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O Farol No Desemprego

 Ano 2022. Escrito por Ayrton Junior Psicólogo CRP 06/147208

O presente artigo chama a atenção do leit@r a apreender a localizar o seu farol/ e ou referência do objetivo que não consegue avistar, enquanto atravessa o desemprego. Pois, o ponto de partida é o desemprego e o mesmo se apercebe também dizendo: eu não consigo ver uma luz no fim do túnel/ e ou onde, se situa o meu farol?

Embora o sujeito tenha um propósito associado a alguma instituição que até o presente não lhe foi desvelado, permanecendo oculta a sua captação, interpretação e leitura mental concatenadas aos órgãos da visão. O sujeito experimenta a ocultação farol ou cegueira, que o faz perder a orientação da navegação segura diante da inatividade profissional involuntária.

A aspiração agregada ao saber do indivíduo, que resulta do objetivo e informações adquiridas ao longo dos anos transformadas em experiência e competência profissional, deslocadas em direção a procura por emprego será sempre o farol no desemprego. E o mesmo não sabe, que não sabe por experimentar a alienação, desorientação profissional por vivenciar um evento social em consequência do desemprego.

Depreendendo o conceito de desemprego o qual deve ser assimilado como uma situação social de não emprego, na qual o indivíduo não realiza trabalho remunerado. Considera-se desempregado a pessoa que está procurando emprego e não está recebendo dinheiro. Em outros termos, a pessoa nessa situação está a procura de um trabalho remunerado. Isto significa, ofertou sua mão, apesar de não conseguir vendê-la por uma quantia mínima. Pode ser tanto aquele que está demitido temporariamente, quanto aqueles que estão a procura de emprego ou aguardando para iniciar um novo trabalho dentro de vários dias.

Apresentar-se fora da força de trabalho, representa quem não se enquadra nas duas categorias acima e só pode fazer parte desse terceiro grupo. Os que se encontram fora da força de trabalho são estudantes, aposentados, indivíduos da meia-idade, donas de casa e pessoas que não trabalham, mas não estão nessa busca por emprego. Aqui, não houve oferta de mão de obra e obviamente, trabalho remunerado. É muito comum desempregados serem confundidos com quem está fora da força de trabalho, mas é importante saber dessa distinção.

Por tanto é simples dizer e não perscrutar interpretar, compreender o pensamento automático disfuncional, eu não consigo enxergar uma referência que anuncia a luz no desemprego. O farol que equivale a luz, que o desempregado pretende pressentir representa o objeto de seu interesse [alguma empresa ou cargo, mas não é qualquer empresa e nem qualquer cargo]. Sendo que na atualidade só lhe é apontado no farol vagas que irradiam que o mercado dispõe naquele momento, que não lhe causa interesse, então o desempregado diz que não repara na luz no desemprego, por que se encontra em naufrágio. Melhor dizendo, é a falta de emprego ideal; situação em que parcela da força de trabalho não consegue obter ocupação e comporta-se segundo a desorientação profissional, digo, perda da orientação de carreira.

Porque está reparando com a atenção seletiva apenas as vagas que lhe causam complexo de inferioridade, desprazer ou obscuridade na visão, surgindo a desorientação, digo, a pouquidade de orientação para continuar navegando na escolha do objetivo principal em detrimento da insuficiência financeira. E não suporta o princípio de realidade repercutido no mercado de trabalho que instiga o estado de perturbação mental, temporário ou duradouro que se caracteriza pela perda de noções de espaço, tempo, identidade, percepção, consciencização prejudicando nas escolhas e tomadas de decisões dentre outros.

Ou por outra, desponta vagas das quais não tem sequer experiência em carteira comprovada muito menos competência profissional a respeito da vaga. E com tão poucas vagas e um desemprego profundo, ser escolhido para a próxima fase da seleção é ainda mais difícil. E no momento que a pessoa se apercebe que não tem mais como se ocupar com a profissão que exercia anteriormente pronuncia, eu não consigo enxergar uma luz no final do túnel ou a minha referência de trabalho.  Deste ponto em diante é preciso construir e interpretar o que representa o caminho desemprego e a simbologia do farol luz.

Desemprego representa quando um trabalhador é demitido ou entra no mercado de trabalho [está a procura de emprego] e não consegue uma vaga de trabalho. É uma situação difícil para o trabalhador, pois gera problemas financeiros e, em muitos casos, problemas psicológicos [depressão, ansiedade, amnésia dissociativa, perda de memória, estresse dentre outros] no trabalhador e em sua família.

Ou ainda, o sujeito se apercebe demitido injustamente, destituído do cargo, restringido desprovido e carecido de recursos, seja financeiro/emocional, e da acumulação de coisas que supõe serem importantes. Simbolizando um caminho desprovido, carecente de solução e fartura com destino a não conservação da dignidade pessoal/e ou profissional do indivíduo despertando inseguranças, incertezas. [...] Em sua obra “Além do Princípio do Prazer” (1920, p.34), Freud afirma: a compulsão a repetição também rememora do passado experiências que não incluem possibilidade alguma de prazer e que nunca, mesmo há longo tempo, trouxeram satisfação, mesmo para impulsos instintuais que foram reprimidos.

