Pular para o conteúdo principal

Trabalhar com a lei ou encarnar a lei: sofrimento psicossomático e posição ética no ambiente organizacional

 Ano 2025. Escrito por Ayrton Junior Psicólogo CRP 06/147208

 

Resumo

Este artigo analisa, a partir da clínica psicanalítica de orientação lacaniana, o conflito subjetivo e ético de um psicólogo que, ao ocupar a função de fiscal de caixa em um supermercado, passa da posição de trabalhador submetido à lei para a posição de executor e encarnação da lei institucional. Tal deslocamento produz sofrimento psíquico e adoecimento psicossomático, especificamente a pneumonia, compreendida aqui como reinscrição da lei no corpo. Discute-se a repetição dessa posição ao longo da história laboral e institucional do sujeito, a articulação com conceitos como supereu, identificação, traço unário e objeto voz, bem como os limites éticos impostos pelo Código de Ética do Psicólogo. Por fim, propõem-se critérios clínicos e éticos para sustentar uma saída institucional sem culpa e prevenir a reinscrição do sofrimento no corpo.

1. Introdução

A relação entre sujeito e lei atravessa tanto a constituição psíquica quanto a inserção social e institucional. Em contextos organizacionais marcados por hierarquias rígidas, a lei tende a se apresentar de forma encarnada em figuras de autoridade ou em funções de controle e vigilância. Quando o sujeito é convocado a ocupar tal lugar, não apenas trabalha sob a lei, mas passa a representá-la e executá-la, o que pode produzir efeitos subjetivos importantes.

Trajetória profissional e mediações possíveis da lei

Na atuação como técnico em mecânica, o sujeito encontrou uma forma estável de mediação da lei por meio da ética profissional, da aplicação e prática das normas técnicas e do uso consistente de conhecimentos teóricos próprios da profissão. Nesse campo, a lei não se apresentava como comando arbitrário, mas como referência simbólica compartilhada, sustentada pelo saber técnico e pela responsabilidade profissional. A palavra circulava na explicação, na orientação e na transmissão do saber, permitindo ao sujeito trabalhar com a lei sem encarná-la.

Posteriormente, ao se formar em teologia, o sujeito buscou novamente a mediação pela palavra, agora de modo mais explícito. A teologia apareceu como tentativa de trabalhar a lei por meio do discurso, da escuta e do aconselhamento. Contudo, as instituições religiosas nas quais esteve inserido não ofereceram amparo simbólico suficiente para o exercício pleno da função de teólogo ou pastor como mediador da lei. Ao contrário, exigiram obediência e execução da lei religiosa, recolocando o sujeito na posição de executor e representante da autoridade, e não de intérprete ou mediador.

Na psicologia, o sujeito retorna ao desejo de trabalhar com a lei de forma ética e mediada pela palavra, sustentado pelo referencial clínico e pelo Código de Ética do Psicólogo. Trata-se de um retorno mais elaborado ao mesmo ponto estrutural: operar a lei no registro simbólico, promovendo responsabilização subjetiva, e não submissão ou punição.

É a partir desse percurso que a função de fiscal de caixa no supermercado se revela profundamente desalinhada com os valores do sujeito. Nessa função, ele é convocado a executar, aplicar e encarnar a lei organizacional, exercendo vigilância, controle e punição, sem espaço para a mediação da palavra. Tal posição entra em conflito direto com seu desejo de mediador da lei e com sua ética profissional, evidenciando que a incompatibilidade não é circunstancial, mas estrutural, constituindo um dos eixos centrais da análise clínica desenvolvida neste artigo.

O caso aqui analisado parte da experiência de um psicólogo que, ao assumir a função de fiscal de caixa em um supermercado, se vê implicado na execução direta da lei organizacional. Tal posição entra em conflito com seu desejo e com sua ética profissional, desencadeando adoecimento psicossomático. O artigo busca articular essa experiência com conceitos fundamentais da psicanálise lacaniana e com a ética da psicologia.

