Pular para o conteúdo principal

Medo Construtivo E Paralisante

 Ano 2023. Escrito por Ayrton Junior Psicólogo CRP 06/147208

O presente artigo chama a atenção do leitor para um excelente tópico. Entender a diferença entre um medo construtivo e um medo paralisante pode ser desafiador, mas a psicanálise pode oferecer algumas perspectivas úteis para abordar essa questão. Vamos explorar como identificar esses dois tipos de medo com base em conceitos psicanalíticos fundamentais:

Conceito de Conflito Psíquico:

Medo Construtivo: Na perspectiva psicanalítica, o medo construtivo pode surgir de um conflito psíquico saudável. Isso significa que há uma tensão entre diferentes partes da mente, como desejos e temores, e o medo está relacionado à consideração ponderada das consequências de uma decisão.

Medo Paralisante: O medo paralisante, por outro lado, pode estar associado a uma intensificação desse conflito, levando a uma estagnação na tomada de decisão. Esse tipo de medo pode ser resultado de ansiedades inconscientes que bloqueiam a capacidade de agir.

Mecanismos de Defesa:

Medo Construtivo: Mecanismos de defesa saudáveis, como a sublimação (canalização de impulsos indesejados em atividades socialmente aceitáveis), podem estar presentes quando o medo é construtivo. Nesse caso, o medo serve como um sinal para avaliar e ajustar o comportamento.

Medo Paralisante: Mecanismos de defesa menos adaptativos, como a negação (recusa em aceitar a realidade), podem ser observados no medo paralisante. A pessoa pode negar a necessidade de agir e evitar enfrentar as emoções subjacentes.

Exploração do Inconsciente:

Medo Construtivo: A exploração consciente e reflexiva dos sentimentos de medo pode ser um indicativo de uma abordagem construtiva. Pode-se analisar as origens do medo e como ele influencia o processo decisório.

Medo Paralisante: Quando o medo é paralisante, a resistência em explorar o inconsciente pode ser mais pronunciada. A pessoa pode evitar confrontar pensamentos desconfortáveis e emoções subjacentes.

Relação com o Autoconhecimento:

Medo Construtivo: O medo construtivo muitas vezes está associado ao autoconhecimento e à compreensão das próprias motivações. A pessoa pode sentir um medo saudável ao considerar as implicações de suas ações.

Medo Paralisante: No caso do medo paralisante, a falta de autoconhecimento pode contribuir para a hesitação. Evitar a exploração profunda de pensamentos e sentimentos pode levar à perpetuação do medo paralisante.

Em resumo, a psicanálise sugere que a natureza construtiva ou paralisante do medo pode ser discernida pela maneira como a pessoa lida com o conflito psíquico, pelos mecanismos de defesa empregados, pela disposição para explorar o inconsciente e pelo grau de autoconhecimento envolvido no processo de tomada de decisão.

Tempo e Ação:

Medo Construtivo: O medo construtivo muitas vezes está associado a uma resposta temporária e proporcional à situação. A pessoa pode sentir ansiedade, mas isso pode motivar ações ponderadas para enfrentar a situação.

Medo Paralisante: O medo paralisante pode perdurar por longos períodos, levando à procrastinação e à falta de ação. Esse tipo de medo pode se tornar crônico e impedir o progresso na resolução do conflito.

Avaliação de Riscos e Benefícios:

Medo Construtivo: Na abordagem construtiva, a pessoa tende a avaliar os riscos e benefícios de maneira realista. O medo serve como um guia para uma tomada de decisão mais informada e consciente.

Medo Paralisante: No medo paralisante, a avaliação de riscos pode ser distorcida, levando a uma percepção exagerada de ameaça. A pessoa pode focar excessivamente nos aspectos negativos, dificultando a ação.

Relação com a Autenticidade:

Medo Construtivo: O medo construtivo pode estar relacionado à autenticidade, onde a pessoa considera seus valores, objetivos e aspirações ao enfrentar a decisão. Esse medo pode ser uma manifestação saudável da consciência de si mesmo.

Medo Paralisante: No medo paralisante, a autenticidade pode ser comprometida. A pessoa pode sentir-se presa a expectativas externas ou internas, contribuindo para a paralisia decisória.

Apoio Externo e Reflexão:

Medo Construtivo: Buscar apoio externo, como conversar com amigos, familiares ou profissionais, pode ser uma estratégia construtiva. O medo serve como um estímulo para buscar perspectivas adicionais.

