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É a Realidade ou Nossos Pensamentos, Que Nos Faz Adoecer

 Ano 2023. Escrito por Ayrton Junior Psicólogo CRP 06/147208

O presente artigo informa o leitor a levar em conta respeitando se está impedido de funcionar ou mantem-se sem liberdade de movimentos onde não é possível passar, devido a um obstáculo ou circunstâncias inesperadas. Avaliar o pensamento se está sendo realístico e o bloqueio emocional que opera bloqueando o pensamento realista.

O pensamento carrega na linguagem verbal ou gestual emoções, seja agradáveis ou desagradáveis e pode ser repleta de pensamentos automáticos disfuncionais ou de otimismo e realismo e de fé, seja autoconfiança ou fé divina. Em outras palavras, o indivíduo precisa elaborar um pensamento realista que o auxilie a alterar a percepção da sua realidade desagradável acreditando que existe a possibilidade de remodelar a realidade atual para tolerável.

No qual o indivíduo manuseia a realidade através do mecanismo defesa regressão é um retorno a um nível de desenvolvimento anterior ou a um modo de expressão mais simples ou mais infantil. É um modo de aliviar a ansiedade escapando do pensamento realístico para comportamentos infantis que, em anos anteriores, reduziram a ansiedade, seja de alcoolismo, prostituição, falta de assumir responsabilidades, falta de compromisso, buscar por segurança no meio familiar, medicamentos dentre outros. [...]Mecanismo defeso regressão é um retorno a um nível de desenvolvimento anterior ou a um modo de expressão mais simples ou mais infantil. É um modo de aliviar a ansiedade escapando do pensamento realístico para comportamentos que, em anos anteriores, reduziram a ansiedade.

Se comportando escapulindo de elaborar um pensamento realista e adequado o sujeito provoca o estado alterado de consciência que é um estado mental, por meio do mecanismo defesa regressão. Este pode ser causado por agentes fisiológicos, substâncias psicoativas, farmacológicos ou psicológicos. Aliás, alguns comportamentos anormais e apáticos são características de estados alterados de consciência.

De acordo com o Freud, o processo de pensamento tem ligação direta com nosso sistema psíquico. O ato de pensar pode ativar ou inibir os complexos de sensações associadas que tornam possível o fenômeno representacional psíquico. O processo primário está associado ao inconsciente. Na teoria do pensamento psicanalítica, ele dirige as ações imediatas ou reflexas.

Ele está relacionado, portanto, ao prazer, à parte emocional do indivíduo e ao denominado fenômeno de arco reflexo. Assim, nele flui a energia presente no aparelho mental por meio das representações do polo do estímulo ao da resposta.

De pronto o processo secundário de pensamento está associado ao pré-consciente. Ele também pode ser chamado de ação interiorizada ou de processo racional do pensamento. Nele, a liberação da energia mental fica retida e só ocorre após uma série de associações. Essas associações se refletem no aparelho psíquico. De acordo com o contexto em que a pessoa se encontra e seus objetivos.

O investimento de uma representação é diferente dos processos de descarga. O segundo está ligado a afetos, emoções e sentimentos. O investimento, de acordo com Freud, resulta nas ideias. Isso se dá por meio da ativação, da capacidade de ligação e da relação entre as representações. Portanto, uma representação investida é uma ideia ativada e ligada, cujas relações com outras ideias são possíveis.

Dessa forma, as relações associativas presentes nas representações de objeto são algo diferente do processo de pensamento. Essas relações são captadas pelos processos perceptivos, os quais formam os complexos de sensações que são associados em uma representação. De imediato o processo de pensamento é a ativação ou a inibição desses complexos representacionais. O que ocorre através da energia fluente no sistema nervoso.

Entendendo esses dois fenômenos, pode-se compreender melhor como funciona o pensamento. E o processo de pensamento, conforme visto, funciona por meio do processo primário e secundário. O pensamento pode prosseguir, não obstante, sem ser expresso em forma linguística. Portanto, assim como o processo de pensamento é diferente da representação. Para Freud, pensamento também é diferente da linguagem. Sendo formados por processo que podem ou não se entrecruzar.

Mas afinal, será que os problemas deixariam de existir diante dessa mudança abrupta de estilo de vida? Será que deixaríamos de sentir as diversas emoções desagradáveis que nos incomoda diariamente? O pensamento refere-se ao significado que atribuímos a um determinado evento real, ou melhor, a interpretação que a nossa consciência atribui diante da ocorrência de um fato e que geralmente é visualizada por nós em formato de imagens mentais ou palavras.