2. Trabalhar com a lei versus encarnar a lei

Trabalhar com a lei implica reconhecer sua existência simbólica e operar nela por meio da palavra, da mediação e da interpretação. Encarnar a lei, por outro lado, significa ocupar o lugar de seu representante direto, aplicando-a de forma normativa, punitiva e muitas vezes sem mediação discursiva. Lacan (1958-1960) distingue a lei simbólica, estruturante do desejo, do imperativo superegóico, que ordena um gozo sem limites.

No ambiente do supermercado, a função de fiscal de caixa é estruturada para garantir controle, obediência e ritmo produtivo. Trata-se de um lugar superegóico, no qual o trabalhador é convocado a vigiar, advertir e punir, tornando-se o “rosto” da lei organizacional. Nessa posição, não se trabalha com a lei, mas se executa a lei, frequentemente em detrimento da mediação pela palavra.

3. Repetição, identificação e traço unário

A história do sujeito revela uma repetição de posições de submissão ou execução da lei em diferentes instituições: família, empresas hierárquicas, clínica religiosa, telemarketing e, finalmente, o supermercado. Tal repetição pode ser compreendida à luz da compulsão à repetição descrita por Freud (1920) e reelaborada por Lacan como insistência do significante.

O traço unário, enquanto marca identificatória primordial (Lacan, 1961-1962), organiza as identificações do sujeito em torno de figuras que encarnam a lei autoritária. Assim, o convite institucional para ocupar funções de controle encontra ressonância inconsciente nesse traço, levando o sujeito a aceitar posições que reiteram o mesmo conflito estrutural.

4. Psicossomática lacaniana e a pneumonia como reinscrição da lei

Na psicossomática lacaniana, o fenômeno psicossomático não é interpretável como um sintoma neurótico clássico, mas como uma escrita direta da letra no corpo (Lacan, 1975). Quando a palavra não encontra lugar de mediação, o corpo fala.

A pneumonia, neste contexto, pode ser lida simbolicamente como afecção do aparelho respiratório, ligado à voz e à possibilidade de enunciação. Ao encarnar a lei, o sujeito perde a possibilidade de falar a partir de seu desejo; sua voz torna-se veículo do Outro institucional. O adoecimento reinscreve no corpo aquilo que não pôde ser dito no laço social, funcionando como limite imposto ao excesso superegóico.

5. Objeto voz e supereu institucional

Lacan (1962-1963) conceitua a voz como objeto a, resto da operação significante. No ambiente organizacional, a voz da lei circula como comando, ordem e urgência. Ao ocupar a função de fiscal, o sujeito se torna portador dessa voz, perdendo a distância necessária para operar simbolicamente.

O supereu institucional exige obediência e eficácia, produzindo violência sutil tanto nos operadores de caixa quanto no próprio fiscal. Tal violência entra em conflito direto com os valores éticos da psicologia, que pressupõem escuta, respeito à dignidade e promoção da saúde.

6. Ética profissional e conflito institucional

O Código de Ética Profissional do Psicólogo estabelece como princípios fundamentais a promoção da saúde, a dignidade humana e a responsabilidade social. Ao exercer uma função que produz sofrimento nos outros e em si mesmo, sem possibilidade de mediação, o psicólogo se vê em conflito ético.

Não se trata de um problema individual de adaptação, mas de uma incompatibilidade estrutural entre a função exercida e a posição ética do psicólogo. Reconhecer esse conflito é condição para não repetir a saída pelo adoecimento ou pela demissão compulsória.

7. Critérios clínicos para saída e prevenção do adoecimento

A decisão de sair do ambiente organizacional não deve ser tomada como fuga, mas como ato ético sustentado. Alguns critérios podem orientar essa decisão:

  • impossibilidade estrutural de mediação pela palavra;
  • exigência constante de encarnar a lei;
  • conflito ético persistente;
  • sinais corporais precoces de sofrimento.

A prevenção do adoecimento psicossomático passa pelo reconhecimento antecipado desses sinais e pela autorização subjetiva para sair antes que o corpo seja convocado a falar.

