Ano 2023. Escrito por Ayrton Junior Psicólogo CRP 06/147208
O
presente artigo chama a atenção do para um excelente tópico. Um Operador de
caixa conta moedas no caixa e alguns colaboradores observam e comecam a fazer
bullying com ele. Mas os próprios funcionários não se observam que também tem o
mesmo comportamento no caixa. Quais são as Motivações conscientes e
inconscientes para esses colaboradores ficarem julgando o comportamento do
colega de trabalho.
Na
abordagem psicanalítica, as motivações conscientes e inconscientes para os
colaboradores julgarem e fazerem bullying com o operador de caixa podem ser
analisadas considerando alguns conceitos fundamentais. Vou explicar de forma
simplificada para você, como se fosse um iniciante na psicanálise.
Inveja:
A inveja é uma motivação inconsciente que surge quando uma pessoa sente um
desejo intenso por algo que outra pessoa possui e ela própria não tem. No caso
dos colaboradores que fazem bullying com o operador de caixa, eles podem sentir
inveja das habilidades dele em contar as moedas ou de qualquer outro aspecto
que considerem valioso.
Mecanismo
de defesa: Os colaboradores podem usar mecanismos de defesa inconscientes para
lidar com suas próprias inseguranças ou sentimentos de inadequação. Por
exemplo, ao ridicularizar o operador de caixa, eles podem estar tentando
diminuir seus próprios sentimentos de inferioridade.
Projeção:
A projeção é um mecanismo de defesa pelo qual uma pessoa atribui a outras
pessoas características, emoções ou comportamentos que ela própria possui, mas
não está consciente disso. No caso do bullying, os colaboradores podem projetar
suas próprias inseguranças e sentimentos de inadequação no operador de caixa,
encontrando nele um alvo para expressar suas próprias frustrações.
Dinâmica
de grupo: O comportamento de bullying pode ser reforçado pelo contexto social
do grupo de colaboradores. Quando um indivíduo começa a fazer bullying, os
outros podem se juntar por pressão social, buscando se encaixar ou até mesmo
por medo de serem alvo do próprio bullying.
Autoafirmação:
Ao ridicularizar o operador de caixa, os colaboradores podem buscar uma
sensação de poder e superioridade. Eles podem sentir prazer em se colocar em
uma posição de julgamento e menosprezo em relação ao colega, o que pode
reforçar sua própria autoestima.
É
importante ressaltar que essas motivações inconscientes podem variar de pessoa
para pessoa, e nem todos os colaboradores podem compartilhar exatamente as
mesmas motivações. A abordagem psicanalítica busca compreender as dinâmicas
inconscientes que influenciam o comportamento humano, mas é necessário um
estudo mais aprofundado para analisar individualmente cada caso específico de
bullying.
Satisfação
das pulsões agressivas: De acordo com a teoria psicanalítica, todos nós temos
impulsos agressivos inatos, chamados de pulsões de morte ou pulsões agressivas.
Essas pulsões podem se manifestar de diferentes maneiras e podem ser
direcionadas para fora, em forma de agressão contra os outros. No caso do
bullying, os colaboradores podem encontrar uma satisfação temporária dessas
pulsões agressivas ao ridicularizar o operador de caixa.
Busca
por identificação grupal: A identificação grupal é um fenômeno em que as
pessoas buscam se identificar e se sentir parte de um grupo específico. No
contexto do bullying, os colaboradores podem se unir em torno do comportamento
de ridicularização do operador de caixa como forma de fortalecer os laços de
identidade grupal e reforçar sua própria sensação de pertencimento.
Necessidade
de reafirmação social: Algumas pessoas podem buscar a aprovação e a validação
dos outros como uma forma de se sentirem valorizadas e importantes. Ao ridicularizar
o operador de caixa, os colaboradores podem estar buscando essa reafirmação
social por parte dos demais colegas, na tentativa de se sentirem aceitos e
reconhecidos dentro do grupo.