Exemplo, um indivíduo religioso apoia o seu pensamento na Bíblia que contem histórias de personagens que alcançaram milagres e cura. E nesse interim o pensamento é carregado de emoções de medo, de coragem, de autoconfiança, de fé por meio de imagens mentais apoiada na palavra.

E diante de uma situação desagradável ou realidade que causa desprazer, o sujeito remodela o pensamento distorcido de preocupação ou medo, elaborando e remodelando o por meio do mecanismo defesa substitutivo, que substitui o pensamento negativo que provoca o bloqueio, que dificulta o seu agir por outro pensamento mais realista de acordo com a sua crença baseado na Bíblia.

De acordo com o livro Isaías 41:10 - Não temas, porque eu sou contigo; não te assombres, porque eu sou teu Deus; eu te fortaleço, e te ajudo, e te sustento com a destra da minha justiça. Parafraseando o verso: Não tenha medo fulano, porque eu sou o seu Deus e estou com você agora, não fique preocupado, porque eu sou o teu Deus; eu lhe dou autoconfiança, e te protejo, e te amparo com a minha palavra que você acabou de memorizar através deste versículo que é o seu pensamento realista a contar de agora.

E de agora em diante o pensamento deste cristão está respaldado neste verso que foi introjetado na sua consciência, fazendo parte do seu pensamento que substituirá o pensamento de insegurança e reproduzirá uma resposta adaptativa realista para defrontar-se com o medo, a insegurança alterando a sua realidade que antes estava distorcida pelo medo, simplesmente porque o sujeito tem a crença em Deus e por tanto não está sozinho para confrontar a realidade desfavorável que é o princípio de realidade.

Enfatiza-se que o pensamento não se refere apenas a uma ação introspectiva, da qual nos encontramos realizando uma [leitura] do que se passa por nossa compreensão em um determinado momento, sendo que existe um outro componente muito importante, a linguagem.

Primeiramente, com relação ao fato, sabemos que este é algo que corresponde à realidade e que se fosse realizado um questionamento para diferentes pessoas, existe uma grande probabilidade de encontrarmos descrições semelhantes em relação a uma determinada situação.

Por exemplo, se apresentarmos um filme do garimpo na cerra pelada e pedirmos para as pessoas realizarem uma descrição do que visualizam no filme, possivelmente vamos encontrar diversos elementos repetidos nos discursos. Ao contrário do fato, o pensamento é uma interpretação subjetiva da realidade na qual existe uma pluralidade de significados para um mesmo indivíduo e que não existem respostas certas ou erradas, mas sim, pensamentos adaptados e não adaptados à realidade.

Através do que foi exposto neste texto, finalmente podemos concluir que não é a realidade que nos traz sofrimento, contudo a maneira como interpretamos ou damos significado para o que aconteceu ou que está acontecendo conosco, isto significa, o grande plebeu que se encontra por detrás das emoções, reações fisiológicas e ações desagradáveis é o pensamento.

O ego aciona o mecanismo defesa somatização, convertendo as emoções em dores psíquicas e emocionas que chegam a o corpo físico. O que representa que nenhum indivíduo consegue ter controle total sobre todos pensamentos e logo mais cedo ou mais tarde adoecerá. E também estamos sujeitos a vírus biológicos que contribuem para o adoecimento e morte da pessoa.

Porém, devemos nos lembrar que o pensamento possui dois lados de uma mesma moeda, o realista e o disfuncional visto que caso o que passe pelo nosso intelecto se encontre adaptado à realidade, logo a maneira como sentimos e agimos tem consequências opostas.

A psicologia cognitiva é a vertente da psicologia que salienta a importância das cognições como reguladoras do comportamento humano. As cognições são todas as formas de conhecimento, ou seja, englobam o pensamento, o raciocínio, a compreensão, a imaginação e, por exemplo, o julgamento.

A psicologia cognitiva abrange como principais objetos de estudo a percepção, o pensamento e a memória, procurando explicar como o ser humano percebe o mundo e como utiliza-se do conhecimento para desenvolver diversas funções cognitivas como, falar, raciocinar, resolver situações-problema, memorizar, entre outras. Imagine, talvez que você esteja triste ou com raiva por algo que aconteceu.

