Relata que, desde a sua graduação, tentou sucessivamente inserção em seleções públicas, clínicas conveniadas e instituições hospitalares, recebendo recusas sistemáticas. Mantém a prática clínica privada com poucos atendimentos, sentindo-se "invisível" social e financeiramente.   O Ponto de Inflexão (Gatilho Clínico): O estopim para a busca de sua própria análise ocorreu durante o manejo das sessões de um paciente recém-chegado, André, que atravessa o luto drástico pela morte repentina da figura materna. Marcelo relatou à sua analista: "Eu me pego paralisado nas sessões com o André. Quando ele ...

Não conseguiu construir caminho de sucesso: O Luto da Trajetória Profissional na Psicologia

  Introdução O término da graduação marca, para muitos profissionais, o ponto de partida de um projeto de vida focado na consolidação de uma carreira funcional, sustentável e reconhecida. No entanto, o percurso acadêmico e o esforço individual nem sempre garantem a inserção ou o êxito nos variados campos de atuação que a profissão promete. Entre o momento da formação, em 2018, e a maturidade profissional projetada para 2026, a vivência contínua de insucessos em múltiplos eixos pode conduzir o indivíduo a uma profunda reavaliação sobre a viabilidade de permanecer em determinada área. Quando todos os caminhos desenhados e executados culminam na ausência de retorno prático, o reconhecimento do encerramento de um ciclo e a elaboração do luto profissional emergem não como fraqueza, mas como um processo fundamental de reorganização existencial e ocupacional. A Articulação dos Caminhos Tentados (2018–2026) Ao longo de oito anos, foram empreendidos esforços deliberados em praticament...

Dinâmica De Poder Nas Instituições – Psicologia Organizacional

  Ano 2023. Escrito por Ayrton Junior Psicólogo CRP 06/147208 O presente artigo chama a atenção do para um excelente tópico. A dinâmica de poder em uma organização refere-se à distribuição e ao exercício do poder entre os membros e diferentes níveis hierárquicos dentro da empresa. O poder é uma influência que permite que um indivíduo ou grupo afete o comportamento ou as decisões dos outros. Existem diferentes teorias e abordagens para entender a dinâmica de poder em uma organização. Vou apresentar alguns dos principais através da psicologia organizacional. Teoria das bases de poder: Essa teoria, proposta por French e Raven, identifica cinco bases de poder que uma pessoa pode ter na organização. São elas: Poder coercitivo: baseia-se no medo de punição ou consequências negativas. Poder de recompensa: baseia-se na capacidade de recompensar ou oferecer incentivos. Poder legítimo: baseia-se na autoridade formal concedida pela posição hierárquica. Poder de especialista: bas...

Fases Da Sexualidade Na Escolha Da Carreira

  Ano 2023. Escrito por Ayrton Junior Psicólogo CRP 06/147208 O presente artigo chama a atenção do para um excelente tópico. A teoria das fases da sexualidade, proposta por Sigmund Freud, inclui as seguintes fases: fase oral, fase anal, fase fálica, período de latência e fase genital. Cada fase está associada a diferentes aspectos do desenvolvimento psicossexual. Lembre-se de que essa teoria é apenas uma perspectiva e foi criticada por muitos estudiosos ao longo dos anos. Claro, vou explicar cada uma das fases da sexualidade de acordo com a abordagem da psicanálise de forma simplificada: Fase Oral: Na primeira fase, que ocorre durante os primeiros anos de vida, o foco está na boca. As crianças exploram o mundo principalmente através da boca, chupando objetos e experimentando tudo com a boca. A satisfação vem da alimentação e da sensação de conforto oral. Fase Anal: A fase anal acontece por volta dos 2 aos 3 anos de idade. Aqui, o foco se volta para o controle dos esfínctere...

Suportando O Sofrimento Do Agressor

  Ano 2023. Escrito por Ayrton Junior Psicólogo CRP 06/147208 O presente artigo chama a atenção do leitor a fim de observar o sofrimento humano. Na abordagem da psicanálise, o sofrimento prolongado causado por outra pessoa pode ser analisado em termos de motivações conscientes e inconscientes. Vou explicar esses conceitos para o leitor. Consciente: Os motivos conscientes são aqueles que estão acessíveis à nossa consciência. São pensamentos, sentimentos e desejos que temos clareza de que existem e podemos identificar facilmente. Quando uma pessoa suporta muito sofrimento causado por outra pessoa, ela pode ter algumas motivações conscientes para isso: Medo de consequências: A pessoa pode temer que, se confrontar ou se opuser ao agressor, isso poderá resultar em retaliações, violência física ou emocional, perda de relacionamentos importantes, entre outros. Assim, ela pode optar por suportar o sofrimento para evitar essas possíveis consequências negativas. Dependência emocional...