Medo Paralisante: A pessoa pode evitar ou resistir ao apoio externo no medo paralisante. A reflexão sobre a situação pode ser evitada, contribuindo para a manutenção do impasse.

Lembrando que essas distinções não são sempre claras e podem se sobrepor em diferentes contextos. Além disso, a abordagem psicanalítica é apenas uma das muitas maneiras de compreender o medo e a tomada de decisão. Se o medo persistir e causar sofrimento significativo, buscar a ajuda de um profissional de saúde mental, como um psicólogo, pode ser benéfico para explorar mais profundamente essas questões.

Expressão de Emoções:

 

Medo Construtivo: A expressão saudável de emoções, como o medo, é incentivada na abordagem construtiva. A pessoa pode comunicar abertamente seus sentimentos, o que pode levar a uma compreensão mais clara da situação.

Medo Paralisante: O medo paralisante pode resultar na repressão das emoções. A pessoa pode evitar expressar abertamente seus medos, o que dificulta a resolução do conflito subjacente.

Adaptação à Mudança:

Medo Construtivo: O medo construtivo muitas vezes está associado à adaptação positiva e à capacidade de lidar com mudanças. A pessoa pode sentir medo, mas esse sentimento é integrado ao processo de crescimento e desenvolvimento pessoal.

Medo Paralisante: O medo paralisante pode impedir a adaptação e a aceitação da mudança. A pessoa pode resistir a abandonar padrões familiares, mesmo que a mudança seja necessária para o progresso.

Reflexão sobre Experiências Passadas:

Medo Construtivo: Na abordagem construtiva, a pessoa pode refletir sobre experiências passadas, aprendendo com elas e aplicando esse conhecimento à situação presente. O medo é visto como uma parte normal desse processo reflexivo.

Medo Paralisante: No medo paralisante, a reflexão sobre experiências passadas pode ser evitada devido ao receio de confrontar padrões não saudáveis. O medo pode servir como um obstáculo à aprendizagem e ao crescimento.

Autoempatia e Aceitação:

Medo Construtivo: A abordagem construtiva frequentemente envolve a prática da autoempatia, onde a pessoa se permite sentir medo sem julgamento. A aceitação das próprias emoções facilita a exploração e a resolução do conflito.

Medo Paralisante: No medo paralisante, a autoempatia pode ser limitada. A pessoa pode se autojulgar severamente pelo medo sentido, o que contribui para a paralisia emocional.

Lembre-se de que a psicanálise oferece uma lente específica para entender o medo, mas existem outras abordagens psicológicas que também podem fornecer insights valiosos. A jornada para compreender e enfrentar o medo é única para cada pessoa, e a busca por ajuda profissional pode ser uma etapa importante nesse processo.

Análise dos Sonhos e Fantasias:

Medo Construtivo: Na psicanálise, os sonhos e fantasias podem ser ferramentas úteis para entender o medo construtivo. Explorar conteúdos simbólicos pode revelar aspectos inconscientes relacionados à decisão em questão.

Medo Paralisante: No medo paralisante, os sonhos e fantasias podem ser evitados ou reprimidos. A resistência em explorar esse conteúdo pode contribuir para a persistência do medo paralisante.

Níveis de Ansiedade:

Medo Construtivo: Um nível moderado de ansiedade pode ser característico do medo construtivo, incentivando uma avaliação cuidadosa da situação. Esse medo está mais relacionado à preocupação com as consequências do que a um pânico avassalador.

Medo Paralisante: O medo paralisante pode estar associado a níveis elevados de ansiedade, podendo chegar a ataques de pânico. Essa intensidade extrema pode dificultar a clareza de pensamento e a tomada de decisão.

Compreensão da Motivação Pessoal:

Medo Construtivo: O medo construtivo muitas vezes está vinculado a uma compreensão profunda da própria motivação. A pessoa pode estar consciente das razões por trás do medo e usar esse entendimento para orientar suas escolhas.

Medo Paralisante: No medo paralisante, a motivação pessoal pode ser obscurecida por mecanismos de defesa. A pessoa pode não estar plenamente consciente das verdadeiras razões por trás do medo, dificultando a resolução do conflito.