Você pode pensar e descobrir o que é que faz com que você fique triste ou com raiva. O que era esperado que não aconteceu? Funções mentais como sensação, percepção, atenção, memória, pensamento, linguagem, motivação, aprendizagem e por aí vai. São caracterizadas na psicologia como processos psicológicos básicos, como primeiro o pensamento é a capacidade de compreender, formar conceitos e organizá-lo.

Estabelece relações entre os conceitos por meio de elementos de outras funções mentais [como as vistas anteriormente], além de criar novas representações, ou seja, novos pensamentos. O pensamento possibilita a associação de dados e sua transformação em informação estando consequentemente associado com a resolução de problemas, tomadas de decisões e julgamentos.

Segundo a memória que é capacidade que permite a codificação, o armazenamento e recuperação de dados. De forma resumida a memória pode ser dividida em três processos, O primeiro é a codificação, que envolve o processo de entrada e registro inicial da informação e a capacidade de mantê-la ativa para o processo de armazenamento.

O segundo é o armazenamento, que abarca a manutenção da informação codificada pelo tempo necessário para que possa ser recuperada e utilizada quando evocada. E o terceiro a avocação ou reprodução, caracterizada pela recuperação da informação registrada e armazenada, para que possa ser usada por outros processos cognitivos como pensamento, linguagem e outros.

Ou segundo Piaget assimilação, acomodação e evocação que fazem parte do processo de aprendizagem que é mobilizado enquanto o indivíduo está em sala de aula, seja na escola, universidade e reproduz para outros ambientes o mesmo comportamento.

A memória ainda pode ser classificada como memória de curto prazo, memória de longo prazo, autobiográfica, episódica e sensorial. A perda ou dificuldade de armazenamento ou recuperação de informações é conhecida como amnésia e deve ser tratada sendo comum em casos de lesões e traumas de diferentes espécies.

O terceiro é a emoção, que é um estado mental subjetivo associado a uma ampla variedade de sentimentos, comportamentos e pensamentos. Ela desempenha um papel central nas atividades humanas, já que as emoções alteram a atenção e o nível do comportamento resultando em diferentes respostas do indivíduo. Pode ser considerada como uma espécie de depósito de influências aprendidas e inatas.

O quarto a linguagem é a capacidade de receber, interpretar e emitir informações ao ambiente. Por meio da linguagem podem-se trocar informações e desenvolver formas de compreensão e de expressão. A linguagem reflete a capacidade de pensamento, então se uma pessoa tiver um transtorno de pensamento sua linguagem poderá ser prejudicada. Junto aos processos cognitivos é que a linguagem se desenvolve e se as habilidades das funções mentais são crescentes assim os recursos linguísticos também serão.

E o quinto a sensação, que é a resposta sensorial ou objetiva ao estimulo do meio ela detecta a experiência sensorial básica por meio dos sons, objetos, odores e outros. Desse modo, essa função pode classificada como sendo de natureza objetiva.

A descoberta de que as pessoas não reagem diretamente aos acontecimentos, mas sim à representação mental que fazem de tais acontecimentos e que tais representações se encontram reguladas pelos princípios e parâmetros da aprendizagem, lançou os psicólogos na exploração dos mais diversos modelos cognitivos. [...] Em sua obra “Além do Princípio do Prazer” (1920, p.34), Freud afirma: a compulsão a repetição também rememora do passado experiências que não incluem possibilidade alguma de prazer e que nunca, mesmo há longo tempo, trouxeram.

Os modelos cognitivos apresentam determinadas características gerais, entre elas, salientam-se os seguintes pontos em comum aos diversos modelos: a atividade cognitiva afeta o comportamento, isto é, o que nós sentimos e fazemos depende daquilo que pensamos; a atividade cognitiva pode ser registada, acompanhada e alterada; e as alterações do comportamento podem ser efetuadas através de mudanças cognitivas, ou seja, alterando a forma como pensamos, raciocinamos e outros.

As metodologias de avaliação cognitiva apresentam determinados métodos utilizados, com fins terapêuticos. Os métodos de registo, englobam o uso dos pensamentos em voz alta [o que o sujeito pensa quando é confrontado com uma dada situação], do discurso interno [monólogo interno que cada sujeito faz para lidar com determinada situação] e da associação livre [associações de pensamentos que vêm à consciência do sujeito a propósito de um conceito ou acontecimento].

Deparar-se com barreiras internas pode ser um desafio para aqueles que não conseguem vencer esses obstáculos. Entretanto, a escolha mais sadia é compreender como eles se formam e montar um plano para superá-los. Saiba melhor o que é, como identificar e desconstruir um bloqueio emocional por trás do pensamento.

