Pular para o conteúdo principal

O Primeiro Emprego Como Desafio Do Psicólogo

 Ano 2022. Escrito por Ayrton Junior Psicólogo CRP 06/147208

O presente artigo chama a atenção do leit@r a compreender o fenômeno os desafios do Psicólogo ao empregar-se no campo da psicologia. Mesmo que este profissional esteja empregado em áreas diferentes ou similares a área da saúde, para este profissional será como o primeiro emprego. Qual o impacto do primeiro emprego na carreira profissional do psicólogo. O primeiro cliente, o primeiro projeto dentre outros primeiros que surgem.

O fenômeno primeiro emprego do psicólogo. Assim sendo, você, enquanto representante de uma espécie biológica que se relaciona de diversas formas em locais diferentes, está sujeito a uma grande variabilidade de fenômenos. Isso significa que, no momento em que lê este texto [sentado em seu quarto, no escritório, na faculdade], você está inserido em um fenômeno específico aí na sua consciência como os desafios do primeiro emprego no campo da psicologia.

Este fenômeno pode permanecer na vida do profissional por um período longo. O que é fenomenologia e qual o seu principal objetivo? Fenomenologia é o estudo de um conjunto de fenômenos e como se manifestam, seja através do tempo ou do espaço.  Na psicologia, a fenomenologia baseia-se em um método que busca entender a vivência dos pacientes no mundo em que vivem, além de compreender como esse profissional da saúde percebe o primeiro emprego a sua volta.   

Um fenómeno é um acontecimento observável, particularmente algo especial [literalmente algo que pode ser visto, observável] como, por exemplo, o desemprego. Portanto, fenômeno é tudo aquilo que possui uma aparição, que pode ser observável de algum modo. O senso comum compreende um fenômeno como algo extraordinário ou fora do habitual. Os fenômenos são entendidos pela representação que a consciência faz do mundo. O entendimento deve ser entendido sempre como "consciência de algo". Com isso, o autor nega a ideia tradicional da consciência como uma qualidade humana, vazia, que pode ser preenchida com algo. Toda a consciência é consciência de algo. As coisas do mundo não existem por si, da mesma forma que a consciência não possui uma independência dos fenômenos.

O termo fenômeno primeiro emprego, significa, mostrar-se e, por isso, diz o que se mostra, o que se revela. Já em si mesmo, porém, é a forma média de trazer para a luz do dia, pôr no claro, a claridade, isto é, o elemento, o meio, em que o primeiro emprego pode vir a se revelar e a se tornar visível em si mesma. Deve-se manter, portanto, como significado da expressão o fenômeno primeiro emprego o que se revela, o que se mostra em si mesmo.

A fenomenologia é um estudo que fundamenta o conhecimento nos fenômenos da consciência. Nessa perspectiva, todo conhecimento se dá a partir de como a consciência interpreta os fenômenos. Para ele, o mundo só pode ser compreendido a partir da forma como se manifesta, ou seja, como aparece para a consciência humana. Não há um mundo em si e nem uma consciência em si. A consciência é responsável por dar sentido às coisas.

Fenomenologia é o estudo de um conjunto de fenômenos e como se manifestam, seja através do tempo ou do espaço. É uma matéria que consiste em estudar a essência das coisas e como são percebidas no mundo. O que é epoché fenomenologia? Suspensão do juízo, também conhecida pelo termo grego epoché ou epokhé (εποχη), que significa 'colocar entre parênteses', é a atitude de não aceitar nem negar uma determinada proposição ou juízo sobre o primeiro emprego no mercado de trabalho.

 “Epoché” deriva do grego antigo e significa “paragem”, “interrupção” ou “suspensão de juízo”. Segundo Husserl, “Epoché” significa a suspensão do mundo, como que parado no tempo, embora com todas as suas características presentes e, por isso, passíveis de serem analisadas “de fora”, por um observador exterior no caso o psicólogo que vivência o fenômeno do primeiro emprego. Uma condição importante para começar a duvidar de maneira filosófica é praticar a suspensão do juízo – assim se de- nomina a interrupção temporária do fluxo de ideias prontas que uma pessoa possui sobre determinado assunto, como no caso da escassez de clientes no consultório. É uma espécie de duvidar das próprias crenças.