Aceitação da Ambivalência:

 

Medo Construtivo: A ambivalência, ou a coexistência de sentimentos contraditórios, pode ser aceita no medo construtivo. A pessoa reconhece que a tomada de decisão envolve ponderar diferentes perspectivas e emoções.

Medo Paralisante: A ambivalência pode ser resistida no medo paralisante. A pessoa pode buscar respostas simplistas ou evitar a decisão para evitar lidar com a complexidade das emoções conflitantes.

Impacto nas Relações Interpessoais:

Medo Construtivo: O medo construtivo pode ter um impacto positivo nas relações interpessoais, promovendo a comunicação aberta e a busca de apoio. As pessoas ao redor podem ser envolvidas de maneira construtiva na tomada de decisão.

Medo Paralisante: O medo paralisante pode levar ao isolamento emocional. A pessoa pode evitar compartilhar seus medos com os outros, contribuindo para o distanciamento nas relações.

Essas distinções buscam destacar como o medo construtivo e o medo paralisante podem se manifestar em diversos aspectos da experiência psicológica. Lembre-se de que o processo de compreensão do medo e da tomada de decisão pode ser complexo e único para cada indivíduo. A busca por apoio profissional pode ser valiosa para explorar esses aspectos de forma mais aprofundada.

Percepção do Tempo:

Medo Construtivo: O medo construtivo muitas vezes está associado a uma percepção realista do tempo. A pessoa reconhece a importância de agir de maneira oportuna e utiliza o medo como um impulso para a ação consciente.

Medo Paralisante: No medo paralisante, a percepção do tempo pode ser distorcida. A pessoa pode sentir que o tempo está passando rápido demais ou devagar demais, o que pode contribuir para a procrastinação e indecisão.

Resistência à Mudança:

 

Medo Construtivo: O medo construtivo pode envolver uma resistência saudável à mudança, na medida em que a pessoa avalia cuidadosamente as implicações das decisões. Essa resistência é flexível e pode ser superada com informações e reflexões adicionais.

Medo Paralisante: No medo paralisante, a resistência à mudança pode ser mais rígida e irracional. A pessoa pode se agarrar a uma sensação de segurança ao evitar decisões que possam levar a mudanças significativas.

Confiança na Própria Capacidade:

Medo Construtivo: A pessoa que experimenta medo construtivo muitas vezes mantém uma confiança moderada em sua capacidade de enfrentar desafios. O medo é percebido como uma parte natural da experiência humana, e a pessoa se sente capaz de lidar com ele.

Medo Paralisante: O medo paralisante pode minar a confiança na própria capacidade de tomar decisões. A pessoa pode duvidar de suas habilidades e sentir-se inadequada, contribuindo para a paralisia decisória.

Motivação Intrínseca e Extrínseca:

Medo Construtivo: A motivação intrínseca, relacionada aos valores pessoais e à autorrealização, pode ser fortalecida pelo medo construtivo. A pessoa encontra significado na superação do medo por meio de escolhas alinhadas com seus princípios.

Medo Paralisante: A motivação extrínseca, baseada em pressões externas ou evitar punições, pode ser mais evidente no medo paralisante. A pessoa pode sentir-se compelida a agir não por seus próprios desejos, mas para evitar consequências negativas.

Avaliação do Suporte Social:

Medo Construtivo: A busca por suporte social é comum no medo construtivo, e a pessoa pode procurar conselhos e apoio de amigos, familiares ou colegas. O suporte é visto como uma fonte valiosa de insights e conforto emocional.

Medo Paralisante: No medo paralisante, a pessoa pode se isolar socialmente ou resistir ao suporte. A vergonha associada ao medo pode levar à relutância em compartilhar preocupações com os outros.

Esses pontos adicionais destacam ainda mais as nuances entre o medo construtivo e o medo paralisante, enfatizando a importância de uma abordagem integrada para compreender e lidar com o medo. Explorar esses aspectos com um profissional de saúde mental pode proporcionar uma compreensão mais profunda e estratégias eficazes para enfrentar o medo de maneira construtiva.

Reconhecimento da Autenticidade Pessoal:

Medo Construtivo: No medo construtivo, há uma disposição para reconhecer e abraçar a autenticidade pessoal. A pessoa está ciente de suas próprias necessidades, valores e desejos, e o medo é considerado como parte integrante do processo de autodescoberta.