O desemprego reflete a distância entre um ponto e outro ponto, com pouquidade de luz, digo, espelha uma carreira sendo percorrida de maneira recalcada e reprimida no inconsciente e se o inativo não estiver consciente/lucido da intenção profissional e em qual lugar quer chegar, estará atravessando o percurso de modo reprimido inconsciente, por que não traz visibilidade ao desempregado para chegar a um destino pela perda de clareza do objetivo final. Ou assim dizendo, privação da consciencização que se possuía referente ao cargo pretendido que nesta ocasião conserva-se reprimido, por conta das intempéries que são a ocupações não ambicionadas e olhadas com desprazer.

O farol no desemprego, traduz o objetivo principal que serve de guia a navegação ao desocupado por estar desorientado e não concebe mais com a conscientização, e nota que não vai alcançar a organização almejada. Visto que, qualquer trabalhador, jovem ou não, que fique muito tempo afastado do mercado de trabalho, desempregado ou inativo, diminuirá sua chance de retornar em função da defasagem de conhecimento e da falta de experiência e aprendizado.

E na maioria das vezes qualquer indivíduo que perdura no caminho do desemprego aguentando maus resultados/desprazer por um período longo, seja qual for o cargo, este direciona-se sempre a outros cargos e empresas, sendo conduzindo pelo pensamento citado acima reprimido no inconsciente ausente do farol que serve de guia a navegação segura por entre as contrariedades impostas pelo mercado de trabalho.   

E não lhe é desvelado como se dará a construção da identidade e nem qual instituição lhe outorga o acesso para a construção do roteiro que cobiça. Diante disto é uma condição em que pessoas se encontram quando não possuem atividades que lhes são rentáveis. [...] Em sua obra “Além do Princípio do Prazer” (1920, p.34), Freud afirma: a compulsão a repetição também rememora do passado experiências que não incluem possibilidade alguma de prazer e que nunca, mesmo há longo tempo, trouxeram satisfação, mesmo para impulsos instintuais que foram reprimidos.

Enquanto o indivíduo demorar-se alienado, autômato e inconsciente, ou seja, dormindo ou com exiguidade de clarificação sobre a sua trajetória, sobrevive dizendo a si mesmo e reproduzindo a crença: eu não consigo ver uma luz no desemprego, por meio da ausência de intelecção e percepção.

Ou melhor dizendo, o indivíduo atravessa o descaminho do caminho, e por conseguinte um desempregado, é um indivíduo que faz parte da população ativa [que se encontra em idade de trabalhar] e que anda à procura de emprego embora sem sucesso.  Esta situação traduz-se na impossibilidade de trabalhar e, isto, contra a vontade da pessoa, uma vez que emprego é uma função, cargo ou ocupação remunerada e de imediato o desemprego se define como situação de ociosidade involuntária.

Embora todas as investidas no percurso do desemprego, cercado de faróis que servem de guia a navegação por entre os itinerários  concedidos a sites de empregos; agencias de empregos; agências de headhunter; programas da prefeitura de cursos de qualificação; Centro público de apoio ao trabalhador que disponibiliza vagas de emprego; Rede de contato pessoal Network; Concursos públicos; Grupos no WhatsApp de emprego; Rede Social Linkedin; Programas de política pública do governo como Bolsa Brasil/LOAS; Sites de Internet que oferecem cursos gratuitos; Indicação de amigos/parentela a vagas de emprego; Trabalho informal; Empreendedorismo; Aposentadoria; Cursos gratuitos no Sebrae e Senac, por exemplo.

Todos esses caminhos retratam a luz da deposição, isto significa, a destituição de um cargo com intenção de reencontrá-lo, até chegar a rota esperada, e se espelha como se estivesse trilhando no descaminho, isto é, o afastamento do caminho correto, porque as decepções, frustrações distorcem a visão, dando-lhe a impressão e sensação de transitar por entre [vagas/organizações] aos quais não revelam a luz que representa o objeto final ambicionado.

Mediante isto o exonerado, apenas pressenti com a heurística afetiva, em outras palavras, heurística do afeto é um atalho mental, de acordo com o qual os seres humanos tomam decisões baseados em seu julgamento emocional de uma coisa, pessoa ou evento. O efeito da heurística do afeto é tão ligado ao próprio raciocínio que, na maioria das vezes, nem sequer notamos que estamos seguindo-a.

Decidimos vestir essa ou aquela roupa, ajudar esse ou aquele colega de trabalho, busca qualquer vaga de emprego para escaparmos da privação monetária, vamos a essa ou aquela loja e acreditamos ter decidido isso apoiados nos fatos. É chamado de heurística um processo cerebral em que a mente, diante da necessidade de tomar uma decisão complexa, se utiliza de atalhos de raciocínio para facilitar a escolha.