A redução fenomenológica requer a suspensão das atitudes, crenças, teorias, e colocar em suspenso o conhecimento das coisas do mundo exterior a fim de concentrar-se a pessoa exclusivamente na experiência em foco, porque esta é a realidade para ela. No caso do profissional a sua realidade é o primeiro emprego no campo da psicologia. Para Goto (2004), realizar a epoché “consiste em nos ausentarmos por completo dos julgamentos que temos (...). Só desta maneira que é possível chegarmos à reflexão clarificadora do fundamento último e absoluto e deixar surgir o sentido de ser de algo como o primeiro emprego.

A compreensão posterior de fenômeno depende de uma visão de como ambos os significados de fenômeno [fenômeno como o que se mostra, e fenômeno como aparecer, parecer e aparência] se interrelacionam em sua estrutura. Somente na medida em que algo pretende mostrar-se em seu sentido, isto é, ser fenômeno, é que pode mostrar-se como algo que ele mesmo não é, pode "apenas se fazer ver assim como." No significado de aparecer, parecer e aparência, também está incluído o significado originário de fenômeno como o que se revela, significado que fundamenta e sustenta o anterior.

Mas tudo depende da relação que se estabelece entre o primeiro sentido, positivo do fenômeno [fenômeno, como mostrar-se, manifestação, revelação] e o segundo sentido, mais ou menos negativo [fenômeno = aparição, aparência, semelhança, ilusão]. Aos olhos de Heidegger, a primeira significação funda a segunda, e não o inverso. É “fenômeno” tudo que aparece, vem às claras, como o sol “aparece” quando sai detrás das nuvens.

Ao fazer a redução fenomenológica ou suspensão do juízo, ou isenção de julgamentos, sobre o primeiro emprego no campo da psicologia. O psicólogo entende que primeiro está relacionado a algo que em um mercado de trabalho cada dia mais competitivo, a pouca experiência dos psicólogos parece deixá-los em um passo atrás dos concorrentes. E deve aceitar novos desafios e abraçar os imprevistos, por mais que eles estejam totalmente fora do script. Na vida, nem sempre é possível fazer apenas aquilo que se gosta. Encarar esses desafios como oportunidades para ampliar os horizontes e mostrar que você é um profissional flexível e resiliente.

O profissional que está em busca do primeiro emprego, está com ausência de aprimoramento nas competências, habilidades e atitudes [CHA] dito em psicologia organizacional e ainda falta de experiência na profissão. A chance de emprego é um tanto empolgante para um inexperiente em psicologia, e ainda pode aparecer certos percalços. O primeiro emprego representa um ambiente novo [consultório particular, instituição hospitalar, instituição organizacional, jurídica, do esporte, CAPS, CREAS, CRAS, equoterapia, clinica-escola, universidade dentre outras] no qual o candidato irá precisar relacionar com pessoas de diferente culturas e costumes, adaptar-se à rotina do dia-a-dia de trabalhador e ainda obter um desempenho acima do desejável para a manutenção do cargo recém conquistado.

O primeiro emprego exige atitude e dedicação, e algumas pessoas conseguem passar por essa experiência com grande facilidade, outros nem tanto. Os ambientes de trabalho se diferem muito de empresa para empresa, e é difícil prever a adaptação do recém contratado. E da mesma forma, os trabalhadores também se diferem e alguns possuem mais desenvoltura para conviver e passar por cima de obstáculos.

O desempenho dentro de uma empresa no primeiro emprego varia de psicólogo para psicólogo. Levando em consideração o ponto de vista do contratante, a empresa, o novo psicólogo precisa realizar as tarefas necessárias o quanto antes, e para isso é imprescindível que haja um treinamento. E as vezes algumas instituições não tem intenção e nem interesse em contratar um psicólogo inexperiente para ter que desprender tempo com treinamento.

 Um colaborador que já tenha alguma experiência exigirá menos atenção para a realização de tarefas no dia-a-dia e é bem provável que o supervisor seja solicitado menos vezes do que para auxiliar um psicólogo com nenhuma experiência. A oportunidade do primeiro emprego precisa ser vista como um potencial de descobrimento e o candidato precisa estar mais flexível, abertos para receber críticas e principalmente conselhos e sugestões. O primeiro emprego é uma aprendizagem e não é aconselhável que o recém contratado concorde com tudo e realize tarefas que vão contra o código de ética do profissional.

