Pular para o conteúdo principal

O Ponto De Vista Do Prospecto

 Ano 2022. Escrito por Ayrton Junior Psicólogo CRP 06/147208

O presente artigo chama a atenção do leit@r a destacar o momento dramático geralmente provocado por acontecimentos com respostas inesperadas em que o cliente se encontra mergulhado e sitiado pela recolocação profissional. O sujeito não encontra a ocasião oportuna para a realização da interação com a recolocação profissional, porém as respostas surgem como impensáveis e discordantes oriundas do setting terapêutico psicanalítico online. Quer dizer, Setting terapêutico dentro da Psicologia se refere ao espaço na qual a relação entre paciente e terapeuta acontece. A proposta é que o terapeuta utilize uma escuta diferenciada para que os pacientes possam encontrar novos meios de lidar com os problemas por entre ponto de vista, opinião, sugestão, perspectiva, cenário, ângulo, óptica, percepção dentre outros.

Se faz necessário provocar o emergir inconsciente, em outras palavras, deslocar-se de onde estava mergulhado [na falta de trabalho e emprego] em direção a resolução das contrariedades, isto significa, ato ou efeito de resolver por meio de outro ponto de vista discordante do prospecto por meio de abordagem psicanalítica.

O ponto de vista do prospecto é o lugar, no qual fica na posição de observador no mercado de trabalho ou observando a vaga de emprego que pretende enxergar que faz parte do seu local a [consciência ou mercado de trabalho] de onde se percebe melhor. É o modo como se concebe ou se analisa uma situação específica [recolocação profissional] na sua perspectiva, segundo as exigências do ponto de vista do mercado de trabalho.

E o ponto de vista do psicanalista é o lugar [psique e o consultório online] no qual está assentado seus saberes psicanalíticos na posição de observador ou observando subjetivamente o desemprego e a recolocação profissional na consciência do cliente. É a maneira como ele interpreta a angustia desemprego na sua perspectiva, de acordo com sua abordagem psicanalítica.

Os psicólogos só conseguem trazer pontos de vista associados a sua abordagem. Exemplo, um psicoterapeuta traz pontos de vista atrelados a angustia. A orientação de carreira de profissional tem o ponto de vista relacionado a carreira, profissão e recolocação do profissional no mercado de trabalho.

Por tanto se você buscar um psicanalista para tratar o assunto recolocação no mercado de trabalho, ele irá conduzir você no ponto de vista da angustia provocada pelo desemprego, em consequência se o objetivo for recolocação profissional, ocorrerá resistência por parte do cliente e não disposição a tratar a queixa angustia associada ao desemprego porque é discordante do ponto de vista do cliente e do psicoterapeuta ocasionando conflito, e provoca não aliança terapêutica por ausência da interpretação do psicanalista que é incapaz de avaliar-se sem o saber de orientação profissional causando desprazer no cliente. [...] Em sua obra “Além do Princípio do Prazer” (1920, p.34), Freud afirma: a compulsão a repetição também rememora do passado experiências que não incluem possibilidade alguma de prazer e que nunca, mesmo há longo tempo, trouxeram satisfação, mesmo para impulsos instintuais que foram reprimidos.

Neste caso o ponto de vista do psicanalista não ajudou na clarificação do ponto de vista do cliente que deseja reinserir-se no mercado de trabalho. Caso o prospecto se aperceba inserido na abordagem que considera ineficiente no momento por causa do seu juízo de valor intencional na reinserção de trabalho, terá o ponto de vista que a abordagem não funciona, pois não lhe ajuda a mover-se em direção a outro ponto de vista desigual do qual já conhece relacionado a busca de trabalho e sim teria que deslocar a atenção do ponto de vista da recolocação e redirecionar para angustia originada do desemprego, nas sessões quinzenais. [...] Freud no seu texto “Recordar repetir e elaborar” (1914), texto esse em que começa a pensar a questão da compulsão à repetição, fala do repetir enquanto transferência do passado esquecido dentro de nós. Agimos o que não pudemos recordar, e agimos tanto mais, quanto maior for a resistência a recordar, quanto maior for a angústia ou o desprazer que esse passado recalcado desperta em nós.