Medo Paralisante: O medo paralisante pode obscurecer a autenticidade pessoal. A pessoa pode se sentir desconectada de suas verdadeiras emoções e desejos, resultando em uma falta de clareza sobre o caminho a seguir.

Flexibilidade Cognitiva:

Medo Construtivo: A pessoa que vivencia o medo construtivo geralmente demonstra flexibilidade cognitiva. Isso envolve a capacidade de considerar diferentes perspectivas e soluções, adaptando-se conforme necessário diante do medo e da incerteza.

Medo Paralisante: A rigidez cognitiva pode estar presente no medo paralisante. A pessoa pode ficar presa a padrões de pensamento fixos, dificultando a exploração de alternativas e a tomada de decisões mais adaptativas.

Conexão com o Propósito de Vida:

Medo Construtivo: O medo construtivo muitas vezes está conectado a uma reflexão sobre o propósito de vida. A pessoa considera como suas decisões se alinham aos seus objetivos mais amplos, utilizando o medo como um guia para a realização pessoal.

Medo Paralisante: O medo paralisante pode obscurecer a conexão com o propósito de vida. A pessoa pode se sentir perdida ou desconectada de seus objetivos, contribuindo para a indecisão e a estagnação.

Aceitação da Incerteza:

Medo Construtivo: O medo construtivo muitas vezes coexiste com uma aceitação consciente da incerteza. A pessoa reconhece que a vida é permeada por elementos imprevisíveis e utiliza o medo como uma ferramenta para lidar com essa realidade.

Medo Paralisante: A resistência à incerteza pode ser mais evidente no medo paralisante. A pessoa pode buscar uma certeza absoluta antes de agir, o que pode ser paralisante diante da complexidade da vida.

Desenvolvimento da Resiliência Emocional:

Medo Construtivo: O medo construtivo muitas vezes contribui para o desenvolvimento da resiliência emocional. A pessoa aprende a lidar com as emoções desconfortáveis associadas ao medo, utilizando-as como oportunidades de crescimento pessoal.

Medo Paralisante: A resiliência emocional pode ser desafiada no medo paralisante. A pessoa pode evitar a exposição a emoções desconfortáveis, o que pode resultar em uma dificuldade persistente em lidar com desafios emocionais.

Lembrando sempre que essas distinções são simplificações e que as experiências humanas são complexas e multifacetadas. Explorar essas dimensões com um profissional de saúde mental pode fornecer uma compreensão mais individualizada e suporte no processo de enfrentar e entender o medo.

 

 

 

Comentários

Postagens mais visitadas

O esvaziamento libidinal do ego e o bloqueio do desejo sob a censura do superego: uma leitura psicanalítica a partir do caso do fiscal de caixa

  Ano 2025. Escrito por Ayrton Junior Psicólogo CRP 06/147208 Resumo O presente estudo propõe uma leitura psicanalítica sobre a perda do investimento libidinal no contexto do trabalho e da vocação, tomando como referência o caso de um fiscal de caixa que, após anos de dedicação, não encontra mais sentido em suas atividades laborais nem motivação para exercer a profissão de psicólogo. O fenômeno é analisado à luz das formulações de Freud e Lacan, com ênfase na relação entre o ego, o superego e o desejo, buscando compreender como o excesso de idealização e a censura superegóica podem conduzir ao esvaziamento libidinal, à inibição do desejo e à alienação subjetiva diante do princípio de prazer. 1. Introdução O caso em análise refere-se a um sujeito que, embora formado em Psicologia e movido inicialmente pelo desejo de ajudar pessoas a se libertarem de sofrimentos emocionais e vícios, encontra-se atualmente exercendo a função de fiscal de caixa em um supermercado . Com o ...

PLANO DE AÇÃO PARA MELHORIA DO AMBIENTE DE TRABALHO NO SUPERMERCADO

  Ano 2025. Escrito por Ayrton Junior Psicólogo CRP 06/147208 O presente artigo chama a atenção do leitor para um excelente tópico. ### **1. Objetivo Geral** Reduzir os riscos psicossociais no ambiente de trabalho do supermercado, promovendo bem-estar, engajamento e qualidade de vida para os colaboradores. ### **2. Diagnóstico Inicial** - Aplicar uma pesquisa de clima organizacional para identificar principais dificuldades e insatisfações. - Realizar entrevistas com colaboradores de diferentes setores para entender suas necessidades e desafios. - Avaliar os índices de rotatividade, absenteísmo e conflitos internos. ### **3. Ações Preventivas e Corretivas** #### **3.1. Melhoria das Relações Interpessoais** - Implementar treinamentos sobre inteligência emocional e resolução de conflitos. - Criar espaços para comunicação aberta entre liderança e equipe, como reuniões quinzenais. - Estabelecer um canal anônimo para feedbacks e sugestões dos colaboradores. ####...