E neste momento o psicólogo faz uso do epochê, se ausentando do julgamento, conhecimento acadêmico e experiência, reduzindo o juízo para compreender o princípio do primeiro emprego. É de grande relevância que o candidato a vaga do primeiro emprego antes de tudo conheça o mercado em que pretende atuar. Quais as melhores empresas, qual o perfil delas, o que esperam do perfil dos candidatos e outros. As habilidades comportamentais mais exigidas são, produção de conhecimento, humor, automotivação, criatividade, relacionamento interpessoal, liderança e possuir planos para o futuro. O networking, rede de relacionamentos poder ser muito útil num momento como esse, pois o candidato pode favorecer-se através de pessoas conhecidas ou através das mídias sociais.

Quando o psicólogo se angustia com o primeiro emprego, a sua mente está intensamente ocupada, ou mesmo obcecada, com aquilo que não têm ou com aquilo que percebe ser a falta. E não percebe que o primeiro emprego é um grande passo rumo a vida adulta e a independência financeira. Com os ganhos obtidos no seu trabalho o psicólogo pode traçar objetivos pequenos ou grandes e dependendo do valor do seu salário e das suas despesas poupar para alcançá-los.

 A consciência deste psicólogo pensa e enxerga a situação primeiro emprego e o mercado de trabalho de forma diferente quando sente que lhe falta algo, exemplo, emprego, dinheiro, clientes, internet, alimentos e por aí o que você pensar enquanto lê o artigo. E, na verdade, não importa o que esse algo represente. E neste caso o primeiro emprego percebido como a falta de algo, exemplo, aplicação de saberes acadêmicos, aquisição de experiência no campo de atuação.

Com o primeiro emprego a ocupar a mente, existe, simplesmente, menos atenção seletiva para tudo o resto ou para observar o fenômeno como ele se apresenta, se mostra ou se revelou de fato ao psicólogo. Se entende por liberdade quando uma pessoa tem a capacidade de tomar uma decisão sem que esta seja imposta por outro, simplesmente porque você quer. Este é o conceito pelo qual muitos homens e mulheres brigaram e, ainda hoje seguem lutando, para conseguir ter voz própria. No entanto, vale ressaltar que esta liberdade tem limites; mesmo assim, quando se diz que um homem está livre, talvez seja melhor dizer que sua vontade é livre, à medida que possam existir circunstâncias que limitem o campo de ação de uma pessoa como no caso o primeiro emprego. A liberdade também é um mau negócio para quem desconhece seus interesses, necessidades e vontades pessoais em relação ao primeiro emprego.

Compreender que conseguir emprego sem experiência é difícil porque muitas empresas precisam de profissionais que cheguem prontos para assumir as suas funções. Muitas vagas, inclusive, colocam a experiência profissional como pré-requisito, o que significa que se você não cumprir essa condição nem será considerado no processo seletivo.

Entretanto a organização que dá oportunidade para o primeiro emprego, compreende que é retroalimentar o mercado de trabalho com profissionais mais competentes, que têm a possibilidade de aprender a importância não só dos fatores comportamentais, mas da educação como ferramenta fundamental para a construção de uma carreira sólida e para exercer com plenitude seus compromissos trabalhistas.

O psicólogo se avalia e percebe quais as principais dificuldades para se conseguir um emprego? A inexperiência. Muita gente reclama da experiência, pois quando ingressam no mercado de trabalho não possuem e, geralmente, as vagas exigem experiência. Outra dificuldade são as poucas vagas disponíveis. Nesta dificuldade percebida é a exigência de cargos muito específicos que pedem especialização ou pós graduação. E ainda a dificuldade da concorrência., onde o profissional inexperiente as vezes compete com aquele com total experiência, mas isto não é para mostrar que o inexperiente tem a chance, mas sim para não causar o preconceito por causa da inexperiência.

Mesmo que você tenha feito um estágio antes, ou tenha lidado com muitas atividades na universidade, a experiência no mercado de trabalho é diferente. Ali, os desafios e experiências refletem diretamente em um negócio. Por isso algumas instituições relacionadas a saúde mental, apenas contratam psicólogos experientes, pois sua experiência anterior refletirá no atendimento psicológico em se tratando do paciente como um negócio. E mesmo que esses profissionais se encontrem em condição de desemprego, já adquiriram experiência em empregos anteriores.