Talvez o psicanalista não tenha a percepção que o objetivo consciente do prospecto é a escolha de outra profissão que seja contrária as que prontamente buscou até agora. E coloca que o prospecto desistiu das sessões por resistência em não mencionar a relação familiar e de si mesmo. Este foi o ponto de vista subjetivo do psicanalista embasado na sua abordagem.

Não levou em consideração a intenção objetivo claro do cliente que lhe colocou a princípio da primeira sessão a atenção seletiva na recolocação profissional, e em nenhum momento cogitou tratar a queixa advinda do desemprego, ou melhor dizendo por meio do ato falho, se esqueceu que o cliente propôs um objetivo que é desigual ao seu saber, influenciando o cliente a sentir-se culpado por não querer tratar a angustia desemprego de modo quinzenal, alegando que seria melhor participar da sessões quinzenais com remarcação chegando até vinte dias, do que não ter acesso a nenhuma sessão.

Recapitulando é melhor uma sessão quinzenal do que não ter nenhuma. Com este provérbio pretende dizer-se que vale mais o que está seguro na sua mão que é a psicoterapia, embora de valor gratuito, do que algo melhor como a orientação profissional, mas que não é seguro e que pode ser apenas uma mera hipótese, um desejo não realizado, assim, não deve trocar o certo que é a psicoterapia gratuita pelo incerto que é a orientação profissional.

Pensamento do profissional, ambicionando valorizar-se por prestar serviço gratuito quinzenal. Digo, quer manter o cliente preso a ele, sem obter o resultado esperado, ocasionando a insegurança no rompimento da aliança terapêutica, instiga o medo, a raiva no prospecto por não aceitar o ponto de vista a ser tratado a angustia desemprego, não quer direcionar o cliente a arriscar-se na orientação profissional. [...] Esse medo marcará nossa memória, de forma desprazerosa, e será experimentado como desamparo, “portanto uma situação de perigo é uma situação reconhecida, lembrada e esperada de desamparo” (Freud, 2006, p.162).

Pense comigo, para que ficar em sessão se os objetivos do psicólogo-prospecto são dessemelhantes. Não é porque uma porta está aberta se deve entrar. O psicólogo não se apercebe que seu ponto de vista aplicado destoa do ponto de vista ambicionado pelo cliente. O mecanismo defeso contratransferência em relação ao discurso do psicólogo gera no cliente, culpa, raiva, interpreta que o psicólogo é desrespeitoso não sabe ouvir não, é incapaz de desvelar que a sessão quinzenal encaminha a desmotivação do prospecto e por isso não funciona, manipulando o cliente a não obter determinado resultado na direção de alterar o ponto de vista.

Pois o cliente já aplicou todos os pontos de vistas sugestionados por pessoas do seu círculo de amizades, parentela que fazem parte do senso comum e de artigos que leu em sites na internet de profissionais de recrutamento & Seleção. O cliente não anseia pontos de vistas humanos sobrenaturais, porque sabe que todos os pontos de vistas fazem parte do senso comum individual e em particular cada profissional tem seu ponto de vista fundamentado na sua abordagem ou carreira.

Por muito não é habitual a terapia começar de forma quinzenal ou com uma ida ao psicólogo por mês, pois no início do processo o profissional está te conhecendo, avaliando e entendendo o que se passa contigo e os dois estarão construindo o vínculo terapêutico. O espaçamento maior normalmente é indicado quando o cliente já se encaminha para um processo de alta, ou ao chegar num momento da terapia em que já trabalhou a maior parte das suas demandas e alcançou progressos significativos, o que permite que o acompanhamento seja mais espaçado.