8. Sustentar a saída sem culpa e o pós-saída

Sair sem culpa implica reconhecer que não existe instituição perfeita, mas que nem toda instituição permite trabalhar com a lei. Sustentar o pós-saída requer não reinscrever o sofrimento em novas posições de submissão ou execução, o que exige discernimento quanto às condições institucionais futuras.

O aprendizado central é que o desejo do sujeito não é abolir a lei, mas trabalhar com ela por meio da palavra. Quando isso não é possível, a saída torna-se uma consequência ética e clínica.

Conclusão

O caso analisado demonstra que o adoecimento psicossomático pode funcionar como índice clínico da impossibilidade de sustentar certas posições institucionais. Encarnar a lei, em vez de trabalhar com ela, produz sofrimento e entra em conflito com a ética do psicólogo. Reconhecer essa diferença permite ao sujeito sustentar atos de saída sem recorrer ao adoecimento, preservando o corpo, o desejo e a possibilidade de um laço social mediado pela palavra.

Referências Bibliográficas

Freud, S. (1920). Além do princípio do prazer. Edição Standard Brasileira das Obras Psicológicas Completas. Rio de Janeiro: Imago.

Lacan, J. (1958-1960). O seminário, livro 7: A ética da psicanálise. Rio de Janeiro: Zahar.

Lacan, J. (1961-1962). O seminário, livro 9: A identificação. Inédito.

Lacan, J. (1962-1963). O seminário, livro 10: A angústia. Rio de Janeiro: Zahar.

Lacan, J. (1975). Conferência em Genebra sobre o sintoma. In: Outros escritos. Rio de Janeiro: Zahar.

Conselho Federal de Psicologia. Código de Ética Profissional do Psicólogo. Brasília: CFP.

 

 

Comentários

Postagens mais visitadas

Estímulos Intrínsecos Trabalhar Instituição Idosos – Psicologia Social

  Ano 2023. Escrito por Ayrton Junior Psicólogo CRP 06/147208 O presente artigo chama a atenção do para um excelente tópico. Qual pode ser a motivação de um psicólogo para desejar trabalhar em instituições de longa permanecia para idosos. Vamos compreender o comportamento do psicólogo por meio da abordagem psicologia social. A psicologia social se preocupa em entender como os indivíduos são influenciados pelo contexto social em que vivem, incluindo as instituições. Ao trabalhar em uma instituição de longa permanência para idosos, um psicólogo pode ser motivado por diversos fatores relacionados a essa abordagem. Influências externas e tendências dominantes: Os psicólogos também estão sujeitos a influências externas, como a cultura profissional predominante, as demandas do sistema de saúde ou as preferências dos clientes. Se a abordagem psicanalítica, terapia comportamental cognitiva, psicologia humanista e outras não for valorizada ou for menos solicitada em determinado contex...

Operadora E O Ato Falho

  Ano 2024. Escrito por Ayrton Junior Psicólogo CRP 06/147208 O presente artigo chama a atenção do Leitor para um excelente tópico. Uma operadora era pra abrir a caixa 10, mas ela abriu a caixa 11 e foi anunciada pelo Fiscal e tentou culpar o Fiscal pelo alto falho. Vamos analisar essa situação pela abordagem psicanalítica como se fosse para um iniciante: O fato : A operadora cometeu um erro (abriu a caixa errada) e foi anunciada pelo Fiscal. Em resposta, ela tentou culpar o Fiscal. Perspectiva psicanalítica : Esse comportamento pode ser entendido como uma manifestação de mecanismos de defesa. nterpretação psicanalítica: Ação da operadora : Abrir a caixa errada pode ser resultado de um momento de distração ou de um ato falho. Na psicanálise, um ato falho é quando o inconsciente interfere nas ações conscientes. Isso pode acontecer, por exemplo, se a operadora tivesse uma preocupação ou desejo inconsciente que a desconcentrava. Advertência do Fiscal : Ao ser anunciada, ...