Já no caso dos inexperientes que saem da universidade após formado sem nenhuma bagagem de experiência, mas dotado de saberes, isto não é suficiente para serem contratados. Mesmo que você pareça inexperiente em um primeiro momento, você está com conteúdo fresco na cabeça. Ou seja, é capaz de contribuir com muitas novas ideias. É capaz de ajudar a empresa crescer. E a partir disso, consegue também conquistar o seu lugar ao sol. É no primeiro emprego que você se prepara, de verdade, para todos os outros que ainda terá.

Sem dúvidas, conseguir o primeiro emprego nem sempre é fácil. É preciso que o mercado de trabalho e a sua área estejam favoráveis, com vagas em aberto. E é importante também que você saiba onde procurar algo que tenha a ver com você. Mas não é só isso. Existem outros fatores facilitadores, de ordem prática, por assim dizer. E que são uma mão na roda para seu ingresso nessa oportunidade inicial. Conseguir o primeiro emprego tem tudo a ver com a sua qualificação profissional.

Isso quer dizer que fazer ensino superior e obter o diploma se torna essencial. Afinal, ele mostra que você se preparou para exercer uma profissão com qualidade e conhecimento. Depois de comprovar sua aptidão na área em que quer trabalhar, por meio dos estudos, saiba que a indicação também pode ajudar você no primeiro emprego. Sabe aquele professor com quem você se dá bem e arrasa nas notas? Ou aquele colega com quem tem afinidade para fazer trabalhos? São pessoas que podem abrir muitas portas para você no mercado de trabalho. Um professor pode redigir uma carta de recomendação, assim como um colega pode dar dicas de empresas e vagas que combinem com seu perfil.

Ter relacionamentos saudáveis com as pessoas na universidade faz toda a diferença para que você entre em uma empresa interessante e que te ajude a se desenvolver. Estude o mercado em que vai atuar, nada de ir para a entrevista sem saber sobre o mercado. E nem de disparar currículos sem propósito.

É indispensável que você estude o mercado no qual vai atuar. Pesquise por empresas de grande, médio e pequeno porte, acesse sites e redes sociais e descubra pelo que elas procuram ou como trabalham. Essa é uma maneira de entender melhor onde você se encaixa. Ao tentar uma vaga numa empresa com a qual você divide premissas e ideais, a chance de conseguir o primeiro emprego é muito maior.

Aceite oportunidades imperfeitas, pois, seu primeiro emprego não precisa ser aquele emprego dos sonhos neste exato momento. Porém não quer dizer que você precisa aceitar qualquer coisa. Longe disso. É fundamental que a proposta se encaixe em sua premissa de vida. Mas não espere um salário perfeito ou atividades totalmente interessantes. A gente sempre precisa batalhar para ganhar um pouco mais ou fazer uma função que não gosta tanto até conquistar um cargo ideal. Persista sempre, o primeiro emprego pode não vir tão rápido quanto você espera. Por isso, persista. Mesmo que você ouça alguns nãos ou faça entrevistas frustrantes, lembre-se sempre de seu objetivo.

Ouvir uma resposta negativa não significa que suas oportunidades por ali foram encerradas. Pode ser que apenas não era o seu momento. Mas se o seu currículo continuar no banco de dados da empresa, sua postura em todos os momentos do processo seletivo será lembrada. Todo profissional de sucesso passa por momentos assim. Então, não desista. Insista. Trabalhe em seus relacionamentos, da mesma forma que você tinha bons relacionamentos antes de entrar no emprego, já que construiu seu Network, deve buscar outros nesse novo ambiente. Nem sempre você vai trabalhar com quem tem afinidade, mas respeito é fundamental. Existem vagas em que a experiência profissional relacionada é, de fato, imprescindível e nessas, isso costuma estar destacado nos requisitos. Porém, nem sempre a falta de experiência profissional é uma barreira na conquista do primeiro emprego.

Na hora da busca pelo primeiro emprego, recrutadores vão avaliar se a falta de experiências formais é compensada por outras atividades, que tenham ajudado o candidato a se desenvolver. Se a sua área requer habilidades técnicas, o ideal é que você busque formações que contemplem esses conhecimentos. Aplicando-se para uma posição em específico, não esqueça de pesquisar a cultura da companhia e entender que tipo de profissionais preferem para compor o time.