Transferência
de culpa: Os colaboradores podem projetar suas próprias frustrações,
insatisfações ou erros no operador de caixa, transferindo a responsabilidade
pelos seus problemas para ele. Dessa forma, ao focarem no comportamento do
colega de trabalho, eles podem evitar confrontar e lidar com suas próprias
questões.
Repetição
de padrões passados: O bullying pode ser uma expressão de padrões de
comportamento que foram aprendidos e internalizados ao longo da vida dos
colaboradores. Se eles foram vítimas de bullying no passado, podem reproduzir
esses comportamentos como uma forma de lidar com suas próprias feridas
emocionais, perpetuando o ciclo de violência.
Essas
são apenas algumas possíveis motivações conscientes e inconscientes que os
colaboradores podem ter ao julgarem e fazerem bullying com o operador de caixa.
É importante lembrar que cada indivíduo é único e pode ter uma combinação de
diferentes motivações. O processo de análise psicanalítica busca investigar e
compreender essas dinâmicas para ajudar a tratar e transformar os
comportamentos prejudiciais.
Desejo
de reafirmar hierarquias e poder: O bullying pode ser uma forma de estabelecer
uma dinâmica de poder e controle dentro do grupo de colaboradores. Ao
ridicularizar o operador de caixa, os agressores podem buscar reafirmar sua
posição de superioridade e dominância sobre ele, consolidando hierarquias e
demonstrando seu poder perante os demais.
Busca
por alívio de ansiedades pessoais: Os colaboradores podem ter suas próprias
ansiedades e tensões pessoais que, consciente ou inconscientemente, buscam
aliviar através do bullying. Ao focar no comportamento do operador de caixa e
direcionar suas críticas a ele, podem encontrar um alívio temporário de suas
próprias angústias internas.
Identificação
com o agressor: Algumas pessoas podem identificar-se com o comportamento de
agressão e bullying, adotando-o como uma forma de se protegerem e se sentirem
mais seguras. Os colaboradores que se juntam ao bullying podem estar
identificados com o agressor principal e, por meio desse comportamento, buscam
evitar se tornarem alvos.
Busca
por distração e entretenimento: Infelizmente, o bullying pode ser visto por
alguns indivíduos como uma forma de entretenimento, mesmo que às custas do
sofrimento alheio. Os colaboradores que ridicularizam o operador de caixa podem
encontrar prazer ou diversão nessa dinâmica, ignorando as consequências
negativas para o colega.
Ausência
de empatia e reflexão: Por fim, alguns colaboradores simplesmente podem carecer
de empatia, a capacidade de se colocar no lugar do outro e compreender suas
emoções. Essa falta de empatia pode levar à insensibilidade diante do
sofrimento do operador de caixa, bem como à falta de reflexão sobre seus
próprios comportamentos.
É
importante ressaltar que, embora essas motivações possam explicar os
comportamentos de bullying, isso não justifica nem valida essas ações
prejudiciais. A psicanálise busca compreender os processos psíquicos que
influenciam o comportamento humano, mas também valoriza a importância da
responsabilidade individual e da busca por transformação e crescimento pessoal.
Necessidade
de autoafirmação e segurança: O bullying pode ser uma forma de os colaboradores
buscarem reafirmar sua própria segurança e autoestima. Ao diminuir o operador
de caixa, eles podem acreditar que estão elevando sua própria posição e importância
dentro do grupo, encontrando uma sensação de proteção e valorização.
Repressão
de traumas ou dificuldades pessoais: Os colaboradores podem ter experiências
passadas dolorosas ou dificuldades emocionais que estão reprimidas no
inconsciente. Ao focar no comportamento do operador de caixa e agir de forma
agressiva, eles podem estar reprimindo suas próprias angústias e traumas não
resolvidos.
Influência
do ambiente de trabalho: O ambiente de trabalho, incluindo as relações
hierárquicas e a cultura organizacional, pode influenciar o comportamento dos
colaboradores. Se existem normas ou valores implícitos que encorajam a
competição desleal ou a desvalorização dos outros, isso pode contribuir para o
bullying.