A heurística do afeto é a categoria que nos faz tomar decisões de acordo com aquilo que gostamos mais ou menos, levando a dissociar-se da racionalidade. Em ouros termos, não leva em conta nada do que se passa de modo racional e objetivo, como a não admissão a estipuladas empresas que não oportunizaram a construção da trajetória na prestação de serviços a qual ambiciona.

O desocupado bloqueado na heurística do afeto, não observa que os nãos associados aos maus desenlaces atribuem respostas positivas e não negativas. Em que as vagas disponibilizadas as quais seu perfil foi recusado/desclassificado por não atender ao padrão de requisitos altos, não contribuem e nem propiciam engendrar algo em benefício de si e de outrem especial.

Em razão do mecanismo defeso da fixação, o qual mantem o sujeito fixado apenas na simbolização do aspecto negativo da situação que tendo condições físicas/emocionais e disposição para trabalhar, não obtêm emprego e por isso estaciona na inatividade profissional involuntária que o desvia da luz objetivo pretendido.

E por entre o mecanismo defesa projeção, projeta sentimentos de raiva, decepção, e se aparenta desinformado, digo, que não recebeu informação sobre a temática desemprego descrita nos parágrafos acima, que o conduz ao mecanismo de defesa da negação, negando a realidade, fatídica que se manifesta e comprova-se através da ausência de êxito nas trajetórias investidas mencionadas no parágrafo acima para arranjar emprego.

O sujeito continua, quer dizer dá prosseguimento contra a vontade por intermédio de agentes externos inflexíveis do mercado de trabalho, o qual escolhem conscientemente prolongar a ociosidade involuntária convertendo numa situação social, que diz respeito à posição que ocupa uma pessoa na sociedade de não emprego, na qual não realiza trabalho remunerado. Apesar de continuar procurando emprego e não está recebendo dinheiro.

Em outros termos, anda a procura de um trabalho remunerado, mas, não um trabalho qualquer. Isto significa, oferta a sua mão, apesar de não conseguir vendê-la por uma quantia mínima, seja a empresas ou clientes que o desprestigia. O inativo investiga na intenção de diminuir a distância entre a degradação e o objetivo final, aproximando-se da consciencialização; ato ou efeito de tomar consciência do objeto ambicionado com clareza. Ou seja, anseia aproximar-se do farol objetivo que serve como referência profissional.

Dispondo-se no sentido de deslocar-se da abstinência inconsciente do objetivo perseguido, assim dizendo, partir da deficiência voluntária da satisfação da necessidade ou de um anseio de insistir desempregado, seja por motivos religiosos, morais, ser vítima, ser custeado por figuras parentelas ou punição por agentes externos rigorosos do mercado de trabalho para aproximar-se do projeto.

O indivíduo desqualificado nos processos seletivos é visto como portador de alguma deficiência, na qual não possui alguma qualificação, seja, experiência, pós graduação, idade adequada, não possui requisitos de velocidade de internet requeridos pelas empresas, instabilidade com queda de conexão na internet por conta da região e bairro, não habita em localidades estipuladas pelas organizações para ter acesso rápido a empresa dentre outros.

Isto se constituiu num padrão de perfil acordado na organização que se torna impossível ajustar esse padrão ou torna-lo flexível ou até mesmo rompê-lo a fim de ser contratado. Deste modo o ocioso prossegue, ou seja, continua o que se tinha começado na perseguição da vaga ansiada ou não, anexando a compulsão a repetição da luz no desemprego até que se enquadre numa instituição. [...] Freud no seu texto “Recordar repetir e elaborar” (1914), texto esse em que começa a pensar a questão da compulsão à repetição, fala do repetir enquanto transferência do passado esquecido dentro de nós. Agimos o que não pudemos recordar, e agimos tanto mais, quanto maior for a resistência a recordar, quanto maior for a angústia ou o desprazer que esse passado recalcado desperta em nós.

Outro tipo [menos comum] de desempregado é a pessoa que está disposta a começar imediatamente em uma nova ocupação, mas que não está à procura porque já combinou de começar em um emprego no futuro. Também se qualifica neste meio o desempregado que é capaz de renunciar a antiga profissão e desenvolver-se no empreendedorismo e opta por não mais buscar emprego no mercado de trabalho, porque incontinente se comprometeu consigo ante o empreendedorismo.

 

 

 

Referência Bibliográfica

FREUD, A. O ego e os mecanismos de defesa. Rio de Janeiro: Biblioteca Universal Popular, 1968

FREUD, S. (1920), "Além do princípio do prazer” In: FREUD. S. Obras completas de S. Freud. Rio de Janeiro: Imago, 1996, v. XVIII.

FREUD, S. (1996). Obras completas de S. Freud. Rio de Janeiro: Imago. (1914). "Recordar, repetir e elaborar ", v. XII

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