A Palavra Que Forma

  Ano 2025. Escrito por Ayrton Junior Psicólogo CRP 06/147208 CAPÍTULO 1 A Palavra que Forma: Teologia, Simbolismo e a Vocação para Ensinar A formação subjetiva do educador social e do psicólogo orientador não nasce apenas da técnica, mas da inscrição do sujeito em um campo simbólico antecedente. No caso aqui analisado, o ponto inaugural é a Teologia — não em seu registro dogmático, mas em sua função estruturante enquanto regime de sentido, linguagem e transmissão. Antes de se tornar psicólogo, o sujeito esteve investido na tarefa de interpretar textos sagrados, mediar discursos e ocupar o lugar de porta-voz de uma tradição simbólica. Tal experiência inscreve-se, desde cedo, na economia libidinal do sujeito, moldando o desejo de orientar, ensinar e cuidar. Freud (1905) afirma que “as primeiras identificações estruturam a vocação futura do sujeito”, apontando que não há profissão que não seja, antes, um destino psíquico. A inserção precoce do autor no universo teológico — co...

A Compreensão de Si Dentro do Sistema: O Supermercado

  O despertar do fiscal psicólogo diante da liderança adormecida e do comportamento sabotador” Resumo O presente artigo analisa, sob o enfoque da psicologia organizacional e da psicanálise aplicada ao trabalho , a experiência de um fiscal de caixa com formação em psicologia que atua em um ambiente caracterizado por liderança com fisionomia consciente e particularidades de uma pessoa inconsciente , conflitos interpessoais e comportamentos sabotadores passivo-agressivos . A vida organizacional é um campo simbólico onde se expressam tanto os aspectos conscientes das relações de trabalho quanto os conteúdos inconscientes dos sujeitos. O caso do fiscal psicólogo ilustra o entrelaçamento entre o papel técnico e o papel emocional do trabalhador dentro de um sistema que, ao negar conflitos, produz sobrecarga, desmotivação e sofrimento psíquico. Quando a liderança se mostra adormecida — ou seja, consciente ou inconsciente das disfunções, mas paralisada pela insegurança inst...

O Ato Falho da Creatina: O Desejo Esquecido e o Despertar do Inconsciente

  Autor fiscal- Psicólogo Sumário 1.       Introdução – O Esquecimento que Revela o Desejo 2.       Capítulo 1 – O Ego Cansado e o Superego Vigilante 3.       Capítulo 2 – A Libido em Transição: Do Dever ao Desejo 4.       Capítulo 3 – O Esquecimento como Mensagem do Inconsciente 5.       Epílogo – Quando o Corpo Fala o que a Boca Silencia 6.       Conclusão – Da Falha à Consciência: O Caminho da Liberdade Interna 7.       Referências Bibliográficas Introdução – O Esquecimento que Revela o Desejo O dia começava como outro qualquer: o fiscal de caixa preparava seu café da manhã, deixou ao lado a creatina e o suplemento, planejou tomá-los após o café, mas esqueceu. Quando percebeu o frasco na pia, já se preparando para sair, tomou apressadamente a creatina e partiu para o trabalho. E...

Deus Objeto De Transferência

  Ano 2023. Escrito por Ayrton Junior Psicólogo CRP 06/147208 O presente artigo chama a atenção do leitor para o tema. 1 Pedro 5:7 - Lançando sobre ele toda a sua ansiedade, porque ele tem cuidado de vocês. O Deus pode se tornar um "objeto de transferência", onde o psicólogo projeta e revive emoções e dinâmicas relacionais passadas. Isso permite uma análise mais profunda das origens desses padrões de comportamento, se tornando uma oportunidade para o psicólogo reexaminar e modificar suas respostas emocionais. Claro! Vou explicar como essa ideia de Deus como "objeto de transferência" pode ser compreendida a partir da abordagem psicanalítica, e vou fazê-lo considerando que o leitor é um iniciante na psicanálise. A psicanálise é uma abordagem terapêutica que busca compreender os processos inconscientes que influenciam nossos pensamentos, emoções e comportamentos. Um dos conceitos fundamentais na psicanálise é o de transferência, que se refere ao sentimento e em...