Um bloqueio emocional se trata de um mecanismo de defesa inconsciente para que se evite o sofrimento. Uma sucessão de infortúnios na perseguição por emprego é capaz de induzir a insegurança nos processos seletivos, na pesquisa de vagas, na prospecção de clientes, em post de anúncios de psicologia dentre outros. Que é capaz de levar o sujeito a reproduzir pensamentos, eu não consigo arrumar emprego, eu não sou capaz, eu não sou corajoso, por exemplo.

Através desse escudo, uma experiência difícil passa a ser vivenciada de um modo mais inconsciente e menos direto. Contudo, isso não significa que essa situação deixe de existir e incomodar o indivíduo. Por conta disso que muitas pessoas sem instrução emocional levantam esses bloqueios para não sofrer, como o medo, a insegurança e outros, transitando por entre pensamentos disfuncionais.

O bloqueio emocional surge de diversas linhas, mas diretamente com a forma de nos colocarmos no mundo. Isto é, os relacionamentos interpessoais que produzimos com as pessoas e com as situações que chegam até nós. Desconfiar das próprias capacidades com medo do julgamento e rejeição nos faz frear qualquer posicionamento pró ativo.

Por medo de sofrer novamente, é comum uma pessoa se fechar e criar uma proteção. Usitar máscara ao fazer vídeos, excesso de maquiagem, vestuários engraçados, alterar o tom de linguagem, produzir vídeos no TicToc no qual existe a possibilidade de distorcer a aparência, por exemplo.

E sempre que cenários semelhantes aparecerem pelo caminho, nos mostraremos mais pessimistas e nos acovardaremos com medo de repetir a dor. Mas inconscientemente acionamos a compulsão a repetição da crença disfuncional.

É importante ressaltar que um bloqueio emocional é fortemente influenciado pelo meio em que vivemos. Seguindo um dito popular, você não pode se curar no mesmo lugar que adoeceu, portanto precisa se retirar. Agora caso não haja a mínima possibilidade de demover-se da localidade é possível reformular o pensamento disfuncional por meio do mecanismo defesa substitutivo, substituindo para um pensamento que produza uma reposta adaptativa e realista.

Nisso, o entorno conta bastante para a modelação de nossa postura negativa com os bloqueios. Então se faz necessário subtrair-se de situações e ambientes redes sociais, moradia, comunidade, ambiente organizacional, amizades, por exemplo.

Leve em conta o entorno em que você se encontra, ou melhor dizendo, se situa-se num bairro classe pobre morando  numa residência com espaço restringido, porque não tem condições econômicas para escolher morar em outra melhor, se o bairro é compostos de pessoas infratores e dependentes químicos, o transporte coletivo percorre uma distância longa para chegar ao centro num período entre 60 e 120 minutos, a conexão de internet repleta de instabilidade, o poder aquisitivo da população é baixa renda na linha de pobreza, no qual é um campo que não permite que a psicologia seja estabelecida.

Esse lugar é o recomendado para você reformular suas crenças, aplicando na sua vida pensamentos realísticos que promovam o egresso deste ambiente, removendo o bloqueio emocional do medo. O lugar em que estamos inseridos influencia diretamente, no modo a agir como um campo ou agente de concentração.

Esse catalisador ajuda no crescimento de sentimentos e emoções negativas em suas piores formas quando a situação se repete. Assim, para se livrar disso, é preciso ter coragem para achar os alimentadores dessa situação destrutiva.

Ambientes, os lugares onde vivemos possuem uma forte influência em nossa perspectiva de mundo e no modo de pensar. O trabalho, por exemplo, pode causar insegurança e colaborar para que os funcionários não alcancem suas metas. Já que sempre existirá alguém nos avaliando e cobrando o que pode ajudar na comoção do bloqueio. O bloqueio emocional se origina da falta de segurança, medo e desconfiança em nossas próprias capacidades de agir e até pensar.

Entretanto, a força desses elementos pode criar uma barreira difícil de romper. Isso pode comprometer a nossa postura no mundo e invalidar qualquer intenção de nos recuperar. O fato de conviver em um ambiente construído com as mãos humanas com espaço restrito apontando para o indivíduo que sua autonomia, locomoção está comprometida, isto influência a percepção de modo negativo acionado inconscientemente o mecanismo defeso do medo e influenciando-o a fazer leitura mental e interpretação equivocada ao pensar de modo disfuncional. [...] Esse medo marcará nossa memória, de forma desprazerosa, e será experimentado como desamparo, “portanto uma situação de perigo é uma situação reconhecida, lembrada e esperada de desamparo” (Freud, 2006, p.162).