Estes podem ser os estímulos aos quais o psicólogo não estava prestando a atenção, pois sua atenção seletiva estava focada apenas no primeiro emprego como aspecto negativo da falta, e não percebida através da fenomenologia como o autoconhecimento permite descobrir quais são os seus valores, traços de personalidade mais marcantes, pontos fortes e fracos e estilo de trabalho. Investir nesse tipo de análise o prepara para diversos desafios da busca pelo primeiro emprego. Você terá melhor desempenho ao falar sobre si mesmo durante entrevistas e melhorará seu controle emocional.

Mas o fenômeno ligado ao primeiro emprego exige reconhecer que ficar desempregado não é fácil. É um momento difícil para qualquer pessoa, tanto no aspecto profissional, quanto no pessoal. Entretanto, manter a autoestima e iniciar o quanto antes a preparação para a procura por um novo emprego é primordial para superar os desafios desta fase. Ainda que muitas pessoas culpem a crise e, de certa forma, tenham razão, há alguns pontos nos quais muitos candidatos andam pecando, o que, consequentemente, faz com que a vaga desejada seja perdida.

É muito comum as pessoas se perguntarem, por que eu não consigo emprego. Mas elas não param para analisar e chegar à resposta para essa pergunta. Confira a seguir alguns dos pontos que podem estar te impedindo de conseguir um emprego.

Depreender que é comum que cidades mais afastadas de grandes metrópoles tenham um número maior de desemprego, uma vez que possuem um número menor de empresas ativas, ou mesmo diante de uma crise econômica, ou a meia-idade. A empregabilidade aos 59 anos é difícil, mas não impossível. Por conta disso, preferem buscar currículos em vez de divulgar vagas, dado que o fluxo de candidatos para uma única vaga é grande. Muitas pessoas, na aflição por um novo emprego, acabam se candidatando a todas as vagas possíveis, mesmo que não sejam compatíveis com a sua formação. Por consequência, acabam não se dedicando ao processo seletivo e ficam de fora por não estarem preparadas para a vaga ofertada.

A concorrência, como o número de desempregados é grande, milhares de pessoas se encontram na mesma situação de procurar emprego. Por isso, empresas estão cada vez mais exigentes na seleção, uma vez que desejam contratar o melhor profissional. Dentro da sua área de atuação, é preciso ficar atento às demandas e necessidades, organizando o seu currículo para a vaga almejada.

Tenha uma referência, você com certeza tem um modelo profissional, certo? Use essa pessoa como referência para alcançar os seus objetivos na empresa. E se essa pessoa também trabalha lá, esteja perto dela sempre que puder, desde que haja espaço para isso.

 

 

Referência Bibliográfica

HUSSERL, EDMUND. A Ideia da Fenomenologia. Trad. Artur Morão. Lisboa, Port.: Edições 70, 2014.

Comentários

Postagens mais visitadas

Fechamento do ciclo no supermercado pelo fiscal-psicólogo: uma leitura psicanalítica da exaustão estrutural e da autorização para a saída

  Resumo Este artigo analisa o processo de fechamento de ciclo de um trabalhador na função de fiscal de caixa — aqui denominado “fiscal-psicólogo” — a partir da interpretação de um sonho e de sua articulação com a experiência subjetiva no ambiente de trabalho. Sustenta-se que o encerramento do vínculo não decorre apenas de fatores econômicos ou motivacionais, mas de uma falência progressiva das funções psíquicas que sustentavam a permanência . A partir de contribuições de Sigmund Freud, Jacques Lacan e Donald Winnicott, demonstra-se que o sonho opera como dispositivo de validação do limite, retirada da culpa e autorização simbólica para a saída . 1. Introdução Ambientes de trabalho com alta demanda e baixa sustentação coletiva frequentemente produzem sujeitos que desenvolvem funções psíquicas ampliadas para manter o sistema operando. No caso do fiscal-psicólogo, observa-se uma posição singular: leitura constante do comportamento dos outros organização do excesso e...

Ônibus Lotado – Comportamento Por Conformidade

  Ano 205. Escrito por Ayrton Junior Psicólogo CRP 06/147208 O presente artigo chama a atenção do leitor para um excelente tópico. Ônibus lotado, pessoas agasalhadas, janelas fechadas. O ambiente torna-se abafado, desconfortável e com odor desagradável, consequência da falta de ventilação e, em alguns casos, da ausência de cuidados básicos com a higiene pessoal, como banho e escovação dos dentes. Essa situação compromete o bem-estar coletivo e evidencia a necessidade de consciência social. Quando todos compartilham o mesmo espaço, é fundamental que cada um colabore para manter um ambiente minimamente saudável e respeitoso. Cuidar da própria higiene, usar roupas adequadas à temperatura e permitir a circulação de ar abrindo as janelas são atitudes simples que demonstram consideração com o outro. Em um transporte coletivo, o desconforto de um pode se transformar em sofrimento para todos. Portanto, é essencial que cada passageiro assuma sua parte na responsabilidade coletiva. ...