Parece que a profissional inconsciente fez uso do plantão psicológico com o cliente, pois o deixou discursar livre e abertamente sobre a queixa recolocação profissional por tempo de até 90minutos pela sessão ser quinzenal totalizando 06 sessões e pouco o conduziu a clarificação da contrariedade.

 


 

Referência Bibliográfica

BASTIDAS, C. A Psicologia e o seu Dinheiro: Entenda os fatores psicológicos que afetam sua relação com o dinheiro e tenha uma vida melhor. São Paulo: Novatec Editora, 2008.

FREUD, A. O ego e os mecanismos de defesa. Rio de Janeiro: Biblioteca Universal Popular, 1968

FREUD, S. (1920), "Além do princípio do prazer” In: FREUD. S. Obras completas de S. Freud. Rio de Janeiro: Imago, 1996, v. XVIII.

FREUD, S. (1996). Obras completas de S. Freud. Rio de Janeiro: Imago. (1914). "Recordar, repetir e elaborar ", v. XII

QUINET, Antonio, As 4+1 condições da análise. Antonio Quinet. 12.ed. – 12.ed. – Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 2009.

Comentários

Postagens mais visitadas

O Jogo De Esconder Objetos

  Ano 2022. Escrito por Ayrton Junior Psicólogo CRP 06/147208 O presente artigo chama a atenção do leit@r a notabilizar o conceito de brincadeira, é a ação de brincar, divertir, entreter, distrair. Geralmente são jogos livres que têm a finalidade de encenar e utilizar objetos lúdicos. A principal diferença entre a brincadeira para outras atividades diárias é a sua natureza divertida e criativa. A brincadeira de esconder e achar objetos promove a memória e a percepção de que as coisas, que lhe pertence podem permanecer nos lugares mesmo que a criança, o adolescente ou até o adulto não consiga as ver, o que é uma conquista extremamente importante nessa faixa etária. Além disso, dando um comando verbal com o nome de elementos que já lhes são familiares, acaba-se estimulando uma comunicação que envolve a linguagem e uma apropriação de palavras que vão acabar compondo o seu vocabulário. Esconde-esconde objetos é o jeito de brincar: Uma das crianças é escolhida para esconder um objet...

O sujeito não existe fora do laço social: não há sujeito sem Outro, nem desejo sem algum tipo de amarração simbólica

  Ano 2025. Escrito por Ayrton Junior Psicólogo CRP 06/147208 Introdução A psicanálise, desde Freud e radicalmente com Lacan, sustenta que o sujeito não é uma entidade autônoma, transparente a si mesma, nem um indivíduo isolado que decide livremente sua posição no mundo. O sujeito do inconsciente emerge apenas no interior de uma rede de significantes, isto é, no campo do Outro. Assim, não há sujeito fora do laço social, nem desejo que possa se sustentar sem alguma forma de amarração simbólica. Este artigo tem como objetivo articular essa tese fundamental a partir de uma situação clínica cotidiana: o caso do sujeito que ocupa a função de fiscal de caixa em um supermercado, mas que não se reconhece nessa posição. A análise do ato falho, do sintoma corporal, do não-cuidado e da permanência forçada no laço social permitirá demonstrar como o inconsciente já sabe do não-desejo, enquanto o ato de ruptura ainda não pode ocorrer por ausência de outro laço que sustente o sujeito....

Fases Da Sexualidade Na Escolha Da Carreira

  Ano 2023. Escrito por Ayrton Junior Psicólogo CRP 06/147208 O presente artigo chama a atenção do para um excelente tópico. A teoria das fases da sexualidade, proposta por Sigmund Freud, inclui as seguintes fases: fase oral, fase anal, fase fálica, período de latência e fase genital. Cada fase está associada a diferentes aspectos do desenvolvimento psicossexual. Lembre-se de que essa teoria é apenas uma perspectiva e foi criticada por muitos estudiosos ao longo dos anos. Claro, vou explicar cada uma das fases da sexualidade de acordo com a abordagem da psicanálise de forma simplificada: Fase Oral: Na primeira fase, que ocorre durante os primeiros anos de vida, o foco está na boca. As crianças exploram o mundo principalmente através da boca, chupando objetos e experimentando tudo com a boca. A satisfação vem da alimentação e da sensação de conforto oral. Fase Anal: A fase anal acontece por volta dos 2 aos 3 anos de idade. Aqui, o foco se volta para o controle dos esfínctere...