Desejo
de se encaixar no grupo: Alguns colaboradores podem aderir ao comportamento de
bullying como uma forma de se ajustarem ao grupo e serem aceitos pelos demais.
Eles podem acreditar que, ao se juntarem ao bullying, estarão fortalecendo seus
vínculos sociais e evitando a exclusão do grupo.
Ignorância
sobre os efeitos do bullying: Alguns colaboradores podem não ter consciência
dos impactos negativos do bullying no operador de caixa. Eles podem subestimar
o sofrimento e o impacto psicológico causado pelas suas ações, pois não
compreendem completamente as consequências emocionais para a vítima.
A
psicanálise procura investigar essas motivações inconscientes e trazer à
consciência os processos psíquicos que influenciam o comportamento humano. No
entanto, é fundamental destacar que o bullying é uma conduta prejudicial e
inaceitável, e o tratamento dessas motivações não deve ser usado como desculpa
ou justificativa para o comportamento agressivo. O foco deve estar na promoção
de um ambiente de trabalho saudável, no combate ao bullying e na promoção da
empatia, respeito e colaboração entre os colaboradores.
Busca
por controle e dominação: O bullying pode ser uma forma de os colaboradores
exercerem controle e dominação sobre o operador de caixa. Ao ridicularizá-lo e
humilhá-lo, eles podem sentir uma sensação de poder ao estabelecerem-se como
superiores e submeterem o colega à sua vontade.
Efeito
de contágio social: Em certos casos, o comportamento de bullying pode se
espalhar como um efeito de contágio social. Um colaborador pode iniciar o
bullying e os demais, ao testemunharem esse comportamento, podem se sentir
encorajados a adotá-lo também, seguindo o exemplo e buscando se encaixar no
grupo.
Desejo
de desviar atenção de si mesmos: Os colaboradores podem se envolver no bullying
como uma forma de desviar a atenção e o foco de suas próprias falhas,
inseguranças ou problemas pessoais. Ao apontarem os supostos defeitos do
operador de caixa, eles podem distrair os outros e evitar que suas próprias
fragilidades sejam percebidas.
Satisfação
de necessidades inconscientes de destruição: Em alguns casos, o bullying pode
ser motivado por uma satisfação inconsciente das pulsões destrutivas presentes
no psiquismo humano. Essas pulsões podem ser direcionadas para fora, levando a
uma agressão desproporcional e prejudicial contra o operador de caixa.
Sensação
de superioridade: Os colaboradores que fazem bullying podem buscar uma sensação
de superioridade em relação ao operador de caixa. Ao menosprezá-lo e
humilhá-lo, eles podem tentar elevar sua própria autoestima e reafirmar sua
posição social dentro do grupo de trabalho.
É
importante ressaltar que o bullying é um comportamento prejudicial e não deve
ser tolerado em nenhum ambiente, inclusive no local de trabalho. Essas
motivações conscientes e inconscientes, embora possam fornecer uma compreensão
das dinâmicas envolvidas, não justificam ou desculpam o bullying. É essencial
promover uma cultura de respeito, empatia e apoio mútuo no ambiente de
trabalho, incentivando o diálogo, a conscientização e a intervenção adequada para
prevenir e combater o bullying.
Desejo
de afirmação de identidade: Os colaboradores que fazem bullying podem buscar
afirmar sua própria identidade e pertencimento ao grupo através do rebaixamento
do operador de caixa. Ao denegrir o colega, eles podem se sentir mais seguros e
confiantes em sua posição no ambiente de trabalho.
Repressão
de emoções e vulnerabilidades: O bullying pode ser uma forma de os
colaboradores reprimirem e negarem suas próprias emoções e vulnerabilidades. Ao
focar no comportamento do operador de caixa, eles desviam a atenção de seus
próprios sentimentos desconfortáveis e desafios pessoais, projetando-os no
colega.