Trabalho Simples

  Ano 2025. Escrito por Ayrton Junior Psicólogo CRP 06/147208 O presente artigo chama a atenção do leitor para um excelente tópico. Parece que o Psicólogo precisou trabalhar como fiscal de caixa de supermercado num ambiente onde não valoriza e nem reconhece a Psicologia para que o Fiscal de caixa psicólogo se valorizasse e se reconhecesse como psicólogo. Pela psicanálise, podemos interpretar essa situação como um conflito entre o desejo do ego (ser psicólogo e exercer essa profissão) e a censura do superego (que impôs a necessidade de trabalhar como fiscal de caixa antes de se reconhecer como psicólogo). Como isso aconteceu? O desejo do ego: Desde a formação em Psicologia, o ego queria atuar como psicólogo, ajudando as pessoas a superar dificuldades emocionais. A censura do superego: O superego, que é formado pelas regras e valores internalizados ao longo da vida, impôs a ideia de que ainda não era o momento, que talvez fosse necessário passar por desafios antes de assumi...

Lutos Necessários para a Transformação: Uma Leitura Psicanalítica do Desencontro Amoroso e da Repetição

  Introdução O percurso do desejo humano e suas percalços frequentemente conduzem o indivíduo a cenários de repetição nos quais a dor e a frustração se reencenam sob diferentes disfarces. O presente estudo analisa a trajetória de um sujeito marcado pelo término traumático de um casamento de nove anos — marcado pela traição de sua ex-esposa, uma mulher negra, dez anos mais jovem. Após um período de isolamento afetivo, o indivíduo iniciou uma busca incessante por um novo relacionamento amoroso, deparando-se sistematicamente com a rejeição e o desencontro. A singularidade desse caso reside na diversidade de cenários e recortes nos quais o sujeito tentou viabilizar sua busca: Sites de relacionamento: onde enfrentou a rejeição decorrente da incompatibilidade entre sua rotina de trabalho inflexível aos finais de semana e a idealização das usuárias por um parceiro voltado ao lazer tradicional; O ambiente de trabalho (supermercado): na tentativa pragmática de enc...

Celular: ambiente tecnológico desenhado para a recompensa dopaminérgica

  Introdução O smartphone tornou-se uma das principais interfaces entre o indivíduo e o ambiente social, informacional e recreativo do século XXI. Diferentemente de tecnologias anteriores, ele permanece fisicamente próximo do corpo e oferece acesso praticamente imediato a vídeos, imagens, mensagens, redes sociais, notícias, jogos e outras formas de conteúdo. Essa característica modifica profundamente a relação entre estímulo, comportamento e recompensa . O indivíduo não precisa mais esperar chegar em casa, ligar o computador ou procurar uma fonte específica de entretenimento. O estímulo potencialmente recompensador está literalmente na palma da mão . Por isso, uma interpretação neuropsicológica adequada não deve afirmar simplesmente que "o celular produz dopamina". A dopamina não é sinônimo de prazer. Ela participa de mecanismos relacionados à motivação, aprendizagem por reforço, saliência e erro de previsão da recompensa . Schultz demonstra que neurônios dopaminérgicos...

A Compreensão de Si Dentro do Sistema: O Supermercado

  O despertar do fiscal psicólogo diante da liderança adormecida e do comportamento sabotador” Resumo O presente artigo analisa, sob o enfoque da psicologia organizacional e da psicanálise aplicada ao trabalho , a experiência de um fiscal de caixa com formação em psicologia que atua em um ambiente caracterizado por liderança com fisionomia consciente e particularidades de uma pessoa inconsciente , conflitos interpessoais e comportamentos sabotadores passivo-agressivos . A vida organizacional é um campo simbólico onde se expressam tanto os aspectos conscientes das relações de trabalho quanto os conteúdos inconscientes dos sujeitos. O caso do fiscal psicólogo ilustra o entrelaçamento entre o papel técnico e o papel emocional do trabalhador dentro de um sistema que, ao negar conflitos, produz sobrecarga, desmotivação e sofrimento psíquico. Quando a liderança se mostra adormecida — ou seja, consciente ou inconsciente das disfunções, mas paralisada pela insegurança inst...

