Perguntas Provocativas: O fiscal que atua entre a execução da norma e a mediação relacional no ambiente organizacional
Ano 2025. Escrito por Ayrton Junior Psicólogo CRP 06/147208
1. Lei, norma e subjetividade
- Quando o fiscal aplica a norma de forma
estrita, ele está necessariamente promovendo justiça?
- Toda regra aplicada sem escuta produz ordem ou
pode gerar novas formas de conflito?
- A norma existe para regular comportamentos ou
para preservar vínculos organizacionais?
2. O lugar do fiscal: função ou identidade
- Em que momento o fiscal deixa de trabalhar
com a lei e passa a encarnar a lei?
- O fiscal pode exercer autoridade sem recorrer
ao medo ou à punição?
- O respeito ao fiscal vem da função que ele
ocupa ou da forma como ele se relaciona com as pessoas?
3. Execução versus facilitação
- Cumprir a lei é suficiente para garantir um bom
clima organizacional?
- O que se perde — e o que se ganha — quando o
fiscal atua como facilitador do diálogo?
- Mediar conflitos enfraquece ou fortalece a
autoridade do fiscal?
4. Ética e responsabilidade
- O fiscal é responsável apenas por aplicar a
regra ou também pelos efeitos subjetivos dessa aplicação?
- Existe ética na neutralidade absoluta?
- Até onde vai a responsabilidade do fiscal
quando a norma produz sofrimento ou exclusão?
5. Conflito como oportunidade
- O conflito é sempre um desvio da norma ou pode
ser um sinal de algo que precisa ser escutado?
- O fiscal deve “encerrar” conflitos ou ajudar a
transformá-los?
- O que acontece quando a punição silencia, mas
não resolve?
6. Poder, escuta e mediação
- Escutar é um ato de poder ou de fragilidade?
- O fiscal pode perder autoridade ao abrir espaço
para a palavra do outro?
- A mediação é uma alternativa à lei ou uma forma
mais sofisticada de aplicá-la?
7. Cultura organizacional
- Que tipo de cultura se constrói quando o fiscal
é visto apenas como executor da lei?
- Como a postura do fiscal influencia a
confiança, o engajamento e a cooperação da equipe?
- O fiscal pode ser um agente pedagógico dentro
da organização?
8. Perguntas de deslocamento (autorreferenciais)
- Se eu estivesse do outro lado da norma, como
gostaria de ser tratado?
- Em quais situações eu uso a lei como proteção e
em quais como defesa?
- O que minha forma de fiscalizar comunica sobre
a organização?
Essas perguntas podem ser
utilizadas em rodas de conversa, estudos de caso, dinâmicas de
grupo ou processos de formação ética, ajudando os participantes a
compreender que o papel do fiscal não se limita à aplicação da norma, mas
envolve responsabilidade relacional, escuta e mediação simbólica.
Comentários
Postar um comentário