Busca
por alívio de tensões internas: O ato de fazer bullying pode proporcionar um
alívio temporário das tensões e frustrações internas dos colaboradores. Ao
descarregar sua agressividade no operador de caixa, eles podem experimentar uma
sensação momentânea de liberação e alívio de suas próprias pressões.
Desejo
de se destacar perante os demais: Alguns colaboradores podem buscar se destacar
e chamar a atenção dos demais através do bullying. Ao serem os agressores, eles
podem se sentir mais notados e reconhecidos pelo grupo, mesmo que seja por meio
de comportamentos negativos.
Influência
de dinâmicas de poder anteriores: Experiências prévias de dinâmicas de poder,
seja em outros contextos ou mesmo em suas relações interpessoais passadas,
podem influenciar os colaboradores a repetir esses padrões de comportamento no
ambiente de trabalho. O bullying pode ser uma forma de reproduzir essas
dinâmicas, buscando um senso de familiaridade e controle.
É
importante destacar que o bullying é prejudicial e causa danos significativos
tanto à vítima quanto ao ambiente de trabalho como um todo. É essencial
promover uma cultura de respeito, empatia e colaboração, estimulando a
conscientização sobre os efeitos negativos do bullying e implementando medidas
para prevenir e combater esse comportamento nocivo. A psicanálise pode ajudar a
compreender as motivações subjacentes, mas é necessário um esforço coletivo
para promover um ambiente de trabalho saudável e inclusivo.
Necessidade
de reforçar sua própria autoimagem: Os colaboradores podem recorrer ao bullying
como uma maneira de reforçar sua própria autoimagem e autoestima. Ao diminuir o
operador de caixa, eles podem se sentir superiores e mais confiantes em relação
a si mesmos.
Desejo
de pertencer a um grupo poderoso: Os colaboradores podem ver o bullying como
uma forma de pertencer a um grupo considerado poderoso ou influente dentro do
ambiente de trabalho. Ao aderirem ao comportamento de bullying, eles buscam se
alinhar com os colegas que têm mais influência, na tentativa de obter
benefícios ou proteção.
Satisfação
de necessidades inconscientes de submissão: Alguns colaboradores podem ter
necessidades inconscientes de exercer poder e controle sobre outros indivíduos,
encontrando satisfação pessoal no ato de subjugar o operador de caixa. Essas
necessidades podem estar ligadas a experiências passadas de submissão ou
sensação de impotência.
Desejo
de se proteger da exposição pessoal: Ao se envolverem no bullying contra o
operador de caixa, os colaboradores podem estar tentando desviar o foco de suas
próprias fraquezas, falhas ou inseguranças. Eles podem temer ser alvo de
julgamentos ou críticas, então optam por atacar e desviar a atenção para outra
pessoa.
Repetição
de padrões familiares: O bullying pode ser um reflexo de dinâmicas familiares
disfuncionais vivenciadas pelos colaboradores em suas famílias de origem. Se
eles cresceram em um ambiente em que o bullying era comum, podem reproduzir
esses padrões no ambiente de trabalho, como uma forma de repetição
inconsciente.
É
importante lembrar que o bullying é um comportamento prejudicial que causa
sofrimento para a vítima e prejudica a dinâmica do ambiente de trabalho. É
essencial promover a conscientização, a empatia e a construção de relações
saudáveis no ambiente profissional. Abordar as motivações inconscientes por
trás do bullying pode ser um passo para compreender esses comportamentos, mas é
necessário um trabalho coletivo para eliminar o bullying e criar um ambiente
seguro e respeitoso para todos.
Busca
por poder e status social: O bullying pode ser uma forma de os colaboradores
buscarem obter poder e status social dentro do grupo de trabalho. Ao diminuir e
humilhar o operador de caixa, eles podem acreditar que estão fortalecendo sua
posição social e ganhando reconhecimento dos outros membros do grupo.
Sentimento
de superioridade moral: Alguns colaboradores podem se envolver em
comportamentos de bullying porque acreditam que têm uma visão moralmente
superior em relação ao operador de caixa. Eles podem julgar e ridicularizar o
colega com base em supostas falhas ou inadequações, alimentando sua própria
crença de estarem acima dos outros.