Mas, se experimenta ou experimentou o medo, insegurança, sentimentos de inferioridade, inveja, ciúme, pensamentos negativos, deve ficar alerta pois estes são os sintomas mais frequentes do bloqueio emocional que afeta a sua vida por inteiro e geram um clima interno de ansiedade e stress. Porque me sinto bloqueado?

Ter um bloqueio emocional é normal e isso serve para nos colocarmos à prova e superarmos o que as nossas emoções limitantes nos dizem. Se as ouvirmos melhor, saberemos que na verdade estão dizendo é para superarmos as nossas inseguranças e nossos próprios medos. Que as usemos como estímulo. Quando estamos estressados ou magoados nós não conseguimos ser produtivos ou até realizar coisas simples da nossa rotina. Por termos pensamentos distorcidos, dessemelhantes que não condiz com a realidade.

O bloqueio emocional é uma barreira psicológica que colocamos para nós mesmos e que nos impede de perceber com clareza alguns aspectos da vida e até pensar de modo correto e realista. Isso se deve a percepção coletiva da realidade negativa que nos envolve e que nos influencia, mesmo que inconscientemente.

Interpretando o texto Bíblico a seguir vamos nos deparar com personagens que tem pensamentos de acordo com a sua realidade desagradável e expressam dificuldade em remodelar substituindo o pensamento desfavorável para outro pensamento que reproduza respostas adequada realista, causando a desorientação temporal espacial confusa e bloqueio emocional no livro de Marcos 5:35-43. 35-Estando ele ainda falando, chegaram alguns do principal da sinagoga, a quem disseram: A tua filha está morta; para que enfadas mais o Mestre? 36- E Jesus, tendo ouvido estas palavras, disse ao principal da sinagoga: Não temas, crê somente. 37- E não permitiu que alguém o seguisse, a não ser Pedro, Tiago, e João, irmão de Tiago.

38- E, tendo chegado à casa do principal da sinagoga, viu o alvoroço, e os que choravam muito e pranteavam. 39- E, entrando, disse-lhes: Por que vos alvoroçais e chorais? A menina não está morta, mas dorme.

40- E riam-se dele; porém ele, tendo-os feito sair, tomou consigo o pai e a mãe da menina, e os que com ele estavam, e entrou onde a menina estava deitada.  41- E, tomando a mão da menina, disse-lhe: Talita cumi; que, traduzido, é: Menina, a ti te digo, levanta-te. 42- E logo a menina se levantou, e andava, pois já tinha doze anos; e assombraram-se com grande espanto. 43- E mandou-lhes expressamente que ninguém o soubesse; e disse que lhe dessem de comer.

Iniciando a interpretação no verso 35, o pensamento de alguns da sinagoga foi verbalizado e carregado de emoções na linguagem como, desesperança, perda luto, finitude, descrença na pessoa de Jesus Cristo, essa circunstância não tem mais solução, chega de preocupação, não existe cura ou milagre.

Todos os pensamentos carregam ocultamente a intencionalidade de provocar a turvação e o rebaixamento do nível da consciência do chefe da sinagoga. A tenção dos colegas era produzir na consciência do chefe da sinagoga a alteração da atenção seletiva, da concentração na fé e consequentemente da capacidade de percepção num milagre. É a forma mais comum de desorientação temporal e espacial da realidade confusa com a possibilidade de causar a compulsão a repetição na desorientação temporal espacial. [...] Freud no seu texto “Recordar repetir e elaborar” (1914), texto esse em que começa a pensar a questão da compulsão à repetição, fala do repetir enquanto transferência do passado esquecido dentro de nós. Agimos o que não pudemos recordar, e agimos tanto mais, quanto maior for a resistência a recordar, quanto maior for a angústia ou o desprazer que esse passado recalcado desperta em nós.

Aqui notamos pensamentos de desesperança perante uma situação de morte. Para o principal da sinagoga era um pensamento descoincidente originado pela percepção dos seus colegas, por tanto este não era o seu pensamento e a sua forma de defrontar-se com a realidade.

Pois, ele tinha um pensamento realista estribado na sua consciência que acreditava que Cristo poderia curar, no qual Cristo lhe diz no verso 36 - Não temas, crê somente. Cristo contribuiu para amparar a crença do chefe da sinagoga levando-o a não acreditar no pensamento e na realidade que seus colegas da sinagoga queriam apresentar como verdadeira e diziam que a esperança de milagre acabou, ou seja, não existe mais.