Dinâmica De Poder Nas Instituições – Psicologia Organizacional

  Ano 2023. Escrito por Ayrton Junior Psicólogo CRP 06/147208 O presente artigo chama a atenção do para um excelente tópico. A dinâmica de poder em uma organização refere-se à distribuição e ao exercício do poder entre os membros e diferentes níveis hierárquicos dentro da empresa. O poder é uma influência que permite que um indivíduo ou grupo afete o comportamento ou as decisões dos outros. Existem diferentes teorias e abordagens para entender a dinâmica de poder em uma organização. Vou apresentar alguns dos principais através da psicologia organizacional. Teoria das bases de poder: Essa teoria, proposta por French e Raven, identifica cinco bases de poder que uma pessoa pode ter na organização. São elas: Poder coercitivo: baseia-se no medo de punição ou consequências negativas. Poder de recompensa: baseia-se na capacidade de recompensar ou oferecer incentivos. Poder legítimo: baseia-se na autoridade formal concedida pela posição hierárquica. Poder de especialista: bas...

Angústia Da Ausência De Clareza De Informações

  Ano 2024. Escrito por Ayrton Junior Psicólogo CRP 06/147208 O presente artigo chama a atenção do leitor para um excelente tópico. Um sujeito que trabalha como fiscal de caixa em um supermercado e é psicólogo está angustiado porque não consegue perceber um caminho para ser contratado como psicólogo em alguma instituição e compreende que a ausência de Clareza gera angústia que está lhe fazendo mal. Na psicanálise, podemos entender essa situação analisando os três sistemas psíquicos: id, ego e superego, bem como os conceitos de angústia e desejo. O conflito interno: O id representa os desejos e impulsos mais profundos. Nesse caso, o desejo do sujeito é trabalhar como psicólogo, porque isso se alinha ao que ele valoriza e ao prazer de ajudar os outros. O superego é a parte crítica, que internaliza normas e regras sociais. Ele pode estar julgando o sujeito por não ter "chegado lá" ainda, criando sentimentos de culpa e cobrança. O ego, que é o mediador entre o id e o ...

O Que Cabe A Mim No Ambiente, O Qual Estou Inserido

  Ano 2023. Escrito por Ayrton Junior Psicólogo CRP 06/147208 O presente artigo chama a tenção do para um excelente tópico. O papel que você desempenha no ambiente em que está inserido é extremamente importante, pois suas ações e podem influenciar o comportamento e o bem-estar de outras pessoas e do próprio ambiente. Aplicando e exercitando as competências comportamentais, isto é, as soft skills e hard skills a fim de defrontar-se com a insegurança. [...] Esse medo marcará nossa memória, de forma desprazerosa, e será experimentado como desamparo, “portanto uma situação de perigo é uma situação reconhecida, lembrada e esperada de desamparo” (Freud, 2006, p.162). Em primeiro lugar, cabe a você respeitar as regras e normas do ambiente, seja ele uma escola, local de trabalho, residência, universidade, comunidade ou outro ambiente social. Isso inclui ser pontual, tratar as outras pessoas com respeito e cortesia, e seguir as normas de conduta estabelecidas para aquele ambiente. Al...

Modelo integrado do bloqueio da trajetória profissional

  Da sobrevivência ao desgaste do ideal vocacional Podemos organizar tudo o que discutimos em um encadeamento progressivo de processos psíquicos e institucionais . Em vez de eventos isolados, trata-se de um ciclo estruturado que se instala ao longo do tempo. Esse modelo ajuda a entender que o sofrimento atual não surge de um único fator, mas de uma sequência de efeitos acumulativos . 1. Formação e construção do ideal profissional Durante a graduação, o sujeito constrói: identidade profissional ideal vocacional narrativa de futuro A profissão passa a representar: sentido de vida pertencimento social valor pessoal Nesse momento, o investimento psíquico na profissão é alto. 2. Entrada no trabalho de sobrevivência Por necessidade econômica, o sujeito assume um trabalho que não corresponde ao projeto profissional. Inicialmente ele interpreta isso como algo: provisório estratégico temporário A ideia dominante costuma ser: “Enq...