Música Volume Alto

  Ano 2023. Escrito por Ayrton Junior Psicólogo CRP 06/147208 O presente artigo chama a atenção do leitor para um excelente tópico. Um sujeito quando está com raiva aparente de algo aumenta o volume da música no ritmo de academia no máximo. Claro, vou tentar explicar isso pela perspectiva da psicanálise de uma maneira acessível para iniciantes. Raiva aparente: Quando alguém está com raiva aparente, significa que essa pessoa está demonstrando sua raiva de maneira visível, como aumentar o volume da música ao máximo. A raiva é uma emoção que pode surgir quando nos sentimos frustrados, irritados ou contrariados. Estímulos inconscientes e conscientes: Na psicanálise, a mente é dividida em três partes: o consciente, o pré-consciente e o inconsciente. O consciente é onde estamos cientes de nossos pensamentos e ações. O pré-consciente é onde pensamentos que não estão no momento presente podem ser trazidos à consciência. O inconsciente contém pensamentos e sentimentos que não estamos ...

Chicago P.D. como espelho psicossocial do fiscal de caixa psicólogo: identidade profissional, pertencimento, autoridade e reconhecimento no supermercado

  Introdução A série Chicago P.D. , produzida como drama policial, acompanha a Unidade de Inteligência do Departamento de Polícia de Chicago, responsável por investigações de crimes graves e liderada pelo sargento Hank Voight. A própria descrição institucional da série enfatiza a atuação coletiva da unidade, a busca pela justiça, a proteção da cidade e, simultaneamente, os conflitos produzidos pelas mudanças no sistema de justiça e pelas formas de liderança e atuação da equipe. Embora o universo policial esteja muito distante do cotidiano de um supermercado, a série pode ser utilizada como objeto cultural para uma leitura pela Psicologia Social e pela Psicologia das Organizações , especialmente quando se observa a relação entre indivíduo, grupo, papel profissional, autoridade, reconhecimento, hierarquia e instituição. Nesse sentido, Chicago P.D. torna-se um espelho simbólico particularmente interessante para compreender a experiência de um trabalhador que ocupa a função de f...

Crise De Asma E Psicossomática

  Ano 2023. Escrito por Ayrton Junior Psicólogo CRP 06/147208 O presente artigo chama a atenção do leitor para um excelente tópico que descrê a crise de asma e a psicossomática. Doenças psicossomática, são doenças causadas ou agravadas pela instabilidade emocional. Diferentemente da somatização, que é diagnosticada por médicos quando os sintomas de uma doença se manifestam, mas não são observados efeitos físicos no corpo, as psicossomáticas têm efeitos verificáveis no organismo. As situações de vida estressantes como medo de “não cor responder às expectativas”, dificuldades no trabalho ou econômicas, perdas, desavenças, doença ou morte, podem ser fatores desencadeantes. Frequentemente a somatização é considerada expressão de “dor psíquica”, sob a forma de queixas corporais, em pessoas que não têm vocabulário para apresentar seu sofrimento de outra forma. Os sintomas têm origem nas sensações corporais amplificadas interpretadas erroneamente ou nas manifestações somáticas das e...