Dinheiro objeto de cobiça na pandemia

Ano 2020.Escrito por Ayrton Junior O presente artigo chama a atenção do leitor(a) a olhar para si mesmo e perceber como está se enxergando na pandemia em relação ao dinheiro e as partes não resolvidas que espelha o dinheiro na sua vida. Nossos hábitos financeiros não são apenas produtos do condicionamento e de lições aprendidas de como manejar o dinheiro que aprendemos [ou não] quando crianças. Existem sujeitos gastadores e poupadores nas famílias, crianças que cresceram na pobreza e conseguem riqueza, herdeiros que gastam toda a fortuna da família. Nas relações que temos com nossas finanças está ligado ao auto controle da ação por impulso [prazer / e ou desprazer e a ansiedade]. Um dos instrumentos de aferição da saúde psíquica é exatamente a relação da pessoa com o dinheiro. O leitor já chegou à conclusão óbvia de que o dinheiro ou poder cobrem ilusoriamente todas as carências pessoais, pois a pessoa que o detém será objeto do comentário, cobiça e interesse dos demais a sua vo...

Deslocamento Libidinal e Frustração Profissional: Uma Leitura Psicanalítica da Intensificação do Investimento Erótico na Vida Adulta

  Resumo Este artigo propõe uma análise psicanalítica da intensificação da excitação sexual em um homem adulto que, diante de frustrações profissionais persistentes, investe maciçamente sua libido em uma relação virtual marcada por troca de nudez e erotização recíproca. A partir da metapsicologia de Sigmund Freud, articulam-se os conceitos de libido, deslocamento, catexia, sublimação e economia psíquica para compreender o fenômeno. Dialoga-se também com contribuições de Jacques Lacan acerca do desejo e da falta, ampliando a interpretação estrutural do caso. Palavras-chave: libido; deslocamento; frustração profissional; sublimação; desejo; psicanálise. 1. Introdução A psicanálise concebe o psiquismo como uma economia de forças, na qual a energia pulsional — particularmente a libido — busca constantemente vias de investimento e descarga. Quando determinadas áreas da vida encontram-se bloqueadas ou frustradas, essa energia pode ser redirecionada para outros objetos disp...

Academia E O Cerebro

  Ano 2024. Escrito por Ayrton Junior Psicólogo CRP 06/147208 O presente artigo chama a atenção do leitor para um excelente tópico. Na neuropsicologia, estudamos como o cérebro e o sistema nervoso influenciam o comportamento e os processos mentais. A atividade física é um exemplo claro de como esses elementos estão interligados, pois o exercício não só afeta o corpo, mas também causa efeitos positivos e significativos no cérebro. 1. Aumento de neurotransmissores Durante o exercício, o cérebro libera substâncias chamadas neurotransmissores, como a dopamina, serotonina e endorfina. Cada uma dessas substâncias tem um papel específico no humor e na motivação: Dopamina: Está associada à sensação de prazer e recompensa. Quando fazemos exercício, os níveis de dopamina aumentam, o que ajuda a melhorar o humor e dá uma sensação de satisfação. Serotonina: Esse neurotransmissor ajuda a regular o humor, o sono e o apetite. O exercício aumenta a serotonina, promovendo uma sensação de ...

Resistência A Mudança De Cargo

  Ano 2023. Escrito por Ayrton Junior Psicólogo CRP 06/147208 O presente artigo chama a atenção do para um excelente tópico.   Um psicólogo recusa a oportunidade de trabalhar como psicólogo em uma instituição para continuar trabalhando como operador de caixa de supermercado no regime CLT, as defesas podem estar em jogo. Ele pode ter uma imagem idealizada de si mesmo como psicólogo e desejar uma carreira na área, mas a ideia de trabalhar em um contexto onde o contrato é Não-CLT, pode desafiar essa imagem idealizada. Vou explicar a situação usando a perspectiva da Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) para ajudar você a entender como as defesas podem estar em jogo nesse caso. Na Terapia Cognitivo-Comportamental, acreditamos que nossos pensamentos, emoções e comportamentos estão interligados e influenciam uns aos outros. Nesse caso, o psicólogo pode estar lidando com alguns pensamentos automáticos e crenças que estão afetando sua decisão de recusar a oportunidade de trabalho...