O Fiscal de Caixa, a Marca Olympikus e o Reconhecimento Simbólico no Cotidiano Institucional

Ano 2025. Escrito por Ayrton Junior Psicólogo CRP 06/147208 Introdução A psicanálise, desde Freud, interessa-se pelos acontecimentos aparentemente banais do cotidiano, entendendo-os como formações do inconsciente. Gestos, esquecimentos, escolhas de objetos e pequenos episódios sociais podem funcionar como vias de expressão do desejo e do conflito psíquico. No contexto do trabalho, especialmente em instituições marcadas pela repetição e pela rigidez funcional, tais manifestações ganham relevância clínica. Este artigo analisa a cena em que um fiscal de caixa passa a trabalhar utilizando um tênis novo da marca Olympikus e recebe olhares de aprovação e comentários de colegas no supermercado. Busca-se interpretar esse episódio como uma cena de espelhamento narcísico e de reconhecimento simbólico, articulando os conceitos de narcisismo, olhar do Outro, identificação e desejo, conforme a tradição freudo-lacaniana. 1. O trabalho institucional e a redução do sujeito à função...

O apagamento da identidade profissional

  A identidade profissional não se sustenta apenas em três elementos formais: diploma conhecimento teórico interesse pela área Ela depende fundamentalmente de prática social reconhecida . Segundo o sociólogo Claude Dubar , a identidade profissional é construída pela interação entre duas dimensões: 1.       identidade para si (como a pessoa se vê) 2.       identidade para os outros (como a sociedade a reconhece) Quando alguém é formado em psicologia, mas o ambiente social o reconhece apenas como: fiscal operador supervisor operacional surge uma fratura entre identidade e reconhecimento social . Como o apagamento começa Ele não acontece de forma brusca. Ele ocorre em etapas. 1. Suspensão provisória da profissão A pessoa pensa: “vou trabalhar aqui por enquanto.” A identidade profissional ainda está preservada. 2. Distanciamento da prática Com o tempo começam a aparecer dificu...

A Crença Do Não-Merecimento

Setembro/2020.Escrito por Ayrton Junior - Psicólogo CRP 06/147208 O presente artigo convida o leitor(a) a repensar sobre a crença do não merecimento na sua vida. Um adulto que foi submetido involuntariamente a uma infância com ausência de recursos onde a criança não teve as necessidades básicas plenamente satisfeitas, exemplo, alimentação, roupas, moradia digna, educação, lazer e etc. Pode ser também bastante prejudicial e de tanto ouvir, não pode isto; não temos; hoje não dá; não é pra você; não é para nós [e às vezes até, quem você pensa que é para querer isso ou aquilo, pensa que é melhor que os outros, pensa que é rico] a criança cresce e vai internalizando cada vez mais que ela não pode e não merece ter acesso a certas coisas, e na fase adulta irá reproduzir inconscientemente os pensamentos internalizados na infância.   Permita-se a avaliar a si próprio. Sente dificuldade em receber presentes? Pensa que não é digno de ter um bom trabalho? Ou se pergunta será que não mere...

Riscos Psicossociais No supermercado

  Ano 2025. Escrito por Ayrton Junior Psicólogo CRP 06/147208 O presente artigo chama a atenção do leitor para um excelente tópico. Quais são os possíveis riscos psicossociais que podemos encontrar num ambiente organizacional supermercado segundo a Psicologia social No ambiente organizacional de um supermercado, os riscos psicossociais podem ser compreendidos pela Psicologia Social a partir da interação entre os indivíduos e o contexto social de trabalho. Alguns dos principais riscos incluem: 1. Carga de Trabalho Excessiva e Pressão por Desempenho Metas de produtividade elevadas e tempo limitado para executar tarefas. Pressão para atender clientes rapidamente, o que pode gerar estresse e fadiga mental. Turnos longos e trabalho repetitivo, resultando em desgaste emocional e físico. 2. Assédio Moral e Conflitos Interpessoais Relações hierárquicas abusivas, com supervisores exigindo além da capacidade dos funcionários. Competitividade entre colegas por bonificações o...