Porém ao exercer inconscientemente o processo psicológico básico das funções de como primeiro o pensamento é a capacidade de compreender, de formar conceitos e organizá-lo e crer que a realidade poderia ser alterada naquele momento, houve mudança na sua realidade.

O diálogo de Cristo com o chefe da sinagoga favoreceu o rompimento do bloqueio emocional do medo inconsciente que foi imposto pelos seus colegas ao dizer A tua filha está morta; para que enfadas mais o Mestre? Encaminhando o pensamento de crer na figura de Jesus Cristo na consciência do chefe, levando a deslocar-se do estado de desorientação temporal espacial confusa, substituindo a realidade de morte da filha para a realidade de vida.

E, no verso 41 aconteceu o milagre esperado pelo chefe da sinagoga, que alterou o seu pensamento de insegurança, para um pensamento originado pela fala de Jesus que reproduziu a fé/ e ou crença em Jesus Cristo e trouxe a reposta adaptativa e realista de cura sobre a filha Talita.

Podemos dizer assim, que existe uma atmosfera social negativa, que carrega consigo certos valores como a competitividade e o pragmatismo. Esses valores podem entrar em colisão com a necessidade que todos temos de nos sentirmos incluídos, queridos e apoiados pelo grupo social.

Acreditar que você não pode ou não tem capacidade para alguma coisa, porque o resultado do que almeja dependeria de talento ou genética, é um erro grave, enfrentar instabilidades no começo de uma atividade ou caminho escolhido não pode impedir de seguir tentando. Carece ter consciência do próprio potencial, ao proferir pensamentos realistas e compreender que é capaz de fazer determinadas coisas e identificar a quantidade de esforço que vai precisar colocar na empreitada.

A falha defensiva tem a ver com resistir em fazer coisas que você tem de fazer por essas coisas não combinarem com o seu perfil. Post de anúncios nas redes sociais, perseguir clientes através de orçamentos pagos, exibir vídeos com conteúdo de psicologia e o que você pensar enquanto lê o texto, por exemplo.

Queremos as coisas por fatores intrínsecos ou extrínsecos. Enganar esse bloqueio quando achar que deve fazer algo que não quer é buscar os fatores intrínsecos a cada escolha.  Há pessoas com o lócus de controle interno, ou por outra, que tomam decisões baseadas em motivos internos no que sente ou acredita [pensamento] e que, por isso, tendem a se tornar pessoas mais independentes. Enquanto isso, indivíduos com o lócus de controle externo são o oposto, norteiam a vida a partir de fatores externos e, por isso, são mais dependentes de outros e se importam com críticas e comentários a respeito deles.



Referência Bibliográfica

BÍBLIA, A. T. Isaias, N.T. Marcos. In BÍBLIA. Português. Bíblia Evangélica: Antigo e Novo Testamentos. Tradução Versão de João Ferreira de Almeida Corrigida 1948 (JFAC). São Paulo.

FREUD, A. O ego e os mecanismos de defesa. Rio de Janeiro: Biblioteca Universal Popular, 1968

FREUD, S. (1920), "Além do princípio do prazer” In: FREUD. S. Obras completas de S. Freud. Rio de Janeiro: Imago, 1996, v. XVIII.

FREUD, S. (1996). Obras completas de S. Freud. Rio de Janeiro: Imago. (1914). "Recordar, repetir e elaborar ", v. XII

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  Ano 2025. Autor [Ayrton Junior Psicólogo] Introdução Este livro nasce da escuta de um conflito silencioso: o de um sujeito que, formado em Psicologia, atua como fiscal de caixa em um supermercado — um espaço de intensa dinâmica social, mas carente de reconhecimento subjetivo. O personagem central, o fiscal psicólogo , simboliza o homem moderno dividido entre o trabalho que sustenta o corpo e o desejo que alimenta a alma . No entanto, o ambiente organizacional, regido por normas e metas, torna-se o espelho de uma estrutura psíquica aprisionada: o superego institucional, que reprime o desejo de ser, em nome do dever de parecer produtivo. Pela lente da psicanálise , este livro propõe uma escuta — ou, como diria Lacan, uma escanálise — da dor de um sujeito que, sem perceber, retirou a libido de sua própria função. A análise busca compreender o processo inconsciente que o levou a se perceber como um “fiscal morto” , sem prazer, sem reconhecimento e sem o brilho do desejo que...