Medo De Não Conseguir Emprego

  Ano 2023. Escrito por Ayrton Junior Psicólogo CRP 06/147208 O presente artigo chama a atenção do leito para um excelente tópico, que fala descreve a insegurança quanto a empregabilidade no mercado de trabalho e suas prováveis consequências para a qualidade física e mental. A ansiedade realística é o medo do mercado de trabalho representado pelo princípio da realidade que provoca a incerteza no ego influenciando a pensar que o mercado de trabalho não permite que consiga se empregar em alguma instituição como psicólogo e por isso sente que está sendo punido pelo mercado de trabalho. Já a ansiedade moral é aquela que decorre do medo de ser punido [O ego sentira culpa se descobrir que não conseguirá empregar-se em alguma instituição como psicólogo porque Deus não vai realizar o milagre. Na psicanálise, o princípio da realidade e o princípio do prazer são conceitos fundamentais. O princípio do prazer refere-se à busca do prazer imediato e evitação do desconforto. Por outro lado,...

Morte A Aposentar-se Como Operador Caixa

  Ano 2023. Escrito por Ayrton Junior Psicólogo CRP 06/147208 O presente artigo chama a atenção do leitor para um excelente tópico. Ego prefere literalmente a morte física somátizando sintomas emocionais que possa encaminhar a vontade e desejo de morrer dormindo a permanecer trabalhando como operador de caixa e se aposentar na profissão que gera angústia e não como psicólogo. O texto sugere uma situação emocionalmente desafiadora. Na abordagem da psicanálise, podemos analisá-lo da seguinte forma: Ego: O ego é a parte da mente que lida com a realidade e age como um mediador entre os desejos do id e os padrões morais do superego. No seu caso, o ego está enfrentando um conflito entre a vontade de continuar trabalhando como operador de caixa e o desejo de não viver mais, possivelmente devido à angústia gerada por essa profissão. Sintomas emocionais somáticos: Os sintomas emocionais somáticos ocorrem quando o corpo expressa o sofrimento emocional. Nesse contexto, os sintomas podem...

Do investimento libidinal ao redesenho da carreira: luto, identidade profissional e competências construídas após uma década de tentativas na Psicologia

  Introdução A história apresentada pode ser compreendida como a trajetória de um profissional que, durante aproximadamente uma década, tentou transformar a formação em Psicologia em uma identidade profissional socialmente reconhecida , experimentando diferentes possibilidades de inserção: Psicologia Clínica, Social, Hospitalar, Jurídica, Organizacional, Esportiva, orientação educacional, Recursos Humanos, atendimento on-line, produção de conteúdo e projetos institucionais. O ponto central dessa trajetória não parece ser simplesmente uma sucessão de "fracassos profissionais". Há algo psicologicamente mais complexo: o sujeito investiu expectativas, tempo, conhecimento, energia, esperança e desejo em diferentes objetos profissionais . Cada vaga, consultório, projeto, academia, instituição, site, blog ou projeto de conteúdo representava uma possibilidade de responder à pergunta: "Onde posso existir profissionalmente como psicólogo?" A literatura brasileira sobre ...

Não conseguiu construir caminho de sucesso: O Luto da Trajetória Profissional na Psicologia

  Introdução O término da graduação marca, para muitos profissionais, o ponto de partida de um projeto de vida focado na consolidação de uma carreira funcional, sustentável e reconhecida. No entanto, o percurso acadêmico e o esforço individual nem sempre garantem a inserção ou o êxito nos variados campos de atuação que a profissão promete. Entre o momento da formação, em 2018, e a maturidade profissional projetada para 2026, a vivência contínua de insucessos em múltiplos eixos pode conduzir o indivíduo a uma profunda reavaliação sobre a viabilidade de permanecer em determinada área. Quando todos os caminhos desenhados e executados culminam na ausência de retorno prático, o reconhecimento do encerramento de um ciclo e a elaboração do luto profissional emergem não como fraqueza, mas como um processo fundamental de reorganização existencial e ocupacional. A Articulação dos Caminhos Tentados (2018–2026) Ao longo de oito anos, foram empreendidos esforços deliberados em praticament...