Estímulos Intrínsecos Trabalhar Instituição Idosos – Psicologia Social

  Ano 2023. Escrito por Ayrton Junior Psicólogo CRP 06/147208 O presente artigo chama a atenção do para um excelente tópico. Qual pode ser a motivação de um psicólogo para desejar trabalhar em instituições de longa permanecia para idosos. Vamos compreender o comportamento do psicólogo por meio da abordagem psicologia social. A psicologia social se preocupa em entender como os indivíduos são influenciados pelo contexto social em que vivem, incluindo as instituições. Ao trabalhar em uma instituição de longa permanência para idosos, um psicólogo pode ser motivado por diversos fatores relacionados a essa abordagem. Influências externas e tendências dominantes: Os psicólogos também estão sujeitos a influências externas, como a cultura profissional predominante, as demandas do sistema de saúde ou as preferências dos clientes. Se a abordagem psicanalítica, terapia comportamental cognitiva, psicologia humanista e outras não for valorizada ou for menos solicitada em determinado contex...

Minha Querida Senhorita: uma leitura psicanalítica e psicossocial do sujeito em cena — do drama íntimo ao cotidiano do “fiscal psicólogo”

  Resumo Este artigo propõe uma análise articulada do filme Minha Querida Senhorita a partir de dois eixos teóricos: a psicanálise e a psicologia social. Busca-se compreender como a trajetória da personagem Adela/A.D. evidencia a constituição do sujeito pelo Outro, o papel do recalque e da angústia, bem como os mecanismos de controle social, estigma e normatização do corpo. Além disso, o texto amplia a leitura para o cotidiano, tomando como metáfora o “fiscal psicólogo” no supermercado, enquanto operador de observação e controle, evidenciando como o sofrimento psíquico se manifesta em cenas banais. Conclui-se que o filme explicita a inseparabilidade entre sujeito e laço social, demonstrando que o conflito psíquico é produzido e sustentado por estruturas simbólicas e institucionais. 1. Introdução O filme  Minha Querida Senhorita  (1972), dirigido por Jaime de Armiñán, narra a história de Adela, uma mulher que, ao longo da vida, descobre ser inter...

De Que Modo Contribui Para A sociedade O Operador De Caixa

  Ano 2023. Escrito por Ayrton Junior Psicólogo CRP 06/147208 O presente artigo chama a tenção do para um excelente tópico. O perfil de um operador de caixa é fundamental para a sociedade, pois esse profissional é responsável por várias atividades essenciais em estabelecimentos comerciais, como supermercados, lojas de departamento, farmácias, entre outros. Algumas das principais contribuições são: Agilidade no atendimento: o operador de caixa é o responsável por finalizar as compras dos clientes de maneira rápida e eficiente, tornando o processo de pagamento mais ágil e dinâmico. Isso ajuda a evitar filas longas e estresse para os consumidores. Atenção aos detalhes: é importante que o operador de caixa verifique o preço dos produtos, o tipo de pagamento e o troco, garantindo que as transações sejam precisas e corretas. Isso evita problemas como cobranças indevidas e possíveis reclamações dos clientes. Boa comunicação: o operador de caixa deve ter habilidades de comunicação ...

Não consigo emprego???

Fevereiro/2020. Escrito por Ayrton Junior - Psicólogo CRP 06/147208                O presente artigo convida o leitor(a) a repensar sobre suas expectativas não alcançadas que geraram desilusão, pois não observa o fenômeno desemprego. Não consigo emprego? Reflita e compreenda. É fácil sentir-se frustrado se você estiver procurando emprego há muito tempo e não conseguiu se reinserir ou nada aparece da forma como idealiza. Procure compreender o cenário econômico. Depreenda de modo intelectual que muitas vezes, um cenário econômico desfavorável mascara a sensação de que você não é suficiente para voltar ao mercado de trabalho, pois as vezes está faltante de especialização, de competências, de conhecimentos, de habilidades e experiências. Portanto não é culpa sua se não estiver conseguindo emprego neste momento. Em uma maioria dos seguimentos são exigidos especialização, competências, conhecimentos e experiências e isto voc...