Desejo
de se proteger de sentimentos de vulnerabilidade: Os colaboradores que fazem
bullying podem buscar se proteger de sentimentos de vulnerabilidade e
inadequação ao desviar a atenção e o foco de si mesmos para o operador de
caixa. Ao colocar o colega como alvo, eles tentam evitar o confronto com suas
próprias inseguranças internas.
Necessidade
de desviar a atenção de conflitos internos: O bullying pode ser uma maneira de
os colaboradores desviarem a atenção de conflitos e tensões internas que estão
enfrentando. Ao concentrarem suas energias em ridicularizar o operador de
caixa, eles evitam enfrentar seus próprios problemas e dificuldades emocionais.
Ausência
de empatia e falta de compreensão emocional: Alguns colaboradores podem ter uma
falta de empatia e compreensão emocional em relação ao operador de caixa. Eles
podem ser incapazes de se colocar no lugar do outro e entender o impacto
negativo que o bullying pode ter, demonstrando uma desconexão emocional em
relação aos sentimentos alheios.
É
importante reiterar que o bullying é um comportamento inaceitável e
prejudicial, que não deve ser tolerado. A compreensão das motivações
conscientes e inconscientes por trás do bullying é apenas um primeiro passo
para abordar e combater esse problema. É necessário promover uma cultura de
respeito, empatia e apoio mútuo, implementar políticas efetivas contra o
bullying e fornecer recursos de apoio adequados para criar um ambiente de
trabalho saudável e inclusivo.
Conformidade
ao comportamento dominante: Os colaboradores podem se engajar em bullying como
forma de se conformar ao comportamento dominante ou às normas estabelecidas
dentro do grupo de trabalho. Eles podem acreditar que ao aderir ao bullying,
serão aceitos e integrados ao grupo, mesmo que isso signifique prejudicar o colega
de trabalho.
Projeção
de frustrações e insatisfações pessoais: O bullying pode ser uma forma de os
colaboradores projetarem suas próprias frustrações e insatisfações pessoais no
operador de caixa. Eles podem atribuir ao colega características negativas ou
comportamentos indesejáveis que, na realidade, refletem questões não resolvidas
em si mesmos.
Influência
do contexto social e cultural: O contexto social e cultural em que os
colaboradores estão inseridos pode influenciar suas atitudes e comportamentos
em relação ao bullying. Se existe uma cultura que minimiza ou tolera o
bullying, isso pode encorajar os indivíduos a se engajarem nesse comportamento
prejudicial.
Busca
por reafirmação de identidade de grupo: Alguns colaboradores podem se envolver
em bullying como forma de reafirmar a identidade e coesão do grupo ao qual
pertencem. Ao humilhar o operador de caixa, eles podem fortalecer os laços
entre os membros do grupo, estabelecendo uma sensação de unidade através da
exclusão do outro.
Desejo
de autopreservação e autoproteção: O bullying pode ser uma estratégia de
autopreservação e autoproteção adotada pelos colaboradores. Eles podem
acreditar que, ao enfraquecer e desacreditar o operador de caixa, estão
garantindo sua própria segurança e evitando possíveis ameaças ao seu status ou
posição no ambiente de trabalho.
É
importante lembrar que o bullying é um comportamento prejudicial que afeta
negativamente a saúde emocional e o bem-estar do operador de caixa. É
fundamental promover um ambiente de trabalho seguro, respeitoso e inclusivo,
onde o bullying não seja tolerado. A psicanálise pode ajudar a compreender as
motivações subjacentes ao comportamento do bullying, mas é necessário um
esforço coletivo para criar uma cultura de respeito e empatia, onde todos os
colaboradores sejam valorizados e tratados com dignidade.
Satisfação
de desejos de controle e dominação: O bullying pode satisfazer os desejos
inconscientes dos colaboradores de exercerem controle e dominação sobre o
operador de caixa. Eles podem encontrar prazer e uma sensação de poder ao
subjugar e humilhar o colega, reforçando seu próprio senso de superioridade.
Necessidade
de lidar com a própria insegurança: Os colaboradores que fazem bullying podem
estar lidando com suas próprias inseguranças e inquietações internas. Ao
focarem na inadequação percebida no operador de caixa, eles tentam afastar a
atenção de suas próprias vulnerabilidades e lidar com seus próprios medos.
Busca
por atenção e reconhecimento: Alguns colaboradores podem buscar atenção e reconhecimento
através do bullying. Ao se destacarem como agressores, eles podem receber a
atenção dos demais membros do grupo, ainda que seja de forma negativa. Essa
busca por reconhecimento pode estar relacionada à carência emocional e à falta
de autoestima.
Necessidade
de afirmação de identidade grupal: Os colaboradores que fazem bullying podem
buscar reforçar sua identidade e coesão como grupo. Ao unirem-se para
ridicularizar o operador de caixa, eles consolidam sua conexão e reafirmam sua
identidade compartilhada, reforçando a sensação de pertencimento.
Fuga
de responsabilidade: Os colaboradores que fazem bullying podem estar evitando
assumir a responsabilidade por suas próprias ações e comportamentos
inadequados. Ao focarem no operador de caixa, eles desviam a atenção de suas
próprias falhas e desvios éticos, projetando suas próprias culpas e
responsabilidades no outro.
É
importante ressaltar que o bullying é prejudicial e não deve ser tolerado. A
compreensão das motivações conscientes e inconscientes por trás do bullying
pode ajudar a trazer clareza e conscientização sobre esses comportamentos
prejudiciais. No entanto, é necessário um esforço coletivo para promover um
ambiente de trabalho saudável, onde a empatia, o respeito e a solidariedade
sejam valores fundamentais. Isso envolve a implementação de políticas e
programas de prevenção ao bullying, bem como a promoção de um diálogo aberto e
inclusivo.
Busca
por uma válvula de escape: Alguns colaboradores podem recorrer ao bullying como
uma forma de liberar suas próprias frustrações e tensões emocionais. Ao
direcionarem sua agressividade para o operador de caixa, eles encontram uma
maneira de aliviar temporariamente suas próprias pressões internas.
Desejo
de se sentir superiores: Os colaboradores que fazem bullying podem buscar uma
sensação de superioridade em relação ao operador de caixa. Ao menosprezá-lo e
diminuí-lo, eles podem experimentar uma falsa sensação de poder e importância,
alimentando sua própria autoestima.
Necessidade
de se autoafirmar em um ambiente competitivo: Se o ambiente de trabalho é
altamente competitivo, os colaboradores podem recorrer ao bullying como uma
forma de se destacar e afirmar sua posição. Ao ridicularizar o operador de
caixa, eles buscam mostrar sua competência e superioridade em relação aos
demais colegas.
Influência
de modelos de comportamento negativo: Se os colaboradores têm modelos de
comportamento negativo em seu ambiente familiar, social ou profissional, eles
podem imitá-los e reproduzir o bullying. A falta de exemplos positivos e a
exposição a dinâmicas abusivas podem influenciar o comportamento agressivo.
Necessidade
de se proteger da própria vulnerabilidade: Os colaboradores podem usar o
bullying como uma forma de se protegerem da própria vulnerabilidade emocional.
Ao focarem no operador de caixa e o ridicularizarem, eles podem evitar encarar
suas próprias inseguranças e medos, projetando-os no colega.
É
fundamental compreender que o bullying é prejudicial e inaceitável em qualquer
contexto, incluindo o ambiente de trabalho. A psicanálise busca explorar as
motivações e os processos inconscientes que podem levar a esses comportamentos,
mas é necessário um esforço coletivo para combater o bullying e promover um
ambiente de trabalho saudável, respeitoso e inclusivo. Isso envolve a
implementação de políticas e treinamentos, a promoção de uma cultura de empatia
e a criação de espaços seguros para denúncia e suporte às vítimas.
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